Arquivo para Inimigos

Julgamentos precipitados

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/08/2015 by Joe

Julgamentos precipitados

Quantas vezes, ao sabermos de um fato, ao termos conhecimento de alguma atitude tomada por alguma pessoa conhecida, apressamo-nos em condená-la, muitas vezes sem sequer lhe dar o direito de se defender?

Achamos a atitude errada e pronto! Está feito o julgamento! Afinal, o que ela fez é imperdoável (na nossa opinião). Não paramos para pensar o que poderia tê-la levado a tomar essa atitude.

Muitas vezes, à luz de novos fatos, descobrimos que fomos muito apressados em nosso julgamento, e que o bicho não era tão feio assim como estava sendo pintado.

Nem sempre reconhecemos nosso erro e – pior! – nem sempre procuramos consertar o dano causado. É meio desagradável o “voltar atrás”. Muita gente desconhece o que seja um pedido de desculpas.

Conheço, já há algum tempo, um pensamento muito interessante. Ele é atribuído aos índios Navajos. Se alguém por acaso não sabe, os Navajos são uma nação indígena que habitava livremente o território da América do Norte e que hoje estão confinados em uma pequena reserva indígena nos Estados Unidos. Mas, questões indígenas à parte, vejam que sábio pensamento:

“Senhor, não me deixe julgar um homem sem que eu tenha andado durante duas luas com suas sandálias” (prece de um índio navajo).

Quanta sabedoria encerrada em poucas palavras! Que ótima lição para muita gente que se apressa em condenar, sem se aprofundar nos fatos, sem analisar direito a questão.

Com essas palavras, nosso irmão Navajo simplesmente sugere que nos ponhamos no lugar da pessoa que estamos julgando e, muitas vezes, condenando. Assim, colocando-nos em seu lugar, poderemos julgar melhor, pois poderemos ver se agiríamos de maneira diferente.

Efetivamente, é muito fácil condenar. É muito fácil apontar im dedo para alguém, acusando-o disto ou daquilo. Mas prestem atenção: ao apontar um dedo para alguém, condenando, outros três dedos apontam para seu peito…

Futuramente, antes de condenar alguém, “use suas sandálias”. Pondere e analise bem qual seria sua atitude com “suas sandálias” nos pés.

Nunca se esqueça que cada caso é um caso e certas atitudes, aparentemente inexplicáveis, têm sua razão de ser.

Agora, se eventualmente fomos açodados e, mesmo sem calçar suas sandálias (talvez o número fosse muito pequeno), tivermos criticado, condenado, e por vezes, insultado alguém – e posteriormente descobrirmos que a coisa não era bem assim e esse alguém não merecia o que dissemos – é importante enfiar sua violinha no saco e um pedido de desculpas é absolutamente indispensável. A humildade não ocupa lugar nenhum. E se erramos, o mínimo a fazer é isso, desculpar-se pela besteira cometida. Não conserta as coisas, mas ameniza os efeitos, e desarma possíveis reações.

O ideal é procurar sempre viver mantendo um clima de harmonia com todos aqueles que estão ao seu redor. Se por acaso uma amizade é inconveniente, é melhor cortar os laços, do que permitir que um desgaste nas relações gere inimizades.

Nunca esqueçam que não é conveniente deixar inimigos atrás de nós! Vamos procurar viver de forma a não tê-los, mas, se surgirem, é melhor evitá-los, e mesmo ignorá-los, do que provocá-los.

By Marcial Salaverry.

Despertadores

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/03/2015 by Joe

Despertadores

Na Índia os mestres sempre dizem:

– “Os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a vida. Aproveite para acordar logo, antes que o próximo despert-a-dor faça mais barulho.

Pense nisso: o que essa dificuldade está querendo mostrar a você? Problemas são avisos que a vida nos envia para corrigir algo que não estamos fazendo bem.

Problemas e doenças são sinais de emergência para que possamos transformar nossas vidas. Aliás, problemas e doenças guardam muita semelhança entre si.

Infelizmente, a maioria das pessoas, quando fica doente, cai num lamentável estado de prostração ou simplesmente toma remédio para tratar os sintomas em vez de fazer uma pausa para refletir sobre os avisos que essa doença está enviando.

São poucos os que se perguntam:

– “Por que meu organismo ficou enfraquecido e permitiu que a doença o atacasse?”

Uma doença é sempre um aviso, embora muita gente não preste atenção nele. Assim como os problemas, os sintomas vão piorando na tentativa de fazer com que você entenda o recado.

No começo pode ser uma leve dor de cabeça um recado para que você pare e analise o que está faltando em sua vida. Mas você não tem tempo, toma um analgésico e nem percebe direito que a dor está aumentando.

Então a dor piora, mas você vai à acupuntura para aliviá-la e não presta atenção quando o médico diz que o tratamento é paliativo e que você precisa mudar seu estilo de vida para eliminar as causas da doença.

As doenças são recados que precisamos levar a sério, principalmente as doenças que se repetem. Dores de cabeça, alergias de pele, má digestão,
todos esses distúrbios querem nos mostrar algo.

Saber procurar e achar as causas deles é uma atitude muito sábia. Nossos inimigos, da mesma forma que os problemas e as doenças, são gritos de alerta para cuidarmos de algo que não está certo em nossa vida.

Quando os ouvimos com atenção, nossos inimigos podem se transformar em maravilhosas alavancas de crescimento pessoal.

Assim como as doenças e os inimigos, os problemas nos enviam avisos que precisamos aprender a decodificar.

Se você tem um problema que está se repetindo em sua vida, é chegada a hora de fazer uma análise do seu significado para poder superá-lo. E tenha muito claro que, no momento em que supera um problema que o acompanha por algum tempo, uma nova pessoa nasce dentro de você.

By Roberto Shinyashiki.

Somos o nosso pior inimigo

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/07/2014 by Joe

Somos nosso pior inimigo

Os dias são diferentes uns dos outros. Sucedem conosco, e à nossa volta, em cada um deles, milhares de acontecimentos dos quais nunca mais nos lembraremos. E também, de vez em quando, alguns que não poderemos esquecer: aqueles que nos trazem as grandes alegrias e os grandes sofrimentos.

Alegramo-nos, temos momentos de paz e felicidade. Mas todos temos, igualmente, a nossa ração de dor. Acontecem coisas que não esperávamos, que não merecíamos, que não entendemos. A nós e àqueles que amamos. Dói-nos.

Há, porém, o fato curioso de que em muitas ocasiões somos nós mesmos que fazemos escolhas que depois nos fazem sofrer. Tomamos atitudes, temos comportamentos e escolhas que vão se refletir em nós, que vão ferir a nossa paz e a nossa felicidade.

E acontece que temos uma grande capacidade de enfrentar as agressões inevitáveis que nos chegam do exterior. E que estamos muito mais indefesos perante as situações que criamos.

Vi homens que sorriam com grande paz no meio da dor provocada pela cegueira, pela paralisia, pelo desemprego, por um câncer, pela morte de alguém muito querido. E vi pessoas – fisicamente saudáveis, sem inimigos, sem dificuldades exteriores – intimamente carregadas pelo peso da culpa, pela perda da esperança, pela recusa de amar.

Estou convencido de que somos o nosso pior inimigo. Aquilo que vem de fora toca-nos na periferia, mas pode não penetrar no interior da cidadela. Aquilo que fazemos, que pensamos, porém, alcança o núcleo do nosso ser.

É uma ilusão pensarmos que somos aquilo que a vida – os outros, os acontecimentos, etc. – fez de nós. Somos, antes, aquilo que as nossas escolhas determinaram. A vida pode arrastar-nos de um lado para outro, magoar-nos, oferecer-nos frio ou calor. Mas não nos corrompe.

“Quando eu vivia num dos campos de concentração da Alemanha nazista, pude observar que alguns dos prisioneiros andavam de barraca em barraca, consolando outros, distribuindo as suas últimas fatias de pão. Podem ter sido poucos, mas ensinaram-me uma lição que jamais esqueci: tudo pode ser tirado de um homem, menos a última das suas liberdades: a de escolher de que maneira vai agir diante das circunstâncias do seu destino”, escreveu Vicktor Frankl.

Somos os autores da nossa felicidade ou da nossa infelicidade. Gostamos de nos queixar, mas não temos razão. Podemos adaptar-nos àquilo que nos acontece. Podemos aguentar. Podemos esperar. Mas quando atuamos mal, quando as nossas escolhas são contrárias à nossa natureza humana, chega-se a um ponto em que viver é insuportavelmente doloroso!

A dor pode vir-nos do exterior. A felicidade, contudo, está relacionada apenas com o nosso comportamento, com as nossas escolhas, e nada exterior pode roubá-la. É compatível com o sofrimento.

Quando eu era criança, os nossos pais ensinavam-nos, antes de mais nada, a agir bem, a escolher corretamente. Ficavam contentes quando tomávamos como coisa nossa os seus conselhos, escolhendo livremente agir dessa forma – e não apenas por medo de um castigo. Agora parece que muitos pais e muitos educadores desistiram de agir a esse nível. Preocupam-se mais com afastar das crianças os obstáculos exteriores: muitos cuidados com a saúde, estudar, para terem um futuro desafogado, imensas medidas de segurança…

Mas… e a felicidade?

By Paulo Geraldo.

O real significado do aprendizado

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/07/2014 by Joe

O real significado do aprendizado

Nunca perca a oportunidade de aprender com uma dificuldade.

Quando alguém para e se questiona sobre os motivos de estar enfrentando um problema, infelizmente, a maioria encontra a resposta do modo errado: culpando o outro. A culpa é sempre do chefe, do companheiro, dos pais, do empregado, do governo…

O outro nunca é a resposta para os seus problemas. Se você não aprender com a dificuldade, vai repeti-la ao infinito. Vai trocar de emprego, de companheiro, de empregados… mas, quando perceber, trocou as pessoas e o problema continua o mesmo, e se repete.

As dificuldades são oportunidades de aprendizado, e quando perdemos essa lição, a dor se torna inútil.

Para todo problema existe solução. Aliás, essa é uma definição: problema é um acontecimento sempre acompanhado de solução. Quando você não tiver uma solução, será necessário definir qual é o problema.

Você descobre que não tem dinheiro para pagar as contas. Está bem, não ter dinheiro é um problema, principalmente se os credores estão lhe cobrando e os juros aumentando. A solução certamente se inicia pelo corte de gastos, continua com uma negociação com os credores e alguma ação para ganhar mais dinheiro. No final, houve aprendizado nessa situação que parecia ter apenas um lado negativo. Você:

– Aprendeu a gastar de acordo com os seus rendimentos
– Aprendeu a ser humilde para negociar com os credores
– Aprendeu a ganhar mais

A solução sempre existe! E, na maior parte das vezes, a pessoa sabe qual é. O difícil é ter a coragem de realizá-la.

Nunca perca a oportunidade de aprender com uma dificuldade. Aprender geralmente é destruir uma visão e construir uma nova perspectiva. E, principalmente, tenha certeza de que o problema será resolvido. Se você tiver alguma dúvida, pense desta maneira: “se eu morresse agora, qual seria a evolução do problema?” Percebeu? Ele será resolvido de alguma maneira.

A única coisa que não funciona é jogar no outro a responsabilidade pelas suas dificuldades. O ódio bloqueia a criatividade e só piora as coisas. As pessoas que alguém chama de inimigos são os melhores mestres que a vida nos oferta por ajudar-nos a aprender as lições de crescimento. Eles nos mantêm acordados para podermos evoluir. Depois que você resolve uma dificuldade, agradece a essa pessoa por ensinar-lhe uma lição. Por isso, Luís Gasparetto já falou:

– “Perdoar é descobrir que você não tem razão nenhuma para perdoar; é apenas viver o aprendizado. Isso só acontece quando você aproveita a oportunidade para crescer”.

Se carrega ódio de alguém, pense na lição que você tem a aprender e sua vida será muito melhor.

By Roberto Shinyashiki.

Falafel

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/02/2013 by Joe

Falafel

Sabe-se que o paladar, muitas vezes, é o último a perder a referência da cultura original. A comida tem o poder de aliar inimigos, diminuir tensões e desentendimentos.

Mas os conflitos também existem, por exemplo, quanto à propriedade da origem de alguns pratos ou bebidas. Como exemplo, temos turcos e gregos brigando pelo café.
Irlandeses católicos e protestantes discutem sobre o whisky. Judeus e árabes discutem a origem do falafel.

Há quem diga que Israel “roubou” o falafel dos árabes. Outros dizem que grupo algum tem o direito de ser proprietário de um bolinho de legumes frito. Dizem que o falafel é uma comida do Oriente Médio, originária do Egito e que se espalhou por Marrocos e Arábia Saudita.

Nessa guerra de milhares de anos, encontramos também o nosso falafel tupiniquim correndo por fora, de origem africana, chamado de akara, que significa “bola de fogo”, e que é também um ícone da nossa cozinha baiana: o acarajé!

O falafel, um prato tradicional e histórico, é um bolinho preparado com grão-de-bico ou feijão-fava. Os pedaços de falafel são geralmente servidos com salada, um molho quente e legumes em conserva. Em seguida, são regados com um pouco de molho à base de tahine para um dar um sabor extra.

Em função dos ingredientes em seu preparo, o falafel é um tipo saudável de alimento, fonte de proteína, aminoácidos, baixo teor de gordura saturada e elevado teor de
fibras.

Bom… depois de tantas informações sobre origem e benefícios desse bolinho, o que resta é darmos a receita e esperar que todos apreciem essa iguaria deliciosa!

Falafel

Ingredientes

Modelador de falafel

Modelador de falafel

Massa

1 kg de grão-de-bico seco
1 maço de salsinha picado
1 maço de coentro picado
2 dentes de alho picados
2 cebolas grandes picadas
2 colheres (sopa) de farinha
4 colheres de água morna
½ colher (chá) de bicarbonato de sódio

Temperos

1 colher (chá) de pimenta do reino
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de cominho
1 colher (chá) de páprica doce
1 colher (chá) de coentro seco
sal a gosto

1 litro de óleo vegetal para fritar

Molho

1/2 xícara de iogurte natural
3 colheres (sopa) de molho tahine
1 dente de alho amassado
2 colheres (sopa) de suco de limão
1/4 de xícara de água fria
sal e pimenta do reino

Guarnição

pepino
cebola
tomates
salsinha

Modo de preparo

Lave bem os grãos-de-bico e coloque-os de molho por 12 horas em água fria. Escorra bem e coloque em um processador. Junte os demais ingredientes para a massa, exceto o bicarbonato. Dissolva o bicarbonato de sódio na água morna e acrescente aos demais ingredientes no processador. Processe bem até obter uma massa firme e homogênea.

Junte os temperos e misture bem com a mão, ou com a ajuda de uma colher, e deixe descansar por uns 30 minutos.

Unte as mãos com um pouco de óleo e faça bolinhas da massa um pouco menores do que uma bolinha de ping-pong. O ideal é usar o aparelho para modelar os disquinhos (encontrado em casas de especialidades árabes), mas se não tiver, faça pequenas almôndegas com as mãos, amassando-as para formar um disco espesso com a massa bem prensada.

Aqueça o óleo em uma panela funda. Frite os bolinhos aos poucos no óleo quente até que estejam dourados e crocantes. Escorra em papel absorvente e sirva quente.

Para o molho, basta misturar bem todos os ingredientes.

Prepare uma salada com pepinos, tomates e cebolas cortados em cubos de 1 centímetro, salpique a salsinha, coloque os falafel sobre a salada e regue com o molho.

By Joemir Rosa.

Despertadores

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 03/09/2012 by Joe

Alguns sábios sempre dizem: os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a vida. Aproveite para acordar logo, antes que o próximo despert-a­-dor faça mais barulho.

Pense nisso: o que essa dificuldade está querendo mostrar a você? Problemas são avisos que a vida nos envia para corrigir algo que não estamos fazendo bem.

Problemas e doenças são sinais de emergência para que possamos transformar nossas vidas. Aliás, problemas e doenças guardam muita semelhança entre si. Infelizmente, a maioria das pessoas, quando fica doente, cai num lamentável estado de prostração ou simplesmente toma remédio para tratar os sintomas em vez de fazer uma pausa para refletir sobre os avisos que essa doença está enviando. São poucos os que se perguntam:

– “Por que meu organismo ficou enfraquecido e permitiu que a doença o atacasse?”

Uma doença é sempre um aviso, embora muita gente não preste atenção nele. Assim como os problemas, os sintomas vão piorando na tentativa de fazer com que você entenda o recado. No começo pode ser uma leve dor de cabeça, um recado para que você pare e analise o que está faltando em sua vida. Mas você não tem tempo, toma um analgésico e nem percebe direito que a dor está aumentando. Então, a dor piora, mas você vai à acupuntura para ali­viá-la e não presta atenção quando o médico diz que o tratamento é paliativo e que você precisa mudar seu estilo de vida para eliminar as causas da doença.

As doenças são recados que precisamos levar a sério, principalmente as doenças que se repetem. Dores de cabeça, alergias de pele, má digestão, todos esses distúrbios querem nos mostrar algo. Saber procurar e achar as causas deles é uma atitude muito sábia.

Nossos inimigos, da mesma forma que os problemas e as doenças, são gritos de alerta para cuidarmos de algo que não está certo em nossa vida. Quando os ouvimos com atenção, nossos inimigos podem se transformar em maravilhosas alavancas de crescimento pessoal. Assim como as doenças e os inimigos, os problemas nos enviam avisos que precisamos aprender a decodificar.

Se você tem um problema que está se repetindo em sua vida, é chegada a hora de fazer uma análise do seu significado para poder superá-lo. E tenha muito claro que, no momento em que supera um problema que o acompanha por algum tempo, uma nova pessoa nasce dentro de você.

By Roberto Shinyashiki.

Os dois lobos

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/06/2012 by Joe

Existe uma antiga história dos índios cherokee sobre o cacique de uma grande aldeia. Um dia, o cacique decidiu que era hora de orientar o seu neto favorito sobre a vida. Ele o levou para o meio da floresta, fez com que se sentasse sob uma velha árvore e explicou:

– “Filho, existe uma batalha sendo travada dentro da mente e do coração de todo ser humano que vive hoje. Embora eu seja um velho e sábio cacique, o líder da nossa tribo, essa mesma batalha é travada dentro de mim. Se você não souber dessa batalha, ela o fará perder o juízo. Você nunca saberá que direção tomar. As vezes vencerá na vida e, depois, sem entender o porquê, perceberá que está perdido, confuso, com medo, arriscado a perder tudo o que trabalhou tanto para ganhar. Você muitas vezes achará que está fazendo a coisa certa e depois descobrirá que fez as escolhas erradas. Se você não entender as forças do bem e do mal, a vida individual e a vida coletiva, o verdadeiro eu e o falso eu, você viverá a vida todo num grande tumulto”.

“E como se existissem dois grandes lobos vivendo dentro de mim; um é branco e o outro é preto. O lobo branco é bom, gentil e não faz mal a ninguém. Ele vive em harmonia com tudo à sua volta e não se ofende se a intenção não era ofender. O lobo bom, sensato e certo de quem ele é e do que é capaz, briga apenas quando essa é a coisa certa a fazer e quando precisa se proteger ou à sua família, e mesmo então ele faz isso da maneira certa. Ele toma conta de todos os outros lobos da matilha e nunca se desvia da sua natureza”.

“Mas existe o lobo preto também, que vive dentro de mim, e esse lobo é bem diferente. Ele é ruidoso, zangado, descontente, ciumento e medroso. Basta uma coisinha para que ele se encha de fúria. Ele briga com todo mundo, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar com clareza, porque a sua ganância para ter sempre mais e a sua raiva e a sua ira são grandes demais. Mas trata-se de uma raiva infrutífera, filho, porque ela não muda nada. Esse lobo só procura confusão aonde quer que vá, e por isso sempre acaba achando. Ele não confia em ninguém, por isso não tem amigos de verdade.”

O velho cacique ficou sentado em silêncio durante alguns minutos, deixando que a história dos dois lobos penetrasse na mente do jovem neto. Então ele lentamente se curvou, olhou fixamente nos olhos do menino e confessou:

– “As vezes, é difícil viver com esses dois lobos dentro de mim, pois eles brigam muito para dominar o meu espírito”.

Cativado pela história do ancião sobre essa grande batalha interior, o menino puxou a tanga do avô e perguntou, ansioso:

– “Qual dos dois lobos vence, vovô?”

E com um sorriso cheio de sabedoria e uma voz firme e forte, o cacique disse:

– “Os dois, filho. Veja … se eu escolho alimentar só o lobo branco, o preto ficará à espreita, esperando o momento em que eu sair do equilíbrio ou ficar ocupado demais para prestar atenção às minhas responsabilidades, e então atacará o lobo branco e causará muitos problemas para mim e nossa tribo. Ele viverá sempre com raiva e brigará para atrair a atenção pela qual tanto anseia. Mas, se eu prestar um pouquinho de atenção no lobo preto, compreendendo a sua natureza, se reconhecê-lo como a força poderosa que ele é e deixá-lo saber que eu o respeito pelo seu caráter e o usarei para me ajudar se um dia eu ou a tribo estivermos em apuros, ele ficará feliz, e o lobo branco ficará feliz também, e ambos vencerão. Todos venceremos”.

Sem entender direito, o menino perguntou:

– “Não entendi, vovô. Como os dois lobos podem ganhar?”

O cacique continuou a explicação:

– “Veja, filho, o lobo preto tem muitas qualidades importantes de que eu posso precisar, dependendo das circunstâncias. Ele é feroz, determinado, e não se deixará subjugar nem por um segundo. Ele é inteligente, astuto e capaz dos pensamentos e estratégias mais tortuosos, o que é importante em tempos de guerra. Ele tem os sentidos aguçados e superiores que só aqueles que olham através da escuridão podem apreciar. Em meio a um ataque, ele poderia ser o nosso maior aliado”.

O cacique então tirou da sua bolsa alguns pedaços de carne defumada e colocou-os no chão, um à direita e o outro à esquerda. Ele apontou para a carne e disse:

– “À minha esquerda está a comida para o lobo branco e à minha direita está a comida para o lobo preto. Se eu optar por alimentar os dois, eles não brigarão mais pela minha atenção, e eu poderei utilizar cada um deles como precisar. E como não haverá guerra entre eles, poderei ouvir a voz da minha sabedoria profunda e escolher qual dos dois pode me ajudar melhor em cada circunstância. Se a sua avó quer uma carne para fazer uma refeição especial e eu não cuidei disso como deveria, posso pedir para o lobo branco me emprestar a sua magia e consolar o lobo preto da sua avó, que estará zangada e faminta. O lobo branco sempre sabe o que dizer e me ajudará a ser mais sensível às necessidades dela”.

“Veja, filho, se você compreender que existem duas grandes forças dentro de você e respeitar a ambas igualmente, as duas sairão ganhando e haverá paz. A paz, meu filho, é a missão dos cherokees – o propósito supremo da vida. Um homem que tem paz dentro de si tem tudo. Um homem dividido pela guerra em seu íntimo não tem nada. Você é um jovem que precisa escolher como vai lidar com as forças opostas que vivem no seu interior. A sua decisão determinará a qualidade do resto da sua vida. E quando um dos lobos precisar de atenção especial, o que acontecerá às vezes, você não terá do que se envergonhar; poderá simplesmente admitir isso para os anciãos e conseguirá a ajuda de que precisa. Quando isso for de conhecimento público, aqueles que já travaram essa mesma batalha podem oferecer-lhe a sua sabedoria”.

Essa história simples e pungente explica como é a experiência humana. Cada um de nós está em meio a uma batalha contínua, em que as forças da luz e da escuridão competem pela nossa atenção e pela nossa submissão. Tanto a luz quanto a escuridão habitam dentro de nós ao mesmo tempo. Verdade seja dita: existe uma matilha inteira de lobos dentro de nós – o lobo amoroso, o lobo bondoso, o lobo esperto, o lobo sensível, o lobo forte, o lobo altruísta, o lobo generoso e o lobo criativo. Junto com esses aspectos positivos existem o lobo insatisfeito, o lobo ingrato, o lobo autoritário, o lobo desagradável, o lobo egoísta, o lobo indecente, o lobo mentiroso e o lobo destrutivo. Todo dia temos a oportunidade de reconhecer todos esses lobos, todas essas partes de nós mesmos, e escolher como iremos nos relacionar com cada um deles. Será que continuaremos condenando alguns e fingindo que eles não existem ou vamos tomar posse de toda a matilha?

Por que sentimos a necessidade de negar a matilha de lobos que vive em nós? A resposta é fácil. Ou achamos que ela não existe ou que não deveria existir. Tememos que, se admitirmos todos os diferentes “eus” que ocupam espaço na nossa psique, de algum modo seremos rotulados de esquisitos, diferentes, prejudiciais ou psicologicamente fragmentados. Achamos que devemos ser pessoas boas e “normais”, dentro das quais só mora um único “eu”. Mas existem muitos “eus” e a recusa em entrar em acordo com eles é um grave erro – que nos levará a cometer atos estúpidos e temerários de auto-sabotagem.

Eis o grande segredo: existem muitos “eus” contidos dentro do nosso “eu”, pois dentro de cada um de nós existem todas as qualidades possíveis. Não há nada que possamos ver e nada que possamos julgar que não exista dentro de nós. Todos somos luz e escuridão, santos e pecadores, pessoas adoráveis e abomináveis. Somos todos gentis e calorosos, mas também frios e cruéis.

Dentro de você e dentro de mim existem todas as qualidades conhecidas pela espécie humana. Embora possamos não estar conscientes de todas as qualidades que possuímos, elas estão adormecidas dentro e nós e podem despertar a qualquer momento, em qualquer lugar. A compreensão disso nos permite entender por que todos nós, que somos “bons”, somos capazes de fazer coisas ruins e, mais importante, por que às vezes nos tornamos os nossos piores inimigos.

By Debbie Ford, em: “Como entender o efeito sombra em sua vida”.

Liberte-se da gaiola

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/03/2012 by Joe

Por que você escolhe a escravidão, quando a liberdade está disponível? Por que você escolhe a gaiola, quando as portas estão abertas e o céu inteiro pertence a você?

A resposta não é difícil de encontrar. A gaiola tem segurança; ela protege você da chuva, do sol, do vento forte, dos seus inimigos. Ela protege você da vastidão na qual a gente pode se perder. Ela lhe dá um abrigo; ela é seu lar aconchegante. E você não tem nenhuma responsabilidade de se preocupar com sua comida, de se preocupar com a estação das chuvas, de se preocupar se amanhã você será capaz de encontrar alimento ou não.

A liberdade traz tremendas responsabilidades.

A escravidão é uma barganha: você dá a sua liberdade e outra pessoa começa a ser responsável pela sua vida, pela sua proteção, pela sua comida, pelo seu abrigo; por tudo que você precisa.

Tudo o que você perde é a sua liberdade, tudo o que você perde são as suas asas, tudo o que você perde é o céu estrelado. Mas isso era sua alma…

Numa gaiola, a salvo e seguro, você está morto; você escolheu uma vida sem risco, sem perigo. É por isso que você continua voltando para a sua gaiola, embora a profundeza de sua alma esteja insatisfeita na escravidão. Sua alma gostaria de arriscar tudo e de ter a liberdade de ir até os confins do céu. Ela anseia voar através do sol até as estrelas mais distantes, mas você irrevogavelmente decide ser um hipócrita. Isso é o que quase todos, no mundo inteiro, têm decidido.

Você começa a cantar canções de liberdade dentro da sua gaiola. Embora as portas estejam abertas e o céu disponível, você se decide por uma vida de hipocrisia. Você tem todas as comodidades, as garantias e a segurança da gaiola; e você tem todas as alegrias da liberdade na sua canção, na sua poesia, na sua pintura, na sua música. É por isso que você continua gritando: “Liberdade, liberdade!” Você está simplesmente iludindo a si mesmo!

O novo homem não será um hipócrita. O velho homem foi basicamente ensinado a ser um hipócrita; quanto mais hipócrita ele fosse, mais honrado, mais era recompensado, mais era respeitado, porque ele tinha se ajustado à sociedade: você me respeita e eu serei um escravo. Eu estarei à sua disposição – e você apenas continue a me dar prêmios “Nobel”.

Mas você não deve fazer parte desse mundo velho e hipócrita. Eu quero que você saia fora de toda a segurança, de toda a comodidade, toda a proteção. Faça do céu inteiro sua casa; seja um errante, um peregrino, para conhecer todos os mistérios e todos os segredos da vida.

E não deixe sua vida ser um fenômeno sério e miserável; deixe-a ser uma alegre risada, uma brincadeira. Para mim, a autêntica religiosidade significa uma inocência de criança, um divertimento, uma sincera capacidade de rir.

Então, cada momento se torna tão preciso que você não cantará a canção da liberdade … você a viverá! Você não falará sobre a verdade … você a conhecerá! Você não cultuará Deus … você o encontrará onde quer que a vida esteja … em toda a existência!

Osho, do livro “O Novo Homem”, Editora Gente.

Julgamentos precipitados

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , on 12/01/2012 by Joe

Quantas vezes, ao sabermos de um fato, ao termos conhecimento de alguma atitude tomada por alguma pessoa conhecida, apressamo-nos em condená-la, muitas vezes sem sequer lhe dar o direito de se defender?

Achamos a atitude errada e pronto! Está feito o julgamento! Afinal, o que ela fez é imperdoável (na nossa opinião). Não paramos para pensar o que poderia tê-la levado a tomar essa atitude.

Muitas vezes, à luz de novos fatos, descobrimos que fomos muito apressados em nosso julgamento, e que o bicho não era tão feio assim como estava sendo pintado.

Nem sempre reconhecemos nosso erro e – pior! – nem sempre procuramos consertar o dano causado. É meio desagradável o “voltar atrás”. Muita gente desconhece o que seja um pedido de desculpas.

Conheço, já há algum tempo, um pensamento muito interessante. Ele é atribuído aos índios Navajos. Se alguém por acaso não sabe, os Navajos são uma nação indígena que habitava livremente o território da América do Norte e que hoje estão confinados em uma pequena reserva indígena nos Estados Unidos. Mas, questões indígenas à parte, vejam que sábio pensamento:

“Senhor, não me deixe julgar um homem sem que eu tenha andado durante duas luas com suas sandálias” (prece de um índio navajo).

Quanta sabedoria encerrada em poucas palavras!

Que ótima lição para muita gente que se apressa em condenar, sem se aprofundar nos fatos, sem analisar direito a questão.

Com essas palavras, nosso irmão Navajo simplesmente sugere que nos ponhamos no lugar da pessoa que estamos julgando e, muitas vezes, condenando. Assim, colocando-nos em seu lugar, poderemos julgar melhor, pois poderemos ver se agiríamos de maneira diferente.

Efetivamente, é muito fácil condenar. É muito fácil apontar para alguém, acusando-o disto ou daquilo. Mas prestem atenção: ao apontar para alguém, condenando, outros três dedos apontam para seu peito…

Futuramente, antes de condenar alguém, “use suas sandálias”. Pondere e analise bem qual seria sua atitude com “suas sandálias” nos pés.

Nunca se esqueça que cada caso é um caso e certas atitudes, aparentemente inexplicáveis, têm sua razão de ser.

Agora, se eventualmente fomos açodados e, mesmo sem calçar suas sandálias (talvez o número fosse muito pequeno), tivermos criticado, condenado, e por vezes, insultado alguém – e posteriormente descobrirmos que a coisa não era bem assim e esse alguém não merecia o que dissemos – é importante enfiar sua violinha no saco e um pedido de desculpas é absolutamente indispensável. A humildade não ocupa lugar nenhum. E se erramos, o mínimo a fazer é isso, desculpar-se pela besteira cometida. Não conserta as coisas, mas ameniza os efeitos, e desarma possíveis reações.

O ideal é procurar sempre viver mantendo um clima de harmonia com todos aqueles que estão ao seu redor. Se por acaso uma amizade é inconveniente, é melhor cortar os laços, do que permitir que um desgaste nas relações gere inimizades.

Nunca esqueçam que não é conveniente deixar inimigos atrás de nós…

Vamos procurar viver de forma a não tê-los, mas, se surgirem, é melhor evitá-los, e mesmo ignorá-los, do que provocá-los.

By Marcial Salaverry.

A quem se machuca

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 22/11/2011 by Joe

Inimigos são duas pessoas pertinho uma da outra. Só que de costas. Há duas situações inimigas dentro do amor: pertinho e uma de costas para a outra. Ambas ameaçam dar certo e não dar certo.

Quando se ama, tanto se teme enfrentar a possibilidade de dar certo, cheia de prisões e tentáculos, como o risco de não dar certo e ficar rompida uma harmonia que  poderia ter funcionado.

Ambas as situações convivem em quem ama. Porque “viver bem” não é dar certo. Dar certo é ser capaz de prosseguir apesar do descerto. “Viver mal” não é, necessariamente, dar errado. Dar errado é não poder prosseguir.

Composto também de partes inimigas, o amor se enriquece dos cansaços incapazes da destruição. Só vive do imperfeito de cada confronto. Só é, quando vive ameaçado de deixar de ser. Caso contrário, não seria; simplemente deixaria de ser.

Os inimigos são duas pessoas pertinho uma da outra, mas de costas, porque, se elas se virarem, encontrar-se-ão. E é isso o que temem. São mais unidos, talvez, que amigos, um de frente para o outro, mas a metros ou quilômetros de distância, e só por isso se entendem.

O medo de amar é o medo de estar perto demais (ainda que de costas), o que de certa forma escraviza. O engano de amor é estar longe, mas de frente, o que de certa forma atenua.

A coragem de amar equivale à coragem de ser: é fazer dois inimigos, de costas um para o outro, virarem-se de frente para sentir o hálito, olhos, medo, força, ternura, muita raiva e muito carinho e aceitar tudo, por isso amar.

A falsidade do amor é permanecer de frente como amigos: pura e simplesmente se aceitando. Sem contradita. Sem a oposição capaz de ser vencida pela permanência do sentimento, a despeito do eu de cada um.

O medo de quem ama é o medo da relação profunda, porque nela está a entrega que não rompe, apesar das  tragédias da superfície. E a superfície só faz a tragédia, para impedir que o eu contemple de frente a relação profunda. Esta contém o que não se destrói, apesar das diferenças.

Na relação profunda está o desamparo e a necessidade tão pura que nunca pôde vir à tona. Na relação superficial está a fantasia, o eu idealizado, a armadura enfeitada de cada um.

Quem se relacionar ao nível da armadura será feliz no começo, na fase hipnótica do amor. Quem preferir o nível profundo de relacionamento talvez seja até infeliz. Mas amará. A infelicidade pode fazer virar as costas para o inimigo, separar-se dele. Mesmo assim não será maior que o amor advinhado e sentido, se a relação é profunda.

Não te vires de frente para o inimigo! Podes amá-lo. Ele vai advinhar, e tu também, o amor está na peleja de quem ama. Não fiques tão de frente, mas tão longe de quem gostas. No que chegares perto, talvez detestes e sejas detestado.

Amar é estar de costas. Gostar é estar de frente. Um ultrapassa a inimizade que vive junta. Outro vive a amizade fácil, mas que se se aproximar pode não ser amor. Por isso era tão fácil sentir!

Amar é apesar. É através. É a despeito, mas é com. Amar, às vezes, é contra, mas perto e fundo. Mesmo de  costas. É malgrado. É com ferida e cicatriz, mas íntegro.

Amar fundo é ter medo de virar de frente. Porque aí pode surgir, cristalina, a possibilidade de dar certo. É a entrega. Que é, no fundo, o que mais teme quem ama.

By Artur da Távola.

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