Arquivo para Nazismo

A Menina Que Roubava Livros

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/02/2014 by Joe

A Menina Que Roubava LivrosLivro: A Menina que Roubava Livros
By Markus Zusak
Editora Intrínseca

Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler!

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas, de 1939 a 1943.

Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito.

A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história.

A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

O filme baseado neste ótimo best-seller estreia neste final de semana!

By Joemir Rosa.

A unanimidade inteligente

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 05/11/2013 by Joe

Toda unimidade é burra

Muitas pessoas, sem pensar, usam a terrível afirmação de Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”. E imagino que Nelson chamaria de “cretinos fundamentais” ou de “grã-finas com narinas de cadáver” (dependendo do caso) aqueles a quem ouvisse repetir esta sua famosa frase.

Trata-se de uma frase de efeito. Como aquela outra: “Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”. Ou esta: “Um suicida já nasce suicida”. Expressões que Nelson colecionava para nos fazer refletir, provocar polêmica, e não para encerrar discussões ou aumentar o número de lugares-comuns.

Frase de efeito que é também armadilha de Nelson. Quando todo mundo concordar que toda a unanimidade é burra ficará comprovado que toda a unanimidade é burra mesmo!

A palavra “unanimidade” vem do latim unanimis. Significa, simplesmente, que duas ou mais pessoas vivem com um (unus) só ânimo (animus).

Em dados contextos, sim, a unanimidade pode ser burra. É burrice todos obedecerem cegamente a uma ordem que vem não se sabe de onde, com finalidades obscuras ou inconfessáveis. É burrice, por exemplo, comprarmos um livro pelo único fato de ele constar da lista dos mais vendidos.

Já um time de futebol bem treinado, uma equipe de trabalho bem articulada, dois amigos leais, um casal que pensa e age em harmonia são exemplos de unanimidade inteligente.

Unanimidade inteligente começa na alma de cada um. Começa na individualidade. Na luta pessoal contra as nossas intolerâncias, contra essa tendência a só sentir as próprias dores, a observar o mundo pelo buraco de um canudinho.

Unanimidade inteligente requer a liberdade de distinguir entre o direito nosso de questionar e o dever nosso de comprometer-nos. Requer, mais ainda, a capacidade de reconhecer que podemos estar errados e a maioria estar certa…

Existem unanimidades excepcionais. Os especialistas da educação são unânimes, por exemplo, ao afirmar que todo aluno pode descobrir o prazer de aprender. Esta verdade ajudará os professores a trabalharem com ânimo e esperança.

Espero que sejamos unânimes, também, quanto a certas ideias e valores que nos obrigam a repensar nossa conduta, pedir perdão, desdizer o que dissemos, enfim, melhorarmos como pessoas.

O ser humano é perfectível. Seremos mais humanos se formos unânimes naquilo que valha a pena. A melhor forma de vencer a unanimidade burra é participar da unanimidade inteligente.

By Gabriel Perissé, coordenador pedagógico do Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa e autor do livro “A arte de ensinar”, pela Editora Montiei.

Curiosidade: segundo o historiador Romero Garcia, esta frase teria sido dita por Rudolph Hess à sua prima, quando Adolph Hitler se intitulou “Fuher” e todos foram unanimes, concordando. Nelson Rodrigues apenas teria se apropriado da frase, tirada de um artigo sobre a ascensão e queda do nazismo.

A Chave de Sarah

Posted in Livros with tags , , , , , , , on 27/05/2012 by Joe

Livro: A Chave de Sarah
By Tatiana de Rosnay
Editora Suma de Letras

Os personagens de “A Chave de Sarah” são inteiramente fictícios. Mas vários dos eventos descritos na obra não o são, principalmente aqueles que ocorreram na França ocupada durante o verão de 1942 e, em particular, a grande concentração de judeus no Vélodrome d’Hiver, que ocorreu em 16 de julho de 1942, no coração de Paris.  O romance não é uma história e não tem a intenção de sê-lo. Esta á a minha homenagem às crianças do Vel’d’Hiv. Às crianças que nunca voltaram. E àquelas que sobreviveram para contar”.

É assim que a escritora francesa Tatiana de Rosnay apresenta “A Chave de Sarah”. O livro traz à tona um dos episódios mais vergonhosos da história francesa: a prisão em massa de judeus parisienses no verão de 42, quando quase 13 mil pessoas foram capturadas pela polícia francesa no dia 16 de julho, entre elas, cerca de 4 mil crianças. Levados para o Vélodrome d’Hiver, uma antiga arena de ciclismo, eles ficaram detidos por uma semana antes de serem enviados para o campo de deportação de Drancy, próximo a Paris e, em seguida, de trem para Auschwitz.

A autora explica que, para a França, especialmente para a geração nascida no início doas anos 60, a história de Vel d´Hiv não faz parte do currículo escolar:

“Eu não sabia do que se tratava até o discurso de Jacques Chirac em 1995 – ele foi o primeiro presidente a admitir a responsabilidade da França neste evento, sem culpar os nazistas. Essa foi a primeira vez que eu ouvi o termo “Le Rafle du Vel’ d’Hiv”. Eu pensei: tenho que escrever sobre isso, mas como? Eu não sou historiadora, eu não sou judia, eu não tenho nenhuma razão legítima para escrever sobre isso, exceto o fato de ser francesa.”

Em A Chave de Sarah, Julia Jarmond, uma jornalista americana que vive na França, é designada para cobrir as comemorações do 60º aniversário do Vel d’Hiv, episódio do qual ela nunca ouvira falar até então. Ao apurar os fatos ocorridos, a repórter constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação e, em seguida, comprado pelos avós de Bertrand.

Em suas pesquisas, Julia descobre que muitas famílias francesas se aproveitaram da prisão das famílias judias para conseguirem apartamentos desocupados por preços muito bons. Decide, então, descobrir o destino dos ocupantes anteriores – e a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski, é revelada.

Concomitantemente, a história de Sarah – e seu segredo – e a de Julia são contadas até que as duas se cruzam!

Leitura rápida, em que pese o teor do tema, porém de um valor histórico muito importante, na medida que vem resgatar fatos pouco divulgados e esclarecidos, uma verdadeira mancha na história da França.

Vale a pena sua leitura e, também, assistir o filme lançado no final de 2011!

By Joemir Rosa.

Lobotomia

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , on 14/12/2011 by Joe

Pensamos livremente … ou somos produtos dos meios de comunicação?

Lobotomia é a separação cirúrgica dos lóbulos frontais do cérebro, que se faz em doentes mentais violentos. Isto os torna mansos. Sela, porém, seu destino como loucos, irrecuperavelmente. Mas, pelo menos, não são mais violentos. Fica mais fácil lidar com eles.

Passamos diariamente por um processo semelhante. Lenta e constantemente. Gradativamente a inteligência vem sendo alienada de nossos cérebros. Vemos, lemos e ouvimos todos, exatamente as mesmas coisas. Dia após dia. Ano após ano. Ininterruptamente.

Assim explica-se que os brasileiros, todos eles, acreditem piamente que o Aiatolá Komeini foi um monstro (apesar de milhões de admiradores terem ido ao seu enterro); que a Lady Diana foi uma pessoa caridosa e virtuosa (apesar de ter traído o seu marido, o Príncipe Charles, até pelos cotovelos); que Ayrton Senna foi herói nacional (desde quando reflexos rápidos e incrível habilidade no volante são sintomas de heroísmo?); que a única maneira de uma mulher sentir-se feliz, livre e realizada é retirando o véu muçulmano que cobre o seu rosto; que Sadan Hussein era o diabo em pessoa e deveria ser mandado para o inferno; que Fidel Castro é tirano opressor; que todos os palestinos são “terroristas”; que o MST é uma droga; que comunismo é horripilante… e muitas outras coisas.

Qual o brasileiro que não pensa assim?

Se pensarmos em Aiatolá Komeini, o que vemos? Um rosto carrancudo, facínora, criminoso. Só isto foi veiculado no mundo inteiro. Será que ele nunca sorriu na vida? Nem um pouquinho? Comunismo, quem sente-se bem ao ouvir essa palavra, pelo menos os mais velhos? Nazismo, então, sessenta anos de martelamento incessante? O MST com sua bandeira vermelha, bonés, enxadas e foices na mão. Que asco!

A maioria dos brasileiros tem opiniões idênticas ao que foi mostrado pelas televisões. Pensam exatamente do mesmo modo e nem sequer notam isto. Aceitam o que assistem, sem crítica alguma. Nossas opiniões são formadas e nem percebemos.

E não arredamos pé. Como o barro moldado. Depois de seco, só quebrando.

Somos submetidos a uma lobotomia, lenta e progressiva pelos meios de comunicação e nem sequer percebemos! Ficamos mansos. Facílimos de lidar. E nem loucos somos.

By Gerhard Grube.

O povo unido …

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/11/2010 by Joe

“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega:

– “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”.

Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: “O povo unido jamais será vencido”. É disso que eu tenho medo.

Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo … Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos.

E há ainda a estória do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos e o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre…” Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável.

O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga. Os políticos romanos sabiam que o povo se enrolava com pão e circo. No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver sangue e ouvir gritos!

As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.

Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O homem moral e a sociedade imoral” observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta; porém, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Meu amigo Lisâneas Maciel, no meio de uma campanha eleitoral, me dizia que estava difícil porque o outro candidato a deputado comprava os votos do povo por franguinhos da Sadia. E a democracia se faz com os votos do povo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições – e a democracia – são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido. O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O mais famoso dos automóveis foi criado pelo governo alemão para o povo: o Volkswagen. Volk, em alemão, quer dizer “povo”…

O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol…).

Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno“, à semelhança do que aconteceu na China. De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:

– “Caminhando e cantando e seguindo a canção…”

Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.

By Rubem Alves.

Felicidade ou contentamento?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20/10/2010 by Joe

A neurociência está descobrindo que quando as pessoas falam em felicidade, na verdade estão descrevendo estados de espírito, estão falando de momentos quando se sentem bem, em comparação a outros quando experimentam algum tipo de desconforto.

Não é possível encontrar uma definição completa e definitiva para a felicidade, mas qualquer que seja ela, estará associada aos estados de espírito com os quais atravessamos a vida.

Felicidade, para a maioria, é uma questão de “como estou me sentindo agora”. E isso quer dizer que, tanto a alegria indescritível de ganhar um filho, quanto a tristeza insuportável de perder alguém que a gente ama, não duram para sempre. O grande desafio que enfrentamos na correria da vida é administrar os estados de espírito com que atravessamos nossas rotinas do dia-a-dia. Por esta razão, prefiro trocar a palavra “felicidade” por “contentamento”. Contentamento deriva do latim contentu (conteúdo). Contente é aquele que tem conteúdo em si mesmo, ou é capaz de usufruir o conteúdo do momento.

A vida é o bem e o mal entrelaçados, numa dinâmica que precisamos aprender a dominar. Como disse São Paulo, o Apóstolo, precisamos aprender a nos adaptar a cada situação, adquirir a capacidade de usufruir o conteúdo do momento. Quando a vida mandar chorar, a gente chora, e quando mandar sorrir, a gente se alegra.

Viktor Frankl, um psicanalista vienense, precursor da logoterapia (terapia do sentido), que viveu muitos anos como prisioneiro do nazismo num campo de concentração, recomendou: “quando a situação for boa, desfrute-a, quando for ruim, transforme-a, e quando não puder ser transformada, transforme-se”.

A felicidade, ou melhor, o contentamento, o estado de espírito harmonioso e sereno, aquilo que descrevemos como paz interior, é uma conquista de todo dia, passo a passo. O rabino Harold Kushner disse que “tentar encontrar a Grande Resposta, a Grande Solução, realizar o Grande Feito capaz de dar sentido à nossa vida é como tentar comer a Grande Refeição, para nunca mais se ter de preocupar com a fome”, e que “a perseguição da felicidade é um objetivo errado. Você não passa a ser feliz perseguindo a felicidade. Você se torna feliz vivendo uma vida com significado”. A vida não consiste em poucos grandes momentos, mas sim em milhares de pequenos momentos aos quais emprestamos significado.

Em outras palavras, feliz é quem consegue viver um momento de cada vez, dando sentido e significado a cada passo do caminho, pois a felicidade não é lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

By Ed René Kivitz, teólogo, consultor, conferencista e escritor, autor do livro “Vivendo com Propósitos”.

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