Perdas necessárias

Perdas necessárias

As perdas são partes da vida. E elas são necessárias porque, para crescer temos de perder, não só pela morte, mas também por abandono ou pela desistência. Em qualquer idade, perder é difícil e doloroso, mas só através de nossas perdas nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos.

As pessoas que somos e a vida que vivemos são determinadas, de uma forma ou de outra, pelas nossas experiências de perda. Esta compreensão ajuda a ampliar o campo de nossas escolhas e possibilidades.

Todos nós, em princípio, lutamos contra as perdas, mas as perdas são universais, inexoráveis e muito abrangentes em nossas vidas. E nossas perdas incluem não apenas separações e abandonos, mas também a perda consciente ou inconsciente, de sonhos românticos, ilusões de segurança, expectativas irreais e outras.

As perdas que enfrentamos ao longo da vida, e das quais não podemos fugir são:

– que o amor de nossos pais não é só nosso.

– que nossos pais vão nos deixar, e que nós vamos deixá-los.

– que por mais sábio, belo e encantador que alguém seja, ninguém tem assegurado casar e ” ser feliz para sempre”.

– que temos de aceitar – em nós mesmos e nos outros – um misto de amor e ódio, de bem e de mal.

– que tudo nesta vida é implacavelmente efêmero.

– que estamos neste mundo essencialmente por nossa conta.

– que somos completamente incapazes de oferecer a nós mesmos ou aos que amamos, qualquer forma de proteção contra a dor e contra as perdas necessárias.

– que nossas opções são limitadas pela nossa anatomia e pelo nosso potencial.

– que nossas ações são influenciadas pelo sentimento de culpa incutido em nós pela educação que recebemos.

Examinar estas perdas permitem aceitar e modelar melhor os fatos da nossa vida. Começar a perceber como nossas perdas moldaram e moldam nossas vidas pode ser o começo de uma vida mais promissora e feliz!

Desconheço a autoria.

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3 Respostas to “Perdas necessárias”

  1. Ana Machado Says:

    As perdas na nossa vida são incontroláveis e nunca sabemos a hora nem o dia. A vida tem um ciclo…nascer…crescer..e fenecer…Há perdas que se aceitam, embora sempre dolorosas…Mas, umas mais que outras…a vida já é curta….mas para alguns demasiado curta…e aí a perda é revolta…não se aceita…muito menos quando não tiveram tempo sequer de desfrutar um pouco da vida…apenas sofrimento…e, estas não consigo entender, por mais que tente encontrar uma resposta…..e aí não dá para se desenvolver a nível espiritual…..mas esta é a minha visão.
    Sim, em princípio todos tentamos combater as perdas, são universais…implacáveis e são de vária índole….como as citadas….
    O amor dos nossos pais não é só nosso…..Tem que ser distribuído por todos que estão à sua volta

    Sem dúvida, que nos vamos deixar mutuamente…os pais e filhos não são propriedade de ninguém…não é só pela perda para o Além-Mundo…como quando os filhos já têm o voo pronto para bater as asas (alguns, não possuem…mas por algum motivo acham que sim….).

    Na vida nada é certo…tudo é uma incógnita…não é uma questão de sabedoria,,,são os factos que surgem e não se é capaz de alterar…como se costuma dizer: Nunca digas Nunca….Ninguém sabe o dia de amanhã…..

    Não é fácil aceitar o mal ou o ódio…mas ignora-se…mas, não se esquece….

    Muito certa…esta vida é uma passagem…com bilhete já de ida e volta…
    Penso que não estamos só por nossa conta….Não somos detentores de muita coisa….Há coisas que não controlamos
    Era tão bom que tivéssemos o poder de proteger-nos e quem amámos….Essencialmente, contra o sofrimento. e as perdas…por isso, é que não estamos por nossa conta em tudo…Naquilo que os homens não deveriam de estar é que estão….a ambição, a maldade…falta de altruísmo…aqui é que não deveriam possuir livre arbítrio…..

    Nem todas são limitadas pela anatomia e potencial….há quem as possua e o homem é que limita as opções, consoante o seu gosto e a belo prazer….
    A educação é fulcral nas ações…o modelo que se tem…é o que se imita… E neste campo, a educação do berço cada vez está mais carente…os educadores estão a ficar com memória
    Penso que é muito subjetivo o aceitar as perdas e moldamos melhor a vida, através de como eles a moldaram….Poderemos dizer para quê ser assim, se partiu tão injustamente, Não quer dizer que se vá deteriorar o modo de vida….Mas alterar acho que não…depende de como foi a perda….como já referi pode dar em uma grande revolta……..Depende muito de pessoa para pessoa…e o apego que existia com as mesmas….

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  2. a perda é dolorasa mais é uma lição de vida se aceitamos

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  3. Esse texto é do livro Perdas Necessárias, de Judith Viort

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