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Relacionamentos amorosos se conjugam no presente

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/04/2013 by Joe

Relacionamentos no presente

A vida acontece no momento presente. É aqui e agora que encontramos as oportunidades para sermos felizes!

Esse momento mágico, insubstituível, está ao nosso alcance e se oferece em toda a sua plenitude, a fim de que possamos mergulhar inteiramente.

O presente é o resultado de tudo o que se viveu, o único terreno onde é possível plantar as sementes do futuro que se deseja. Sejamos, pois, agradecidos ao presente do tempo.

Colocar o foco da própria vida no passado é escolher manter-se preso ao que já não existe e ficar apegado ao que passou.

Da mesma forma, querer antecipar o futuro e preocupar-se com ele, é desperdiçar as chances de construí-lo, vivendo, intensamente, cada momento.

O passado aprisiona e o futuro é fantasia.

Muitas pessoas perdem a chance de estabelecer relacionamentos gratificantes, apenas porque se mantém presas ao passado. Valorizam a pessoa que já foi embora de sua vida, o relacionamento que, por alguma razão, não deu certo.

Ao fazerem isso, deixam de perceber a pessoa que está ali, pronta para ser conhecida, para amar e ser amada. Quando essa pessoa cansa e vai embora, repetem o padrão e passam a valorizá-la.

Esse é um modo de viver o que já foi, o que não existe mais. O resultado é o desperdício da energia vital que se perde em medos imaginários.

Há quem esteja recriando o passado em cada nova oportunidade de se relacionar. São aquelas pessoas que sentem necessidade de contar o quanto sofreram, os traumas e desencontros que tiveram. Sem perceber, continuam aprisionadas ao lixo emocional do que não funcionou e que já não existe. Quando o novo parceiro se afasta, sentem-se injustiçados pelo destino.

Mas… quem tem prazer em ficar ao lado de alguém que cultiva um fardo de aflições passadas? É preciso libertar-se para viver o agora. Aprender a se perdoar, e a perdoar o outro é a essência da libertação, pois o ressentimento é uma camisa de ferro que tortura.

Não podemos perder de vista que somos responsáveis pelos sentimentos que abrigamos em nosso interior. Na vida a dois, o ressentimento é tão real quanto o veneno que corrói. Rouba o oxigênio do amor e da confiança. A relação amorosa só tem lugar no presente.

“Cultivar ressentimentos é o mesmo que tomar veneno e esperar que o outro morra”.

É aqui e agora que se encontra a possibilidade de dizer aquela palavra de carinho, de força, de incentivo, o gesto de solidariedade, de compreensão, de companheirismo.

Deixar o passado ir embora e seguir com a vida, é adquirir o passaporte que conduz à felicidade.

Conscientes de que, ao viver no presente, conquistamos o talismã que nos permitirá, a cada instante, cultivar o amor em nossos relacionamentos.

By Jael Coaracy.

Voem juntos

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24/06/2011 by Joe

Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas na tenda do velho feiticeiro da tribo e disseram:

– “Nós nos amamos e vamos nos casar. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte”.

O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

– “Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte desta aldeia e, apenas com uma rede e tuas mãos, caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia”.

– “E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva”.

Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão recomendada.

No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratava de belos exemplares.

– “E agora, o que faremos?” – perguntou o jovem. “Nós as matamos e depois bebemos à honra de seu sangue?”

– “Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?” – propôs a jovem.

– “Não!” – disse o feiticeiro. “Apanhem as aves e as amarrem entre si pelas patas, com essas tiras de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres!”

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros.

A águia e o falcão tentaram alçar vôo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves jogavam-se uma contra a outra, bicando-se até se machucarem.

Aí, o velho disse:

– “Jamais esqueçam o que estão vendo. Este é o meu conselho: vocês são como a águia e o falcão; se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente.  Se quiserem que o amor entre vocês perdure … voem juntos …  mas jamais amarrados!”

Texto baseado em uma lenda dos índios Sioux.

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