Arquivo para Sanduíche

Tamale

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/11/2013 by Joe

Tamale

Muito parecido com a nossa pamonha, tamale é talvez uma das refeições mais fascinantes e antigas dos livros tradicionais de receita mexicana.

O que é um tamale? Pode-se dizer que é uma espécie de sanduíche asteca. É uma refeição fascinante por ser fácil de preparar e deliciosa ao mesmo tempo, como tem sido há séculos. A palavra tamale vem da língua asteca “tamalli“, que significa “pão embrulhado”, ou simplesmente “embrulhado”.

Se você comprar o tamale em diferentes regiões do México, vai perceber como esta receita mexicana é versátil. No centro do país, encontramos o mais tradicional; nos estados do Norte encontram-se os uchepos também embrulhado em palha de milho, utilizando, no entanto, o milho doce; os tamales feitos em Oaxaca, utilizam folhas de bananeira.

As variações desta receita básica podem ser intermináveis, visto que cada civilização pré-colombiana deu o seu próprio toque nesta receita; vindo de diferentes civilizações pré-colombianas de diferentes línguas, o tamal pode ser chamado de diferentes nomes, como zacahuil no estado de Veracruz.

O Tamal é um prato mexicano que evoluiu muitas receitas regionais em diferentes países das Américas (México, América Central, Bolívia, Peru, Argentina), embora a sua origem nos leva, inevitavelmente, de volta para as antigas civilizações do México. Ela consiste, basicamente, de massa de milho (o masa), feita de farinha de milho cozida e enrolada em uma palha de milho (tradicionalmente no México), e cozido a vapor.

Também conhecido pelos nomes de humita, hallaca, corundas ou pastel de choclo, os tamales têm um sabor próprio que vai fazer você pensar no caloroso México! A preparação dos tamales tem evoluído muito desde o início e, hoje a massa pode ser preparada com uma grande variedade de combinações de ingredientes que dão a esta refeição sabores variados.

A receita de hoje é uma dessas variações, apresentada no prato como uma torta, sem a palha de milho ou de bananeira.

Tamale

Ingredientes

1/2 xícara (chá) de óleo
500 g de carne moída
1 cebola grande picada
2 pimentões verdes picados
500 g de tomates sem pele e sem sementes picados
200 g de azeitonas pretas picadas
2 latas de milho verde escorrido
Sal e pimenta dedo de moça picada a gosto
2 xícaras (chá) de farinha de milho
1 xícara (chá) de leite
2 ovos
1 xícara (chá) de cheiro verde picado
200 g de queijo mussarela ralado
margarina para untar

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e frite a carne por 10 minutos. Adicione a cebola, o pimentão, o tomate, as azeitonas, o milho, sal, pimenta e cozinhe por 15 minutos.

Retire do fogo, acrescente a farinha de milho dissolvida no leite, os ovos batidos, o cheiro verde e misture. Coloque em um refratário untado com manteiga e cubra com a mussarela ralada.

Leve ao forno médio, pré-aquecido, por 15 minutos. Sirva com salada verde.

By Joemir Rosa.

Como você tem vivido?

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Tempo acabando

Era o seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso…

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora se deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. Tinha sido um sono agitado.

Mas logo abandonou a ideia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente.

Não prestou a atenção no rosto cansado, nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam do aparelho de barbear.

“A vida é uma sequência de dias vazios que precisamos preencher”, pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Elogiou o café e saiu resmungando baixinho um “bom dia”, sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela guardavam a doçura da mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?

Claro que ele não teve tempo de esquentar o carro, nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. Ligou o rádio, que tocava uma antiga canção de Roberto Carlos… “Detalhes tão pequenos de nós dois… “

Pensou que não tinha mais tempo de curtir detalhes tão pequenos da vida. Anos atrás, gostava de assistir o programa de Roberto Carlos nas tardes de domingo. Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais.

Pegou o celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.

Mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente era impossível.

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoa de valor não desperdiça seu tempo com conversa fiada.

No que seria a sua hora de almoço, pediu para secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando…

Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas, ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte sem açúcar.

Terminado o “almoço”, escovou os dentes e voltou à sua mesa. “A vida continuava”, pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Pegou o telefone e começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha que mostrar resultado. Será que o gerente não conseguia entender isso?

Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.

Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo um mal estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar, a dor foi aumentando, o carro desapareceu e os outros carros também…

Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o dvd-player estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via a esposa, o netinho, a filha e, umas após outras, todas as pessoas que mais gostava…

Porque mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto?

O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?

Por que não foi pescar com os amigos no último feriado?

A dor do peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a dor do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração e, de seus olhos, escorrerem lágrimas silenciosas. Queria viver, ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto…

Queria… queria… mas, não havia mais tempo…

Reflita: como você tem vivido ultimamente?

Desconheço a autoria.

Reaja!

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A gente se acostuma...

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia…

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, e esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A comer sanduíche porque não dá tempo para almoçar.

A sair do trabalho porque já é noite. A deitar cedo e dormir sem ter vivido a vida.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre as guerras. E aceitando as guerras, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E, aceitando os números, não acredita nas negociações de paz.

E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ter, todo dia, o dia-a-dia da guerra, dos números de longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir!”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto…

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e que se necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E saber que cada vez pagará mais.

E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma à poluição. À sala fechada de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios…

A gente se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor daqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo, conformado. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no final de semana. E, se no fim da semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e fica satisfeito, porque, afinal, está sempre com o sono atrasado.

A gente se acostuma a não ter que se ralar na aspereza, para preservar a pele. A gente se acostuma a evitar feridas, sangramentos, para se esquivar da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, se perde em si mesma!!

Não acha que está na hora de reagir?

Marina Colassanti.

Mundo virtual

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/07/2011 by Joe

Entro apressada e com muita fome na confeitaria. Escolho uma mesa bem afastada do movimento, pois quero aproveitar a folga para comer e passar um e-mail urgente para meu editor.

Peço uma porção de fritas, um sanduíche de rosbife e um suco de laranja. Abro o notebook.

Levo um susto com aquela voz baixinha atrás de mim.

– Tia, dá um trocado?
– Não tenho, menino.
– Só uma moedinha para comprar um pão.
– Está bem, compro um para você.

Minha caixa de entrada está lotada de e-mails. Fico distraída vendo as poesias, as formatações lindas. Ah! Essa música me leva à Londres.

– Tia, pede para colocar margarina e queijo também.

Percebo que o menino tinha ficado ali.

– Ok, vou pedir, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima.

Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento.

Faço o pedido do guri, e o garçon me pergunta se quero que mande o garoto “ir à luta”. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer sim.

Digo que está tudo bem, que o deixe ficar e traga o pedido do menino.

– Tia, você tem internet?
– Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
– O que é internet?
– É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar. Tem de tudo no mundo virtual.
– E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, na certeza de que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha deliciosa refeição, sem culpas.

– Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer, criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse.

– Legal isso. Adorei!
– Menino, você entendeu o que é virtual?
– Sim, também vivo nesse mundo virtual.
– Nossa! Você tem computador?
– Não, mas meu mundo também é desse jeito … virtual. Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que chora de fome e eu dou água para ele imaginar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, ceia de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isso é virtual, não é tia?

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de, literalmente, “devorar” o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um ‘”brigado tia, você é legal!”.

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

By Rosa Pena, escritora, autora de diversos textos e livros, e também professora, administradora de empresas e especialista em recursos audiovisuais e artes cênicas.

Fettuccine ao creme de limão

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/06/2010 by Joe

Um dos grandes segredos do sucesso da cozinha italiana é sua versatilidade. Troca-se o molho ou a cobertura do prato, seja macarrão, risoto ou pizza, e surgem receitas para todos os gostos, diferentes na apresentação, aroma e sabor. Talvez só o sanduíche, criado numa mesa de jogo pelo lorde inglês John Montagu (1718-92), revele a mesma variedade.

No caso do macarrão, massa ou pasta, os italianos se superaram. Diversificaram os formatos e, nas variações recheadas, seus apetitosos conteúdos. Fettuccine e tagliatelle servem de exemplo. Ambos os nomes indicam uma massa de fio longo, com cerca de um centímetro de largura e dois milímetros de espessura. No Lazio, a região de Roma, há fettuccine com manteiga e parmesão e também com ervilha e ovos. Na Emilia-Romagna, faz-se tagliatelle com presunto cru cortado em fatias; em Abruzos, incorpora lardo di guancia (toucinho curado, mas não defumado, da bochecha do porco).

Na verdade, fettuccine e tagliatelle são a mesma massa, embora os fundamentalistas discordem. Enxergam pequenas diferenças na largura e espessura. Fettuccine é denominação usada na Itália central e meridional, enquanto na parte setentrional a população prefere tagliatelle. São ainda palavras femininas e plurais, porém empregadas no singular quando nos referimos ao prato. É pasta que segura bem o molho, pois tem boa superfície.

A receita deste sábado é um prato que assume essa versatilidade da cozinha italiana, num prato de sabor exótico, mas nem por isso menos saboroso. Espero que curtam o sabor diferente, com um toque de limão na composição do molho.

Fettuccine ao creme de limão

Ingredientes

500 gr de fettuccine
2 xícaras de creme de leite fresco
1 cebola pequena picadinha
1/4 de xícara de vinho branco seco
3 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de suco de limão
1 colher de chá de raspas de casca de limão
1/4 de xícara de queijo parmesão ralado
sal e pimenta do reino a gosto
100 gr de camarões pequenos

Modo de preparo

Em uma panela grande, coloque uns 5 litros de água para ferver e salgue levemente. Em uma outra panela prepare o molho, colocando a manteiga e a cebola picada, leve ao fogo e refogue até que a cebola esteja bem macia. Acrescente metade das raspas de casca de limão e os camarões. Refogue por mais um minuto e regue com o vinho branco, deixando evaporar.

Em seguida acrescente o creme de leite e o queijo parmesão. Ferva em fogo baixo por um ou dois minutos, acrescente o suco de limão, misture e prove o ponto de acidez, se necessário adicione mais um pouco de suco de limão. Acerte o ponto do sal e da pimenta do reino e reserve.

Coloque a massa para cozinhar na água fervente até que esteja “al dente”. Escorra, acrescente ao molho e leve ao fogo por um minuto. Sirva salpicando com as raspas de limão reservadas.

Buon appetito!

By Joe.

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