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Relações banalizadas

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 08/06/2012 by Joe

No mundo moderno as comunicações operam-se com grande rapidez e eficiência.

Internet, televisão e cinema constituem instrumentos de difusão de informações e modos de vida. Graças a eles se tem notícia do quão liberais estão os costumes.

Valores tradicionais são colocados em xeque.

A educação baseada na proibição dá mostras de periclitar.

Os jovens exercitam a sexualidade cada vez mais cedo.

Tabus caem e nada mais parece errado.

Segundo uma concepção que se generaliza, o importante é ser feliz. Essa felicidade é identificada com a realização de sonhos e a obtenção de prazeres.

Entretanto, a vivência dessa nova cultura não parece proporcionar paz e plenitude. Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, se alastram.

A troca constante de parceiros traz vazio e insatisfação. Uma série de relações sem profundidade em nada contribui para o amadurecimento afetivo. A ausência de compromisso sério tornam banais os relacionamentos.

Em clima de banalidade é impossível surgir uma afeição genuína e profunda. A qualquer sinal de dificuldade, o rompimento surge como uma opção simples e fácil. Pessoas tornam-se descartáveis nas vidas umas das outras.

A procura da felicidade torna-se um processo de infantilização. Ao invés de serem identificados e resolvidos os problemas de uma relação, foge-se deles. É como se os seres humanos se assemelhassem a eletrodomésticos. Quando surgem problemas, um é facilmente substituído por outro. Trata-se de uma triste característica que se incorpora na personalidade. Gradualmente, optar pela solução mais fácil torna-se uma segunda natureza.

Ocorre que a solução mais fácil nem sempre é a mais honrosa. Em questões morais, raramente agir com correção é fácil. Caso se opte sempre pela facilidade, corre-se o risco de perder completamente as referências éticas. De leviandade em leviandade, o homem se converte em um monstro egoísta e imoral. As dores e os problemas dos outros deixam de ter qualquer importância. O relevante é não se incomodar e seguir despreocupado.

Entretanto, ação gera reação. Quem se permite desprezar, ferir e seguir adiante, gradualmente se vê isolado. Contudo, a dor destina-se a desenvolver a sensibilidade e não poupa ninguém. Todo mundo, mais cedo ou mais tarde, experimenta dificuldades e necessita de apoio. Em épocas difíceis, de dor e desolação, um ombro amigo é um tesouro de inestimável valor.

Ciente disso, não se negue a apoiar quem precisa de você. Não banalize suas relações e nem imagine que as pessoas são descartáveis. Não tenha como meta de vida a despreocupação. Descubra a ventura de estabelecer vínculos afetivos sólidos e profundos. Permita-se partilhar os problemas dos outros. Converta-se em alguém solidário e disposto a colaborar.

Quando surgirem problemas em uma relação, resolva-os, como adulto que é. Talvez sua vida se torne um pouco menos despreocupada. Mas ela ganhará em plenitude e maturidade.

O exercício da solidariedade e da compaixão o fará um ser humano melhor. E, com certeza, ser digno e bom lhe proporcionará paz e alegria.

Pense nisso.

Desconheço a autoria.

Ressignificar

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 05/08/2011 by Joe

Aquilo que existe em mim, e faz parte de mim, pode ser transformado. Se eu quiser!

Aquilo que é do outro só pode ser transformado por ele, e será compreendido e aceito por mim, dentro dos meus limites. Se existir respeito!

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz. Se houver liberdade!

Não posso afirmar: “aquilo que o outro fez ou disse me feriu”. Eu é que me feri com aquilo que ele fez ou disse. Tenho opções!

Eu sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos e também das minhas atitudes, pensamentos e palavras. Maravilha!

Não é coerente dizer que fiz algo para alguém só porque alguém fez a mesma coisa comigo primeiro. Se eu agisse assim eu seria apenas resposta e eco. Sem vida!

É mais valioso optar por agir, ao invés de apenas reagir. É mais sensato perceber que sou dono das minhas ações e, se faço algo, sou o responsável por isso. Tenho escolhas!

Reconheço que as rédeas do meu destino estão nas minhas mãos, e me recuso a segurar as rédeas do destino do outro. É meu direito!

Busco o amor em sua mais bela expressão. E por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro! Quero amar com liberdade, com plenitude! Quero amar, antes de tudo, porque é bom!

By Kali Mascarenhas.

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