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Bom-bocado

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Bom-bocado

Como já comentamos anteriormente em algumas receitas, a utilização de ovos – principalmente muitas gemas – é uma característica dos doces portugueses, normalmente aqueles criados pelas freiras, em conventos. Para agradar os nobres que as visitavam, usavam uma grande quantidade de gemas que sobravam – as claras eram utilizadas para manter as roupas delas sempre bem “engomadas”.

E muitos desses doces chegaram até o Brasil e foram sendo adaptados aos novos ingredientes: coco, queijos, mandioca, frutas típicas, etc. Entre essa grande quantidade, o bom-bocado é um desses doces que foi sendo adaptado aos gostos, costumes e ingredientes locais, indo parar nas mesas de festas de aniversários, batizados e até festas juninas.

Originalmente, era preparado com uma grossa calda de açúcar, à qual misturavam muitas gemas, farinha, manteiga, amêndoas trituradas, levando-se para assar em forminhas, em banho-maria.

Da receita original, restaram apenas os ovos, o açúcar e o leite. A farinha deu lugar ao fubá e à mandioca. O queijo foi trocado pelo coco (e até mantendo uma boa convivência), e as amêndoas sumiram da receita, uma vez que era um produto importado, muito caro para os nossos padrões.

Como era um doce vendido nas ruas do Rio de Janeiro pelas escravas que as sinhás liberavam para fazer pequenos negócios, logo caiu no gosto popular e começou a rivalizar com o doce original, produzido nas cozinhas senhoriais.

Por curiosidade, Pedro I era amante de furrundum, doce de cidra ralada, gengibre macerado e rapadura; Pedro II, se amarrava no de figo feito em tacho; Rui Barbosa elegia entre os preferidos o de batata; Deodoro, bom nordestino, não resistia à compota de caju; Juscelino empregava uma doceira especializada em baba-de-moça; Tancredo Neves revelava predileção por queijadinhas e quindins.

Na literatura, Jorge Amado fez da cozinha de Gabriela e de Dona Flor a extensão de sua mesa, onde quer que estivesse morando: são muitos os doces citados por ele e atribuídos às qualidades culinárias de suas inesquecíveis personagens. Já o bom-bocado aparece nas páginas de Machado de Assis.

E a receita de hoje é justamente a citada nas obras de Machado de Assis, muito prática e fácil de preparar, e é um exemplo de como o doce adaptou-se bem aos costumes e ingredientes locais!

Bom-bocado

Ingredientes

3¼ xícaras (chá) de açúcar
1¼ xícara (chá) de água
2½ xícaras (chá) de coco fresco ralado
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
5 colheres (sopa) rasadas de manteiga
½ xícara (chá) de farinha de trigo
6 ovos

Modo de preparo

Em uma panela, leve a água e o açúcar ao fogo, mexendo sempre até o açúcar dissolver bem. Cozinhe bem até a calda ficar em ponto de fio. Retire do fogo, acrescente o coco, o queijo, os ovos batidos, a manteiga e vá adicionando a farinha, mexendo com cuidado para não empelotar.

Mexa sempre até que fique uma mistura bem homogênea. Deixe esfriar um pouco.

Depois, distribua em forminhas de empada untadas e asse no forno pré-aquecido até dourar.

Retire do forno, deixe amornar para que solte das forminhas (se for preciso, utilize a ponta de uma faca, com cuidado) e sirva em temperatura ambiente.

By Joemir Rosa.

Ataif

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/09/2014 by Joe

Ataif

Os doces árabes, muito elaborados, são geralmente preparados com nozes, amêndoas, frutas secas e mel, e aromatizados com deliciosas essências, como a de rosas e a de flor de laranja, que evocam lembranças às “mil e uma noites”. Em alguns países, ainda são usadas as flores de laranja para aromatizar a água que servirá à preparação de pratos.

Comparados à maioria dos doces ocidentais, a doçaria árabe é bem mais acentuada no açúcar, característica que cai bem no gosto dos brasileiros, pois se assemelham na doçura à confeitaria portuguesa e às nossas compotas regionais e doces de fazenda.

Uma iguaria da doçaria árabe muito conhecida no mundo inteiro é a Baklava, torta de massa folhada de origem turca, e o ataif, servido quente e coberto com calda de flor de laranjeira.

Ataif são pequenas panquecas recheadas de nozes ou queijo e umedecidas com uma calda rala feita de água, açúcar, limão, água de rosas ou de flor de laranjeira. Também é usado o mel no lugar da calda. É uma sobremesa luxuosa, muito usada em casamentos por todo o Oriente Médio e mundo árabe.

E hoje trazemos exatamente essa receita deliciosa, muito ao gosto dos brasileiros!

Ataif de nozes

Ingredientes

Massa

500 ml de leite tipo B
1 ½ colher (sopa) de fermento biológico
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
óleo de canola para untar uma chapa (frigideira)

Recheio

500 g de nozes moídas
1 colher (sopa) de açúcar refinado
1 colher (café) de canela em pó

Calda

300 ml de água
½ kg de açúcar
2 colheres de sopa de água de flor de laranjeira
suco de 1 limão

Modo de preparo

Massa

Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. Aqueça bem uma chapa (ou frigideira), e unte-a com o óleo. Em fogo médio, coloque uma concha pequena da massa de ataif e espalhe pela chapa formando discos de mais ou menos uns 10 cm de diâmetro. Asse apenas de um lado. Depois de cozidos, retire-os da chapa com o auxílio de uma espátula.

Entre uma panqueca e outra, limpe a chapa ou frigideira com um guardanapo umedecido em óleo.

Recheio

Misture bem as nozes com o açúcar e a canela.

Montagem

Recheie cada crepe (deixe as massas com o lado mais claro para cima) com 1 colher (de sopa) do recheio de nozes. Feche formando uma meia lua e pressione bem a borda para lacrar o ataif.

Calda

Em uma panela, derreta o açúcar na água, em fogo médio até engrossar. Quando estiver em ponto de fio, acrescente o suco de limão, misture bem e retire do fogo. Acrescente a água de flor de laranjeira, misturando bem, regue as panquecas e sirva imediatamente.

Experimente também preparar a calda com água de rosas, encontrada em lojas de produtos árabes.

By Joemir Rosa.

Salpicão de frango

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/07/2014 by Joe

Salpicão de Frango

Salpicão tem sua origem na palavra “salpicar”, ou seja, salgar, polvilhar. O tempo alterou a origem e o termo não ficou restrito apenas ao sal.

Na Espanha é que alguns pratos podem ter sido os precursores do salpicão, tal como conhecemos hoje. Lá pelos meados dos séculos XVI e XVII começaram a aparecer algumas citações a um prato campesino chamado “vaca en salpicón“. Era preparado com pedaços de gorduras e sobras de carnes magras de vaca, bem picadinhas – e daí o termo espanhol, salpicón – e cozidas com cebolas, sal e pimentão. Podia ser servido frio ou quente.

Atualmente, com algumas poucas alterações, e mais o uso de especiarias, o vaca en salpicón é um prato tradicional da cozinha espanhola, muito comum em toda a Costa Andaluza. É desta região sua versão mais famosa, o salpicón de mariscos, que leva vôngoles, camarões, mexilhões, tudo marinado em muito azeite, ervas, rodelas de cebolas, pimentos verde e vermelhos.

O nosso salpicão, mais comum em terras tupiniquins, é preparado com carne de frango – ou de vaca – e legumes e grãos, com uma pitada de frutas cítricas. Variações existem aos montes, com adição de presunto em cubos, queijos, frutos do mar, várias frutas, batatas, vagens, azeitonas, massas e até batatas fritas. Enfim, o que sua imaginação e seu gosto permitirem. Como molho, o creme de leite ou a maionese.

Neste sábado, uma receita de salpicão para ser servido como um prato leve e fresco, próprio para esses dias de inverno de temperaturas mais altas.

Salpicão de frango

Ingredientes

1 peito de frango (600 g)
1 colher (sopa) de sal grosso
3 folhas de louro
1 dente de alho amassado
1 lata de milho verde bem escorrido
1 xícara (chá) de ervilhas frescas ou congeladas
3 cenouras médias raladas
2 maçãs verdes com casca picadas em cubinhos
3 talos de salsão, sem as folhas, fatiados finamente
1 cebola branca média ralada
40 g de uvas-passa sem sementes
1 colher (sopa) de alcaparras
30 ml de vinagre de vinho branco
80 ml de azeite de oliva extra-virgem
sal e pimenta do reino branca a gosto
300 g de creme de leite (fresco ou de caixinha)
10 tomatinhos cereja
100 g de batata palha fina e crocante

Modo de preparo

Em primeiro lugar um alerta: todas as saladas ou salpicões que envolvam creme de leite ou maionese em seu preparo necessitam que os legumes e grãos sejam bem higienizados e secos. Desta forma, ao utilizar grãos em lata, escorra bem em uma peneira e os legumes e folhas (inclusive temperos) devem ser lavados, higienizados e secos antes de sua utilização.

Cozinhe o peito de frango em uma panela de pressão com o sal grosso, o dente de alho amassado e as folhas de louro. Quando estiver cozido, desfie o frango e reserve.

Passe as ervilhas, o milho e a cenoura ralada em água fervente, rapidamente. Deixe escorrendo bem e reserve.

As uvas-passa também devem ficar de molho em água morna por uns 15 minutos, escorridas e reservadas.

Em uma travessa, acomode todos os ingredientes, exceto o creme de leite, os tomatinhos e a batata palha. Acerte o sal, se precisar, regue o vinagre e o azeite, jogue uma pitadinha de pimenta do reino e, com uma colher grande, misture tudo delicadamente. Distribua o creme de leite por cima, mexa mais uma vez e leve à geladeira por uns 10 minutos para refrescar.

Na hora de servir, salpique a batata palha, enfeite com os tomatinhos cereja e uns raminhos de salsinha.

Salpicão em cestinhasSe preferir, sirva o salpicão em forminhas de massa de pastel. Para tanto, utilize discos de massa para pastel de 12 cm. Enquanto os legumes e grãos estão escorrendo, acomode cada disco de massa em uma forminha de empada ou xícara de louça e leve para assar em forno médio. Assim que estiverem douradas, retire do forno e deixe esfriar. Coloque colheradas de salpicão e, por cima, a batata palha. Enfeite com um tomate cereja. Esta forma fica ótima para servir em reunião de amigos.

By Joemir Rosa.

Quiche Lorraine

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/06/2013 by Joe

Quiche Lorraine

A quiche é uma torta aberta, com recheio a base de creme de leite e ovos, e originalmente recheada com bacon. Hoje é possível encontrar diversos recheios, como alho-poró, espinafre, legumes, rúcula, cogumelos, salmão, acrescentado sempre um queijo, seja ele parmesão, gruyére, camembert, roquefort ou brie.

A palavra “quiche” vem do alemão “Küchen” (torta). A quiche é um prato originário da Alsácia Lorena, que atualmente faz parte do nordeste da França e faz fronteira com a Alemanha. A região da Alsácia Lorena por diversas vezes foi comandada pelos alemães e foi palco de diversas brigas por território entre franceses e alemães.

Quando a quiche foi criada, a região que hoje é a Alsácia Lorena era uma província alemã, e se chamava “Lothringen” que, em português, significa “Lorena” e em francês “Lorraine”. Depois de muitas batalhas entre eles, na primeira e na segunda guerra mundial, a França retomou a Alsácia Lorena em 1945, e os franceses batizaram a quiche de “Quiche Lorraine”.

Como se pode perceber, a quiche possui uma origem bastante conturbada, influenciada pela disputa territorial pela Alsácia Lorena. O certo é que a quiche é de origem alemã, mas é um prato típico, tradicional e de excelência francesa.

A massa usada para fazer uma quiche é a patê brisée, que tem como base manteiga e farinha, e que fica quebradiça quando pronta. A quiche é um tipo de torta, mas difere das outras pelo fato de ser aberta e não tampada, e seu recheio que envolve creme de leite, ovos e noz moscada.

A quiche hoje é conhecida e apreciada por todo o mundo por ser um prato tão saboroso e interessante de servir em qualquer ocasião. A popularização da quiche começou após a segunda guerra mundial, primeiro ganhando apreciadores na Inglaterra, e depois, na década de 50, nos Estados Unidos e a partir daí ganhando fama mundial.

A quiche pode ser servida em um almoço, jantar, café da tarde ou até como entrada de uma refeição, variando os recheios de acordo com a criatividade de cada um (fonte de pesquisa: The Nibble Magazine).

A receita deste sábado é essa tentação de origem francesa, cujos recheios podem variar de acordo com o gosto de cada um. Veja aqui a receita de um quiche de frango.

Quiche Lorraine

Ingredientes

Massa

2 xícaras de farinha de trigo
125 g de manteiga gelada cortada em pedacinhos
1 ovo
sal a gosto
2 colheres (30 ml) de água gelada
manteiga e farinha de trigo para untar a forma

Recheio

1/2 xícara de bacon picado
4 ovos
1 xícara de creme de leite fresco
2 xícaras de queijo gruyère ralado grosso
sal e noz-moscada a gosto
1/4 de xícara de sálvia fresca inteira

Modo de preparo

Para a massa, misture a farinha, o sal e a manteiga com a ponta dos dedos, até formar uma farofa. Vá acrescentando 1/2 xícara de água gelada aos poucos, até que a massa fique homogênea. Como a massa tem uma grande quantidade de manteiga, é importante não ficar tabalhando a massa por muito tempo, pois os dedos quentes podem derretê-la. Dois a três minutos são suficientes. Molde uma bola com a massa e deixe na geladeira, embrulhada em filme plástico, por 15 minutos.

Em seguida, abra a massa em uma superfície lisa e enfarinhada com o auxílio de um rolo, Unte e enfarinhe uma forma de 20 cm de diâmetro. Forre o fundo e as laterais da forma com a massa. Com as pontas de um garfo, fure toda a massa para evitar que se formem bolhas e quebra da massa. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180º C) e leve a massa para dar uma pré-assada por uns 7 a 10 minutos.

Para o recheio, frite o bacon em uma frigideira antiaderente até dourar. Retire e deixe escorrer sobre papel-toalha.

Em uma tigela, bata ligeiramente os ovos, junte o creme de leite e o queijo gruyère ralado e misture. Tempere com sal e noz-moscada e acrescente o bacon. Despeje a mistura na forma, sobre a massa pré-assada, distribua a sálvia e volte novamente ao forno por mais uns 15 ou 20 minutos ou até começar a dourar e o recheio ficar firme. Desenforme. Sirva quente ou morna.

Para saber se a quiche está assada, abra o forno e, com cuidado, balance ligeiramente a fôrma. Se o recheio estiver um pouco mole no centro e mais firme nas laterais, ela está pronta.

Caso prefira, monte a receita em forminhas individuais.

By Joemir Rosa.

Suflê de queijo gruyère

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/06/2013 by Joe

Suflê de queijo gruyère

De origem francesa, o suflê (ou soufflé) foi bem-recebido no Brasil. Acredita-se que a primeira receita tenha sido criada em meados do século 19, talvez até antes, pelo chef francês Antonin Carême. Sobre ele dizia-se que era “o chef dos reis e o rei dos chefs”. Desde então, essa delícia corre o mundo em mil e uma variações.

O termo “soufflé” significa “inchado” ou “soprado” e, por isso, uma das regras básicas do prato é servi-lo imediatamente após sair do forno. Se não for veloz, ele perde consistência e murcha. O suflê pode ser doce ou salgado, feito com diversos tipos de recheio. Vale queijos, legumes, carnes, frutos do mar, chocolate e frutas.

O prato à base de clara de ovos e leva algum farináceo para dar liga e o recheio principal escolhido. As claras batidas em neve são adicionadas no último momento e delicadamente se incorporam à massa. Ao ser colocado no forno bem quente, as bolhas de ar contidas nas claras se dilatam fazendo a mistura inflar e crescer. Chega a ultrapassar a altura das forminhas de porcelana (ramequins), causando assim o efeito “colarinho”.

No prato de hoje, você confere uma receita prática de suflê, com um dos mais deliciosos recheios: o queijo gruyère!

Suflê de queijo gruyère

Para o molho bechamel

1/2 litro de leite
1 1/2 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal e pimenta-do-reino à gosto
uma pitada de noz-moscada

Para a massa

350 gramas de queijo do tipo gruyère ralado grosso
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 receita de molho bechamel
sal a gosto
2 gemas
6 claras
2 colheres (chá) de queijo parmesão ralado fino

Modo de preparo

Molho bechamel

Em uma panela, ferva o leite. Em outra panela, derreta a manteiga e junte a farinha mexendo. Aos poucos, incorpore o leite à mistura, mexendo sempre. Adicione o sal, a pimenta e a noz-moscada e ferva por mais dois minutos. Reserve.

A massa

Em uma frigideira, derreta o queijo gruyère parcialmente na manteiga. Acrescente a farinha e misture por dois minutos. Junte o molho bechamel e tempere com sal. Deixe ferver, mexendo sempre. Adicione as gemas, sem parar de mexer, e cozinhe até a mistura engrossar. Reserve.

Na batedeira, bata as claras até ficarem firmes e junte à massa. Transfira para dois ramequins com capacidade para 600 ml cada um, untados com manteiga. Polvilhe com o parmesão e leve ao forno pré-aquecido a 240 ºC por dez minutos. Sirva quente assim que sair do forno.

By Joemir Rosa.

Aussie cheese fries

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , on 20/08/2011 by Joe

Fim de semana na praia, happy-hour, passeio no shopping e em várias outras ocasiões, as batatas fritas são sempre uma boa pedida, seja para acompanhar um chopp ou refrigerante gelados.

Porém, temos que admitir que algumas batatas fritas são mais batatas fritas que outras. Tem algumas até que parecem ter sido feitas de isopor ou papelão (eca!!!). Já outras marcam o nosso paladar e ficam para sempre em nossa memória (e até na nossa cintura!).

A receita de hoje, marca registrada de uma famosa rede de fast food australiana que já tem alguns restaurantes espalhados pelo Brasil, é uma dessas batatas fritas inesquecíveis!

O prato consiste, basicamente, em batatas fritas, coberta com um creme de queijos e bacon! E acompanhado do famoso molho ranch!

Portanto, deixo aqui dois avisos aos mais gulosos: é uma delícia! E é uma bomba calórica!

Mas como tudo que é bom é proibido, é ilegal ou engorda, vale a pena quebrar mais esse molde e experimentar.

Aussie cheese fries

Ingredientes

1 pacote de batatas fritas congeladas
200 gramas de queijo cheddar
200 gramas de queijo mussarela ralada
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso
250 gramas de bacon
Sal a gosto

Modo de preparo

Misture bem o queijo cheddar com o requeijão até formar um creme. Reserve. Corte o bacon em cubinhos pequenos (ou em tiras), frite-os até que fiquem torradinhos, passe para um prato com papel toalha e seque-os bem. Reserve também.

Frite as batatas, conforme as instruções do pacote, em óleo bem quente. Uma dica: quando o óleo estiver bem quente, e antes de colocar as batatas, corte um dente de alho ao meio e jogue no óleo quente. Depois, as batatas. O alho dará um sabor especial a elas.

Quando estiverem douradas, escorra bem e coloque-as em papel toalha. Em seguida, leve-as a uma travessa refratária, polvilhe sal à gosto e cubra com o creme de queijos. Espalhe a mussarela ralada por cima e finalize com o bacon frito por cima de tudo. Leve ao forno quente por uns cinco minutos ou até que o queijo derreta. Sirva acompanhada de molho ranch.

Molho Ranch

Ingredientes

1/2 xícara de creme de leite (sem soro)
3/4 xícara de maionese
1/2 colher de chá de suco de limão
1/2 colher de sopa de salsão picado bem fininho
Cebolinha, dill e salsinha frescos a gosto
Orégano (a gosto)

Modo de preparo

Bata a maionese e o creme de leite no liquidificador ou mixer. Em uma tigela, acrescente os outros ingredientes e mexa com uma colher (não bata). Prove o sal e acerte se for necessário.

Chopp, cerveja, refrigerantes gelados são acompanhamentos ideais para os dias de calor.

By Joemir Rosa.

Fondues

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/06/2011 by Joe

Fondue au fromage

Inverno! Sábado de frio e preguiça de sair de casa. Melhor convidar os amigos e ficar no ninho, papeando, jogando cartas, tomando uns aperitivos e …. fome! E agora? Ligar para um disk pizza de novo? Que tal variar e servir uma iguaria simples e, ao mesmo tempo, exótica? Então é hora de preparar um bom fondue!

O fondue de queijos aparentemente surgiu como uma decorrência do inverno nos alpes suíços, não apenas por se constituir em uma forma de convívio em torno de um rechaud, mas também porque, justamente no inverno, havia estoques de queijo e pão nas despensas, que costumavam envelhecer e ficar duros após ficarem guardados por meses a fio, enquanto as trilhas e estradas estavam abarrotadas de neve.

Assim, surgiu o hábito de derreter o queijo misturado com vinho e “Kirsch” (uma aguardente de cerejas) e espetar o pão dormido em garfos para mergulhá-los no queijo “fondant”, ou seja, em fundição.

Existem variações de receitas, principalmente quanto aos tipos de queijos que podem ser utilizados na preparação do fondue de queijos. A que indico aqui é uma das mais comuns no Brasil, e também uma das mais deliciosas.

Fondue de queijos   

Ingredientes

250g de queijo Gruyère
250g de queijo Emmental
1 dente de alho
Pimenta-do-reino a gosto
1 pitada de noz-moscada
1 colher de chá de amido de milho
1 cálice (20 ml) de Kirsch (ou Conhaque)
3/4 de copo de vinho branco seco (cerca de 150 ml)

Modo de preparo

Passe o alho nos lados e fundo da panela. Rale os queijos no grosso e junte o Kirsch (ou conhaque) e o vinho branco com o amido de milho dissolvido. Acrescente a noz-moscada e a pimenta do reino.

Sobre o rechaud, tendo o cuidado de manter a chama sempre baixa, inicie o processo de fundir a massa até que a mesma esteja homogênea e na temperatura ideal para ser degustada. No caso de utilização de panela de vidro, você poderá usar o microondas, usando a potência alta por 2 minutos.

Acompanhamentos

Pão italiano cortado em cubos
Pão francês (dormido) cortado em cubos
Florzinhas de couve-flor ou brócolis
Cenoura cortada em cubinhos (somente aferventada)
Espetar os acompanhamentos com os garfos especiais para fondue e mergulhar na mistura aquecida.

Sirva com um bom vinho branco frutado, aromático, um Riesling, ou um Sauvignon Blanc, na temperatura ideal!!

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Fondue Bourguignonne

O fondue de carne foi uma criação dos operários da Borgonha. Como os vinhateiros tinham que comer no meio dos vinhedos, criaram uma solução, que era manter um pote com óleo em ebulição no meio do campo que estava sendo trabalhado. Na hora em que conseguiam fazer suas refeições mergulhavam pedaços de carne neste pote e fritavam-na. Daí surgiu a Fondue Bourguignonne, da Borgonha.

Bem mais simples que a fondue de queijos, as receitas variam quanto ao tipo de carnes: bovina, frango, porco, linguiça são as mais comuns. No mais, os molhos que acompanham também variam de acordo com o seu paladar: molho tártaro, rosé, maionese e até, simplesmente, molho de soja!

Fondue de carnes

Ingredientes

300 g de filé mignon ou maminha por pessoa
óleo de milho
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Corte a carne em cubos de, mais ou menos, 2 a 3 cm. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Retire a carne da geladeira 30 minutos antes de servir. Coloque-a numa tigela e cubra até a hora de servir. Coloque um prato para cada convidado e talheres. Embora algumas pessoas costumem se servir diretamente com o garfo utilizado para a fritura da carne, aconselho que haja outro garfo ao lado do prato, não só por motivos de higiene, mas também para evitar acidentes. O garfo sai extremamente quente da panela e, se levado à boca, pode queimar. Assim, após a fritura da carne, esta deve colocada no prato com o auxílio do garfo individual e mergulhada no molho escolhido, para então ser consumida.

O óleo deve ser aquecido primeiramente na chama do fogão para atingir a temperatura necessária. Na França existe um óleo especial para fondue, aromatizado com ervas. O que não impede que se faça em casa o mesmo processo, colocando no óleo, previamente, alguns ramos de ervas aromáticas como tomilho, alecrim, etc, e não esquecendo de retirá-las na hora de aquecimento do óleo. Isto minimiza o cheiro de fritura que pode se espalhar pelo ambiente.

O óleo deve estar suficientemente aquecido para que os pedaços de carne colocados nele fritem com alguma rapidez. Não se aconselha que a mesma panela de fondue seja utilizada para mais que 6 pessoas, pois o acúmulo de pedaços pode fazer com que a temperatura do óleo caia. A carne estará no ponto quando começar a dourar. Pode-se fritar, junto, pedaços de cebola, pimentão, cogumelos, etc. Depois de fritos é só passar por um dos molhos e saborear.

O vinho indicado, neste caso, é um bom tinto, como um Bordeaux jovem, ou os italianos Bardolino e Valpolicella e tintos mais ligeiros da Argentina e do Chile!

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Fondue au Chocolat

Na medida em que os fondues se espalharam pelo mundo, o maitre suíço Konrad Egli, do Restaurant Chalet Suisse, em Nova Iorque, em meados de 1960, criou o fondue de chocolate no intuito de estimular seus clientes a comer algo doce.

Como o fondue de chocolate era tão lúdico quanto os outros , a novidade não demorou a se popularizar e logo ganhou espaço nas mesas de quase todo o planeta.

Aqui, a receita básica, simples e deliciosa!

Fondue de chocolate

Ingredientes

400g de chocolate ao leite em barra
100g de chocolate meio-amargo
1 lata de creme de leite light
1 cálice de licor de Amarula
frutas picadas (bananas, morangos, kiwi, uvas sem caroços, abacaxi)

Modo de preparo

Derreta no microondas o chocolate, colocando num recipiente de vidro, próprio para microondas. Deixe em potência alta por 1 minuto, retire e veja se dá para mexer o chocolate até ficar bem derretido. Caso não dê, leve ao microondas por mais 30 segundos e vá repetindo o procedimento até que o chocolate derreta.

Tire do microondas e leve o chocolate ao fogo médio (do fogão) e misture o licor e o creme de leite. Mexa até ficar com uma consistência cremosa. O importante é mexer sempre para não empelotar.

Quando estiver no ponto é só levar para o rechaud e servir, espetando as frutas com os garfos especiais para fondue e molhando no creme de chocolate. Cuide para que a chama do rechaud fique sempre acesa, mas o mais baixo possível até o fim da degustação.

Mesmo de difícil combinação com vinhos, opte por um Porto 20 anos ou vintage. Ou, ainda, um espanhol Jerez Amontillado.

By Joemir Rosa.

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