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Mães más

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/01/2014 by Joe

Mães más

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que eles soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queremos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto deles, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por eles, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade pelas suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que eles poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci. Porque, no final, eles venceram também! E, em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

– “Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço, mas nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e “fuçava” nos nossos e-mails). Era quase uma prisão…”

“Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade e, quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos”.

“A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa tinha sido boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa dela. Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o nosso melhor para sermos “pais maus”, como minha mãe foi. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes “mães más”.

É verdade… estão faltando “mães más” atualmente!

By Dr. Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra.

Pastiera di grano

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/12/2013 by Joe

Pastiera di grano

“La Pastiera di Grano”, ou a torta de trigo, na tradução do dialeto napolitano, tem sua origem mais ligada à Páscoa, pois é quando se colhe o trigo na Europa e ele está mais novo e mole para ser cozido. Porém, as famílias italianas que vieram para o Brasil, também a preparavam no Natal, para celebrar o nascimento do menino Jesus e enfeitar suas mesas de Natal.

Esta receita é tipicamente mediterrânea, feita com grãos de trigo cozidos e saborizados com ricota, leite e frutas cristalizada, e tem sua origem na cucina casalinghe della campagna (cozinha caseira do campo), pois é feita com os ingredientes produzidos por uma família camponesa.

Sou neto de italiano imigrante direto e soube de uma lenda que explicaria a origem da Pastiera di Grano…

“Contam que a sereia Paternope encantou-se com a beleza do Golfo, entre Posillipo e Vesúvio, onde acabou fixando seu domicílio.

Na primavera, a bela sereia emergia das águas para saudar as felizes pessoas que povoavam o Golfo, encantando-os com canções de amor e alegria. Uma vez, sua voz foi tão melodiosa e suave que todos os habitantes ficaram fascinados e comovidos com a doçura do canto e das palavras de amor que a sereia tinha dedicado a eles.

Em agradecimento, decidiram então lhe oferecer aquilo que lhes era mais precioso. Assim, chamaram sete ninfas do vilarejo, as quais lhe ofereceram primeiramente a farinha, simbolizando a força e riqueza dos campos; depois, a ricota, em agradecimento dos pastores; os ovos, símbolo da vida que sempre se renova; o trigo tenro fervido no leite, como prova dos dois estados da natureza; água da flor de laranjeira, porque também o perfume da terra queria homenageá-la; as especiarias, representando os povos distantes; e, por último, o açúcar, para propagar a doçura do canto de Paternope no céu e na terra e em todo o universo.

A sereia, então, feliz com tantos presentes, voltou para as profundezas cristalinas do mar e depositou suas preciosas ofertas aos pés dos deuses que, por sua vez, também eram encantados com o suave canto da sereia.

Assim, reuniram e misturaram com a arte divina, todo os ingredientes, transformando-os na primeira Pastiera di Grano, que superava a doçura do canto da sereia.”

A receita de hoje é exatamente a Pastiera di Grano, uma torta deliciosa, de sabor único que vai bem na ceia de reveillon.

Pastiera di grano

Ingredientes

Massa

3/4 de xícara (chá) de açúcar
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 ovos
1 xícara (chá) de manteiga sem sal

Recheio

250 g de trigo em grãos
1/2 litro de leite integral
1 pitada de sal
raspas de limão verde
1 colher (sopa) de açúcar
500 g de ricota fresca
3 gemas
1½ xícaras de açúcar
1 colher (chá) de baunilha
1 colher (chá) de canela em pó
200 g de frutas cristalizadas
200 g de uvas passas escuras
3 claras em neve

Modo de preparo

Massa

Junte todos os ingredientes e misture bem. Não trabalhe demais a massa. Deixar descansar por 30 minutos, envolta em filme plástico, na geladeira.

Recheio

Deixe os grãos de trigo de molho na véspera e depois cozinhe por uns 25 minutos na panela de pressão. Em uma panela em fogo brando, coloque o trigo, uma colher de açúcar, meio litro de leite, as raspas de limão, a pitada de sal e deixe ferver, mexendo de vez em quando, até quase secar o leite. Reserve.

Hidrate as frutas secas e as uvas passas em um pouco de água morna, deixe uns minutos e depois escorra bem.

Em uma vasilha funda, misture bem a ricota esfarelada, as gemas bem batidas, o açúcar, a baunilha e a canela em pó. Junte a esta mistura o trigo apurado no leite, as frutas cristalizadas, as uvas passas e misture com cuidado.

Unte uma forma redonda, de fundo destacável, e forre o fundo e lateral com a massa. Reserve um pouco da massa para fazer o xadrez de cobertura.

Pastiera di grano trançadaBata as claras em ponto de neve e misture no recheio. Despeje esse recheio na forma, faça o xadrez com a massa reservada e leve ao forno a 180º C por 45 minutos ou até que esteja levemente dourada. Na hora de servir, pode pulverizar um pouco de açúcar fino de confeiteiro.

Caso prefiram, troquem as frutas cristalizadas por damasco seco.

Espero que gostem da receita e deixem seus comentários!

By Joemir Rosa.

Quiche de salmão e espinafre

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/11/2013 by Joe

Quiche de salmão e espinafre

Apesar de atualmente a quiche ser considerada um prato tradicional francês muito saboroso, prático e fácil de preparar, sua origem é alemã, de uma região medieval chamada Lothringen. A palavra “quiche” vem do alemão “kuchen”, que significa “torta”.

Posteriormente, os franceses a batizaram de Lorraine, cuja origem remonta ao século XVI e era uma torta aberta recheada com creme feito de leite e ovos, acrescido de bacon defumado. Somente tempos depois foi acrescentado queijo à quiche Lorraine. Adicionando cebolas, obtém-se a quiche Alsaciana.

A quiche se tornou popular na Inglaterra logo após a Segunda Guerra Mundial e nos Estados Unidos na década de 1950. Hoje pode-se encontrar uma grande variedade de quiches, desde a original e deliciosa quiche Lorraine, até aquelas com frango, alho-poró, champignon, espinafre e mesmo peixes, como o salmão.

E, aliado ao salmão, a receita de hoje traz ainda o espinafre, um alimento muito nutritivo, que reúne nutrientes da mais alta qualidade. Rico em ácido fólico, essencial para o sistema nervoso, protege contra a doença de Alzheimer. Possui alto teor de potássio e baixo de sódio, o que auxilia no controle da pressão arterial; vitamina K, cálcio e fósforo, ótimos para a saúde dos ossos; luteína, um pigmento benéfico à visão; ferro, vitamina C, vitamina A, além de antioxidantes que defendem a pele contra o envelhecimento e as células contra o câncer.

O consumo constante (pelo menos, 3 vezes por semana) é um ótimo combustível para os músculos, aumentando sua eficiência.

Informações aprendidas, vamos à receita, lembrando que existem inúmeras variações nos recheios! A receita a seguir é uma dessas variações.

Quiche de salmão e espinafre

Ingredientes da massa

300 gr de farinha de trigo
125 gr de manteiga sem sal gelada cortada em padacinhos
1 ovo
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de água gelada
mais manteiga e farinha de trigo para untar a forma

Ingredientes para o recheio de salmão

400 grs de salmão
suco de 1 limão
1/4 xícara de vinho branco seco
3 dentes de alho picadinhos
1 colher (sopa) de mostarda
azeite a gosto
pimenta do reino a gosto
sal a gosto

Ingredientes para o recheio de espinafre

300 grs de espinafre
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
pimenta do reino a gosto
azeite
sal a gosto

Ingredientes para a cobertura

4 ovos
400 ml de creme de leite fresco
pimenta do reino a gosto
sal e noz-moscada a gosto

Modo de preparo da massa

Faça uma farofinha com a manteiga gelada e com a farinha de trigo. Bata o ovo, acrescente o sal e a água. Coloque essa mistura na farofinha e junte tudo até ficar uma massa homogênea, que não grude nas mãos.

Unte uma forma de fundo removível com manteiga e farinha de trigo e forre o fundo e as laterais com a massa. Com o auxílio de um garfo, fure toda a massa para evitar que se formem bolhas na hora de assar e a massa se quebre. Leve a forma à geladeira por uns 20 minutos, ou até que o recheio esteja pronto.

Modo de preparo do salmão

Tempere o salmão com o suco de limão, o alho picado, o vinho branco, a mostarda, a pimenta do reino e o sal gosto. Leve o salmão temperado à geladeira por 30 minutos para tomar gosto.

Aqueça uma panela com um pouco de azeite e doure o salmão de ambos os lados. Depois que o salmão estiver pronto, desfie-o usando um garfo e uma faca. Reserve.

Modo de preparo do espinafre

Lave bem as folhas do espinafre e esprema para tirar o excesso de água. Em uma panela, coloque um pouco de azeite e doure o alho. Acrescente o espinafre, o vinho branco e mexa bem. Tempere com pimenta do reino e sal a gosto e deixe cozinhando por mais 3 minutos. Desligue o fogo e reserve.

Modo de preparo da cobertura

Em uma tigela, junte os ovos, o creme de leite e bata com o auxílio de um fouet ou garfo até ficar bem homogêneo.Tempere com pimenta do reino, sal e noz-moscada a gosto.

Montagem

Retire a forma da geladeira, espalhe o salmão desfiado sobre a massa. Por cima dele, espalhe o espinafre e, por último, despeje a cobertura por cima de todo o recheio. Leve a quiche ao forno pré-aquecido a 180° C por aproximadamente 35 minutos, ou até que o recheio esteja firme e dourado por cima.

By Joemir Rosa.

Zabaglione

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/09/2013 by Joe

Zabaglione com frutas

O zabaglione (ou zabaione) é uma sobremesa de origem italiana e consiste num creme muito leve, espumoso, preparada com gemas, açúcar e vinho Marsala (pode ser preparado com Vinho do Porto ou Licor Strega).

Só por essa introdução já dá para imaginar a delicadeza desse creme, a harmonização perfeita entre o sabor das gemas e um bom vinho fortificado, deixando a sobremesa perfeita para ser servida com frutas, mesmo em dias de inverno. Existe também uma versão que é servida gelada, ótima para os dias quentes que se aproximam.

Apesar da origem italiana, o zabaglione foi incorporado na gastronomia francesa, ficando conhecido como sabayon. Esta e várias outras receitas italianas foram levadas para a França com os cozinheiros de Florença quando Catarina de Médici casou-se com Henrique de Orleans, futuro rei da França, por volta de 1533. Ela tinha apenas 14 anos na época. Os franceses aprenderam não só a receita do sabayon, mas muitas outras especialidades italianas.

Para preparar um bom zabaglione é preciso conhecer seus segredos, que são muito fáceis, só exigindo um pouco de paciência para atingir o ponto certo e não ter preguiça para prepará-lo.

A receita é simples, envolve poucos ingredientes e combina com frutas, bolos e biscoitos! Espero que gostem!

Zabaglione

Ingredientes

6 gemas
100 gramas de açúcar
150 ml de vinho Marsala seco
1 colher de sopa de vinho Madeira ou xerez

Modo de preparo

Coloque as gemas e o açúcar num refratário sobre uma panela com água quente (não pode ser muito quente, ou fervente, para que os ovos não cozinhem e encarocem). Com a ajuda de um fouet, bata a mistura até ficar clara e espumosa. Depois, vá despejando o vinho Marsala aos poucos sem parar de bater (desta forma, vai se adicionando ar à mistura e o creme vai engrossando).

Depois de adicionar todo o vinho, continue batendo até que o molho fique bem claro, espesso e leve. Junte o Madeira ou xerez e sirva em seguida com a fruta de sua preferência, com bolos ou biscoitos champagne.

By Joemir Rosa.

Bolinhos de chuva

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/07/2013 by Joe

Bolinhos de chuva

A receita original do bolinho, lá pelo final do século XVIII, levava mandioca ou cará em sua composição. O trigo era um pouco caro, pois vinham de Portugal e raras eram as receitas com a “farinha do Reino”.

Em compensação, o bolinho era feito com muitos ovos, açúcar, leite e frito em gordura de porco. Recebia nomes um tanto curiosos, como “Quero Mais”, “Quero Quero”, “Desmamados”, entre outros.

Ele nunca teve a pretensão de ser doce de Sinhá, nem ter a delicadeza dos complicados pontos de caldas, das massas moldadas durante horas por mãos finas e delicadas. Sua vocação sempre foi o sabor e o encanto dos olhos das crianças, que ansiavam pela hora em que eles saíam dos tachos dos fogões de lenha, quando eram generosamente polvilhados com açúcar e canela perfumada.

Descontraídos, afetivos, leves, por muito tempo foram a comida do entrudo, do carnaval de então. Eram chamados de “Filós de Carnaval”, assim, com sotaque português. Levavam o sabor de mãos escravas e, talvez por isso, alguma sinhazinha ciumenta tenha lhes apelidado de Bolinhos de Negra.

Muitas escravas saíram do anonimato para ligar seus nomes a essa receita, homenagem que atravessou os séculos: ainda se encontram cadernos de receitas onde ele é chamado de “Bolinhos da Negra Ambrósia” ou da “Negra Marcionila”. Porém, a mais famosa entre as autoras do bolinho foi, sem dúvida, criada por Monteiro Lobato. Não há episódio entre as histórias do Sítio do Picapau Amarelo que não termine com Narizinho, Emília e Pedrinho comendo os “Bolinhos de Tia Nastácia”. Lembra infância.

Porque bolinho de chuva? Alguém, em alguma tarde de chuva já no século XX, disse que os bolinhos traziam a alegria às horas em que não se podia correr ou brincar nos quintais por causa do tempo chuvoso. Daí o novo nome que pegou e perdura até hoje!

Como sempre, versões da receita existem várias. Basta uma rápida pesquisa na própria internet ou nos cadernos de receitas de nossas avós e tias para descobrirmos algum detalhe diferente ou um ingrediente diferente.

Optei pela receita mais básica que conheço, praticada pela minha família há anos. Espero que gostem!

Bolinhos de chuva

Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo
2 ovos
1 xícara de leite
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
3 colheres (chá) de fermento em pó químico
óleo para fritar
açúcar e canela para polvilhar

Modo de preparo

Misture a farinha, os ovos, o leite, açúcar, sal e fermento. Misture bem e vá batendo a massa até que fique bem lisa e homogênea.

Aqueça o óleo em uma frigideira funda e vá colocando a massa às colheradas. Antes de colocar a colher na massa, molhe-a no óleo para que ela escorregue mais fácil para a frigideira. Faça bolinhos pequenos para que não fiquem crus por dentro.

Misture o açúcar e a canela em pó e passe por uma peneira fina. Depois de fritos os bolinhos, polvilhe-os nessa mistura de açúcar e canela. Sirva em seguida, ainda quentinhos.

By Joemir Rosa.

Quiche Lorraine

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/06/2013 by Joe

Quiche Lorraine

A quiche é uma torta aberta, com recheio a base de creme de leite e ovos, e originalmente recheada com bacon. Hoje é possível encontrar diversos recheios, como alho-poró, espinafre, legumes, rúcula, cogumelos, salmão, acrescentado sempre um queijo, seja ele parmesão, gruyére, camembert, roquefort ou brie.

A palavra “quiche” vem do alemão “Küchen” (torta). A quiche é um prato originário da Alsácia Lorena, que atualmente faz parte do nordeste da França e faz fronteira com a Alemanha. A região da Alsácia Lorena por diversas vezes foi comandada pelos alemães e foi palco de diversas brigas por território entre franceses e alemães.

Quando a quiche foi criada, a região que hoje é a Alsácia Lorena era uma província alemã, e se chamava “Lothringen” que, em português, significa “Lorena” e em francês “Lorraine”. Depois de muitas batalhas entre eles, na primeira e na segunda guerra mundial, a França retomou a Alsácia Lorena em 1945, e os franceses batizaram a quiche de “Quiche Lorraine”.

Como se pode perceber, a quiche possui uma origem bastante conturbada, influenciada pela disputa territorial pela Alsácia Lorena. O certo é que a quiche é de origem alemã, mas é um prato típico, tradicional e de excelência francesa.

A massa usada para fazer uma quiche é a patê brisée, que tem como base manteiga e farinha, e que fica quebradiça quando pronta. A quiche é um tipo de torta, mas difere das outras pelo fato de ser aberta e não tampada, e seu recheio que envolve creme de leite, ovos e noz moscada.

A quiche hoje é conhecida e apreciada por todo o mundo por ser um prato tão saboroso e interessante de servir em qualquer ocasião. A popularização da quiche começou após a segunda guerra mundial, primeiro ganhando apreciadores na Inglaterra, e depois, na década de 50, nos Estados Unidos e a partir daí ganhando fama mundial.

A quiche pode ser servida em um almoço, jantar, café da tarde ou até como entrada de uma refeição, variando os recheios de acordo com a criatividade de cada um (fonte de pesquisa: The Nibble Magazine).

A receita deste sábado é essa tentação de origem francesa, cujos recheios podem variar de acordo com o gosto de cada um. Veja aqui a receita de um quiche de frango.

Quiche Lorraine

Ingredientes

Massa

2 xícaras de farinha de trigo
125 g de manteiga gelada cortada em pedacinhos
1 ovo
sal a gosto
2 colheres (30 ml) de água gelada
manteiga e farinha de trigo para untar a forma

Recheio

1/2 xícara de bacon picado
4 ovos
1 xícara de creme de leite fresco
2 xícaras de queijo gruyère ralado grosso
sal e noz-moscada a gosto
1/4 de xícara de sálvia fresca inteira

Modo de preparo

Para a massa, misture a farinha, o sal e a manteiga com a ponta dos dedos, até formar uma farofa. Vá acrescentando 1/2 xícara de água gelada aos poucos, até que a massa fique homogênea. Como a massa tem uma grande quantidade de manteiga, é importante não ficar tabalhando a massa por muito tempo, pois os dedos quentes podem derretê-la. Dois a três minutos são suficientes. Molde uma bola com a massa e deixe na geladeira, embrulhada em filme plástico, por 15 minutos.

Em seguida, abra a massa em uma superfície lisa e enfarinhada com o auxílio de um rolo, Unte e enfarinhe uma forma de 20 cm de diâmetro. Forre o fundo e as laterais da forma com a massa. Com as pontas de um garfo, fure toda a massa para evitar que se formem bolhas e quebra da massa. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180º C) e leve a massa para dar uma pré-assada por uns 7 a 10 minutos.

Para o recheio, frite o bacon em uma frigideira antiaderente até dourar. Retire e deixe escorrer sobre papel-toalha.

Em uma tigela, bata ligeiramente os ovos, junte o creme de leite e o queijo gruyère ralado e misture. Tempere com sal e noz-moscada e acrescente o bacon. Despeje a mistura na forma, sobre a massa pré-assada, distribua a sálvia e volte novamente ao forno por mais uns 15 ou 20 minutos ou até começar a dourar e o recheio ficar firme. Desenforme. Sirva quente ou morna.

Para saber se a quiche está assada, abra o forno e, com cuidado, balance ligeiramente a fôrma. Se o recheio estiver um pouco mole no centro e mais firme nas laterais, ela está pronta.

Caso prefira, monte a receita em forminhas individuais.

By Joemir Rosa.

Suflê de queijo gruyère

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/06/2013 by Joe

Suflê de queijo gruyère

De origem francesa, o suflê (ou soufflé) foi bem-recebido no Brasil. Acredita-se que a primeira receita tenha sido criada em meados do século 19, talvez até antes, pelo chef francês Antonin Carême. Sobre ele dizia-se que era “o chef dos reis e o rei dos chefs”. Desde então, essa delícia corre o mundo em mil e uma variações.

O termo “soufflé” significa “inchado” ou “soprado” e, por isso, uma das regras básicas do prato é servi-lo imediatamente após sair do forno. Se não for veloz, ele perde consistência e murcha. O suflê pode ser doce ou salgado, feito com diversos tipos de recheio. Vale queijos, legumes, carnes, frutos do mar, chocolate e frutas.

O prato à base de clara de ovos e leva algum farináceo para dar liga e o recheio principal escolhido. As claras batidas em neve são adicionadas no último momento e delicadamente se incorporam à massa. Ao ser colocado no forno bem quente, as bolhas de ar contidas nas claras se dilatam fazendo a mistura inflar e crescer. Chega a ultrapassar a altura das forminhas de porcelana (ramequins), causando assim o efeito “colarinho”.

No prato de hoje, você confere uma receita prática de suflê, com um dos mais deliciosos recheios: o queijo gruyère!

Suflê de queijo gruyère

Para o molho bechamel

1/2 litro de leite
1 1/2 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
sal e pimenta-do-reino à gosto
uma pitada de noz-moscada

Para a massa

350 gramas de queijo do tipo gruyère ralado grosso
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 receita de molho bechamel
sal a gosto
2 gemas
6 claras
2 colheres (chá) de queijo parmesão ralado fino

Modo de preparo

Molho bechamel

Em uma panela, ferva o leite. Em outra panela, derreta a manteiga e junte a farinha mexendo. Aos poucos, incorpore o leite à mistura, mexendo sempre. Adicione o sal, a pimenta e a noz-moscada e ferva por mais dois minutos. Reserve.

A massa

Em uma frigideira, derreta o queijo gruyère parcialmente na manteiga. Acrescente a farinha e misture por dois minutos. Junte o molho bechamel e tempere com sal. Deixe ferver, mexendo sempre. Adicione as gemas, sem parar de mexer, e cozinhe até a mistura engrossar. Reserve.

Na batedeira, bata as claras até ficarem firmes e junte à massa. Transfira para dois ramequins com capacidade para 600 ml cada um, untados com manteiga. Polvilhe com o parmesão e leve ao forno pré-aquecido a 240 ºC por dez minutos. Sirva quente assim que sair do forno.

By Joemir Rosa.

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