Arquivo para Refeições

Casa arrumada

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/12/2014 by Joe

Casa arrumada

Casa arrumada é assim: um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: aqui tem vida!

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos, netos, vizinhos… e nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela.

E reconhecer nela o seu lugar.

By Lena Gino.

Pão de queijo

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/06/2014 by Joe

Pão de queijo

Muitas são as histórias sobre a possível origem do pão de queijo. Uma delas conta que seu início teria sido no interior de Minas Gerais, por volta do século XVIII. Outros contam que a receita já era preparada há mais tempo com a goma da mandioca no lugar do polvilho doce.

O que acontecia era que na época dos escravos, nas fazendas de Minas Gerais, era costume servirem café e pão para os senhores. Porém, a qualidade da farinha que chegava às fazendas naquela época era de péssima qualidade e as cozinheiras começaram a substituí-la pelo polvilho.

Como havia fartura de queijo nesse período – acabava até endurecendo e jogado fora – as cozinheiras começaram a ralar e utilizar na receita dos pães feitos com polvilho. Nasciam, então, os primeiros pães de queijo mineiros, conhecidos até os dias de hoje.

Todos os ingredientes utilizados para preparar a receita eram produzidos nas fazendas de Minas Gerais e os pães de queijo eram assados em fogão a lenha, servidos sempre quentinhos, já que, quando frio, eles endureciam como o queijo.

Com o tempo, essa delícia passou a fazer parte da rotina dos mineiros e criou-se o hábito de comê-lo sempre após as refeições, além de saboreá-lo com café. Daí para frente, a receita se espalhou para Goiás, depois por todo o país e, finalmente, ganharam o mundo.

Atualmente o pão de queijo é exportado para outros países como Estados Unidos, Portugal, Itália e Japão onde são muito apreciados.

A receita deste sábado é a mais tradicional possível, sendo que existem pequenas variações, dependendo da região ou de quem prepare!

Pão de queijo

Ingredientes

500 g de polvilho doce
5 ovos grandes
50 g de queijo parmesão ralado
50 g de queijo minas ralado
1 copo de leite
1 copo de água
3/4 copo de óleo
1 colher (sopa) rasa de sal

Modo de preparo

Coloque o leite, o sal, a água e o óleo para ferver. Quando levantar fervura, despeje lentamente sobre o polvilho, previamente colocado em um recipiente. Misture muito bem e deixe esfriar.

Quando a massa estiver fria, vá adicionando os ovos, um a um. Vá sovando bem a cada adição. A massa irá grudar nas mãos mesmo. Junte o queijo ralado e misture bem.

Faça bolinhas com as mãos untadas com óleo e vá colocando sobre uma assadeira forrada com papel manteiga. Deixe as bolinhas bem separadas uma das outras porque crescem bastante.

Leve ao forno quente pré-aquecido até corarem levemente. As bolinhas podem ser congeladas cruas e assadas congeladas mesmo!

Sugestão: em vez do queijo parmesão, use queijo Canastra ou Araxá.

By Joemir Rosa.

A Mulher Silenciosa

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/05/2014 by Joe

A Mulher SilenciosaLivro: A Mulher Silenciosa
By A. S. A. Harrison
Editora Intrínseca

Jodi e Todd estão juntos há 20 anos e, aparentemente, levam uma vida invejável. Todd é um empreiteiro bem-sucedido que pode bancar alguns luxos, como o enorme apartamento com uma vista deslumbrante para o lago, um Porsche (dele) e uma Audi (dela) na garagem, e o estilo de vida de Jodi.

Psicoterapeuta, ela atende em casa apenas dois clientes por dia, e tem tempo de sobra para as sessões de pilates, as aulas de arranjos florais, os passeios com Freud, o golden retriever do casal, e o preparo das refeições gourmet de que tanto gosta. Jodi ainda fica ansiosa ao ouvir a chave do marido abrindo a porta. Todd diz que nunca encontrará uma mulher igual a ela.

Essa fachada perfeita, porém, está prestes a ruir. Todd é um adúltero incurável, e Jodi sabe disso. Ela é a esposa silenciosa, preparada para tolerar as traições do marido com o intuito de manter as aparências. Até que Todd sai de casa – para viver com uma mulher com metade da idade dela, filha de seu melhor amigo. Magoada, humilhada e, por fim, financeiramente abalada, Jodi começa a contemplar o assassinato como uma opção razoável.

Contado alternadamente nas perspectivas dele e dela, “A Mulher Silenciosa” é um livro sobre um casamento à beira do fim, um casal na direção da catástrofe, concessões que não podem ser feitas e promessas que não serão cumpridas.

Um thriller psicológico sofisticado, que seduz o leitor desde a primeira página.

By Joemir Rosa.

Mães

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Feliz Dia das Mães

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto, etc.

Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem, ensinem. E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.

Sejam rigorosas! Eles vão te odiar, às vezes. Você vai querer esganá-los frequentemente. Faz parte entre as pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o filho estava com três meses de idade, ela respondeu: “Mas talvez já seja muito tarde!”.

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário. Isso aumenta a capacidade linguística das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc. Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando, no decorrer da vida, elas infelizmente acontecerem.

O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar. Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira é uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga. Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro. A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:

Não sair pra se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras. Não deixar cair um grão sequer na mesa. Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc. Se encher, que coma tudo. A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenha exagerado. Sete. Não misturar carne com peixe. Macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.

Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café. Um suplício.

Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão. Só gritar se for por mordida de cobra. Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.

Não chamar a amiga da mãe de tia. Aliás, não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só!

Eu adoro bebês! Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.

Vamos, então, falar dessa fase sublime: elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três. Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.

Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano. Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes. Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra aguentar o que elas frequentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa. Dinheiro para o Motel só se você der. Então, o que fazer? Claro, a gente compreende a situação, mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:

– “Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?”

Ok, dá. Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas? Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa. Mas só ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais!

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. Portanto, vá anotando, na frente dos filhos: mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra! Nem sabe o que quer dizer. Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução. Portanto, quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se. Tenha pouca, pouquíssima personalidade. Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.

Mãe não tem passado. Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer. Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisky duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais! Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel? Não… apenas verdade.

E mais: isso é que faz o equilíbrio da vida!

By Pedro Bial.

Tamale

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/11/2013 by Joe

Tamale

Muito parecido com a nossa pamonha, tamale é talvez uma das refeições mais fascinantes e antigas dos livros tradicionais de receita mexicana.

O que é um tamale? Pode-se dizer que é uma espécie de sanduíche asteca. É uma refeição fascinante por ser fácil de preparar e deliciosa ao mesmo tempo, como tem sido há séculos. A palavra tamale vem da língua asteca “tamalli“, que significa “pão embrulhado”, ou simplesmente “embrulhado”.

Se você comprar o tamale em diferentes regiões do México, vai perceber como esta receita mexicana é versátil. No centro do país, encontramos o mais tradicional; nos estados do Norte encontram-se os uchepos também embrulhado em palha de milho, utilizando, no entanto, o milho doce; os tamales feitos em Oaxaca, utilizam folhas de bananeira.

As variações desta receita básica podem ser intermináveis, visto que cada civilização pré-colombiana deu o seu próprio toque nesta receita; vindo de diferentes civilizações pré-colombianas de diferentes línguas, o tamal pode ser chamado de diferentes nomes, como zacahuil no estado de Veracruz.

O Tamal é um prato mexicano que evoluiu muitas receitas regionais em diferentes países das Américas (México, América Central, Bolívia, Peru, Argentina), embora a sua origem nos leva, inevitavelmente, de volta para as antigas civilizações do México. Ela consiste, basicamente, de massa de milho (o masa), feita de farinha de milho cozida e enrolada em uma palha de milho (tradicionalmente no México), e cozido a vapor.

Também conhecido pelos nomes de humita, hallaca, corundas ou pastel de choclo, os tamales têm um sabor próprio que vai fazer você pensar no caloroso México! A preparação dos tamales tem evoluído muito desde o início e, hoje a massa pode ser preparada com uma grande variedade de combinações de ingredientes que dão a esta refeição sabores variados.

A receita de hoje é uma dessas variações, apresentada no prato como uma torta, sem a palha de milho ou de bananeira.

Tamale

Ingredientes

1/2 xícara (chá) de óleo
500 g de carne moída
1 cebola grande picada
2 pimentões verdes picados
500 g de tomates sem pele e sem sementes picados
200 g de azeitonas pretas picadas
2 latas de milho verde escorrido
Sal e pimenta dedo de moça picada a gosto
2 xícaras (chá) de farinha de milho
1 xícara (chá) de leite
2 ovos
1 xícara (chá) de cheiro verde picado
200 g de queijo mussarela ralado
margarina para untar

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o óleo e frite a carne por 10 minutos. Adicione a cebola, o pimentão, o tomate, as azeitonas, o milho, sal, pimenta e cozinhe por 15 minutos.

Retire do fogo, acrescente a farinha de milho dissolvida no leite, os ovos batidos, o cheiro verde e misture. Coloque em um refratário untado com manteiga e cubra com a mussarela ralada.

Leve ao forno médio, pré-aquecido, por 15 minutos. Sirva com salada verde.

By Joemir Rosa.

Peito de frango grelhado light

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , on 19/10/2013 by Joe

Peito de frango grelhado light

Sabe aquela fome que bate meio fora de hora das refeições e você não quer se empanturrar? Ou quando você está meio que de regime (aquele que você começou na segunda-feira!) e não pode comer nada muito calórico?

É nessa hora que um prato light, com poucas calorias, vem de encontro aos seus interesses!

Carne branca é bem menos calórica e mais fácil de digerir do que a carne vermelha e pode ser preparada de diversas formas, com um sem-número de acompanhamentos igualmente light.

Hoje vou deixar uma dica de preparo, à base de carne branca e ingredientes que podem variar de acordo com o gosto de cada um.

Espero que gostem!

Peito de frango grelhado light

Ingredientes

4 filés de peito de frango, cortados ao meio no sentido horizontal
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
1 colher (sopa) de vinagre de vinho tinto
6 colheres (sopa) de azeite
1 cebola cortada em gomos finos
450 g de tomates-cereja
1/2 xícara de azeitonas pretas do tipo azapa
1 colher (sopa) de suco de limão
1/4 de xícara de coentro fresco, picado grosseiramente

Modo de preparo

Em um tigela, tempere o frango com sal, pimenta e vinagre. Pincele os filés com uma colher de azeite. Em um frigideira aquecida, grelhe os filés por dois minutos de cada lado ou até que dourem e fiquem macios (se necessário, acrescente um pouco mais de azeite). Reserve-os.

Na mesma frigideira, aqueça uma colher de azeite e refogue a cebola por uns cinco minutos ou até que comecem a dourar. Junte os tomates e as azeitonas e cozinhe por mais um minuto. Retire do fogo, adicione o suco de limão e o coentro (reserve um pouco para decorar).

Regue com o azeite restante e tempere com sal e pimenta. Espalhe sobre o frango grelhado e sirva polvilhado com o coentro reservado.

By Joemir Rosa.

Spaghetti ai gamberetti

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/10/2012 by Joe

No dia 25 de Outubro comemora-se o Dia Mundial do Macarrão. Esta data foi criada em 1995, durante o I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão), realizado em Roma, que reuniu os principais fabricantes do mundo.

Desde então, a data é comemorada em diversos países, com o objetivo de difundir os benefícios do macarrão e aumentar o consumo per capita.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o macarrão não engorda. Estudos científicos comprovam que as massas podem – e devem – entrar nas refeições diárias de qualquer pessoa. Cada 100 gramas de macarrão cozido apresenta uma quantidade de calorias relativamente baixa, cerca de 110 kcal (macarrão de Sêmola) e 96 kcal (macarrão com ovos), sem molho.

O macarrão é um alimento saudável por uma série de fatores: é fonte de energia; é prático de fazer; combina com vários tipos de molhos, carnes e vegetais; tem custo baixo; pode ser consumido em todas as estações do ano; é um produto que agrada a todos os públicos; está disponível em todas as regiões do país; e apresenta inúmeros formatos e variação de cores.

Sabe-se que o macarrão surgiu logo que o homem descobriu que podia moer alguns cereais, misturar com água e obter uma pasta cozida ou assada. É difícil dizer onde e quando isso aconteceu. Muitos foram os momentos que o macarrão esteve presente na alimentação humana e até os historiadores têm opiniões distintas entre si.

Textos de civilizações antigas relatam que os assírios e babilônios, por volta de 2.500 a.C. já conheciam um produto cozido à base de cereais e água. A primeira referência, e mais próxima ao Ocidente, do macarrão cozido está no Talmude de Jerusalém. O livro que traz as leis judaicas do Século V a.C. Em Roma, no Século VII a.C. comia-se uma papa de farinha cozida em água, chamada pultes.

O macarrão teria chegado a Veneza em 1295 pelas mãos de Marco Polo, que acabara de voltar da China, onde passou 17 anos. Na sua bagagem, entre outras novidades, veio a receita de um prato feito com uma farinha extraída de arbusto de sagu que, depois de cozida, era cortada e seca.

Entretanto, na Itália, em 1279, já havia sido registrado um nome associado às massas. Em um inventário de um soldado genovês de nome Ponzio Bastione, este deixava a família, uma “cesta de massas“, utilizando a palavra “macaronis“para descrever o item. A palavra seria derivada do verbo maccari, de um antigo dialeto da Sicília, que significa “achatar” que, por sua vez, vem do grego makar, que quer dizer “sagrado“. O termo macarrão foi usado na Idade Média para indicar vários tipos de massas.

A versão mais aceita pelos historiadores faz referência aos árabes como os pais do macarrão, levando-o à Sicilia no Século IX, quando conquistaram a maior ilha italiana. Os árabes chamavam o macarrão de itrjia. Era uma massa seca para melhor conservação nas longas travessias pelo deserto. Nesta época, a Sicilia tornou-se o centro mais importante do comércio e exportação de macarrão.

Apesar das várias versões, uma coisa é certa: a partir do Século XIII, os italianos foram os maiores difusores e consumidores do macarrão por todo o mundo. Tanto é que inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos. Nesta época os italianos incorporaram ao macarrão um ingrediente nobre: a farinha de grano duro, que permite o cozimento correto, além de propiciar a mastigabilidade ideal.

Para comemorar esta data tão gostosa, trago uma receita saborosíssima, preparada com o tipo de massa mais consumida, o spaghetti, e camarões (gamberetti) salteados no azeite e vinho branco!

Spaghetti ai gamberetti

Ingredientes

500 g de spaghetti grano duro
500 g de camarões médios sem casca e limpos
100 ml de azeite virgem
100 g de manteiga
1 cebola média ralada
4 dentes de alho picados
200 ml de vinho branco seco
100 ml de molho de tomates
100 g de mussarela de búfala cortada em cubinhos
1/2 limão
pimenta calabresa a gosto
sal a gosto
folhas de manjericão (ou salsinha) para decorar

Modo de preparo

Lave e escorra os camarões. Tempere-os com sal e limão e deixe descansar por uns minutos. Em uma frigideira grande (de preferência, na wok), em fogo baixo, coloque metade do azeite, a manteiga, a cebola e o alho, deixe dourar. Coloque o camarão e refogue até que não tenha mais água no fundo da panela. Coloque o vinho branco e deixe fritar mais um pouco. Por fim, coloque uma pitada de pimenta calabresa e o molho de tomates.

Em outra panela grande, coloque bastante água com 2 colheres (sopa) de sal para o cozimento do spaghetti, seguindo o tempo indicado na embalagem, não esquecendo que a massa deve estar al dente.

Escorra-o, não deixando que seque demais, para que o spaghetti não grude. Adicione-o à frigideira e mexa com cuidado. Adicione o restante do azeite, espalhe os cubinhos de mussarela de búfala e decore com folhas de manjericão (ou salsinha).

Sirva em seguida.

By Joemir Rosa.

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