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Mapas não são territórios!

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/02/2015 by Joe

blue contact

Cada um de nós enxerga o mundo que nos rodeia de acordo com suas crenças, valores, identidade, experiências, etc. Isto é o que chamamos de mapa pessoal. É a forma como vemos o território! Como cada ser humano é único, podemos deduzir que cada um tem seu próprio mapa!

Agora, imaginem vocês como isso pode ser problemático, na medida em que fica complicado sintonizar dois ou mais mapas. Na verdade, não vivemos na realidade (território), mas numa representação pessoal dela.

A visão que temos do mundo acaba sendo subjetiva, em função dessas crenças, valores, cultura, identidade, conceitos (e pré conceitos), experiências que são como filtros de observação e que, muitas vezes, nos embaçam os olhos para o território.

Atuamos sobre a realidade do outro a partir da nossa própria percepção pessoal, ou seja, nos guiamos pelo mundo através dos nossos mapas… porém, esquecemos que o mapa não é o território!

E é daí que advém os conflitos, os problemas de comunicação que tanto causam distorções nos relacionamentos, tantos mal entendidos, incompreensões, brigas.

Tudo porque alucinamos que o outro possui o mesmo mapa que nós… o que não é verdade!

Pense nisso quando idealizar uma pessoa, quando tiver que tratar de assuntos mais sérios com outras pessoas, ou mesmo quando tiver algum pré-conceito sobre algo, uma ideia, um fato, uma pessoa!!

O seu mapa não é o território!

By Joemir Rosa.

Desconstruções

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/01/2014 by Joe

Máscaras

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela “vende” de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.

Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa “inventou” um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Fulana, desconstruindo Sicrano, desconstruindo Beltrano… Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.

Ok, é natural que, numa aproximação, a gente “venda” mais nossas qualidades que os nossos defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

By Martha Medeiros.

O mapa não é o território

Posted in Ciência with tags , , , , , , , , , , , , , , on 19/05/2010 by Joe

Desde o momento em que fomos gerados recebemos diversos estímulos, os quais vão sendo codificados e formam a nossa representação interna, o nosso mapa. Mas, afinal, o que é um mapa?

O mapa é o conjunto de todo o aprendizado, as experiências, as coisas que uma pessoa possa ter visto, presenciado, assistido, lido, ouvido, percebido, sentido em sua vida, e que estão registrados em sua mente.

Para a geografia, o mapa é a representação de um território e não o território em si. Se pensarmos no Brasil, por exemplo, sabemos que o território brasileiro tem uma área com 8.511.996 km², dividida em 26 estados e um distrito federal. Os leitores com idade acima de 30 anos devem estar percebendo que houve uma alteração no mapa do Brasil, pois estudamos, há alguns anos, que o território brasileiro era dividido em 23 estados, 3 territórios e um distrito federal, ou seja, o mapa mudou, mas o território continua o mesm. Daí, a ideia que o “mapa não é o território”.

Além disso, quando alguém está pensando sobre algo, é apenas uma forma de pensamento que está sendo utilizada; outra pessoa pode pensar sobre este mesmo algo de maneira diferente … isso significa que o “território” pode ser verificado de formas diversas … então “o mapa não é o território”.

Há uma diferença incontestável entre a realidade (realidade objetiva) e a experiência de realidade (realidade subjetiva). Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos (mapa) e temos comportamentos mediante esse modelo.

Sabe quando estamos com um grupo de amigos em uma festa, e depois vamos contar para um outro amigo sobre esta festa? Cada um conta algo diferente da festa, pois cada um está percebendo coisas diferentes sobre a mesma festa! Não existem duas pessoas que criem a mesma representação das experiências. Portanto, não existem dois mapas iguais, assim como não existem duas impressões digitais iguais.

Vamos fazer uma experiência prática sobre a diferença entre as realidades objetiva e subjetiva: imagine que você está na cozinha de sua casa, pegando um limão… agora pegue uma faca… corte o limão ao meio… e esprema uma das metades do limão em sua boca… o que aconteceu? Você sentiu o gosto do limão em sua boca? Mas como? Na realidade objetiva você está apenas lendo um texto! Agora, na realidade subjetiva você espremeu um limão em sua boca, pois para seu cérebro, quando você faz a representação de algo, ele traz toda a resposta neurofisiológica como se o que foi representado realmente estivesse acontecendo – e está!!!

O nosso cérebro não faz distinção entre o que é realidade e o que é fantasia. Para ele, quando você faz a representação interna de algo … é realidade!!!!

By Drª Deborah Epelman, Psicóloga e Advanced Trainer em PNL, com formação nos Estados Unidos, membro da “Comunidade Mundial de Saúde em PNL”, com sede na Califórnia.

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