Arquivo para Outono

Quase…

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/09/2014 by Joe

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência; porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

By Sarah Westphal.

Pizza Supreme

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , on 19/05/2012 by Joe

Alguém há de dizer: “Lá vem você com pizza novamente”! E eu direi: “Sim! Aqui venho eu novamente com uma receita de pizza”!

Já contei a história da pizza, também já mencionei que receitas de pizzas existem aos montes, que todo mundo tem uma receita diferente, todo mundo gosta especificamente de um sabor (ou vários) de pizza! Já postei as receitas da pizza enrolada, da pizza de picanha, da pizza de batata palha, e da fugazzeta, e sei que ainda publicarei outras no futuro.

Hoje escolhi uma receita de pizza que parece mais que isso, parece até uma torta, uma vez que é preparada com massa grossa e uma maior variedade e quantidade de ingredientes. Mas é o tipo de pizza que eu adoro: massa grossa e super recheada, daquelas que saem do forno borbulhante, o queijo bem derretido! Ótima para estas noites geladas de outono-quase-inverno!

Espero que gostem!

Pizza Supreme

Ingredientes

Massa

1 tablete de fermento fresco
1 xícara de leite morno
1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de café de sal
1 colher de sopa de óleo
1 colher de sopa de margarina
1 xícara de batatas cozidas espremidas
farinha de trigo suficiente
1 colher de sopa de molho de tomate pronto para pizza

Recheio

300 g de queijo mussarela ralada
100 g de salame tipo pepperoni fatiado
100 g de cogumelos frescos
1 cebola média em fatias
1 pimentão verde cortado em rodelas
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho picado
1 lata de molho de tomate pronto para pizza
10 azeitonas pretas fatiadas
sal a gosto

Modo de preparo

Massa

Em um recipiente grande, e com a ajuda de um garfo, misture bem o fermento e o sal até que fique uma mistura bem homogênea. Adicione os demais ingredientes e misture muito bem com as mãos, integrando tudo.

Depois vá adicionando a farinha de trigo aos poucos até a massa desgrudar das mãos. Faça uma bola e deixe crescer no mesmo recipiente, coberto com um pano levemente umedecido, até que a massa dobre de volume (em torno de uma hora e pouco).

Enquanto a massa descansa e dobra de volume, pegue uma forma redonda de borda alta e unte com azeite. Depois, abra a massa com um rolo ou uma garrafa até formar um disco com diâmetro suficiente para cobrir a forma e com espessura de, aproximadamente, um centímetro.

Pré-aqueça o forno por uns 10 minutos a 180º graus. Coloque o disco de massa na forma redonda, cubra com uma colher do molho de tomates pronto para pizza e espalhe bem. Leve ao forno para pré-assar por uns 10 minutos. Retire do forno e reserve.

Recheio

Lave bem os cogumelos, fatie e refogue-os com o azeite, a cebola fatiada, o pimentão e o sal (uma pitada ou duas) até que a cebola e o pimentão fiquem ligeiramente macios. Reserve.

Montagem

Pegue a massa pré-assada, cubra com bastante molho de tomate, espalhando bem. Espalhe a mussarela ralada por cima, depois o pepperoni fatiado e o refogado de cogumelos, cebola e pimentão. Por último, as azeitonas pretas fatiadas.

Levo ao forno a 180º graus por uns 15 ou 20 minutos. Sirva acompanhada de um bom Chianti, que é um vinho “alegre” e expressivo, que vai bem muito bem com a massa e os temperos da pizza!

By Joemir Rosa.

Outono (somos seres outonais)

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/03/2011 by Joe

Foi-se embora o espalhafatoso verão!

De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!

“La belle season” é como batizaram os franceses esta estação que nos descortina as renovadas vestes da divindade presentes na natureza.

Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.

Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde:

– “ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto, e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa”.

Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.

Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas.

By Carlos Alberto Rodrigues Alves.

Quase

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/12/2010 by Joe

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência; porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

By Sarah Westphal.

Escondidinho

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , on 24/04/2010 by Joe

Outono vem chegando e o corpo começa a pedir alimentos um pouco mais quentes e aconchegantes. Sabe aquele prato que, quando a gente sai da mesa, dá uma vontade de ficar quieto num canto (na verdade eu quis dizer pegar uma cama!)? É exatamente isso!

Eu sempre digo que a gastronomia é uma alquimia! Transformar elementos da natureza em algo mais rico, saudável e saboroso é uma arte, uma verdadeira alquimia mesmo!

A receita de hoje vem de um prato muito apreciado no nordeste e alguns estados do sudeste. Mas como gastronomia não tem bússola acredito que tudo é uma questão de experimentar …. e ousar!

Por isso o Escondidinho foi sendo modificado, principalmente aqui em São Paulo, e seus elementos foram sendo substituídos por outros com sabores mais regionais. Desta forma, a mandioca (ou aipim) foi trocada pela batata, a carne seca foi substituída pela carne moída (ou boi ralado, como é conhecida no sul), frango, camarão e até bacalhau.

Mas hoje eu vou ficar na receita original, que é como o prato surgiu. As variações podem ser feitas ao gosto de cada um. O preparo é super simples e vai agradar a quase todos os paladares.

Bom apetite!!!

Escondidinho de carne seca

Ingredientes

1 kg de carne seca dessalgada, cozida e desfiada
1 xícara (chá) de azeite de oliva
2 cebolas em rodelas
1 xícaras (chá) de salsinha picada
2 kg de mandiocas descascadas, cozidas com sal e espremidas
1 xícara (chá) de leite
2 colheres (sopa) de margarina
3 xícaras (chá) de requeijão
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado grosso

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o azeite e doure as cebolas. Acrescente a carne seca, refogue bem e depois coloque a salsinha. Reserve.

Em outra panela, coloque o purê de mandiocas, acrescente o leite, a margarina e o requeijão e misture delicadamente.

Em um refratário, coloque uma camada do creme de mandioca, outra camada de carne seca refogada e cubra com o restante do creme Polvilhe queijo ralado e leve ao forno para gratinar a 180ºC por 15 minutos.

Uma variação na montagem que também fica deliciosa é colocar requeijão sobre a última camada e levar ao forno para dar uma gratinada.

By Joe.

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