Arquivo para Leite

Mentes perturbadas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/12/2014 by Joe

Mentes perturbadas

O ódio nunca desaparece enquanto pensamentos de mágoa forem alimentados na mente. Ele desaparecerá tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos (Siddharta Gautama).

Se o telhado for mal construído, ou estiver em mau estado, a chuva entrará na casa; assim, a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou está fora de controle.

Um fabricante de flechas tenta fazê-las retas; um sábio tenta manter correta a sua mente.

Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo de difícil controle; mas a mente disciplinada é tranquila; portanto, é bom ter sempre a mente sob controle.

Aquele que protege sua mente da cobiça, ira e da estupidez desfruta da verdadeira e duradoura paz.

Proferir palavras agradáveis, sem a prática das boas ações, é como uma linda flor sem a fragrância. A fragrância de uma flor não flutua contra o vento; mas a honra de um homem transparece mesmo nas adversidades do mundo.

Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igualou superior à sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.

Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo lhe ferirá a mente.

Ser tolo, e reconhecer que o é, vale mais que ser tolo e imaginar que é um sábio.

O leite fresco demora a coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Estes atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas.

Desconheço a autoria.

Bom-bocado

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/10/2014 by Joe

Bom-bocado

Como já comentamos anteriormente em algumas receitas, a utilização de ovos – principalmente muitas gemas – é uma característica dos doces portugueses, normalmente aqueles criados pelas freiras, em conventos. Para agradar os nobres que as visitavam, usavam uma grande quantidade de gemas que sobravam – as claras eram utilizadas para manter as roupas delas sempre bem “engomadas”.

E muitos desses doces chegaram até o Brasil e foram sendo adaptados aos novos ingredientes: coco, queijos, mandioca, frutas típicas, etc. Entre essa grande quantidade, o bom-bocado é um desses doces que foi sendo adaptado aos gostos, costumes e ingredientes locais, indo parar nas mesas de festas de aniversários, batizados e até festas juninas.

Originalmente, era preparado com uma grossa calda de açúcar, à qual misturavam muitas gemas, farinha, manteiga, amêndoas trituradas, levando-se para assar em forminhas, em banho-maria.

Da receita original, restaram apenas os ovos, o açúcar e o leite. A farinha deu lugar ao fubá e à mandioca. O queijo foi trocado pelo coco (e até mantendo uma boa convivência), e as amêndoas sumiram da receita, uma vez que era um produto importado, muito caro para os nossos padrões.

Como era um doce vendido nas ruas do Rio de Janeiro pelas escravas que as sinhás liberavam para fazer pequenos negócios, logo caiu no gosto popular e começou a rivalizar com o doce original, produzido nas cozinhas senhoriais.

Por curiosidade, Pedro I era amante de furrundum, doce de cidra ralada, gengibre macerado e rapadura; Pedro II, se amarrava no de figo feito em tacho; Rui Barbosa elegia entre os preferidos o de batata; Deodoro, bom nordestino, não resistia à compota de caju; Juscelino empregava uma doceira especializada em baba-de-moça; Tancredo Neves revelava predileção por queijadinhas e quindins.

Na literatura, Jorge Amado fez da cozinha de Gabriela e de Dona Flor a extensão de sua mesa, onde quer que estivesse morando: são muitos os doces citados por ele e atribuídos às qualidades culinárias de suas inesquecíveis personagens. Já o bom-bocado aparece nas páginas de Machado de Assis.

E a receita de hoje é justamente a citada nas obras de Machado de Assis, muito prática e fácil de preparar, e é um exemplo de como o doce adaptou-se bem aos costumes e ingredientes locais!

Bom-bocado

Ingredientes

3¼ xícaras (chá) de açúcar
1¼ xícara (chá) de água
2½ xícaras (chá) de coco fresco ralado
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
5 colheres (sopa) rasadas de manteiga
½ xícara (chá) de farinha de trigo
6 ovos

Modo de preparo

Em uma panela, leve a água e o açúcar ao fogo, mexendo sempre até o açúcar dissolver bem. Cozinhe bem até a calda ficar em ponto de fio. Retire do fogo, acrescente o coco, o queijo, os ovos batidos, a manteiga e vá adicionando a farinha, mexendo com cuidado para não empelotar.

Mexa sempre até que fique uma mistura bem homogênea. Deixe esfriar um pouco.

Depois, distribua em forminhas de empada untadas e asse no forno pré-aquecido até dourar.

Retire do forno, deixe amornar para que solte das forminhas (se for preciso, utilize a ponta de uma faca, com cuidado) e sirva em temperatura ambiente.

By Joemir Rosa.

O leite só ferve quando você sai de perto

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O leite só ferve quando

Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando:

– “Ó o lêeeeeite!!!”.

Minha mãe corria porta afora e o leite – fresquinho, gorduroso e integral – era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.

No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente i.g.n.o.r.a.v.a.!

É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança e, quando via a conclusão do projeto, gritava:

– “Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo…”

E ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo:

– “Seja tudo pelo amor de Deus…” – e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite… pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.

Até hoje não entendo o porquê dessa técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com o que ocorria.

Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando… pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:

“O leite só ferve quando você sai de perto.”

Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver (e transbordar) se você esquecer de fato.

A vida gosta de surpresas e obedece à “lei do leite que transborda”: aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.

Antigamente, o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.

Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem e-mail, WhatsApp, MSN, Facebook, SMS, e por aí vai. O celular com internet sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve…

Acontece também de você se esmerar na aparência, com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então, ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer “linda e casual”, capricha no perfume… e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem.

Esqueça, baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha podem cruzar seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e couve no cantinho do sorriso.

Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.

A vida – como o leite – não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: i.g.n.o.r.a.r…

E lembre-se: tem gente que prefere ser lagarta do que borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar.

By Fabíola Simões de Brito Lopes.

Brigadeiro de Leite Ninho

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/10/2014 by Joe

Brigadeiros de Leite Ninho

O brigadeiro é um docinho de festa muito apreciado em todo o Brasil, particularmente nas áreas mais urbanas. Em algumas regiões do país ainda é chamado de “negrinho”, como nos tempos em que foi inventado, devido à sua cor.

Ele é conhecido em muitos países como “trufas brasileiras”, pois a textura macia e delicada do chocolate faz lembrar as trufas francesas, embora o brigadeiro seja bem mais doce que elas.

Até algum tempo os brigadeiros eram sempre servidos nas festas infantis, logo depois de se cantar “Parabéns” e cortar o bolo. Hoje em dia o protocolo foi quebrado e as crianças (de todas as idades) liquidam os brigadeiros que enfeitam a mesa do bolo bem antes da hora programada.

A história desse doce, porém, é, no mínimo, diferente. Dizem que ele surgiu de uma campanha eleitoral, logo depois da Segunda Guerra Mundial.

Conta-se que naquela época havia uma certa dificuldade de se conseguir leite fresco e açúcar para a produção de doces. Então, alguém descobriu que a mistura de leite condensado e chocolate resultava em um docinho bem gostoso. Mas ainda faltava batizar esse doce.

Na mesma época aconteciam as eleições para presidente do Brasil e um dos candidatos era o Brigadeiro Eduardo Gomes. Na campanha, ele utilizava um bordão engraçado, que ficou na boca do povo:

“Vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro”.

Então suas eleitoras batizaram o doce em homenagem ao candidato. E as mulheres que trabalhavam na campanha, em vez do ‘santinho’ tradicional do candidato, distribuíam o docinho para ganhar votos.

Com o tempo o brigadeiro foi ficando cada vez melhor. Para enfeitá-lo e deixá-lo mais saboroso, começaram a utilizar o chocolate granulado. Depois, outras variações de receitas foram criadas a partir da original.

A receita de hoje é, como eu sempre prefiro, uma dessas variações. Pra começar, não leva leite condensado. E pra deixar com um sabor ainda melhor, leva leite em pó! Garanto que o sabor é inesquecível, principalmente para aqueles que na infância adoravam misturar meio copo de leite em pó com um pouco de água e fazer um delicioso creme pra comer de colher!

Espero que curtam! Além de saboroso, tem bem menos calorias!

Ah, sim … o resultado das eleições? O Brigadeiro Eduardo Gomes perdeu a eleição para o Marechal Eurico Gaspar Dutra, que infelizmente, não teve nenhum doce com o seu nome.

Brigadeiro de Leite Ninho

Ingredientes

1 ½ xícara de água
1 ½ xícara de leite Ninho em pó
7 colheres (sopa) de chocolate em pó
½ xícara de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
chocolate granulado (ou leite em pó)

Modo de preparo

No liquidificador, bata a água com o leite em pó, o chocolate em pó e o açúcar. Transfira para uma panela e acrescente a colher de manteiga. Mexa em fogo médio até o doce se soltar da panela. Transfira o doce para um prato untado com manteiga. Faça bolinhas e passe no chocolate granulado.

Eu inovei e passei novamente numa mistura de leite em pó e coco ralado fino!

By Joemir Rosa.

A vaquinha

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/07/2014 by Joe

A vaquinha

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar. Sem calçamento, casa de madeira, os moradores – um casal e três filhos – vestidos com roupas rasgadas e sujas. O mestre, então, aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

– “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e sua família sobrevivem aqui?”

E o senhor respondeu:

– “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos; a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo”.

O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho ordenou ao seu discípulo:

– “Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá para baixo!”

O jovem arregalou os olhos, espantado, e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência da família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do mestre, foi cumprir a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo para aquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.

Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, um carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Apertou o passo e logo foi recebido por um caseiro muito simpático, e então perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:

– “Continuam morando aqui”.

Espantado, ele entrou na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre. Reconheceu o senhor, dono da vaquinha, elogiou o local e perguntou:

– “Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor, entusiasmado, respondeu:

– “Nós tínhamos uma vaquinha que nos dava todo o sustento da família, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!”

A história termina aqui, mas deixa um ponto de reflexão:

Todos nós temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para a nossa sobrevivência e uma convivência com a rotina!

Qual é a sua?

Aproveite este restinho de ano pra empurrar a sua vaquinha morro abaixo e construir algo de novo! Sem desafios não há conquistas!!

Pense nisso!

Desconheço a autoria.

Crenças e valores

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Criando raízes

O homem é um ser social e, como tal, nasce, vive, cresce dentro de organizações sociais que foram sendo construídas ao longo dos séculos. E isso faz com que todos nós vivamos dentro de certos padrões onde pensamos da mesma forma, enxergamos as coisas sob os mesmos angulos.

Nascemos, crescemos, fazemos o que não gostamos na maior parte do tempo, envelhecemos, aposentamos e morremos! No meio disso tudo fazemos também uma série de coisas que nos são impostas como moldes, como modelos sociais: estudamos, casamos, temos filhos, cuidamos deles, eles crescem, estudam, se casam, vão embora, entramos em depressão, envelhecemos e morremos!

Mas aí eu pergunto: a vida é só isso mesmo? O que vocês acham? Será que esses modelos sociais, aos quais não temos direito de voto, têm de ser assim mesmo, não podem ser diferentes?

A maioria de nós aceita essa “filosofia” de vida como única existente, talvez imposta por uma força maior chamada “destino”, e nem pensa no assunto. E acaba passando isso para os filhos, estes para os netos e assim por diante. Essa “filosofia” é baseada em alguns elementos que adquirimos através da linguagem. Isto é, de tanto ouvir, passamos a acreditar que são verdadeiros e não podem ser mudados. Assim são formadas as nossa crenças, os nossos valores, através da nossas vivências, experiências, da nossa identidade, do ambiente em que vivemos!

Porém, se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obtivemos! Para se obter um resultado diferente é preciso fazer diferente! O primeiro passo é a conscientização! É perceber que as coisas não precisam ser da forma que têm sido até hoje! E ter consciência que podem mudar, que podem ser melhor!

O planeta está vivendo uma fase que eu chamo de “peneira”. Isso quer dizer que, ou as coisas mudam ou não passaremos pela peneira para uma nova fase. E isso vale para tudo: para a nossa vida pessoal, emocional, comercial, ambiental e espiritual!

As crenças que trazemos conosco desde que fomos gerados (e aí entram família, escola, igreja, sociedade, mídia) é que formam os nossos valores e a forma como vivemos. Se não nos conscientizarmos de que não é assim que queremos viver, não conseguiremos mudá-los! Até porque a maioria dessas crenças e valores estão em um nível inconsciente! Foram formadas quando ainda éramos crianças, sem noção e capacidade de julgamento!

Acho que todos se lembram, de frases que nossos avós e nossos pais diziam (ainda hoje ouvimos muitas outras) a respeito de uma série de aspectos de nossas vidas: saúde, dinheiro, ambiente, etc.:

– “Manga com leite faz mal!”

– “Pele negra não tem riscos de câncer de pele”

– “Homem não tem câncer de mama”

– “Comer e tomar banho mata!”

– “Dinheiro é sujo, não traz felicidade”

– “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu!”

– “Papai do céu castiga!”

E tantas outras frases que fizeram a nossa cabeça, quando crianças, e que agora norteiam, de forma inconsciente, a nossa vida adulta.

Pior que tudo isso são os efeitos advindos dessas crenças e valores, conflitos que vão se manifestar 30, 40, 50 anos depois, quando as pessoas começam a perceber – ou não! – que muitos de nós trazemos problemas de saúde, de relacionamentos, de conquistas, de dinheiro, tudo em função dessas crenças que nos foram impostas durante a vida!

E sabem qual é o nosso maior inimigo? A nossa própria mente! Na verdade, é tudo que está contido na nossa mente, proveniente dessas crenças e valores que trazemos.

Na área de saúde, por exemplo, eu costumo dizer que doenças não existem! Vamos nos desequilibrando energeticamente ao longo de um tempo e, um dia, isso acaba afetando o elo mais fraco da nossa corrente. Para uns é estômago, para outros é pulmão, outros, ainda, é o coração e assim por diante. É a somatização desses desequilíbrios. E olha quantas crenças nos foram impostas nessa área!

Na área financeira é pior ainda! Cansamos de ouvir afirmações a vida inteira sobre dinheiro, como eu citei acima: “Dinheiro é sujo, não traz felicidade”; “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu”; “Vai lavar a mão, menino, você pegou em dinheiro”… e assim por diante! Crenças baseadas na ignorância, na falta de cultura!

O dinheiro, assim como outros objetos não são bons e nem ruins. Tudo depende do uso que fazemos dele. Uma corda serve para salvar uma pessoa que está numa enxurrada, por exemplo, mas também serve para enforcar. Uma faca serve para passarmos a manteiga no pão, mas também serve para apunhalar. Da mesma forma, o dinheiro serve para o bem ou para o mal. Somos nós quem decidimos o que fazer com ele!

No capítulo ambiental é pior ainda! Acreditamos no fim do mundo, como se o mundo fosse o planeta! As pessoas não têm noção da real dimensão do planeta e vivem falando em fim de mundo, destruição total… O que pode acontecer é a extinção da raça humana e animal do planeta (coisa que já aconteceu há milhões de anos com a queda de um meteoro em nosso planeta). Mas o planeta Terra, mesmo que leve milhões e milhões de anos, vai se recuperar de toda e qualquer forma de destruição que provocarmos ou de outra origem.

Na área de relacionamentos a gente ainda ve algumas coisas que não parecem impossíveis! Relações baseadas em dominação, em jogos de poder, de sedução, a falsidade e a hipocrisia imperando. E tudo porque existem crenças medievais que ainda comandam a cabeça das pessoas, crenças machistas.

E assim por diante em todas as áreas do ser humano. Tudo é baseado em crenças e valores! Por isso a necessidade de nos conscientizarmos! Somente com a conscientização é que podemos mudar nossas crenças e nossos valores!

Mas como se dá esse processo de conscientização?

Somente através da percepção do incômodo é que podemos começar a nos dar conta disso! Veja o que tem incomodado você em cada setor da sua vida! Porque muita gente vive uma vida inteira incomodada com uma situação e não faz nada pra mudar, justamente porque existe a crença de que “é assim mesmo!”, ou “não tem jeito, eu nasci assim!” (síndrome de Gabriela), ou ainda “ele (ela) não vai mudar nessa idade”!

Outra coisa que precisamos mudar dentro de nós é em relação aos nossos sonhos e desejos! Não aceitarmos migalhas, não sonharmos pequeno, não vivermos com pouco, sonharmos sempre alto, grande!

Vou deixar uma pergunta para reflexão:

– “Se você pudesse recomeçar sua vida, o que você faria?”

Então, eu digo que você ainda pode mudar sua vida, pode transformá-la e chegar bem próximo daquilo que você faria se pudesse vivê-la novamente!

Precisamos mudar todo um sistema de crenças e valores e tomar o máximo cuidado para não passá-lo adiante também! É hora de mudarmos nossa consciência para vivermos um mundo melhor, para termos um futuro com mais qualidade de vida!

É hora de darmos um basta na ganância, no poder, na vaidade, na inveja. Não vamos levar nada material deste mundo. Se pararmos para pensar, nem aqui somos donos dos bens materiais. Apenas tomamos conta deles enquanto estamos nesta vida! O que vamos levar são as experiências vividas, as coisas boas que experienciarmos aqui.

Neste dia de reflexão, façamos uma análise sobre nossas próprias vidas… enquanto ainda estamos vivos e com tempo para vivermos dias melhores!

Vá viver a sua vida… e não a que os outros impuseram para você!

By Joemir Rosa.

Pastiera di grano

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/12/2013 by Joe

Pastiera di grano

“La Pastiera di Grano”, ou a torta de trigo, na tradução do dialeto napolitano, tem sua origem mais ligada à Páscoa, pois é quando se colhe o trigo na Europa e ele está mais novo e mole para ser cozido. Porém, as famílias italianas que vieram para o Brasil, também a preparavam no Natal, para celebrar o nascimento do menino Jesus e enfeitar suas mesas de Natal.

Esta receita é tipicamente mediterrânea, feita com grãos de trigo cozidos e saborizados com ricota, leite e frutas cristalizada, e tem sua origem na cucina casalinghe della campagna (cozinha caseira do campo), pois é feita com os ingredientes produzidos por uma família camponesa.

Sou neto de italiano imigrante direto e soube de uma lenda que explicaria a origem da Pastiera di Grano…

“Contam que a sereia Paternope encantou-se com a beleza do Golfo, entre Posillipo e Vesúvio, onde acabou fixando seu domicílio.

Na primavera, a bela sereia emergia das águas para saudar as felizes pessoas que povoavam o Golfo, encantando-os com canções de amor e alegria. Uma vez, sua voz foi tão melodiosa e suave que todos os habitantes ficaram fascinados e comovidos com a doçura do canto e das palavras de amor que a sereia tinha dedicado a eles.

Em agradecimento, decidiram então lhe oferecer aquilo que lhes era mais precioso. Assim, chamaram sete ninfas do vilarejo, as quais lhe ofereceram primeiramente a farinha, simbolizando a força e riqueza dos campos; depois, a ricota, em agradecimento dos pastores; os ovos, símbolo da vida que sempre se renova; o trigo tenro fervido no leite, como prova dos dois estados da natureza; água da flor de laranjeira, porque também o perfume da terra queria homenageá-la; as especiarias, representando os povos distantes; e, por último, o açúcar, para propagar a doçura do canto de Paternope no céu e na terra e em todo o universo.

A sereia, então, feliz com tantos presentes, voltou para as profundezas cristalinas do mar e depositou suas preciosas ofertas aos pés dos deuses que, por sua vez, também eram encantados com o suave canto da sereia.

Assim, reuniram e misturaram com a arte divina, todo os ingredientes, transformando-os na primeira Pastiera di Grano, que superava a doçura do canto da sereia.”

A receita de hoje é exatamente a Pastiera di Grano, uma torta deliciosa, de sabor único que vai bem na ceia de reveillon.

Pastiera di grano

Ingredientes

Massa

3/4 de xícara (chá) de açúcar
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 ovos
1 xícara (chá) de manteiga sem sal

Recheio

250 g de trigo em grãos
1/2 litro de leite integral
1 pitada de sal
raspas de limão verde
1 colher (sopa) de açúcar
500 g de ricota fresca
3 gemas
1½ xícaras de açúcar
1 colher (chá) de baunilha
1 colher (chá) de canela em pó
200 g de frutas cristalizadas
200 g de uvas passas escuras
3 claras em neve

Modo de preparo

Massa

Junte todos os ingredientes e misture bem. Não trabalhe demais a massa. Deixar descansar por 30 minutos, envolta em filme plástico, na geladeira.

Recheio

Deixe os grãos de trigo de molho na véspera e depois cozinhe por uns 25 minutos na panela de pressão. Em uma panela em fogo brando, coloque o trigo, uma colher de açúcar, meio litro de leite, as raspas de limão, a pitada de sal e deixe ferver, mexendo de vez em quando, até quase secar o leite. Reserve.

Hidrate as frutas secas e as uvas passas em um pouco de água morna, deixe uns minutos e depois escorra bem.

Em uma vasilha funda, misture bem a ricota esfarelada, as gemas bem batidas, o açúcar, a baunilha e a canela em pó. Junte a esta mistura o trigo apurado no leite, as frutas cristalizadas, as uvas passas e misture com cuidado.

Unte uma forma redonda, de fundo destacável, e forre o fundo e lateral com a massa. Reserve um pouco da massa para fazer o xadrez de cobertura.

Pastiera di grano trançadaBata as claras em ponto de neve e misture no recheio. Despeje esse recheio na forma, faça o xadrez com a massa reservada e leve ao forno a 180º C por 45 minutos ou até que esteja levemente dourada. Na hora de servir, pode pulverizar um pouco de açúcar fino de confeiteiro.

Caso prefiram, troquem as frutas cristalizadas por damasco seco.

Espero que gostem da receita e deixem seus comentários!

By Joemir Rosa.

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