Arquivo para Menino

Quanto custa seu tempo?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/07/2014 by Joe

Quanto custa seu tempo

Um menino, com voz tímida e olhar de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:

– “Papai! Quanto o senhor ganha por hora?”

O pai, num gesto severo, responde:

– “Escute aqui, meu filho! Isto nem tua mãe sabe. Não amole! Estou cansado…”

Mas, o filho insiste:

– “Mas, papai, por favor… diga quanto o senhor ganha por hora…”

A reação do pai foi menos severa, e respondeu:

– “Ganho $3,00 por hora”.

– “Entao, papai, o senhor pode me emprestar $1,00?”

O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu:

– “Entao, esta era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais. Estou cansado!”

Já era quase meia-noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência pesada, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

– “Filho… está dormindo?”

– “Não, papai…” – respondeu o sonolento garoto.

– “Olha… aqui está o dinheiro que me pediu.”

– “Muito obrigado, papai!” – disse o filho. Em seguida, levantou-se e retirou $2,00 de uma caixinha que estava sob a cama.

– “Agora já completei! Tenho $3,00! Poderia me dar agora uma hora de seu tempo, papai?”

E você? Quanto custa uma hora do seu dia?

Se você não tem um filho, pense em alguém que você ama!

Desconheço a autoria.

O vendedor de balões

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , on 20/04/2014 by Joe

O vendedor de balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.

Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Perto dali, havia um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro, apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e, finalmente, um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas… Porém, uma coisa o aborrecia: o homem não soltava o balão preto. Então, aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:

– “Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?”

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava nos ares, disse:

– “Não é a cor, filho… é o que está dentro dele que o faz subir!”

By Anthony de Mello.

Somos todos responsáveis

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Somos todos responsáveis

Passava do meio-dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco.

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

– “Pai, to com fome!”

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência…

– “Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu to com muita fome, pai!”

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria à sua frente. Ao entrar, dirige-se a um homem no balcão:

– “Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome. Não tenho nenhum tostão, pois saí cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço que, em nome de Jesus, me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino… em troca, posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar”.

Amaro, o dono da padaria, estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho. Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro que, imediatamente, pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF – prato feito – com arroz, feijão, bife e ovo. Para Ricardinho era um sonho comer após tantas horas na rua. Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá.

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada. A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de dois anos de desemprego, humilhações e necessidades.

Amaro se aproxima de Agenor e, percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

– “O, Maria! Sua comida deve estar muito ruim! Olha o meu amigo aqui… está até chorando de tristeza desse bife… será que é sola de sapato?”

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer.

Amaro pede, então, que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho. Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas…

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório. Agenor conta, então, que há mais de dois anos havia perdido o emprego e, desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos “bicos aqui e acolá”, mas que há dois meses não recebia nada.

Amaro resolve, então, contratar Agenor para serviços gerais na padaria e, penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos uns quinze dias. Agenor, com lágrimas nos olhos, agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho.

Ao chegar em casa com toda aquela “fartura”, Agenor é um novo homem – sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso. Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta… era toda uma esperança de dias melhores!

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria, ansioso para iniciar seu novo trabalho. Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia por que estava ajudando. Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes; mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquele homem.

E ele não se enganou – durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar.

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta…

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula.

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro. Ao meio dia, ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o “antigo funcionário” tão elegante em seu primeiro terno.

Mais dez anos se passam e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida na hora do almoço. Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um. Contam que, aos 82 anos, os dois faleceram no mesmo dia, quase que na mesma hora, morrendo placidamente, com um sorriso de dever cumprido.

Ricardinho, o filho, mandou gravar na frente da “Casa do Caminho”, que seu pai fundou com tanto carinho, uma placa que dizia:

– “Um dia, eu tive fome e você me alimentou. Um dia, eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia, acordei sozinho e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma! E que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar”.

Não se esqueçam: somos todos responsáveis por um mundo melhor! Todos nós podemos fazer uma parte que irá ajudar o todo!

E você, quando você começa?

Desconheço a autoria.

Você pode fazer melhor

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/03/2014 by Joe

Fazer melhor

Há alguns anos, nos Estados Unidos, um garoto sofria de leucemia. Hoje, graças a Deus, o homem está ganhando essa batalha com a doença, mas naquela época era muito difícil uma pessoa sobreviver. O nome do garoto era Billy, e ele tinha apenas nove anos.

Um dia, os médicos chamaram os pais de Billy e deram a triste notícia de que Billy não teria mais do que três meses de vida. A mãe de Billy não queria transmitir o sofrimento dela para ele e, um dia no quarto do hospital, ela fez uma pergunta para ele:

– “Billy, o que você quer ser quando crescer?”

O pequeno Billy ficou surpreso com a pergunta, pois fazia algum tempo que ele não sonhava com o futuro. Mas, mesmo assim, respondeu:

– “Mamãe, eu gostaria de ser bombeiro.”

No dia seguinte, a mãe de Billy foi até o corpo de bombeiros local, procurou pelo comandante daquele batalhão e contou a história de Billy. Ela perguntou se alguém do corpo de bombeiros poderia ir até o hospital só para dar um abraço no Billy e conversar um pouco com ele. É sabido que os bombeiros têm uma das mais admiradas profissões em todo o mundo, especialmente pelas crianças. Mas a resposta do comandante deixou a mãe perplexa. Ele respondeu:

– “Não!”

A mãe olhou bem nos olhos do comandante e, antes que ela dissesse alguma coisa, ele continuou:

– “Não, porque nós podemos fazer melhor que isso”

O comandante pediu as medidas do corpo de Billy, pediu também que a mãe providenciasse uma autorização do hospital e que levasse o menino ao quartel da corporação na semana seguinte.

Na semana seguinte, conforme combinado, Billy foi até o quartel do corpo de bombeiros e uma viatura já estava esperando por ele. Ao lado estava o comandante com todo a farda dos bombeiros e, em suas mãos, uma farda completa, inclusive com botas e capacete para o menino. Os olhos do garoto brilhavam.

Aquele dia ele foi todo especial, pois Billy teve um dia de bombeiro! Ele participou de toda ocorrência real de pequeno porte, ajudou na remoção de feridos, subiu na escada-magirus, ajudou a conter pequenos focos de incêndio, etc. Após um dia de soldado, Billy voltou para o hospital todo feliz, pois ele havia realizado um sonho.

Billy não viveu mais três meses como os médicos haviam dito: ele viveu mais um ano e meio! Um sonho foi capaz de fazer com que ele vivesse seis vezes mais do que os médicos haviam previsto…

Porém, um dia, os médicos chamaram os pais do garoto e comunicaram que Billy não passaria daquela noite, pois ele já estava tendo falência de alguns órgãos. A mãe e o pai do garoto já esperavam pela notícia e, ao recebê-la, fizeram questão de comunicar o comandante do corpo de bombeiros. A mãe perguntou se ele não poderia visitar Billy no hospital em seu último dia de vida.

O comandante respondeu:

– “Não! Não, porque nós podemos fazer melhor que isso. Deixem a janela do quarto do Billy aberta e avise ao hospital que quando chegar uma ambulância do corpo de bombeiros com a sirene ligada, não se trata de nenhum acidente”.

A mãe fez conforme o comandante havia dito e 30 minutos depois chegou a ambulância fazendo muito barulho, seis soldados do corpo de bombeiros subiram pela escada-magirus e entraram no quarto do Billy. O comandante foi o último a subir. Todos os soldados ficaram ao lado do menino. Ele olhou para o comandante e, quase sem conseguir falar, perguntou:

– “Senhor, eu fui realmente um bombeiro?”

E, então, o comandante respondeu:

– “Não! Você foi o simplesmente o melhor.”

Na vida é assim: sempre podemos fazer melhor. Basta querer! O mundo pode ser muito melhor se cada um de nós fizer melhor do que é esperado!

Desconheço a autoria.

O cavalinho

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/12/2013 by Joe

O cavalinho

Certa tarde, um homem saiu para um passeio com os dois filhos, um de oito e outro de quatro anos. Em determinado momento da caminhada, André, o mais novo, pediu ao pai que o carregasse, pois estava muito cansado para continuar andando.

O pai respondeu que também estava muito cansado. Diante da resposta, o garotinho começou a choramingar e fazer “corpo mole”.

Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou a André, dizendo:

– “Olhe aqui um cavalinho para você montar, filho! Ele irá ajudá-lo a seguir em frente.”

O menino parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantado com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-lo parar de galopar.

O irmão mais velho ficou intrigado com o que viu e perguntou ao pai sobre como devia entender a atitude de André. O pai sorriu e respondeu:

– “Assim é a vida, meu filho. Às vezes, estamos física e mentalmente cansados, certos de que é impossível continuar. Mas encontramos, então, um “cavalinho” qualquer que nos dá ânimo outra vez. Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção…”

Assim, quando você se sentir cansado ou desanimado, nunca se deixe levar pela preguiça ou o desânimo.

Lembre-se: sempre haverá um “cavalinho” para cada momento.

Desconheço a autoria.

A Maior Flor do Mundo

Posted in Livros, Videos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/09/2013 by Joe

A Maior Flor do Mundo

Livro: A Maior Flor do Mundo
By José Saramago
Editora Companhia das Letras

“A Maior Flor do Mundo” é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: “seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas…”

É dessa fantasia de grandiosidade que nasceu o livro. Os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois Saramago narra-lhes a história do menino e da flor não como se ela fosse a história de verdade, mas como se fosse apenas o esboço do que ele teria contado se tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos.

Entrando no jogo com o autor, os pequenos leitores vão saber que ninguém nunca teve nem terá esse poder. Vão saber também que a literatura é o lugar do impossível: o menino desta história faz uma simples flor dar sombra como se fosse um carvalho. Depois, quando ele “passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saíra da aldeia para ir fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos”.

Como nos velhos livros de literatura infantil, Saramago conclui:

– “E é essa a moral da história”.

O curta-metragem abaixo é uma animação baseada no livro “A Maior Flor do Mundo”, de José Saramago.
De Juan Pablo Etcheverry, com música de Emilio Aragón.
Produção da Continental Animación.

By Joemir Rosa.

Agradecimento

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/06/2013 by Joe

Agradecimento

Sempre se lembre daqueles que te serviram!

Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa.

Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.

– “Quanto custa um sundae?” ele perguntou. – “50 centavos” respondeu a garçonete.

O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.

– “Bem, quanto custa o sorvete simples?” ele perguntou. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete, perdendo a paciência, retrucou:

– “35 centavos” – respondeu, de maneira brusca.

O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:

– “Eu vou querer, então, o sorvete simples”.

A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.

Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar, à medida que ia limpando a mesa, pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas… ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

Desconheço a autoria.

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