Arquivo para Peixe

Somos todos geniais.

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , on 19/11/2015 by Joe

Somos todos geniais

Somos todos geniais.

Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido!

By Albert Einstein.

Dinheiro não se come

Posted in Meio ambiente with tags , , , , , on 20/05/2015 by Joe

Dinheiro não se come

Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, quando o último peixe for pescado, aí sim eles verão que dinheiro não se come.

By Chefe Sioux.

Tilápia ao molho taratur

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29/11/2014 by Joe

Tilápia ao molho taratur

“Quo Vadis”, filme de 1951 dirigido pelo grande Mervin LeRoy, é uma das produções mais caras de Hollywood e entrou para a filmografia mundial por trazer o par Robert Taylor e a linda Deborah Kerr como pessoas especiais.

Ela, Lígia, filha adotiva de um general romano; ele Marcus Vinicius, também general romano, que teriam tudo para abraçar o altar cheio de deuses adorados pelos romanos, mas que se convertem à fé cristã, não sem antes passarem pela loucura e desatinos de Nero (Peter Ustinov, sensacional!), o imperador do período que, em sua demência, matou a mãe, o meio-irmão e ateou fogo na capital do império. No filme, o fogaréu entra em cena em uma impressionante sequência, em que nem toda a correria e vaivém movem um único fio de cabelo de Taylor, um galã acima de qualquer suspeita.

O outro personagem que se destaca no filme é Pedro, interpretado pelo escocês Finlay Currie, cuja crucificação (assim como a carnificina em plena arena, de cabeça para baixo) é um dos momentos memoráveis da carreira de um ator que também integrou o elenco de produções bíblicas, como Ben-Hur e A Queda do Império Romano.

Naqueles primeiros anos do cristianismo, após a morte de Jesus, Pedro era ouvido por multidões e usou um símbolo forte para expandir a palavra do homem que falou para cultivar o bem, a paz e a união entre os povos: o peixe!

Este era o sinal inequívoco do então ascendente cristianismo.

É em “Quo Vadis” que vemos, pela primeira vez, uma referência à marca que seria definitiva na vida dos cristãos. Perseguidos com sadismo pelo imperador, ao se encontrarem pelas ruas das cidades os seguidores de Jesus usavam o peixe desenhado na areia para avisar sobre as pregações e os encontros entre os fiéis. Desenhavam na areia para que ficasse mais fácil apagar qualquer vestígio de uma prática que levaria os “rebeldes” para o centro do Coliseu, onde o imperador apreciava ver os leões jantarem os fiéis mais exaltados e convencidos de sua crença.

Hoje, dois milênios depois, as duas linhas que começam juntas e se cruzam no fim estão em toda parte, sobretudo nos carros, colados como adesivos. Um modelo eficaz de simplicidade convincente, que jamais frustra quem de fato acredita.

Em outros posts já falamos sobre peixes e suas qualidades nutritivas, deixando algumas receitas muito saborosas. E o prato de hoje é um peixe com o molho taratur, receita típica da região onde nasceram os apóstolos Pedro e Tiago, às margens do Mar da Galileia. Consumido em todo o Oriente Médio, é especialmente servido como acompanhamento do falafel ou de qualquer outro prato à base de peixe, embora o molho combine também com legumes cozidos, quibe frito e palitos de frango empanados.

Tilápia ao molho taratur

Ingredientes

filés de tilápia
sal e pimenta a gosto
sumo de um limão
2 ovos
farinha de rosca

Molho taratur

1/2 xícara (chá) de pasta de gergelim (tahine)
2 dentes de alho
1 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de água
suco de meio limão
pimenta síria a gosto (opcional)

Modo de preparo

Corte os filé de tilápia em tiras (a espessura fica ao seu gosto), tempere com sal, pimenta e sumo do limão e deixe marinando por uns 30 minutos.

Em um prato, bata os ovos. Coloque a farinha de rosca em outro prato. Pegue os filés de tilápia e passe nos ovos batidos, depois na farinha e reserve em outra vasilha.

Frite os filés empanados em óleo quente numa quantidade que possa cubrí-los. De prerefência, vá fritando aos poucos para não esfriar o óleo e também para não queimar os filés.

Para o molho, comece preparando o alho, socando-o com o sal até formar uma pasta bem homogênea. Reserve.

Coloque a pasta de gergelim em uma vasilha funda e junte a água. Mexa bem com uma colher até que o creme fique mais branco. Acrescente a pimenta síria, a pasta de alho e sal e o limão, mexendo bem até obter uma mistura cremosa e lisa.

Sirva os peixes fritos com o molho. Uma cervejinha gelada é um ótimo acompanhamento que , com certeza, Pedro e Tiago não tiveram oportunidade de experimentar!

By Joemir Rosa.

Há quanto tempo você não come jiló?

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/11/2014 by Joe

Comendo jiló

Uma senhora fazia feira há mais de 20 anos pensando nas coisas fresquinhas que iria levar para o marido, para o filho mais velho, para o filho do meio, para a caçulinha.

Um dia, ela foi surpreendida pela pergunta do feirante:

– “E para a senhora, o que vai levar?”

Ela foi até em casa pensando nos jilós que há muitos anos não comprava, apesar de adorar; ela nunca comprava o danado do jiló pois ninguém em sua casa gostava…

Nesse dia, ela chegou em casa e, em seguida, voltou correndo para a feira. Comprou um monte de jilós fresquinhos e os preparou com gosto, como se fossem para uma rainha, e comeu com mais gosto ainda, sentindo-se a própria rainha.

Quantos jilós deixamos de comer para agradar a essa ou aquela pessoa?

Quantas coisas boas deixamos para trás em nome do amor?

Quantos sapos engolimos e, às vezes, até humilhações sofremos calados?

Tudo em nome do amor…

Sei lá que raio de amor é esse, amor de peixe podre: quando mexe, fede, quando frita, faz mal! Tenho andado pelas ruas e continuo vendo pessoas de olhar baixo, olhos cansados, semblante pesado, parece que estão esperando algo acontecer para serem felizes.

Ouço muitos suspiros, pessoas afirmam que se tivessem mais dinheiro, seriam felizes, se tivessem alguém para amar seriam felizes, se tivessem um emprego seriam felizes.

De outro lado, vejo pessoas com muito dinheiro com medo de perder o que conquistaram, com medo de sair às ruas, com medo de assaltos, sequestros, obtendo “sono em caixinhas”.

Vejo casais brigando por cada besteira! Ciúmes, paranóias, desgaste de relações, filhos abandonados, incompreensão.

Gente empregada reclamando do chefe, do salário, do lugar, da cadeira, dos colegas da mesa ao lado…

E o tempo passando, escorrendo como areia fina pelos dedos; as oportunidades passando pelas nossas vidas e nem damos bola, estamos ocupados demais em atender a esse ou aquele pedido dos outros, estamos nervosos demais na reclamação, na angústia, na incompreensão dos outros.

Continuamos colocando sonhos malucos em nossa cabeça sem avisar as partes interessadas.

Por fim, não acreditamos que a felicidade está na nossa porta, que está dentro de nós, que podemos comer jiló a qualquer hora, ou que podemos não querer jiló nessa hora.

Não acreditamos que somos donos do nosso nariz, que se quebramos a cara em uma tentativa qualquer, somos nós que temos de nos levantar, tirar o aprendizado da experiência e tocar o barco…

Então, se você tiver vontade de comer jiló, vá a feira, escolha os mais bonitos e coma-os até se lambuzar!

Desconheço a autoria.

Atum à moda oriental

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20/09/2014 by Joe

Atum à moda oriental

O atum é um peixe muito nutritivo! É rico em proteínas de alta qualidade, excelente fonte de nutrientes importantes como o selênio, magnésio, potássio, complexo de vitamina B, ômega-3 e outros minerais.

Os benefícios dos ácidos graxos ômega-3 para a nossa saúde são muitos, principalmente para o nosso sistema cardio-vascular, auxiliando na prevenção de ataques cardíacos, evitando a formação de coágulos, melhorando o colesterol bom e combatendo o ruim. Também reduz os níveis de triglicerídeos, controlam a pressão alta e reduzem o risco de fibrilação atrial (tipo mais comum de arritmia cardíaca).

A vitamina B6 mais o ácido fólico ajudam a reduzir os níveis de homocisteína, altamente prejudiciais para as paredes das artérias, importante fator de risco para aterosclerose.

Não bastasse tudo isso, ainda faz bem para a saúde dos nossos olhos! Os ácidos graxos ômega-3 (olha eles aí novamente!) combatem a degeneração macular do olho e a síndrome do olho seco. Estudos mais recentes relatam que o consumo de atum ajuda na prevenção de câncer de mama, de ovários, pâncreas e outros órgãos do aparelho digestivo (inclusive boca, faringe, esôfago, estômago e cólon).

E, pra finalizar, o ômega-3 ainda ajuda a combater doenças do cérebro, como mal de Alzheimer, principalmente.

Depois dessa imensa lista de benefícios desse saboroso peixe, só nos resta trazer uma deliciosa receita para este sábado. Escolhi um prato muito fácil e rápido de preparar, à moda oriental e que inclui o atum entre seus ingredientes!

Espero que gostem!

Atum à moda oriental

Ingredientes

4 dentes de alho picados
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
400 gramas de atum em postas
8 colheres (sopa) de sementes de gergelim
10 edamames (grãos de soja ainda na vagem) pré-cozidos
1/2 cenoura média bem picada
4 ramos de cebolinha picados
1/2 cebola fatiada
4 colheres (sopa) de vinagre de arroz
6 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
1 tomate, sem sementes, em cubinhos
1/2 avocado médio, cortado em cubinhos
cebolinha fatiada

Modo de preparo

Em uma frigideira, frite o alho na metade do azeite. Reserve.

Em um prato, passe as postas de atum nas sementes de gergelim (reserve um pouco para decorar) até que fiquem cobertas por inteiro. Aqueça uma chapa de ferro ou frigideira com o azeite restante e sele as postas de atum, virando-as de um lado para o outro, por cerca de dois minutos. Reserve.

Com as mãos, esprema as vagens do edamame para retirar os feijões de soja. Em outra frigideira, em fogo baixo, aqueça a cenoura, a cebolinha, a cebola, o alho frito e os feijões de soja. Aos poucos, junte o vinagre de arroz e o balsâmico. Misture por um minuto. Acrescente o tomate e o avocado. Misture bem.

Em um prato, disponha a cebolinha fatiada e, por cima, as postas de atum. Cubra com o mix de vegetais e decore com as sementes de gergelim reservadas. Se preferir, sirva com arroz.

By Joemir Rosa.

Murgh Tandoori

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/08/2014 by Joe

Murgh Tandoori

A culinária indiana é caracterizada pelo seu uso sofisticado e sutil de muitas ervas e especiarias. Considerada por alguns como a culinária mais diversificada do mundo, cada ramo da cozinha indiana é caracterizada pelo uma ampla gama de pratos e técnicas culinárias. Embora uma significativa porção da comida indiana seja vegetariana, muito pratos indianos tradicionais incluem frango, peixe, bode, cordeiro e outras carnes. Carne de vaca não é comida pela maioria dos hindus.

A comida é uma parte importante da cultura indiana, desempenhando papel tanto na vida diária quanto nos festivais. Muitas vezes a comida indiana cotidiana consiste de dois ou três pratos principais com acompanhamentos variados como chutney (condimento agridoce, picante ou uma mistura dos dois) e picles, alimentos ricos em carboidratos como arroz e roti (pão), assim como sobremesas.

E esses são os pontos comuns da culiária indiana dentre as quatro grandes regiões geográficas: arroz, atta (farinha de trigo integral), e uma variedade de legumes sendo que os mais importantes o masoor (tipo de lentilha), chana (grão-de-bico), toor (guandu), urad (tipo de feijão) e mung (semente da vigna radiata).

Para a fritura, o mais comum são os óleos vegetais. Ao norte e oeste da Índia, o óleo de amendoin é tradicionalmente mais popular para fritar, enquanto que a leste, o óleo de mostarda é mais comum para essa mesma tarefa. No sul da India, óleo de coco e de gergelim são os mais comuns.

As especiarias mais importantes na culinária indiana são as pimentas, semente de mostarda preta, cominho, cúrcuma, feno-grego, gengibre e alho. Misturas de especiarias populares são comuns, como o Garam Masala, preparado com coentro, pimenta do reino, gengibre, canela, cravo, cardamomo, noz moscada, pimenta calabresa e casca de laranja. É uma deliciosa mistura que adiciona sabor sem ardência, muito utilizada no sul da Índia em receitas com frutos do mar. Experimente misturar com manteiga e cobrir pedaços de frango frito.

Com base nessa premissa do uso de especiarias é que trazemos hoje um prato comum naquele país, fácil de prepar e com um sabor exótico e delicioso! Espero que gostem!

Murgh Tandoori

Ingredientes

1 kg de frango (coxa e sobrecoxa)
2 colheres (chá) de pasta de alho e gengibre
1 colher (sopa) de suco de limão
2 colheres (chá) de páprica doce
2 colheres (chá) de coentro em pó
1 colher (chá) de curry em pó
1 colher (chá) de pimenta do reino
1 colher (chá) de garam masala
200 ml de iogurte
sal a gosto

Modo de preparo

Limpe bem as coxas e sobrecoxas, retirando a pele e as gordurinhas. Reserve.

Em um recipiente fundo, misture bem todos os temperos e passe em todos os pedaços do frango. Deixe marinando na geladeira por, pelo menos umas quatro horas.

Pré-aqueça o forno a 200º C. Coloque os pedaços de frango em uma forma untada com e leve para assar até que esteja dourado. Sirva com arroz branco ou, se preferir, Depois, coloque no forno para assar.

Sirva com arroz colorido de legumes (cenoura, ervilhas, milho) ou uma bela salada.

By Joemir Rosa.

A deliciosa solidão dos anos de maturidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/08/2014 by Joe

Solidão in blue

O que é significativo na existência de cada um é algo de que dificilmente temos consciência e não deve seguramente incomodar os outros. O que sabe um peixe acerca da água na qual nada durante toda a vida?

A amargura e a doçura vêm do exterior; as dificuldades vêm do interior, dos nossos próprios esforços. Na maior parte das vezes faço as coisas que a minha própria natureza me compele a fazer.

É embaraçador ganhar tanto respeito e amor por isso. Também me foram atiradas setas de ódio, mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertencem a outro mundo, com o qual não tenho qualquer tipo de ligação.

Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.

Desconheço a autoria.

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