Arquivo para Ilusões

Vitima de mim

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/01/2013 by Joe

Destino

Complicamos porque queremos satisfazer nossas carências e aí começamos a dar um jeito, não ver certas coisas como são, misturar as estações e criar fantasias.

Nos escondemos atrás de uma máscara para satisfazer desejos e instintos.

Então, o que era simples se complica… Só que aí nos negamos a ver a responsabilidade que temos e fica fácil culpar o destino ou as circunstâncias.

O nosso emocional cria ilusões, deturpa as nossas percepções e depois ficamos arranjando desculpas, porque o nosso bom senso se negou a ver as coisas como são.

Há situações que realmente não dependem de nós, mas isso não corresponde à maior parte das causas dos problemas em que nos envolvemos.

Nos negamos a ver, ouvir e perceber como evitar que as coisas tomem o rumo que tomam, depois fica fácil sair por aí espalhando o quanto somos a vitima e não o algoz de nós mesmos.

Como se isso fosse resolver alguma coisa…

By Carlos Eduardo Bronzoni.

Acima das desilusões

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/01/2013 by Joe

Acima das desilusões

Na vida todos nós enfrentamos desilusões.

Nos decepcionamos com amigos, parentes, e até conosco mesmo.

Nos desiludimos quando vemos um sonho se transformar em pesadelo, um alvo se transformar numa miragem bem distante, um desejo desaparecer como uma neblina.

A desilusão dói como um ferimento. Atinge a qualquer um, sem exceção.

Mas o importante é saber que novos sonhos podem ser sonhados, e que um novo dia certamente amanhecerá.

Fomos criados por Deus com a incrível capacidade de nos recuperarmos.

Fomos feitos com a capacidade de sair das cinzas para a glória, do nada para o tudo, da derrota para a vitória.

Como a águia, temos dentro de nós o desejo de voar grandes alturas, portanto também acima das desilusões.

Cada desilusão é um convite a um novo sonho, a uma nova visão da vida.

É um convite a um novo desafio, a um novo caminho…

Desconheço a autoria.

Aprendendo a pedir

Posted in Inspiração with tags , , , , , on 14/10/2011 by Joe

Rafi, um jovem discípulo atento e dedicado, resolveu isolar-se nas montanhas para trabalhar melhor o medo que ainda sentia das criações do seu próprio ego. Quando lá chegou, um Velho sorridente o recebeu:

– Sejas bem-vindo, Filho!

Rafi, surpreso com a presença de alguém naquele lugar, perguntou:

– Não esperava encontrar ninguém nesta montanha … o que fazes aqui?

E o Velho, calmamente, respondeu:

– Vim para realizar qualquer pedido que me faças. Mas sejas muito preciso, pois terás direito apenas a um pedido.

Rafi estranhou, mas aceitou a proposta do Velho e fez o seu pedido:

– Desejo nunca mais sentir medo de nada!

E o Velho disse:

– Que assim seja!

E quando Rafi percebeu, o velho havia sumido.

Anoiteceu e Rafi começou a sentir muito medo dos sons que vinham da mata. Por mais que tentasse manter-se relaxado e meditativo, não conseguia. O medo o tomava cada vez mais. Em todos os cantos da montanha ele percebia inúmeros perigos e começou a gritar por socorro. Sentia um medo enorme pairando em seu ser, a ponto de entrar em pânico.

– Socorro, socorro! Alguém me ajude!

E, de repente, o Velho reapareceu à sua frente.

Rafi gritou ainda mais com a aparição inesperada do Velho.

– Por que estás a gritar, Rafi?

– Ora, pedi que ficasse livre de todos os medos e o que eu mais sinto neste momento é exatamente o oposto.

– Não atendestes ao meu pedido! E agora estou em apuros!

Então o Velho lhe disse:

– Quando pedes alguma coisa ao Universo, deves saber que nada desaparece ou aparece por si mesmo. Para estar livre do medo deves trabalhar com o medo. Deves encará-lo de frente, conhecer sua natureza frágil e ilusória. Só assim, mostrando tua determinação em aprender, é que dissipas as maiores ilusões criadas por ti mesmo.

Quando sentires falta de alguma coisa que ainda não tens, não precisas entristecer-se. Se esta mesma coisa possuir valor para ti, recolha teu ser no mais absoluto silêncio e pede. Mas pede exatamente como queres! Pois, em muitos dos teus pedidos, ainda desconheces as consequências que acompanham cada um deles. Teus pedidos nunca vêm sozinhos.

Tens que estar ciente que, para receber o que pediste, deves estar preparado para também receber os meios pelos quais eles podem ser realizados.

E tu? Será que tu estás preparado para passar por estes meios?

Desconheço o autor.

Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/04/2011 by Joe

“Para sempre”, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o “para sempre”.

O que quero dizer é que o “sempre” não é magia, nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é consequência. Nada mais que consequência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.

Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.

Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.

Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):

… “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance, cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” …

Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade, as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.

É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no “até o fim”, para que o “agora” tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.

Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.

Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.

O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois… bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.

Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!

Por Rosana Braga.

Vítima de mim

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 13/04/2011 by Joe

Complicamos porque queremos satisfazer nossas carências e aí começamos a dar um jeito, não ver certas coisas como são, misturar as estações e criar fantasias.

Nos escondemos atrás de uma máscara para satisfazer desejos e instintos.

Então o que era simples se complica… Só que aí nos negamos a ver a responsabilidade que temos e fica fácil culpar o destino ou as circunstâncias.

O nosso emocional cria ilusões, deturpa as nossas percepções e depois ficamos arranjando desculpas, porque o nosso bom senso se negou a ver as coisas como são.

Há situações que realmente não dependem de nós, mas isso não corresponde à maior parte das causas dos problemas que nos envolvemos.

Nos negamos a ver, ouvir e perceber como evitar que as coisas tomem o rumo que tomam, depois fica fácil sair por aí espalhando o quanto somos a vítima e não o algoz de nós mesmos.

Como se isso fosse resolver alguma coisa…

By Carlos Eduardo Bronzoni.

Para o resto de nossas vidas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/04/2011 by Joe

Existem coisas pequenas e grandes coisas que levaremos para o resto de nossas vidas. Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas. Depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou. Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência.

Provavelmente iremos pela vida afora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias e que deixou marcas.

Marcas … umas serão mais profundas, outras superficiais, porém todas com algum significado. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para outros talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.

Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um Natal, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo. Quem sabe uma amizade incomparável, um sol que foi alcançado após muita luta, algo que deixou de existir por puro fracasso.

Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo. Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós. Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objetivo do nosso amor. Outras ainda por terem nos magoado profundamente.

Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos. Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.

Pense sempre que hoje é só o começo de tudo isso. Que se houver algo errado, ainda está em tempo de ser mudado, e que o resto de nossas vidas, de certa forma, ainda está em nossas mãos.

Texto atribuído a Linartt Vieira.

Hipnotizando Maria

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , on 25/07/2010 by Joe

Livro: Hipnotizando Maria
By Richard Bach
Editora Integrare

Os maiores mistérios são aqueles cujas respostas encontram-se na frente de nossos olhos. As melhores soluções são aquelas que, de repente, nos damos conta que sempre soubemos a resposta. Criamos nossa própria realidade? Ou apenas nossas próprias aparências?

Do autor de Fernão Capelo Gaivota e Ilusões, Richard Bach nos presenteia com uma história de descobertas, compreensão e exploração de novos horizontes. A história de uma pessoa que enxerga à frente do que acreditamos, à frente de nossas percepções e descobre aquilo que realmente nos cerca .

Enquanto aborda o mesmo território de “O Segredo”, o livro de Richard Bach é ainda mais rico, levantando instigantes questões, atingindo uma perfeita harmonia.

A exemplo de Fernão Capelo Gaivota e Ilusões, nesta obra Richard Bach retorna às histórias simples que testam nossa imaginação e convidam o leitor a exercitar novas vivências. Com a perspectiva privilegiada de quem já atravessou vôos nada tranqüilos, Richard Bach nos brinda com uma história que possui o que se pode chamar de “capacidade inspiradora”, fonte de qualquer transformação no mundo.

By Joe.

As pessoas fazem a diferença

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/06/2010 by Joe

É comum nós falarmos que precisamos resolver este ou aquele problema. Na verdade, os problemas não existem. Ou melhor, os verdadeiros problemas são aqueles que estão dentro de nós e, às vezes, nem percebemos.

É o que ilustra a segunte história:

Um dirigente chegou cansado do trabalho e seu filho de seis anos o chamou para brincar. O pai, como precisava descansar, teve a ideia de recortar um mapa mundi e dar uma tarefa ao filho:

– “Quando você conseguir juntar todas as partes desse mapa, eu vou brincar com você”.

Para surpresa do pai, o filho concluiu a tarefa em poucos minutos. Ao ver que o menino havia realizado a tarefa rapidamente, o pai perguntou:

– “Como você conseguiu fazer isso?”

O garoto respondeu:

– “Foi fácil. Atrás do mapa tem a foto de um homem. Juntei as partes a partir dessa foto”.

A conclusão é a seguinte: para conseguirmos consertar o mundo e remover as dificuldades, devemos antes consertar os homens.

Precisamos aprender a vencer as dificuldades ou obstáculos que nos aparecem, sejam na vida pessoal ou profissional. Isto pode ser feito com estratégia, tática e execução eficazes.

Podemos imaginar que as dificuldades são colocadas diante de nós para que possamos vencê-las e crescer como pessoa. Que tal encarar as dificuldades como oportunidades? Alguns fazem o contrário: vêem as oportunidades como dificuldades.

A forma de perceber a vida com outros olhos faz uma grande diferença. Quanto mais questionarmos aquilo que pensamos ser real, mais nos aproximaremos da verdadeira realidade. Precisamos ter a consciência de que vivemos num mundo de ilusões e nossos órgãos do sentido podem nos enganar. A realidade que está na cabeça de cada um de nós é apenas a nossa realidade.

Alguém já viu um pássaro voar com apenas uma asa? Como, então, poderemos ser bem sucedidos sem usar os dois lados do cérebro? É comum conhecermos pessoas que são pura emoção. Outras são apenas razão.

Neste mundo atual de tanta complexidade, precisamos aprender a usar simultaneamente os dois lados do cérebro – direito (emoção), esquerdo (razão), de modo equilibrado. Temos que ter, ao mesmo tempo, visão sistêmica e holística.

O que hoje pode parecer impossível na nossa vida, é impossível, baseado no paradigma que vivemos. Se mudarmos o paradigma, isso se torna possível.

Na vida somos julgados por quatro coisas: pelo que fazemos; pelo que dizemos; pela aparência; e, pela forma como dizemos o que dizemos.

Ouvimos constantemente as pessoas falarem em sustentabilidade, combate às drogas, segurança, saúde, educação. Tudo isto somente terá as dificuldades resolvidas, ou minimizadas, quando trabalharmos quatro coisas: eficácia pessoal, eficácia interpessoal, eficácia gerencial e eficácia organizacional. Este deve ser o ponto de partida para alcançar melhores resultados.

São as pessoas que fazem as diferenças.

By Edinaldo Marques, professor, palestrante e consultor pós-graduado com mestrado em Administração.

Drª. Rita Levi Montalcini

Posted in Ciência with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/06/2010 by Joe

A Dra. Rita Levi Montalcini recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 23 anos, quando tinha 77! Ela nasceu em Turím, Itália, em 1909 e obteve o título de Medicina na especialidade de Neurocirurgia.

Por causa de sua ascendência judia se viu obrigada a deixar a Itália um pouco antes do começo da II Guerra Mundial. Foi para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington, em San Louis.

Em 1951 veio ao Brasil para realizar experiências de culturas em vidro no Instituto de Biofísica da Universidade do Rio de Janeiro, onde, em Dezembro do mesmo ano, a pesquisadora conseguiu identificar o fator de crescimento das células nervosas (Nerve Growth Factor, conhecido como NGF). Esta descoberta lhe valeu, em 1986, o Prêmio Nobel para a Medicina, junto com Stanley Cohen.

Leiam a entrevista dela, dada em 22/12/2005:

– Como vai celebrar seus 100 anos?
– Ah, não sei se viverei até lá, e além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia!

– E o que a senhora faz?
– Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas para que estudem e prosperem … elas e seus países. E continuo investigando, continuo pensando.

– E como está seu cérebro?
– Igual quando tinha 20 anos! Não noto diferença em ilusões nem em capacidade. Amanhã vôo para um congresso médico.

– Mas terá algum limite genético ?
– Não. Meu cérebro vai ter um século… mas não conhece a senilidade. O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!

– Como a senhora faz isso?
– Possuímos grande plasticidade neural. Ainda quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!

– Como faço isso?
– Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo; faça ele trabalhar e ele nunca se degenerará.

– E viverei mais anos?
– Viverá melhor os anos que tiver para viver, é isso o que interessa. A chave é manter curiosidades, empenho, ter paixões….

– A sua foi a investigação cientifica…
– Sim e segue sendo.

– Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso…
– Sim, em 1942: dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida sua validade e, em 1986, me deram o prêmio por isso.

– Como foi que uma garota italiana dos anos vinte converteu-se em neurocientista?
– Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe… E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.

– Seu pai ficou magoado?
– Sim, mas eu não tive uma infância feliz: sentia-me feia, tonta e pouca coisa… Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu me sentia tão inferior…

– Vejo que isso foi um estímulo…
– Meu estímulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava na África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar os que sofriam, esse era meu grande sonho!

– E a senhora tem realizado… com sua ciência.
– E, hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos países islâmicos, por exemplo, além de outras coisas.

– A religião freia o desenvolvimento cognitivo?
– A religião marginaliza muitas vêzes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão tentando corrigir essa posição.

– Existem diferenças entre os cérebros do homem e da mulher?
– Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não têm diferença alguma.

– Por que ainda existem poucas cientistas?
– Não é assim! Muitos descobrimentos científicos atribuídos a homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.

– É verdade?
– A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, tem mais mulheres que homens na investigação científica: as herdeiras de Hipatia!

– A sábia Alexandrina do século IV…
– Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela foi. Claro, o mundo tem melhorado algo…

– Ninguém tem tentado assassinar a senhora…
– Durante o fascismo, Mussolini quis imitar Hitler na perseguição aos judeus… e tive que me ocultar por um tempo. Mas não deixei de investigar: tinha meu laboratório em meu quarto… E descobri a apoptose, que é a morte programada das células!

– Por que é tão grande o número de judeus entre cientistas e intelectuais?
– A exclusão estimula, entre os judeus, os trabalhos intelectivos e intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade que tem muitos judeus entre os prêmios Nobel…

– Como a senhora explica a loucura nazista?
– Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o intelectual. Conduziram emoções, não razões!

– Isto está acontecendo agora?
– Porque você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?

– A ideologia é emoção, é sem razão?
– A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós não. E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos: discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!

– A senhora nunca se casou ou teve filhos?
– Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada pela sua beleza que decidi dedicar todo meu tempo, minha vida!

– Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência senil?
– Curar… O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas essas enfermidades.

– Qual é hoje seu grande sonho?
– Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade cognitiva de nossos cérebros.

– Quando deixou de sentir-se feia?
– Ainda estou consciente de minhas limitações!

– O que tem sido o melhor da sua vida?
– Ajudar aos demais.

– O que a senhora faria hoje se tivesse 20 anos?
– Mas eu estou fazendo!!!!

By Joe.

Aprendendo a pedir

Posted in Inspiração with tags , , , on 18/12/2009 by Joe

Rafi, um jovem, resolveu isolar-se nas montanhas para trabalhar melhor o medo que ainda sentia das criações do seu próprio ego.

Quando lá chegou, um Velho sorridente o recebeu:

– Sejas bem vindo, Filho!

Rafi então perguntou:

– O que fazes aqui?

E o Velho respondeu:

– Vim para realizar qualquer pedido que me faças. E seja muito preciso, pois terás direito apenas a um pedido.

Rafi aceitou a proposta do Velho e fez o seu pedido:

– Desejo nunca mais sentir medo de nada!

E o Velho disse:

– Que assim seja!

E quando Rafi voltou-se para o velho, este havia sumido.

Anoiteceu e Rafi começou a sentir muito medo dos sons que vinham da mata. Por mais que tentasse manter-se relaxado e meditativo, não conseguia. O medo o tomava cada vez mais. Em todos os cantos da montanha ele percebia inúmeros perigos e começou a gritar por socorro. Sentia um medo enorme pairando em seu ser, ao ponto de entrar em pânico.

De repente, o Velho apareceu na sua frente.

– Por que estás a gritar, Rafi?

– Ora, pedi que ficasse livre de todos os medos e o que eu mais sinto neste momento é exatamente o oposto. Não atendestes ao meu pedido.

E então o Velho lhe disse:

– Quando pedes, deves saber que nada desaparece ou aparece por si mesmo. Para estar livre do medo, deves trabalhar com o medo. Deves encará-lo de frente, conhecer sua natureza frágil e ilusória. Só assim, mostrando tua determinação em aprender, é que dissipas as maiores ilusões criadas por ti mesmo.

“Quando sentires falta de alguma coisa que ainda não tens, não precisas entristecer-te. Se esta mesma coisa possuir valor para ti, recolha teu ser no mais absoluto silêncio e pede. Mas pede exatamente como queres. Pois, em muito dos teus pedidos ainda desconheces as conseqüências que acompanham cada um deles. Teus pedidos nunca vêm sozinhos. Tens que estar ciente que, para receber o que pediste, deves estar preparado para também receber os meios pelos quais eles podem ser realizados.

E será que tu estás preparado para passar por estes meios?”

Autoria desconhecida.

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