Arquivo para Incapaz

Descobrir-se

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/05/2012 by Joe

Disseram: você não vai conseguir!
Mas você estava tão empenhado em fazer, que não ouviu.
Resultado: fez tão bem feito que hoje é referência.

Disseram: você não nasceu para o amor!
Mas você estava tão apaixonado, dedicou-se tanto ao amor que não ouviu.
Resultado: hoje comemora bodas de prata com a mesma pessoa.

Disseram: isso não é pra você!
Mas você queria tanto, se esforçou tanto, que nem ouviu.
Resultado: hoje tem muito mais do que desejava no início.

Disseram: você é incapaz!
Mas você estava tão preocupado em fazer o seu melhor que nem ouviu.
Resultado: hoje dá aulas sobre o que faz.

Disseram: desista!
Mas você já estava tão longe que nem ouviu, não perguntou quantos passos faltavam para subir a montanha.
Resultado: já conquistou montanhas muito maiores do que aquela primeira.

O que você quer, o que você sonha e o que tanto deseja, pede dedicação, empenho e sacrifício. Pede ouvidos fechados para os “desanimadores de plantão”. Gente insatisfeita e infeliz tem aos montes por aí.

Não seja mais um a reclamar da sorte, nem seja o que grita para os outros desistirem.

Não fique na arquibancada da vida torcendo pelo pior; desça e faça parte do grande show da vida, onde o artista é aquele que usa o talento para vencer.

O talento mora em você e a sua maior conquista é descobrir-se capaz!

Paulo Roberto Gaefke.

Frases infelizes

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/12/2011 by Joe

Você seria capaz de recordar as frases que lhe foram ditas na infância e o influenciaram negativamente? Isto é, aquelas frases que fizeram com que você se sentisse mal, quase um zero à esquerda?

É possível que alguns de nós recordemos de uma ou outra que fizeram a nossa infelicidade infantil. E se as recordamos, ainda hoje, passada a infância e adolescência, é porque verdadeiramente nos marcaram.

Quantas vezes, como pais, dizemos aos filhos aquelas mesmas coisas que tanto mal nos fizeram. Ou seja, continuamos propagando o mesmo molde.

A frase “Como é que você pode ser tão burro!” é uma delas. De consequências desastrosas para o autoconceito da criança, põe em dúvida, de forma muito clara, a sua capacidade. Afinal, burro está associado ao incapaz, ao que não consegue fazer as coisas direito.

Ao duvidar da habilidade do filho, os pais lhe passam a sensação de incompetência, que pode acompanhá-lo para a vida toda.

Além do que, se abraçar o conceito, a criança poderá passar a se comportar como tal. Tornar-se, de forma proposital, ainda que inconsciente, o incapaz que sugerem que ela seja. Afinal, o cérebro da criança incorpora aquela afirmação dita com tanta veemência, até com uma certa dose de emoção (negativa).

Vejam que a frase é pronunciada nos momentos mais nevrálgicos do relacionamento entre pais e filhos.

A mãe entra na sala e descobre o pequeno pendurado na janela. Ela já lhe falou, pela suas contas, mais de mil vezes para não subir. Assustada, com medo, ela corre, puxa o pequeno para dentro e larga a frase, acrescentando:

– “Já não lhe falei? Você não consegue aprender?

Melhor do que tal explosão, seria tornar a explicar à criança o perigo que ela corre repetindo aquele gesto. Se contarmos até dez, dominarmos o nosso medo com habilidade, poderemos tirar a criança do perigo e lhe dizer:

– “Janela não foi feita para subir“.

Desta forma, colocamos os limites sem agredir. Falamos da realidade da janela e dos perigos que ela representa, sem descer à questão da capacidade do pequeno em julgar se pode ou não subir ali sem problema.

É interessante considerar que todos almejamos que nossos filhos progridam e somos nós mesmos os que lhes colocamos obstáculos, criando-lhes situações plenamente dispensáveis.

Educar é tarefa que requer esforço desde que nós mesmos ainda estejamos um pouco longe de sermos educados. Comecemos por nos educar a fim de que a educação dos nossos filhos se dê em clima de segurança, amor e respeito.

Lembremos que a missão de pais é um dever muito grande, que implica, mais do que pensamos, nossa responsabilidade para o futuro.

E verifiquemos que a Natureza deu à criança uma organização débil e delicada, para facilitar a tarefa dos pais, tornando-a mais acessível a todas as impressões.

Desconheço a autoria.

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