Arquivo para Tiririca

A favor da corrupção

Posted in Atualidade, Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/12/2012 by Joe

Corrupção no Brasil

Está na moda agora as marchas pelo fim ou pelo bem de coisas, como por exemplo, liberação da maconha, pela paz, ficha limpa, contra a corrupção, etc! Até aí tudo bem, todos são livres pra fazerem e pensarem como quiserem. Dezenas de milhares de pessoas a favor da liberação da maconha, pela aprovação da Lei Ficha Limpa. Todos pela Paz.

Quando surgiu a ideia da manifestação popular pelo fim da corrupção, todos pensaram que seria o maior evento já organizado pelos cidadãos. Mero engano! Pouquíssimas pessoas na passeata pelo tamanho da lama da corrupção que o país enfrenta. Todos querem o fim da corrupção, mas ninguém se mobiliza para chamar a atenção dos corruptos. Por que será?

Ora, porque quem faz a corrupção é o próprio povo. Aos poucos vamos aceitando (e assumindo) que votamos em determinados políticos pensando nas tetas da mimosa, ou falando mais bonito, nos cofres públicos.

Ficamos escandalizados quando vemos gravações do Sarney, do Arruda, Zé Dirceu e outros caciques passando a mão no dinheiro do povão e, mesmo assim, cometemos a injustiça de esquecer dos episódios quando estamos na frente da urna, pois há promessas de tirarmos a barriga da miséria caso esses sejam os vencedores.

E então, quem é contra a corrupção? Ninguém!

Só pra citar um exemplo irreparável, com mandato e tudo o que tem direito, que ninguém mais comenta e que pra mim esse sim é “o cara”, por sua lisura: Paulo Maluf. Alguém conhece? Além de não poder colocar a fuça em mais de 100 países, pois vai em cana na hora, Maluf se elegeu deputado federal com quase 500 mil votos, representando (e mostrando) a grande “corruptez” do povo.

A grande e preconceituosa imprensa, deitou e rolou em quem votou no Tiririca (um candidato aparentemente ficha limpa), mas nada se ouve falar em quem elegeu Maluf, pois se trata da high society e o mesmo acabou caindo ao esquecimento. Um ícone da corrupção abandonado dos holofotes. Isso é triste, muito triste!

Acredito que todos deveriam participar de movimentos criados pelo povão, sejam eles contra a corrupção ou não, porém até mesmo em uma passeata contra a corrupção existe corrupção. Alguns aproveitam a oportunidade para descer a lenha em três ou quatro partidos corruptos. Os outros, é claro! O partido a que eles pertencem é o único que presta!

Lembrando que a corrupção no Brasil não tem sigla. E não é só mérito dos políticos. Para uma autoridade ser corrupta, desviar dinheiro público, depende de um corruptor, alguém que “leve vantagem” e isso é “privilégio” dos eleitores.

Infelizmente, como diz Seu Omar, da série “Todo Mundo Odeia o Chris“, “Isso é trágico, muito trágico!”

By José Antonio Karacek, catarinense, deficiente físico, colunista, idealizador e administrador do Blog Cotidiano Em Foco, além de ser mais um cidadão indignado com a atual política brasileira.

Tiririca: pior do que tá … pode ficar!

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/09/2010 by Joe

Saiba quem você pode acabar elegendo ao votar no palhaço Tiririca

Com uma candidatura ao Legislativo que – entre as bizarras – conseguiu a maior repercussão até agora, é natural que Francisco Everaldo Oliveira Silva, 45, o Tiririca, esteja feliz da vida. Sua campanha atinge com frequência o topo dos “assuntos quentes” no Twitter e seus vídeos passeiam pela casa dos milhões de acessos no YouTube. Mas não é só ele que tem motivos para comemorar esse fenômeno dentro de seu partido. Na esteira do “pior que tá não fica”, o candidato Tiririca foi escalado como “puxador de votos” do Partido da República

A exemplo de Paulo Maluf (PP), Tiririca é o “puxador de votos” de sua agremiação, o PR. Ambos ganharam espaços de destaque na TV e números de fácil assimilação (1111, para o candidato considerado “ficha suja” pelo STF, e 2222, para o palhaço). A ideia é que uma votação expressiva ajude seus respectivos partidos a levarem outros correligionários para Brasília.

Para o analista político Fernando de Barros e Silva, Tiririca funciona como um “biombo”. “Atrás dele vão os verdadeiros artistas do circo fisiológico”, escreveu em sua coluna na Folha, na última semana. Isso ocorre por conta do critério da proporcionalidade previsto pela legislação eleitoral. O número de vagas de cada partido é definido pelo quociente eleitoral – a soma de votos dos candidatos e da legenda dividida pelo número de vagas a que cada Estado tem direito. Desta forma, o sistema proporcional cria a possibilidade de parte das vagas no Legislativo serem preenchidas por candidatos que receberam volume votos nominais pífio.

O exemplo mais famoso ocorreu em 2002, quando Enéas Carneiro (1938-2007), do extinto PRONA, conseguiu levar consigo cinco candidatos. Entre eles figurava Vanderlei Assis (275 votos nominais), depois condenado pelo TRE por inscrição fraudulenta.

Dependendo do volume de votos de Tiririca no dia 3 de outubro, o pleiteante fantasiado pode ajudar a eleger os seguintes políticos:

Agnaldo Timóteo, 73, cantor. Como vereador por São Paulo causou polêmica ao tentar emplacar um projeto de lei para mudar o nome do Parque Ibirapuera para parque Michael Jackson. No horário eleitoral gratuito deste ano posta-se como “herdeiro político” do estilista Clodovil Hernandez (1937-2009).

Valdemar Costa Neto, 61, ex-presidente do PL. Renunciou ao cargo de deputado federal em 2005 para escapar da cassação após ser acusado de envolvimento no caso do mensalão, relativo à suposta compra de apoio de partidos pelo PT. Também foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de compra de votos nas eleições de 2006 – e absolvido pelo TSE.

Luciana Costa, 39, deputada federal da última legislatura. Assumiu a vaga deixada por Enéas Carneiro, de quem era suplente e secretária parlamentar. No ano passado levou à Câmara um projeto de lei para instituir o Dia do Peão de Rodeio, a ser comemorado anualmente em 25 de agosto. No horário eleitoral da TV tenta colar sua imagem à figura de Enéas, inclusive emulando seu jeito de discursar.

Milton Monti, 49, deputado estadual duas vezes e deputado federal três vezes (inclusive no mandato 2007 – 2010). Em 2000 apresentou na Câmara projeto de lei para tornar obrigatório no currículo das escolas brasileiras o ensino de latim e  OSPB (Organização Social e Política Brasileira), sem sucesso. Trabalha para instituir o Dia Nacional de Atenção à Dislexia. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Educação e Cultura.

Jurandyr Czaczkes, ou Juca Chaves, 71, humorista, músico e compositor, autor das modinhas “Ana Maria”, “Que Saudades” e “Pequena Marcha para um Grande Amor”. “Não serei um deputado comum, serei também um Menestrel Na Corte [sic], cantarei como sempre fiz, fazendo minhas denúncias em forma de sátiras”, promete, no Twitter. Em 2006 tentou se eleger senador pela Bahia com o PSDC, sem sucesso.

Pastor Paulo Freire, 55, presidente da Assembléia de Deus de Campinas e do Conselho de Doutrina da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. É a primeira vez que se candidata a deputado federal. Neste ano posicionou-se publicamente contra a adoção por casais gays, direito reconhecido pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

As propostas de Tiririca

Em entrevista à Folha publicada na semana passada, Tiririca foi questionado sobre os projetos que pretende levar à Câmara. “De cabeça, assim, não dá pra falar”, justificou. Ele também negou que, caso eleito, vá andar fantasiado por Brasília. Na TV, o candidato cearense evita fazer promessas complexas. A mais famosa até agora se resume a contar ao eleitorado o que, afinal, faz um deputado federal – mas, só depois de eleito.

Embora diga no horário eleitoral gratuito que, se eleito, pretende ajudar “inclusive” sua família, Tiririca já foi destaque de páginas policiais em um caso violência doméstica. Em 1998, o palhaço foi levado de camburão à 6º Delegacia Seccional de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de agredir a tapas Rogéria Mariano da Silva, sua mulher. Mais tarde, ela retirou a queixa.

By Alan Marques/Folhapress.

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