Arquivo para Interpretações

Não há nada a perdoar

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31/10/2014 by Joe

Não há nada a perdoar

A crença de que os outros não deveriam nos ter tratado como o fizeram é, obviamente, um erro.

Em vez de ficarmos com raiva da forma como fomos tratados, precisamos aprender a ver tal tratamento de outra perspectiva. Eles fizeram o que sabiam fazer, dadas as condições de suas vidas.

Aprender a perdoar envolve aprender a corrigir as más interpretações que criamos com nossa própria visão das coisas.

Quando compreendermos que somos nós que fazemos acontecer tudo o que ocorre em nossa existência, então estaremos numa posição de saber que até fazemos os outros acontecerem em nossas vidas para termos a quem culpar.

Quando tivermos nossos pensamentos claros, chegaremos ao ponto em que não será mais necessário praticar o perdão. Teremos percebido que a vida é uma série de acontecimentos que criamos ou atraimos para nós mesmos.

As pessoas simplesmente apontam seus dedos para o que acreditam ser erros dos outros e não enxergam que, na verdade, os erros são os seus.

Há os que vivem num mundo de mentiras que já nem conseguem encontrar suas próprias verdades.

Quando apontarem o dedo indicador para alguém, não se esqueçam de que tem outros três apontados para vocês mesmos.

Assim, perceberemos que não há nada a perdoar, porque não há nada a julgar e ninguém para culpar.

Desconheço a autoria.

Uma questão de sensibilidade

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/08/2011 by Joe

Uma viajante em um aeroporto foi a uma loja e comprou um pequeno pacote de biscoitos para comer enquanto lia seu jornal. Sentou-se em uma poltrona em frente a uma mesinha e começou a ler seu jornal.

De repente, ela ouviu um ruído. Olhando por cima do jornal ficou espantada ao ver um homem bem vestido pegando os biscoitos que ela comprara. Sem querer fazer escândalo, ela inclinou-se e pegou um biscoito também.

Depois de um ou dois minutos ela ouviu o ruído mais uma vez. Ele estava pegando mais um biscoito! A essa altura eles já haviam chegado ao final do pacote… Ela estava irada, mas evitou dizer qualquer coisa.

Então, agindo como se tivesse a intenção de agravar mais ainda a indignação da viajante, o homem quebrou o último biscoito ao meio, deixou metade para ela, comeu a outra e saiu.

Ainda furiosa, quando anunciaram seu vôo, a mulher abriu sua bolsa para pegar sua passagem. Para seu choque e vexame, lá estava seu pacote de biscoitos, fechado.

É fácil fazer suposições sobre o que se passa à nossa volta. Esperamos que as coisas sejam baseadas em uma experiência passada por nós ou pelos outros. Suposições nem sempre são errôneas, mas não podemos confiar nelas. Muitas vezes elas levam à vergonha e ao constrangimento.

Algumas pessoas tentam evitar assuntos que podem provocar conflitos com a intenção de agradar e não brigar. Mas fazer isso com as pessoas que amamos não contribui para o relacionamento. Primeiro, porque não é preciso brigar, podemos dizer o que nos incomoda com carinho, no desejo de manter a relação feliz. Se optarmos por silenciar, duas coisas podem acontecer: o ressentimento e a raiva irão se acumulando até desgastar a relação e não daremos chance ao outro de mudar e crescer. Fale sobre os aspectos ou as atitudes que o incomodam, mas faça-o de modo amoroso e construtivo, sem raiva ou agressividade. Afinal, são duas pessoas administrando sua
própria felicidade.

O orgulho e a falta de sensibilidade levou a mulher nessa história a supor que ela estivesse certa e que o homem estivesse errado. Em vez disso sua precipitação tornou-a completamente cega no tocante à bondade dele para com ela.

Quando você se encontrar em conflito com os outros, evite suposições precipitadas.

Só fale com certeza, utilizando o seu maior grau de sensibilidade.

“Não há fatos, só interpretações” (Nietzsche).

By Daniel C. Luz.

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