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Cardápio da alma

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 03/01/2013 by Joe

Alma

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta.

Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.

Se não há silêncio à sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.

Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver.

Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.

By Martha Medeiros.

A viagem

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/04/2012 by Joe

Um dia destes eu li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques…

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que,  acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais! Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto…

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: são os nossos irmãos, amigos e amores!

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe…

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso, o que nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar…

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Só sabemos que esse trem jamais volta…

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá…

O grande mistério é que não sabemos em qual estação desceremos. E aí fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim…

Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que fiz, do amor da minha vida, será para mim muito dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, neste momento, o trem diminui sua velocidade para que  pessoas embarquem e desembarquem. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade…

Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.

Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem e, por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo!

Desconheço o autor desse texto, mas com certeza foi alguém que captou o real sentido do que é viver e não, simplesmente, um turista passivo que ficou olhando a vida passar pela janela…

Lição de vida

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , on 04/07/2011 by Joe

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, visitar um famoso rabino.

O turista ficou muito surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

– Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista.

E o rabino bem depressa, perguntou também:

– Onde estão os seus?

– Os meus? – disse o turista – mas eu estou de passagem!

– Eu também! – disse o rabino.

A vida na Terra é só uma passagem e, no entanto, vivemos tentando possuir coisas e pessoas, como se fôssemos ficar aqui eternamente.

Desconheço o autor.

Cace

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/03/2011 by Joe

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários.

Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver.

Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.

Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

By Martha Medeiros.

A viagem

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/07/2010 by Joe

Um dia destes, eu li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques…

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que,  acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais!

Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: são os nossos irmãos, amigos e amores!

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe…

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso, o que nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar…

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Só sabemos que esse trem jamais volta…

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério é que não sabemos em qual estação desceremos.

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim…

Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, neste momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade…

Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.

Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo!

Autoria desconhecida, mas, com certeza foi alguém que captou o real sentido do que é viver e não, simplesmente, um turista passivo que ficou olhando a vida passar pela janela …

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