Arquivo para Pedofilia

A moral da hipocrisia humana

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/03/2012 by Joe

Refletindo sobre a moralidade que reina nas sociedades e suas constantes alterações com o tempo, só consigo chegar a uma única conclusão: a sociedade esconde suas hipocrisias atrás da máscara da moralidade!

Quando voltamos em qualquer parte do tempo passado e construímos uma ponte comparativa com os dias atuais, notamos como os conceitos morais foram alterados e como as pessoas passaram a aceitar moralmente o que antes era tido como imoral.

Alguns justificariam tais mudanças dizendo ser isto consequência da evolução humana, outros poderiam dizer que faz parte do amadurecimento da sociedade quebrar determinadas regras, enfim, sempre haveria uma desculpa para justificar tais alterações. Mas será que eu encontraria alguém que dissesse: isto é apenas uma nova maquiagem na velha máscara que cada um de nós carrega?

Poderia aqui selecionar centenas, milhares de fatos que aconteceram no mundo e que, com o tempo, sofreram alterações no padrão do conceito moral de alguma forma. Mas não precisaria fazer tal coisa, uma vez que basta identificar um, percebendo-se, assim, a mesmice da essência em todos os outros.

Você já ouviu falar de uma época em que a palavra de um homem valia mais do que qualquer documento assinado? Desonestidade era imoral. Mas como os tempos mudaram!Perceba o maldito jeitinho brasileiro e contemple as várias ações da nossa política nacional. Hoje não há tanta aversão à desonestidade; o conformismo naturalista se instaurou e a grande maioria das pessoas passaram a assistir a isto como algo normal e não como algo ofensivo, abusivo, ilegal, prejudicial… por fim, imoral!

O catolicismo que, antes, associou-se, corretamente moral, com o nazismo de Hitler, hoje faz discursos para que haja paz entre judeus e palestinos. As regras de conduta moral são estabelecidas através de Concílios, dogmas ou até mesmo um jornalzinho em que, moralmente, alteram a lista dos chamados pecados capitais. Mas e as questões como castidade e pobreza dos padres que contrasta com a riqueza bilionária da Igreja Romana; o homossexualismo e a pedofilia que acontecem atrás das sacristias, nas casas paroquiais ou em pequenas cidades na quais estes líderes religiosos são tidos como deuses?

E por falar em pedofilia, lembra da época em que era moralmente correto colocar crianças nos filmes medíocres das pornochanchadas brasileiros? Pouquíssimo tempo depois uma das atrizes pornô da época e que contracenou em cenas de sexo com um garotinho foi elevada, moralmente, pela sociedade da época como a Rainha dos Baixinhos e se transformou na apresentadora infantil de maior sucesso no país até hoje.

E o que dizer da sociedade atual que, moralmente, não admite que um adulto (ser humano maior que 18 anos) pratique sexo ou atos de atentado ao pudor com menores de idade (ser humano menor que 18 anos)? No entanto, as crianças de 11, 12, 13, 14 anos de idade agarram-se uma às outras com toda a veemência do início da puberdade e ainda são embaladas pelas músicas de funk, moralmente aprovada por seus pais e que só tratam de temas de conteúdo sexual no mais baixo nível.

O protestantismo aceitou a moralidade de transformar seus líderes religiosos em deuses, em milionários, em bilionários, em assumirem a posição de cabeça e não de cauda, utilizando-se de deturpações do Evangelho para se posicionarem como seres moralmente melhores que os demais mortais da Terra.

E bispos vão parar em prisões estrangeiras, deputados-pastores são denunciados por pistolagem, casas de milhões de dólares se erguem em tempo recorde a fim de abrigarem os desejos egocêntricos e tudoisso, e muito mais, é moralmente aceito por pessoas chamadas de ovelhas.

E a imoralidade do homossexualismo de épocas atrás deu lugar a uma moral em forma de passeata, de festa com arco-íris e de toda sorte de desejos que, moralmente falando, vão adentrando TVs, jornais, revistas, propagandas, seriados, filmes e todo tipo de meios de comunicação de massa. O imoral libertino é hoje o moralmente compreendido por uma sociedade que, de tempos em tempos, altera valores.

E poderia aqui dizer dos conceitos morais de certos pais dados a seus filhos quanto à drogas, cigarros, bebidas e tantas outras coisas, mas que são realizados moralmente por eles mesmos numa educação ditatorial do tipo faça o que falo, mas não o que faço…

E, assim, como diria Renato Russo, todos vão fingindo viver decentemente.

Enquanto as pessoas carregarem a moral como regra de conduta de vida, as sociedades permanecerão sendo hipócritas e as pessoas continuarão enganando a si próprias.

A conscientização sempre foi o melhor caminho. Valores que se estabelecem na vida e para a vida como lucidez de mente, onde sou sempre quem sou, independente do lugar onde estou. Onde não preciso esconder o que fui porque simplesmente já fui. Onde não é a moda ou algum programa idiota da TV que me passa informações sobre como devo vestir ou como me comportar.

A ignorância é vizinha da maldade, já dizia um provérbio árabe, e assim a coletivização da mente é mais fácil de ser controlada. A inércia mental produz zumbis culturais e seres hipócritas que se escondem atrás da máscara da moralidade, que de tempos em tempos, arrumam a maquiagem com o simples propósito de mostrarem a face asquerosa de perversidades, de egoísmos, de vaidades, de presunções, com uma aparência mais bela e com um poder de persuasão maior.

Sempre temos mais de uma opção para escolher, mas infelizmente a grande maioria escolhe a mais cômoda e não a mais conscientemente correta. Enquanto muitos adotarem a regra de não serem quem realmente são, a moral permanecerá sendo o caminho a ser seguido, o deus a ser adorado e, de quando em quando, um demônio imoral será canonizado em santo moral e muitos vão viver achando ser normal a normalidade moral da hipocrisia mental de cada um de nós.

By Riva Moutinho, no site WebArtigos.com.

A força das redes sociais

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/10/2011 by Joe

Nesta última semana vimos surgir uma campanha no Facebook que, em pouca horas, conseguiu a adesão de milhões de pessoas. Era algo simples: trocar a foto do perfil por uma imagem de desenho animado como forma de protestar contra a violência infantil!

Mesmo sabendo que uma simples mudança de imagem no perfil não iria mudar nada a situação de milhares de crianças que sofrem abuso, o protesto ganhou proporções inacreditáveis e também serviu para divulgar os contatos da Polícia Federal e o Disk Denúncia Contra a Violência Infantil.

Porém, ontem começou a pipocar entre os usuários do Facebook uma mensagem pré-formatada dizendo que essa troca de imagens poderia prejudicar as investigações da Polícia Federal contra pedófilos. No meu ver, o que essa contra-campanha talvez tenha a intenção é desmobilizar as pessoas. Justamente num momento em que as redes sociais estão ganhando força pelo poder de comunicação e união, aparecem com essa história de que fotos de desenhos animados podem atrapalhar a Polícia Federal. Vamos analisar alguns pontos:

Em primeiro lugar, redes sociais não deveriam ser lugares para crianças ficarem brincando sem controle dos pais (assim como no Orkut havia uma orientação para que apenas maiores de 18 anos deveriam se cadastrar). A TV e o computador não são babás!

Em segundo lugar a Polícia Federal não faz suas investigações através de desenhos ou fotos no perfil, mas sim do conteúdo de postagens e imagens em sites. Até porque os verdadeiros pedófilos e outros criminosos não devem usar suas próprias fotos em sites e redes sociais. Cabe a cada cidadão de bem denunciar sites e grupos que exponham imagens de crianças em situações degradantes, seja de que tipo for! Denunciar também vizinhos que espancam crianças e que, muitas vezes, você acaba ficando quieto dizendo que não é problema seu!

Em terceiro lugar, se começarmos a desistir da união e da força das redes sociais, o que sobrará para mudar este país? Os milhões de pessoas que, neste horário, estão em frente às TVs, emburrecendo com programas de baixo nível, colaborando com o poder que dá circo para o povo se divertir e não pensar na força que tem, caso se mobilizem e comecem a pedir as cabeças dos corruptos e bandidos que se travestem de cidadãos de bem de terno e gravata e se auto-intitulam “representantes do povo”? Claro que não, né?

Os “donos do poder” em todo o mundo estão começando a ficar preocupados com a união das populações que estão cansadas de tanta corrupção e opressão. Veja, por exemplo, o que está acontecendo nos EUA, onde milhares de pessoas se reuniram em Wall Street pra protestar contra a crise financeira causada por elites corruptas (veja aqui). E foi através das redes sociais que eles se mobilizaram, bem como outros povos também conseguiram se mobilizar e até derrubar os corruptos que estavam no poder há anos.

Vamos pensar um pouco e não fazer o jogo deles! Somos muito mais e podemos mais! Se você tem filhos, comece a orientar e verificar onde eles navegam pela internet quando estão fechados em seus quartos (lugar de computador é na sala, sob o olhar dos pais).

E se você quer fazer deste país um lugar melhor para seus filhos e futuros netos, comece a pensar em quem você votou nas últimas eleições e o que ele tem feito em seu nome. E também em quem você vai votar no ano que vem!

É hora de união e mobilização, e não ficar com medo porque usou um desenho animado no seu perfil. O Brasil é muito maior que isso e o futuro depende de cada um de nós!!

By Joemir Rosa.

Perdão para os padres pedófilos

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , on 02/04/2010 by Joe

Leio nos jornais que a arquidiocese alemã de Munique está recebendo um tsunami de denúncias de abuso de menores praticados por membros da igreja.

A informação é de Elke Hümmeler, que cita 120 relatos de abusos feitos desde a confirmação, há duas semanas, de que um padre foi transferido em 1980 para trabalhar com crianças em Munique, mesmo sendo suspeito de ter cometido abusos na cidade de Essen.

A arquidiciose bávara foi presidida entre 1977 e 1982 pelo cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI. O sacerdote, em vez de ser denunciado à polícia, foi submetido à sessões de terapia, endossadas pelo atual pontífice.

“É como um tsunami de denúncias”, disse Hümmeler. “Acredito que nunca ficamos tão chocados”. A denúncia da conivência do papa com um padre pedófilo surge logo após descoberta não menos grave. Os meninos-cantores da catedral de Regensburgo (Ratisbona) eram pasto dos padres que os educavam, entre 1958 e 1973. O coral foi dirigido, de 1964 a 1994, pelo padre Georg Ratzinger, irmão do Bento.

Em carta dirigida aos fiéis irlandeses e divulgada sábado passado pelo Vaticano, Sua Santidade se disse envergonhado pelos abusos cometidos no seio da Igreja Católica da Irlanda. Criticou ainda a postura das autoridades eclesiásticas dessa diocese e ordenou aos bispos que ajudem as autoridades civis.

“Expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos provamos”, disse o Papa, esclarecendo às vítimas que este também é um ‘grande dano’ à Igreja e à pública percepção do sacerdócio e da vida religiosa. “A Justiça de Deus exige que assumamos nossas ações sem ocultar nada. Reconheçam abertamente a sua culpa, submetam-se às exigências da Justiça”, determinou aos envolvidos nas agressões. Dirigindo-se aos padres pedófilos, Bento XVI reiterou que estes devem responder por seus crimes, “perante ao Deus onipotente e também frente aos tribunais devidamente constituídos”.

Sobre os abusos no coral de Ratisbona, quando dirigido por seu irmão e sobre a proteção a um padre pedófilo durante seu cardinalato em Munique, Bento não disse absolutamente nada.

Após seu pronunciamento anódino sobre os padres pedófilos da Irlanda, Sua Santidade volta a proferir sandices. No Angelus deste domingo, proferido na praça São Pedro, pediu “perdão para o pecador, intransigência com o pecado”. Está se referindo aos abusos sexuais dos ministros da Igreja irlandesa.

Pelo jeito não entra no bestunto pontifício que pedofilia não é uma questão de pecado. Pedofilia é crime. Pecado se perdoa com um ato de contrição, três pai-nossos e dez ave-marias. Crime se pune com cadeia! Ao acobertar pedófilos, tanto João Paulo II como Bento XVI livraram seus sacerdotes da justiça penal.

Em sua primeira homilia após a pastoral em que manifestou suas desculpas esfarrapadas pelas vítimas do clero irlandês, Bento evocou aquela passagem dos evangelhos em que Cristo diz: “quem estiver livre de pecado, que atire a primeira pedra”. No que a mim diz respeito, se nutrisse algum ódio por adúlteras, levaria um saco de pedras.

Porque pecado é coisa de quem crê na noção de pecado. Como não creio, não tenho pecado algum. Sou um santo homem, pronto para a canonização. Pena que tampouco creio em santos. Por outro lado, Sua Santidade deixou de lado uma safadeza do Cristo. Ele centra seu perdão na adúltera. Culpada é a mulher. Sobre com quem ela pecou, nenhuma palavrinha. Para Cristo, em caso de adultério, só a mulher peca.

“Temos que aprender a ser intransigentes com o pecado, começando pelos nossos, e indulgentes com as pessoas” – acrescentou – convidando os fiéis a “aprender de Jesus e não julgar e condenar o próximo”.

Ora, neste “indulgentes com as pessoas” há um convite explícito a perdoar os padres pedófilos. Por outro lado, desde há muito venho desconfiando que Bento não leu com atenção a Bíblia.

Muito menos o Apocalipse: “Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado… Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros”. As pessoas cujos nomes não estiverem no Livro da Vida receberão o castigo eterno.

Está em Mateus: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”. O julgamento se repete no Apocalipse: “E aquele que não foi achado escrito no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo.”

Mais ainda: “Quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte”. Se isto não é julgamento, que será então? Quem vem para julgar? O Cordeiro. Quem é o Cordeiro? É Cristo ressuscitado, é o Senhor dos Senhores, o Rei dos Reis.

Não há indulgência com pecador algum. Pecadores vão todos para o lago que arde com fogo e enxofre. O que só confirma minha antiga suspeita, que Bento não tem familiaridade alguma com os textos sagrados.

No que depender de Sua Santidade, ao arrepio do Livro, todo padre pedófilo será poupado do lago que arde com fogo e enxofre.

By Janer Cristaldo, para o site Baguete.

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