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Gripe suína

Posted in Saúde with tags , , , , , , on 17/07/2009 by Joe

EspirroNeste exato momento em que o vírus H1N1, responsável pela gripe suína, está se espalhando e circulando por todo o Brasil, acredito que a melhor arma para combatê-lo é a INFORMAÇÃO. Já estamos entre os países com os maiores números de casos de infecção, até mesmo pelas dimensões continentais do nosso país.

Não há motivos para pânico mas também não podemos ficar sentados, esperando que algum milagre aconteça. A informação é a arma mais poderosa para combater não só o vírus H1N1 como qualquer outra doença que vire epidemia ou pandemia (*).

Desta forma, resolvi compilar informações obtidas em sites médicos e do Ministério da Saúde, e disponibilizá-las neste post, sob a forma de perguntas e respostas para que possamos saber exatamente o que é a gripe suína, as medidas de precauções e como agir no caso de contágio.

Ajude a divulgá-las em seus blogs, por e-mails, sites, revistas e jornais de bairros. Só com informação poderemos combater e superar mais esse problema de saúde mundial!

(*) Pandemia (do grego pan = tudo/todo(s) + demos = povo) é quando uma doença infecciosa se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta. (Wikipedia).

1. O que é, afinal, a gripe suína?
A influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, vem registrando milhares de casos ao redor do mundo e tomou as proporções de uma pandemia. A doença vem sendo causada por um vírus composto por segmentos de genes humano, de ave e do porco. É a primeira vez que esta combinação genética ocorre. Na maioria dos casos confirmados no mundo todo, a doença tem se manifestado de forma leve e o índice de letalidade é praticamente o mesmo de uma gripe comum. A única diferença é que, como se trata de um vírus novo, as pessoas ainda não tem imunidade e por isso se espalha com tanta facilidade. Outro fator preocupante é a alta possibilidade de mutação do vírus.

2. Quais os sintomas dessa gripe?
A gripe suína se parece com uma gripe normal. O indivíduo tem dores de cabeça, dores musculares e nas juntas, ardor nos olhos, febre acima de 38ºC e início repentino. Parte das pessoas que contraíram a doença tiveram diarréia, embora isso não seja muito comum na gripe, mas pode acontecer.

3. Existem grupos de risco mais suscetíveis de contaminação?
Sim. Algumas pessoas podem ser consideradas mais suscetíveis: idosos, crianças menores de 2 anos, pacientes com imunodeficiências, gestantes, pacientes com quadro de imunodepressão em conseqüência de tratamento de câncer, portadores de HIV e outras complicações, diabéticos, cardiopatas, pneumopatas e renais crônicos.

4. Quais medidas de precaução devem ser tomadas por essas pessoas?
As medidas de precaução que devem ser tomadas são: evitar viagens internacionais para países ou regiões com alto nível de incidência, lavar as mãos com água e sabão frequentemente (o uso de álcool gel também é recomendado), cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos pessoais, evitar tocar olhos, boca e nariz após contato com superfícies e evitar locais com aglomeração de pessoas,  e o contato direto com pessoas doentes; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

5. A vacina que estão anunciando na imprensa é eficaz?
A vacina contra a doença anunciada recentemente por uma indústria farmacêutica foi desenvolvida com uma nova tecnologia que já estava sendo trabalhada pela empresa, daí a rapidez com que foi apresentada. Porém, ainda não se pode afirmar sua eficácia pois muitos testes em humanos ainda estão sendo feitos e isso leva algum tempo até sua aprovação.

6. A vacina comum contra a gripe pode proteger do vírus H1N1?
Não. Porém, a vacina contra a gripe comum continua sendo importante, pois protege contra várias outras formas de vírus influenza que estão circulando pelo mundo e que tem mais chances de acontecer agora, principalmente no inverno. As pessoas, portanto, devem continuar o seu planejamento de vacinação.

7. Quais medidas de precaução devemos tomar ao viajarmos para regiões afetadas?
– Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência nas regiões afetadas. Substituí-las periodicamente.
– Evitar locais com aglomeração de pessoas (onibus, metrôs, shoppings, cinemas, bares, teatros, igrejas).
–  Evitar o contato direto com pessoas doentes.
–  Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
–  Evitar tocar olhos, nariz ou boca sem estar com as mãos bem limpas.
– Usar lenços descartáveis sobre a boca e nariz sempre que tossir ou espirrar, higienizando as mãos logo em seguida e até mesmo a própria torneira. Evite  tocar objetos até higienizar as mãos.
– Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar histórico de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países ou regiões.
– As pessoas infectadas devem evitar sair de casa quando estiverem em período de transmissão (até cinco dias após o início dos sintomas).
– Não usar medicamentos sem orientação médica.

8. Quais precauções devemos tomar ao retornarmos de viagens de regiões afetadas?
Viajantes que acabam de retornar de países ou regiões em que há um grande volume de casos de gripe suína registrados devem ficar atentos à sua saúde. Caso apresente febre e outros sintomas gripais, esse indivíduo deverá procurar imediatamente um serviço de saúde, relatando seus sintomas e a realização da viagem, caso esta tenha ocorrido nos últimos dez dias. Os profissionais de saúde estão sendo orientados a relatar todos os casos suspeitos e as devidas medidas de atendimento serão, então, desencadeadas. Somente o médico deverá prescrever medicações e orientar o tratamento adequado.

9. Qual é a forma de contágio mais efetiva deste vírus?
O fator mais importante para que o vírus se instale  é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos). A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, uma vez que ele não voa e não alcança mais de um metro de distância (num espirro, por exemplo). Como em uma gripe comum, o contágio ocorre por meio do espirro, da tosse ou após o contato com a secreção respiratória de uma pessoa infectada.

10. Quanto tempo dura vivo o vírus H1N1 no ambiente, numa maçaneta ou superfície lisa, por exemplo?
Estudos mais recentes constataram que ele pode sobreviver até 72 horas.

11. Onde pode ficar o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora do H1N1 espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre onde houver umidade (mucosa do nariz ou boca, proveniente do próprio espirro, por exemplo). Como não é possível esterilizar adequadamente o ambiente, recomenda-se a higiene constante das mãos, principalmente após espirros ou tosse.

12. Qual é o período de incubação do vírus?
Em média, de 5 a 7 dias. E os sintomas aparecem quase imediatamente.

13. Quando se inicia a transmissão e o contágio: antes dos sintomas ou só quando se manifestam?
Desde que se esteja com o vírus, antes mesmo de aparecerem os sintomas, já se pode transmití-lo.

14. Como evitar o contágio?
As mesmas precauções citadas para quando se viaja para regiões afetadas são válidas para se evitar o contágio em qualquer outro lugar. Veja pergunta nº 7.

15. O vírus é mortal?
Não. O que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, normalmente a pneumonia.

16. Como age o vírus a ponto de provocar a morte?
Através de uma série de reações como a deficiência respiratória, levando à pneumonia severa que é o que ocasiona a morte.

17. É útil mesmo utilizar a máscara para cobrir a boca?
Existem máscaras com diferentes graus de qualidade e o vírus, pelo seu tamanho, pode atravessar o tecido com facilidade, como se este não existisse. Além disso, ao usar a máscara cria-se um microclima úmido entre o nariz e a boca, propício ao desenvolvimento viral. Se você já está infectado use a máscara para evitar infectar outras pessoas, não esquecendo das medidas de higiene já citadas e a troca constante das máscaras ao longo do dia. Se você não está contaminado, procure seguir as recomendações dadas como forma de precaução (vide pergunta nº 7).

18. Posso fazer exercícios ao ar livre?
Sim, pois o vírus não se propaga pelo ar. Evite apenas ficar próximo de pessoas infectadas ou que estejam com tosse e/ou espirrando, pois aí o contágio pode acontecer.

19. Tomar Vitamina C ajuda de alguma forma?
Não serve para prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a tornar o organismo mais resistente ao seu ataque.

20. Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina) caso contraia essa gripe?
Não é recomendável tomar nenhum medicamento sem orientação médica pois pode mascarar a presença da doença e ocasionar outras complicações. Em casos de prescrição por problemas coronários, consulte seu médico.

21. Quando se deve começar a tomar algum remédio?
Dentro das 72 horas após os primeiros sintomas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%. Mas, assim que os primeiros sintomas aparecerem, procure um médico ou posto de saúde imediatamente para orientação sobre o tratamento adequado.

22. Alguém está a salvo ou é menos suscetível a esta doença?
Não, ninguém está a salvo de ser contagiado. Por isso a necessidade de higienização dentro das casas, escritórios, e evitar, dentro do possível, aglomerações em lugares públicos (ônibus, metrôs, trens, shoppings, cinemas, teatros, igrejas).

23. Uma gripe convencional forte pode se converter em gripe suína?
Não, de forma alguma. O vírus da gripe comum é diferente do H1N1.

24. Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não, pois trata-se de outro tipo de vírus. Até esta data não existe vacina para a gripe suína.

25. Pessoas asmáticas, com AIDS, diabetes, câncer, etc. são mais suscetíveis de desenvolverem a doença ou de terem maiores complicações que uma pessoa sadia ao serem contaminadas pelo vírus?
Sim, pois elas provavelmente já tenham o sistema imunológico mais debilitado. Porém, como se trata de um novo vírus, todos somos igualmente suscetíveis.

26. Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas correm os mesmos riscos que qualquer outra pessoa. Elas podem tomar os antivirais em caso de contágio, porém com estrito controle médico. Aliás, ninguém deve tomar qualquer remédio por conta própria no caso de contágio. Devem procurar imediatamente um médico ou posto de saúde tão logo apareçam os primeiros sintomas.

27. O feto pode ter lesões se uma mulher grávida for contagiada pelo vírus H1N1?
Não se sabe ainda que danos pode causar ao feto, uma vez que é um vírus novo e estudos ainda estão sendo desenvolvidos.

28. Alguém que tenha contraído a gripe suína e se curou, tem a probabilidade de uma recaída com a mesma doença?
A princípio não, pois o organismo cria anticorpos para o vírus.

29.  Os mascotes (cães, gatos e outros pets) podem transmitir o virus da gripe suina?
Este vírus não, mas provavelmente transmitam outros tipos de vírus.

30. Pode-se consumir carne de porco e derivados sem riscos de ser contaminado?
Sim. Não há nenhum risco de contágio.

31. Que riscos tem os familiares de pessoas que faleceram dessa doença?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Devem ficar atentas a qualquer sintoma da doença e procurar auxílio médico e relatar histórico de morte em família.

32.  O que fazem os hospitais para evitar contágios a outros doentes que não tem o vírus?
O isolamento de pacientes contaminados pelo H1N1.

33. A água de tanques ou caixas de água transmitem o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada.

34. O álcool gel é eficaz na higienização das mãos, objetos e ambientes?
Sim, o álcool gel é muito eficaz pois torna o vírus inativo e o mata. Não se deve usar álcool puro (99%) porque este evapora rapidamente em contato com a pele. O álcool gel fica mais tempo retido na pele, sendo mais eficaz. Na falta de álcool gel, pode-se preparar uma mistura de 1 litro de álcool puro mais 350 mg de água pura. Misture e coloque em sprays que podem ser levados nas bolsas ou mochilas. Desta forma, a água ajuda também a manter o álcool mais tempo na pele antes de evaporar.

35. Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle uma epidemia agora, no próximo inverno do hemisfério norte ela pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

36. Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas os governos de diversos países estão tomando medidas agressivas de contenção. Por isso é importante evitar também viagens a países com maior circulação sustentável do vírus e, principalmente, seguir à risca as medidas de prevenção.

37. Afinal, o que mata o vírus?
Sol, sabão, antivirais, álcool em gel e químicos presentes na água, como o cloro.

By Joe.

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