Arquivo para Menino

Não julgue pelas aparências

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/06/2013 by Joe

Não julgue pelas aparências

Um menino entrou numa loja de animais e perguntou o preço dos filhotes.

– “Entre R$ 300,00 e R$ 500,00”, respondeu o dono.

O garoto puxou, então, uns trocados do bolso e disse:

– “Mas, eu só tenho R$ 10,00 … Poderia ver os filhotes?”

O dono da loja chamou a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida por cinco filhotinhos. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando. O menino apontou aquele bichinho e perguntou:

– “O que há de errado com ele?”

O proprietário do lugar explicou que ele tinha um problema no quadril e andaria daquele jeito para sempre. A criança se animou e disse com enorme alegria no olhar:

– “Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!”

O dono da loja estranhou e retrucou:

– “Não, você não vai querer comprar esse. Mas, se quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente”.

O menino emudeceu… olhou para o dono da loja e falou:

– “Eu não quero que você me dê aquele cachorrinho, pois ele vale tanto quanto qualquer um dos outros. Vou pagar o preço que me for pedido. Na verdade, eu lhe dou R$ 10,00 agora e R$ 1,00 por mês, até completar o valor total”.

Surpreso, o dono da loja contestou:

– “Mas este cachorrinho nunca vai poder correr pular e brincar com você como qualquer um dos outros…”

Sério, o menino levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar.

– “Veja. Eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso”.

Desconheço a autoria.

Você tem coragem?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/04/2013 by Joe

Coragem

Você se acha uma pessoa corajosa? A resposta provavelmente vai ser “mais ou menos”, até porque se pode ser corajoso para umas coisas e covarde para outras.

Os homens costumam ser mais que as mulheres; eles não têm medo de trovoada, são capazes de matar uma barata na maior tranquilidade e se aparecer uma cobra sabem exatamente que atitude tomar. Mulher não faz nada disso, mas em compensação faz coisas de que raros homens são capazes.

Você já ouviu falar de algum que seja capaz de dizer a uma mulher que a relação acabou, que não quer mais? Aquele “tudo acabado entre nós, já não há mais nada” é coisa que só mulher faz; não com prazer, mas faz.

Os homens – todos -, se pudessem, apertariam um botão para a mulher sumir e assim não terem aquela conversa penosa; não aquela para discutir a relação, mas para botar um ponto final e definitivo.

Não há um, um só, que cumpra esse ritual de maneira mais ou menos decente; se puderem, eles viajam, disfarçam, mentem e até fingem um infarto, para não precisarem falar. Eles não suportam essas conversas, e se a mulher chorar, aí então a coisa pega. Já se foi o tempo em que as lágrimas de uma mulher comoviam os homens.

Ainda sobre a coragem: você para no sinal em seu carro fechado, com ar-condicionado, ouvindo um belo som; um menino vem pedir um troco ou tenta te vender um drops, você diz não. Por acaso já reparou que diz não sem olhar nos olhos dele?

Algum dia se deu conta disso ou muda de assunto mentalmente com a maior rapidez e começa a pensar em outra coisa? Não é assim mesmo que acontece? Mas se tiver coragem, olhe nos olhos do próximo menino, dando ou não o dinheiro que ele está pedindo. Tenha a coragem de olhar – só isso – e talvez, a partir daí, sua vida mude.

Ah, a coragem! A coragem de reconhecer que, grande parte das coisas que te acontecem, você é que foi buscar. Está sozinho? Será que a culpa é dos outros, que não conseguiram enxergar todas suas fantásticas qualidades?

O trabalho vai mal? Mas será que você se esforçou o suficiente, vestiu a camisa da empresa em que trabalha, ou só foi levando, e não fica nem bem tocar nesse assunto? E a mediocridade de sua relação, digamos assim, é culpa só do outro? Será?

Tenha coragem e pense: você tem tido um comportamento correto em sua vida pessoal, com todos os que te cercam? Mudar de assunto não vale: é para pensar, e se for preciso, sofrer e se arrepender. Aliás, se arrepender só, não: ter a firme intenção de procurar ser um pouco melhor.

By Danuza Leão.

Coisas da nossa língua

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Corro de burro quando foge

Em nosso dia-a-dia utilizamos diversas expressões com significados um tanto diferentes daqueles que representam literalmente … e nem sempre buscamos saber a origem ou a forma correta! Ou então, usamos expressões das quais não sabemos sua origem!

Listo, abaixo, algumas dessas expressões:

1. Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão. Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele? O correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

2. Enfiou o pé na jaca. O correto é: Enfiou o pé no jacá. Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma bebida. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direito no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo. Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiaria o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso.

3. Cor de burro quando foge. Alguém já viu um burro mudar de cor quando foge? Qual a cor que ele fica? O correto é: Corro de burro quando foge!

4. Quem tem boca vai a Roma. Dizem que esta expressão não tem nada a ver com a capacidade de, pela comunicação, ir a qualquer parte do mundo, mas sim, uma forma de exortação à crítica política; o correto seria: Quem tem boca vaia Roma. Porém, esta expressão existe em outras línguas com mesma ideia de que Quem tem boca vai a Roma!

5. É a cara do pai escarrado e cuspido! Essa é forma escatológica de dizer que o filho é muito parecido com o pai. O correto é: É a cara do pai em Carrara esculpido! Carrara é uma cidade italiana de onde se extrai o mais nobre e caro tipo de mármore, que leva o mesmo nome da cidade.

6. Quem não tem cão, caça com gato. O correto é quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!

7. Dar o voto de Minerva. Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube à Minerva, personagem da mitologia grega, o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

8. Casa da mãe Joana. Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade de Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar numa casa, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

9. Ficar a ver navios. Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, e seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

10. Não entender patavinas. Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova; sendo assim, não entender patavina significava não entender nada.

11. Dourar a pílula. Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

12. Sem eira nem beira. Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

13. O canto do cisne. Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão “canto do cisne” representa as últimas realizações de alguém.

14. Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro! Mas, afinal, que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro? O correto é: Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.

By Joemir Rosa.

Muito Longe de Casa

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/02/2013 by Joe

Muito longe de casaLivro: Muito Longe de Casa
Memórias de um menino-soldado
By Ishmael Beah
Editora Ediouro

Uma obra autobiográfica que conta a história de um menino que, ainda criança, perde toda sua família na guerra civil de Serra Leoa. Uma guerra que iniciou antes mesmo dele nascer, onde dois partidos brigavam pelo poder e assassinavam uns aos outros, mesmo sabendo que todos eram de uma mesma nação.

Ishmael Beah, aos 12 anos de idade, foi obrigado a lutar pela vida, mas não sabia que recompensa teria, porque não havia mais expectativas de viver feliz sem sua família. No início ele lutava somente por comida, mas a cada tentativa de sobrevivência, mesmo se mantendo vivo, Ishmael sentia que um pedaço de si morria também.

Depois de certo tempo sozinho, foi absorvido pela guerra, e começou a matar, pois era matar ou morrer naquele lugar onde leis não existiam mais. Com o passar do tempo, matava de uma forma cada vez mais cruel, muitas vezes na tentativa de superar seus próprios medos.

Sua mente agora só pensava em morte, guerra, e sofrimento. Ás vezes, o único alimento que tinha eram drogas, que ele misturava: cocaína, maconha e pólvora, uma mistura explosiva que o deixava anestesiado de suas próprias atrocidades.

Depois de 2 anos envolvido com a guerra, a vida lhe proporciona uma surpresa: foi escolhido pela UNICEF, dentro do seu batalhão de guerrilha, para ser reabilitado e voltar a ter uma vida normal de um garoto de 15 anos.

Mesmo depois de reabilitado, ele fugiu e continuou sua saga de matança e convivendo com seus muitos fantasmas.

Hoje, com 25 anos, Ishmael relata sua incrível experiência, que qualquer um de nós jamais imaginou que uma criança pudesse passar! Ele reside nos Estados Unidos, em Nova York, e é formado pelo Oberlin College com Bacharelado em Ciências Políticas, é membro do comitê dos direitos da criança da ONG Human Rights Watch, partcipa de diversos congressos sobre crianças afetadas pelas guerras, e não imaginaria que estaria vivo até hoje nem mesmo em escrever um livro.

Esta é uma lição de força e vida.

By Joemir Rosa.

Um milhão

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/01/2013 by Joe

Trabalho em equipe

Poucos dias depois do terrível terremoto que abalou a Cidade do México em 19 de Setembro de 1985, um pequeno menino, japonês-americano, ia de porta em porta, vendendo cartões postais ao preço de 25 centavos cada. E todo o dinheiro que ele conseguia arrecadar, oferecia como ajuda às vítimas do terremoto.

Uma das pessoas que comprou alguns cartões postais do pequeno menino, perguntou-lhe:

– “Quanto você espera conseguir com a venda destes postais?”

– “Um milhão de dólares!” – respondeu sem hesitar.

O homem, então, sorriu e disse:

– “Você espera conseguir um milhão de dólares para ajudar as vítimas do terremoto sozinho?”

– “Ah não, senhor” – respondeu o menino – “O meu irmão mais novo está me ajudando!”

Segundo o jornal “Los Angeles Times”, esta é uma história verídica e que, apesar de simples, revela algumas coisas importantes para a nossa vida:

1. Ele tentou! Não sabemos se o menino conseguiu juntar 1 milhão de dólares para ajudar as vítimas do terremoto, mas ele tinha uma meta e correu atrás dela. Pode até ser que ele não tenha conseguido juntar todo este dinheiro, mas ao final ele tinha muito mais do que quando começou. Talvez ele mesmo tivesse dúvidas de que conseguiria, mas ele também sabia que só havia um jeito de saber: tentando.

2. Ele deixou um legado. Ao contrário do que muitos pensam, legado não é o que você deixa quando morre, mas quando sai de algum lugar. Com cada pessoa que ele conversava, mesmo que esta pessoa não comprasse seus postais, ele deixava um legado, uma “marca” de simplicidade, amor, altruísmo e de que pensar no próximo é muito importante.

3. Ele não estava sozinho. Ninguém consegue realizar algo grandioso sozinho. Não existem “Supermen” ou “Rambos”. O que existe são pessoas, seres humanos que dependem uns dos outros, para ajudar e serem ajudados. Como diz John Maxwell: “um é um número muito pequeno para se alcançar a grandeza”, por isso, o que realmente faz a diferença é o trabalho em equipe, porque sozinhos podemos ir mais rápido, mas juntos vamos muito mais longe.

E aqui ficam algumas perguntas:

– Você tem estabelecido metas em sua vida?

– Tem estabelecido um plano de ação para alcançá-las?

– Qual é a marca que você deixa quando sai de uma conversa, de uma reunião, de um bate-papo?

– Você tem valorizado o trabalho em equipe?

Pense nisso e responda pra si mesmo.

Desconheço a autoria.

Quero ser um televisor

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , on 08/04/2011 by Joe

A professora pediu aos alunos fizessem uma redação e que escrevessem o que queriam que Deus fizesse por eles. À noite, lendo e corrigindo as redações, ela se deparou com uma que a deixou muito emocionada. O marido, que neste momento acabara de entrar, a vê chorando e pergunta:

– “O que aconteceu?”

E ela respondeu:

– “Leia esta redação!”

Era a redação de um menino que escreveu:

“Senhor, nesta noite te peço algo especial: quero que me transforme num televisor. Quero ocupar o seu lugar, viver como vive a tv em minha casa. Ter um lugar especial para mim, reunir minha família ao meu redor, quero ser levado a sério quando falo, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos.

Quero receber o mesmo cuidado especial que recebe a tv quando não funciona e ter a companhia do meu pai quando chega em casa, mesmo estando cansado; que minha mãe me procure quando se sentir sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me; que meus irmãos briguem para estar comigo; quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo… E, por fim, que eu possa divertir a todos.

Senhor não te peço muito, só quero viver o que vive qualquer televisor!”

Naquele momento, o marido da professora, ao ler a redação, comenta:

– “Meu Deus, coitado deste menino … nossa!! Que coisa estes pais!!”

E ela responde:

– “Esta redação é do nosso filho!”

Autor desconhecido.

Por quem os sinos dobram

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/07/2010 by Joe

Um texto que, apesar de relatar um fato antigo, nunca foi tão atual!

Então estamos nos aproximando cada vez mais do Mal Absoluto. Quando rapazes, em pleno controle de suas faculdades mentais, são capazes de arrastar um menino pelas ruas de uma cidade, isso não é apenas um ato isolado: todos nós, em maior ou menor escala, somos culpados.

Somos culpados pelo silêncio que permitiu que a situação em nossa cidade chegasse a este ponto.

Somos culpados porque vivemos em uma época de “tolerância”, e perdemos a capacidade de dizer NÃO.

Somos culpados porque nos horrorizamos hoje, mas nos esquecemos amanhã, quando há outras coisas mais importantes para fazer e para pensar.

Somos os olhos que viram o carro passar, o medo que nos impediu de telefonar para a polícia. Somos a polícia, que recebeu alguns telefonemas através do número 190 e demorou para reagir, porque o Mal Absoluto parece já não pedir urgência para nada. Somos o asfalto por onde se espalharam os pedaços de corpo e os restos de sonhos do menino preso ao cinto de segurança.

A cada dia uma nova barbárie, em maior ou menor escala. A cada dia algum protesto, mas o resto é silêncio. Estamos acostumados, não é verdade?

Muitos séculos atrás, John Donne escreveu: “nenhum homem é uma ilha, que se basta a si mesma. Somos parte de um continente; se um simples pedaço de terra é levado pelo mar, a Europa inteira fica menor. A morte de cada ser humano me diminui, porque sou parte da humanidade. Portanto, não me perguntem por quem os sinos dobram: eles dobram por ti.”

Na verdade, podemos pensar que os sinos estão tocando porque o menino morreu, mas eles dobram mesmo é por nós. Tentam nos acordar deste cansaço e torpor, desta capacidade de aceitar conviver com o Mal Absoluto, sem reclamar muito – desde que ele não nos toque.

Mas não somos uma ilha, e a cada momento perdemos um pouco mais de nossa capacidade de reagir. Ficamos chocados, assistimos às entrevistas, olhamos para nossos filhos, pedimos a Deus que nada aconteça conosco. Saímos para o trabalho ou para a escola olhando para os lados, com medo de crianças, jovens, adultos. Entra ano, sai ano, mudam-se governos, e tudo apenas piora. O que dizer? Que palavra de esperança posso colocar aqui neste post?

Nenhuma.

Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: “basta! Não aguento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa porque quero de volta a minha paz”. Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos.

Nosso poder é muito maior do que pensamos – trata-se de entender que não somos uma ilha, e precisamos usá-lo. Enquanto isso não acontecer, o Mal Absoluto continuará ampliando seu reinado, e um belo dia corremos o risco de acreditar que ele é a nossa única alternativa, não existe outra maneira de viver, melhor ficar escutando os sinos e não correr riscos.

Não podemos deixar que chegue este dia. Não tenho fórmulas para resolver a situação, mas sou consciente de que não sou uma ilha, e que a morte de cada ser humano me diminui. Preciso parar minha cidade. Não apenas por uma hora, um dia, mas pelo tempo que for necessário. E recomeçar tudo de novo. E, se não der certo, tentar não apenas mais uma vez, mas setenta vezes. Chega de culpar a polícia, os assaltantes, as diferenças sociais, as condições econômicas, as milícias, os traficantes, os políticos.

Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo.

By Paulo Coelho, lembrando que este ano temos eleições e que a força está nas mãos de todos nós. Não aceite a mesmice que vem tomando conta do país há anos.

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