Arquivo para Vontades

Chorar não resolve

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/05/2015 by Joe

Chorar não resolve

Falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo.

Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze.

Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.

Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.

Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela.

Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.

By Charles Chaplin.

Espectadores da vida alheia

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , on 22/04/2015 by Joe

Espectadores da vida alheia

Há pessoas que são apenas espectadores da vida alheia e carregam com elas expectativas e frustrações.

Tudo dentro de um saco com sonhos não realizados, vontades não atendidas, carinhos mendigados, farelos de amor…

Desconheço a autoria.

Tempo de mudança

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/11/2014 by Joe

Tempo de mudança

É tempo de mudança.

Mudança de casa, mudança de vida.

Tempo de viver planos, desejos, vontades.

É tempo de mudar. Mudar as roupas do armário, os temperos da comida, as cores da vida.

Tempo de mudança é sempre assim: medo e ansiedade. O medo de errar e a ansiedade de tentar fazer tudo novo.

Tempo de mudar é sempre tempo de refazer. Refazer não porque se fez errado. É diferente. É refazer por insistir nas coisas que não foram assim tão boas.

Tempo de mudar é sempre tempo de renovar e se desfazer de coisas, de renovar os cheiros, os gostos e os sabores…

Tempo de mudar é isso : abrir as gavetas, os lixos, os potes, as cumbucas…

E começar do zero.

Tudo de novo.

Tempo de mudar é isso!

É só o tempo que a gente passa a vida esperando: o tempo da reciclagem.

Desconheço a autoria.

Comida no prato

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/10/2014 by Joe

Comida no prato

Daniel Filho é um diretor incansável, sempre disposto a novos desafios, mesmo já tendo conquistado seu lugar de honra entre os maiores nomes do cinema e da tevê brasileira. Quando ele tinha 72 anos e filmava o longa-metragem sobre Chico Xavier, alguém perguntou por que ele não parava de trabalhar. Ele respondeu: Minha mãe me ensinou a nunca deixar comida no prato. E tem comida no prato.

Filosofia do dia a dia. Está explicada a dificuldade que muitos sentem ao se aposentar. Ainda tem comida no prato. É uma sensação comum também a todos os que são sutilmente convidados a saírem de cena, tendo suas solicitações de emprego negadas ou deixando de serem chamados para participar de reuniões familiares e sociais. Como assim, se ainda tem comida no prato?

Mais do que comida no prato, ainda existe fome.

O ser humano aceita a ideia da morte (real ou figurada) apenas quando não se reconhece mais como um faminto, quando o corpo cansa, a mente falha e a alma pede pra sair. Quando não há mais vontades, desejos, planos. Quando não vê mais necessidade de alimentar-se do que a vida oferece – música, cinema, amigos, natureza, sexo. Quando não há mais um sonho para renovar a energia, um projeto passível de realização, nenhuma esperança de que amanhã tudo possa mudar. Quando a sensação for de completo enfado. Quando não houver mais comida no prato.

Será que esse dia chega, mesmo?

Às vezes me consola pensar que sim, que chegará o dia em que estarei esgotada de tantas emoções vividas, de tanta agitação em volta, e a ideia de descansar em paz não será tão aterrorizante. Trabalho feito, missão cumprida, uma vida aproveitada até a rapa – o que mais se pode querer? A comida some do prato e levantamos da mesa sem a sensação de estarmos nos antecipando. É um plano de retirada maduro e consciente.

Porém, converso com pessoas que estão na chamada terceira idade e elas me dizem: não mesmo! Não é assim. “Quero mais”, dizem todas elas, mesmo com artrite, catarata, andando de bengala. “Quero mais.” Alcançam o seu prato para o chefe da cozinha e exigem uma porção adicional, e mais uma, e outra, e de novo. Quem ousará acusá-las de fominhas?

Para quem encara o fato de ter nascido como um privilégio, para quem não permite que suas potencialidades, mesmo reduzidas, sejam vencidas pelo desânimo, para quem domina a arte de temperar o convívio com as pessoas que ama nunca chegará o dia de declarar-se satisfeito. Aos 79, aos 84, aos 91, aos 98: enquanto a vida parecer suculenta, ninguém há de cruzar os talheres.

By Martha Medeiros.

A maior solidão do ser humano

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/06/2014 by Joe

A maior solidão de todas

Uma pessoa pode sentir-se sozinha quando está longe de suas pessoas queridas, quando não tem – ou pensa que não tem – amigos, pessoas que a entendam, lhe deem carinho, atenção, quando termina um relacionamento afetivo, ou perde um ente querido… São muitas as possibilidades que trazem o sentimento de solidão.

Mas a pior solidão que alguém pode sentir é a de não ter a si, estar distante de seu interior, de sua verdade, não saber quem é. Quando não sabemos de verdade o que somos, o que queremos, nos sentimos perdidos e sozinhos. Ora, nem nós mesmos nos conhecemos, por conseguinte, não conseguimos saber ao certo o que somos e queremos, não somos companheiros de verdade da gente. Não agimos seguindo decisões e desejos autênticos, somos levados pela opinião dos outros, pela vida ou por valores que estão dentro de nós, mas que aí se instalaram vindo de fora – com nossa permissão, claro – mesmo que inconsciente, mas não representam nosso eu verdadeiro.

Alguém nesse estado pode estar rodeado de gente que a ame, dê apoio, compreensão, mas mesmo assim estará se sentindo só, muito, desesperadamente até. Uma solidão que nada que vem de fora pode aplacar de verdade se algo não for feito pela própria pessoa que se sente solitária.

É muito ruim olharmos para dentro de nós e encontrarmos ideias confusas, valores duvidosos, falta de autoconfiança criada por mensagens incorporadas vida afora e pelo não conhecimento de nossa real identidade. Se eu não sei quem sou verdadeiramente, não me conheço, não sei me ajudar, me acompanhar, me amar.

Essa profunda solidão, da ausência do eu verdadeiro, provoca imensa instabilidade e dor. Muitos distúrbios afetivos podem daí advir, como a depressão, por exemplo. Quem passa ou passou por isso sabe como é duro viver nessa condição. E às vezes nem todo o apoio externo a suaviza.

O caminho para resolver essa solidão interior é voltar-se para dentro, cada um em seu tempo, de seu jeito, às vezes procurando a orientação de alguém habilitado, e tentar resgatar seu eu autêntico, suas vontades, preceitos, qualidades e aptidões que podem estar esquecidos lá no fundo, encobertos por toneladas de elementos errôneos, pensamentos exteriores de qualidade duvidosa e mensagens negativas que se permitiu que estacionassem no íntimo do ser.

Esse trabalho de autoconhecimento e redescoberta, de resgate do eu verdadeiro, nos aproxima mais de nós mesmos, de nossa verdade. Vamos nos achando de novo, percebendo o que temos feito que está ou não de acordo com o que realmente queremos e precisamos. Esse resgate, invariavelmente, faz com que reconheçamos nossas verdadeiras qualidades, limites também (e esses nós concluímos se podem e devem ser superados, quando e como). Vamos limpando o interior do que não é nosso e percebendo o que de bom temos, vamos reaprendendo a nos gostar.

Assim, começamos a nos nortear novamente na existência, mais seguros, mais senhores e companheiros de nós, mais centrados, com mais autorrespeito, autovalorização. Nos amando e conhecendo mais, sabendo pelo que queremos lutar sinceramente, temos para onde olhar quando procuramos respostas e referências: dentro da gente. Somos uma grande companhia e amizade para nós mesmos, não estamos mais sós. Quando tenho a mim, sinceramente, não me sinto só nem desorientado. Posso ficar confuso, às vezes, mas sei como parar, refletir e encontrar o rumo novamente.

Não me sentindo mais só, com falta de mim, posso perceber melhor a vida (e aprender melhor com a leitura que faço dela), seus acontecimentos, as pessoas a meu lado e o que têm de bom a me oferecer. Fico cada vez mais aberto e firme, melhor para viver minha relação comigo e as relações interpessoais de todos os tipos (profissionais, familiares, afetivas, etc.).

Assim, fico cada vez mais distante da solidão.

By Marcus Facciollo.

Entre o ego e a alma

Posted in Reflexão, Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/06/2014 by Joe

Entre o ego e alma

Enquanto pensamos que a morte é o que mais separa as pessoas, o ego, desde sempre, vem fazendo esse “serviço” muito mais do que ela!

Não há nada que vença o ego em termos de separações! E como é que ele age?

– No casamento e nas relações amorosas:

Em nome da “incompatibilidade de gênios”, homens e mulheres se separam, sem darem chance à flexibilidade que faria com que ambos – de comum acordo – cedessem um pouco. Não! Para o ego não tem acordo quando se trata de ceder. Seria “rebaixar-se! Ele só entende assim…

– Nas amizades:

Uma atitude ou palavra mal colocada são, muitas vezes, suficientes para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade. Não! O ego não admite erros, nem pedidos de perdão. Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim…

– Nas famílias:

Tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar – e com um pouco de humildade – todos saberiam até onde ir e quando parar. Não! O ego quer deter o poder sobre tudo e sobre todos. Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim…

– Nas carreiras:

Pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser “a melhor”. A consciência de que “o sol nasce para todos” faria isso parar. Não! O ego quer ganhar sempre, custe o que custar. Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim…

Em toda situação conflitiva que determina separações, o ego se faz presente e sempre quer ganhar.

É nos carros, em brincadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em encrencas vulgares, e assim por diante…

Infinitamente…

Pense em algo similar, não citado aqui, e você notará que nele também está a ditadura do ego. Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.

Não! Não é a morte o que mais promove essas separações! É o ego, o filho predileto do orgulho! Sua alma e seu ego ocupam o mesmo “castelo”. Deixe que sua alma seja a rainha vitalícia do lugar! Ela é aquela parte sua que deseja paz e reconciliações. O ego é o mal dentro de você. Dê-lhe um “cala-boca” bem dado.

Assim – e só assim – a vida lhe abrirá as portas da verdadeira e perene felicidade!

By Sílvia Schmidt.

Nunca se abandone

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/10/2013 by Joe

Cordas do violão

Quando depositamos, excessivamente, confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de nos decepcionarmos se torna muito grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas e vontades, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.

Nós, na verdade, podemos até beber do mesmo vinho, mas nunca na mesma taça. Temos que procurar nos bastar e reconhecer essa verdade! Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, devemos fazer isso, cientes de que estamos juntos porque amamos, gostamos, queremos e nos sentimos bem, e nunca por achar que precisamos daquela pessoa ao ponto de não conseguirmos viver sem ela, e jamais permitir que a outra pessoa desenvolva tal sentimento por nós.

Somos individuais, querendo ou não. Nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos. Devemos viver por nós, sempre buscando o propósito da nossa existência.

Aprendamos com as cordas do violão, que são independentes, mas juntas, cada uma fazendo a sua parte, constroem as mais belas melodias. As pessoas se completam não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e… vida!

Por isso, nunca se abandone!

Desconheço a autoria.

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