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Flash mobs

Posted in Videos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/04/2013 by Joe

Flash Mob

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada, previamente combinada, onde as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram.

A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou de redes sociais.

Mas quem pensa que os flash mobs são uma fato do mundo moderno, está enganado. O termo surgiu em 1844 e era usado para designar um grupo da sociedade, que usava uma “flash language” (língua rápida). Numa prisão de mulheres na Tasmânia (Australia), a revolta de 300 delas culminou numa rebelião na qual, de repente, viraram de costas para o reverendo local, governador e primeira dama, levantaram as roupas, mostrando as partes íntimas simultaneamente, fazendo um barulho muito alto com as mãos. Um escândalo em pleno século XIX!

Atualmente pode-se entender flash mob como uma intervenção urbana que consiste em um numeroso grupo de pessoas que se reúne repentinamente em um local público, realiza um ato inusitado em conjunto combinado previamente e por um curto espaço de tempo, e depois rapidamente se dispersa.

A história está repleta de exemplos de flash mobs, recurso muito utilizado em manifestações políticas. Na França, a Revolução Francesa, onde o povo, para pressionar a monarquia francesa, tomou de assalto a fortaleza-prisão da Bastilha e invadiu o palácio das Tulherias, fazendo a família real refém.

O mesmo aconteceu com os bolcheviques na Rússia, que pretendiam a formação de uma aliança entre operários e camponeses para colocar fim a autocracia czarista.

Contemporaneamente, em meados de 1968, Paris foi palco de uma revolta estudantil, cujas consequências ultrapassaram em muito as fronteiras da França. Convidado para palestrar na Universidade de Paris X (Paris Oeste – Nanterre La Défense), o psicanalista Wilhelm Reich foi vetado pela administração universitária, o que provocou um protesto organizado por estudantes, que acabaram por tomar o controle da universidade em maio daquele ano.

Seguiu-se então uma série de protestos pela cidade, liderados por Daniel Cohn-Bendit, duramente reprimidos pelas forças da ordem. O movimento se propagou, ao ganhar a simpatia de outros setores da sociedade, incorporando reivindicações trabalhistas, de sindicalistas, professores e comerciários, que contestavam o governo De Gaulle.

Entre maio e junho, cerca de nove milhões de franceses declararam greve. Paris tornou-se uma espécie de campo de batalha e no dia 13 de maio cerca de um milhão e meio de pessoas participaram de uma marcha contra o governo.

Afinal, porém, De Gaulle venceu as eleições em junho, e o movimento estudantil viu-se fraco perante a famosa “maioria silenciosa”. O maio de 1968 é considerada uma das maiores mobilizações políticas do século XX, marcando o início de uma série de revoltas em vários países do mundo, cujas consequências são sentidas até os dias atuais.

O movimento ampliou-se, ultrapassando a esfera do movimento estudantil e incorporando reivindicações de outros grupos sociais, e transformando-se simbolicamente em ponto de ruptura dos paradigmas vigentes até então, nas sociedades ocidentais.

Mais atualmente, porém, os flash mobs se transformaram em eventos musicais, onde músicos e artistas se reunem em um local público para apresentar um múmero musical e se dispersam tão rapidamente quanto chegaram ao local ao final da apresentação.

Uma rápida pesquisa pelo termo flash mob no YouTube pode render horas e horas de vídeos interessantes e divertidos, além de culturais!

O video de hoje é um desses exemplos de flash mob onde um músico está parado numa praça, um chapéu colocado à sua frente, como que esperando uma moeda pra dar início à sua apresentação. Aí, surge uma menina que deposita uma moeda e …. bom, melhor assistirem ao video!

A ação se passa na cidade de Sabadell, na Catalúnia, Espanha e é protagonizada pela Orquestra Sinfônica de Vallès que apresenta Ode à Alegria, de Beethoven!

Quem dera tivéssemos, em nossas cidades, flash mobs desse nível, principalmente numa época em que a nossa música está passando por uma fase de nihilismo total!

By Joemir Rosa.

Cartão vermelho

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , on 27/08/2009 by Joe

Cartão vermelhoOntem (25/08/09) Eduardo Suplicy, Senador do PT pelo Estado de São Paulo, protagonizou na tribuna do Circo Senado Federal, do qual faz parte, mais um espetáculo deste teatro dos horrores em que se transformou o Brasil. Utilizando-se do recurso que é usado com muita freqüência por Lula, deu cartão vermelho ao Presidente da Casa, José Sarney e bateu boca com Demóstenes Torres, que questionou por que Suplicy não dava cartão vermelho também ao presidente Lula.

À noite, no Jornal da Globo, Arnaldo Jabor nos presentou com uma crônica (vide abaixo) muito feliz, questionando onde andam os intelectuais e a “sociedade civil organizada” que não faz nada. A impressão que se tem é que a “sociedade civil organizada” está tão apática quanto a “sociedade civil desorganizada” (leia-se: povo).

O movimento estudantil, que sempre levantou sua voz contra a ditadura militar, parece estar vendida, calada, fazendo até passeata a favor de Lula.

Os movimentos sindicais parecem estar seguindo a mesma direção, caminhando e cantando e seguindo o governo petista (aliás, cadê aquele Lula que conhecemos nos movimentos sindicais, tão radical quanto a própria ditadura da época?).

E os artistas, os cabeças pensantes que, naquela época, se mostravam tão fortes e corajosos, enfrentando toda a ira das forças armadas, a ponto de correrem risco de desaparecerem de um dia para o outro, como aconteceu a tantos professores, amigos e parentes?

Cadê Chico, Caetano, Gil, Vandré, e outros tantos que lutaram com o poder de seus versos e canções? Cadê os caras-pintadas, como o próprio Jabor lembrou em sua crônica? Cadê você, trabalhador sofrido, assaltado em cinco meses de seu mísero salário por ano para sustentar esse circo?

Será que todos só tem olhos para os reality-shows, as novelas e os jogos de futebol que só servem para anestesiar ainda mais o nosso já tão combalido ânimo?

Confesso que estou assustado com o rumo que as coisas estão tomando. Começamos a ouvir falar em censura à imprensa, à ações contra blogs, escândalos que terminam em pizza, seja na política, seja no futebol ….

Mais uma vez fica a minha pergunta, indignado: até quando? Será que não é hora de nós, brasileiros, darmos um cartão vermelho a todos esses corruptos que fazem parte desses times de quinta-divisão que jogam esse jogo de cartas marcadas?

Nota do Blog:

Tendo em vista a Globo ter retirado o código para publicação do video com a crônica de Arnaldo Jabor, publico o texto referente à mesma:

“Como comentar isso tudo? A indignação ficou insuficiente, o escândalo está desmoralizado, a vergonha está cansada. Não há mais filme de horror, não há filme pornô igual a isso que vemos.

Estamos nos viciando neste espetáculo de sordidez. E isso é ruim, porque a indignação é muda, é paralítica. Porque não se trata mais de netinhos nomeados, nem mensalinhos roubados, nem envelopinhos de empreiteiras, nem de gorgetinhas de macarrão.

Não se trata mais de um problema moral. As instituições estão sendo implodidas por dentro, pelos próprios donos do poder.

Em nome da governabilidade o governo está impedindo a governabilidade. E pior: este circo de anomalias serve para acalmar nossas consciências…

A gente fala: “que horror” e se sente santificado, mas não faz nada. A imprensa está sozinha ameaçada de censura pelos roedores da República…

Quando houve a crise do Collor, a indignação ainda valia. Intelectuais e figuras importantes do país, como Barbosa Lima Sobrinho e outros se manifestaram em bloco.

E hoje? Por que este silêncio dos intelectuais? Onde estão os carapintadas? Onde os manifestos de artistas famosos, das tais celebridades? Onde estão eles, além de exibir sua vida sexual nas revistas e rebolar nas pistas de dança?

Cartão vermelho para a elite pensante do Brasil!”

By Joe.

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