Arquivo para Hipocrisia

Aprendiz

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Elis Rejane Busanello 1

Eu não sabia, mas antes do câncer, eu já estava doente. Porém, duas doenças me limitaram mais do que a quimioterapia e a cirurgia. Os nomes delas são “Não Posso” e “Não Consigo”.

Quando eu estava atacada pelo vírus “Não posso”, eu dizia e agia assim:

– “Não posso tirar foto de lado… porque meu nariz e queixo são pontudos”.

– “Não posso usar saia curta… porque meus joelhos são muito grossos”.

– “Não posso sorrir muito em foto… porque meu bigode chinês aparece”.

– “Não posso andar de avião… porque tenho medo”.

– “Não posso ter plantas em casa… porque não sei cuidar”.

E assim eu permanecia, doente de mim mesma!

Quando eu estava atacada pelo vírus “Não consigo”, eu dizia e agia assim:

– “Não consigo ficar bem nas fotos… porque sempre arregalo os olhos”.

– “Não consigo posar para fotos… porque tenho vergonha”.

– “Não consigo sorrir pra valer… porque meus dentes não são bonitos”.

– “Não consigo ler livros… porque me dão sono”.

– “Não consigo fazer caridade regularmente… porque não tenho tempo”.

E assim eu seguia, impondo-me limites…

Quantas vezes reclamei da oleosidade do meu cabelo, do quanto ele era fino e pesado. A escova não durava nada! Fiz até permanente para dar volume, fiquei parecendo um poodle.

Hoje, depois de encarar a doença, cheguei à conclusão que o câncer mata muita coisa realmente, entre elas, preguiça, vergonha, solidão, hipocrisia, medos, futilidades, culpas, limitações, radicalismos, carência, dependências, autocrítica, intolerância, baixa autoestima e muito mais!

Nesse processo, conheci estas frases e elas definem o que acredito hoje:

“O que somos é um presente de Deus. O que nos tornamos é o nosso presente para ele”.

“Não aprendi a voar. Isto é para os pássaros. Mas aprendi a me sentir como se estivesse voando”.

“Descobri que a gente pode sorrir por fora e por dentro”.

“Ser diferente é muito diferente de ser esquisito, feio ou anormal”.

“O silêncio pode ser melhor do que mil palavras”.

“Conhecer a mim mesma é um aprendizado constante”.

“Existe mais beleza nos processos e nas atitudes do que nas formas”.

É certo que o câncer muda a vida da gente, porém, eu discordo que ele seja um presente. Ele é uma oportunidade! Mas até quando precisaremos dele para percebermos as belezas que existem em nós e à nossa volta?

“Viver
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz! “ (Gonzaguinha).

By Elis Rejane Busanello.

Verdadeiro aprendizado

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/08/2014 by Joe

Verdadeiro aprendizado

É hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer.

Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí.

O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que foi ou não vivido. Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos. O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor.

Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim.

Aprendi que ser CDF é ótimo. Eles são os que se dão melhor na vida.

Aprendi que ler é enriquecimento à nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar. E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico.

Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém.

Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizermos a alguém…

E que olhar torto para alguém não nos faz melhor.

Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia.

Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos.

Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias. E que os nossos pais são as pessoas com as quais a gente sonha ser igual.

Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal.

Aprendi que somos eternos errantes. Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.

By Ana Paula Zandoná.

Os 7 novos pecados capitais

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Os 7 novos pecados capitais

Quando a igreja decretou os 7 pecados capitais, a intenção era que isso servisse como um manual do comportamento humano. Por séculos a fio, isso tem servido de modelo para enquadrar o ser humano dentro de certos padrões morais e éticos, ditando o que é certo e o que é errado!

Mas o mundo girou muito desde então e esses pecados já não têm o mesmo peso e força sobre os seres humanos, seja porque foram banalizados ou porque os valores foram mudando e o que era fora dos padrões morais há séculos, não o é mais atualmente! Alguns até evoluíram e mudaram de time: a vaidade hoje é vista com bons olhos, onde o indivíduo se cuida para melhorar sua autoestima!

É preciso atualizar!

Pensando um pouco na forma como as pessoas se relacionam atualmente, listei o que poderíamos chamar de “Os novos pecados capitais da era moderna”! São eles: hipocrisia, prepotência, deselegância, inconsciência, mentira, desrespeito e fofoca! Sei que outros poderiam fazer parte desta lista, mas estes sete envolvem aquilo que mais está em mudança ultimamente: valores!

Hipocrisia: este pecado é o que mais se destaca na era moderna e aparece como uma espécie de transição entre os antigos valores e os novos. Muita gente critica os demais por agirem de uma determinada forma, sendo que, sempre que têm oportunidade, agem da mesma forma. Pergunto: você acha que aquelas duas pessoas do mesmo sexo que se amam na novela da noite é mais bizarro do que os crimes mostrados em detalhes na TV?

Prepotência: enquadram-se aqui aqueles indivíduos que, mesmo estando errados, colocam-se como se fossem os donos da verdade, acima da lei! Veja como alguns políticos reagiram perante a mídia quando condenados pelos crimes praticados, com aquele ar de superioridade, dando uma “banana” para o povo! Dúvida: quando alguém mostra que você está errado, mesmo assim você continua insistindo que está certo, que o mundo não te compreende?

Deselegância: hoje em dia é muito comum vermos pessoas arrogantes que, por estarem em posições de hierarquia superior no curral de suas funções, eximem-se de tratarem os hierarquicamente inferiores com educação, ou simplesmente, ignorando-os! Por falar nisso, hoje cedo você deu “bom dia” para o porteiro do edifício onde mora ou trabalha?

Inconsciência: este é um dos pecados modernos que mais avança entre as pessoas! É aquele pecado que “cega” as pessoas, impedindo-as de ver o que acontece ao seu redor, dentro de sua própria casa, na sua cidade ou no seu país! Diante de tanta coisa errada, mantém-se apáticos, adotando a posição do “isto não é comigo” e do “alguém vai resolver”. Também atinge aqueles que não perguntam os porquês das coisas, perpetuando, assim, crenças e valores ultrapassados! E você? Continua achando que certas coisas “sempre foram assim, meu pai e minha mãe me ensinaram desta forma” ou “eu sempre fui assim, não tem jeito”?

Mentira: o pecado que faz parte do dia-a-dia de muita gente! Mentem porque não são capazes de assumir suas responsabilidades; mentem porque preferem enganar os demais do que mostrar suas fraquezas; mentem porque já se acostumaram a viver uma vida de mentiras… Deixo uma proposta para você pensar: que tal contar ao seu marido (esposa, patrão, amigo, mãe, pai) aquele segredinho que você guarda a sete chaves!

Desrespeito: antigamente, entendíamos nossos pais com apenas um olhar. E os tratávamos com respeito, com educação, não porque os temíamos, mas sim, porque sabíamos que o respeito fazia parte da nossa educação. E, assim, esse respeito era automaticamente mostrado aos nossos professores, a todos com os quais nos relacionávamos. Não queimávamos índios, moradores de rua, nem falávamos palavrões dentro de casa, tratávamos nossos pais usando os pronomes de tratamento “senhor ou senhora” (será que ainda ensinam esses pronomes nas escolas?)! Este é um dos novos pecados que mais colabora para a violência dentro da sociedade!

Fofoca: ahhhh, a fofoca! Como ela pode fazer muito mal às pessoas! Aliás, faz mal a quem fofoca também. Talvez este pecado seja o mais pesado destes todos, pois quem fofoca se mostra, na maioria das vezes, hipócrita, prepotente, deselegante, mentiroso, desrespeitoso… Por que as pessoas tendem a fofocar aquilo que nem sabem se existe um fundo de verdade! Pura maldade!

By Joemir Rosa.

Crenças e valores

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Criando raízes

O homem é um ser social e, como tal, nasce, vive, cresce dentro de organizações sociais que foram sendo construídas ao longo dos séculos. E isso faz com que todos nós vivamos dentro de certos padrões onde pensamos da mesma forma, enxergamos as coisas sob os mesmos angulos.

Nascemos, crescemos, fazemos o que não gostamos na maior parte do tempo, envelhecemos, aposentamos e morremos! No meio disso tudo fazemos também uma série de coisas que nos são impostas como moldes, como modelos sociais: estudamos, casamos, temos filhos, cuidamos deles, eles crescem, estudam, se casam, vão embora, entramos em depressão, envelhecemos e morremos!

Mas aí eu pergunto: a vida é só isso mesmo? O que vocês acham? Será que esses modelos sociais, aos quais não temos direito de voto, têm de ser assim mesmo, não podem ser diferentes?

A maioria de nós aceita essa “filosofia” de vida como única existente, talvez imposta por uma força maior chamada “destino”, e nem pensa no assunto. E acaba passando isso para os filhos, estes para os netos e assim por diante. Essa “filosofia” é baseada em alguns elementos que adquirimos através da linguagem. Isto é, de tanto ouvir, passamos a acreditar que são verdadeiros e não podem ser mudados. Assim são formadas as nossa crenças, os nossos valores, através da nossas vivências, experiências, da nossa identidade, do ambiente em que vivemos!

Porém, se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, vamos continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obtivemos! Para se obter um resultado diferente é preciso fazer diferente! O primeiro passo é a conscientização! É perceber que as coisas não precisam ser da forma que têm sido até hoje! E ter consciência que podem mudar, que podem ser melhor!

O planeta está vivendo uma fase que eu chamo de “peneira”. Isso quer dizer que, ou as coisas mudam ou não passaremos pela peneira para uma nova fase. E isso vale para tudo: para a nossa vida pessoal, emocional, comercial, ambiental e espiritual!

As crenças que trazemos conosco desde que fomos gerados (e aí entram família, escola, igreja, sociedade, mídia) é que formam os nossos valores e a forma como vivemos. Se não nos conscientizarmos de que não é assim que queremos viver, não conseguiremos mudá-los! Até porque a maioria dessas crenças e valores estão em um nível inconsciente! Foram formadas quando ainda éramos crianças, sem noção e capacidade de julgamento!

Acho que todos se lembram, de frases que nossos avós e nossos pais diziam (ainda hoje ouvimos muitas outras) a respeito de uma série de aspectos de nossas vidas: saúde, dinheiro, ambiente, etc.:

– “Manga com leite faz mal!”

– “Pele negra não tem riscos de câncer de pele”

– “Homem não tem câncer de mama”

– “Comer e tomar banho mata!”

– “Dinheiro é sujo, não traz felicidade”

– “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu!”

– “Papai do céu castiga!”

E tantas outras frases que fizeram a nossa cabeça, quando crianças, e que agora norteiam, de forma inconsciente, a nossa vida adulta.

Pior que tudo isso são os efeitos advindos dessas crenças e valores, conflitos que vão se manifestar 30, 40, 50 anos depois, quando as pessoas começam a perceber – ou não! – que muitos de nós trazemos problemas de saúde, de relacionamentos, de conquistas, de dinheiro, tudo em função dessas crenças que nos foram impostas durante a vida!

E sabem qual é o nosso maior inimigo? A nossa própria mente! Na verdade, é tudo que está contido na nossa mente, proveniente dessas crenças e valores que trazemos.

Na área de saúde, por exemplo, eu costumo dizer que doenças não existem! Vamos nos desequilibrando energeticamente ao longo de um tempo e, um dia, isso acaba afetando o elo mais fraco da nossa corrente. Para uns é estômago, para outros é pulmão, outros, ainda, é o coração e assim por diante. É a somatização desses desequilíbrios. E olha quantas crenças nos foram impostas nessa área!

Na área financeira é pior ainda! Cansamos de ouvir afirmações a vida inteira sobre dinheiro, como eu citei acima: “Dinheiro é sujo, não traz felicidade”; “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu”; “Vai lavar a mão, menino, você pegou em dinheiro”… e assim por diante! Crenças baseadas na ignorância, na falta de cultura!

O dinheiro, assim como outros objetos não são bons e nem ruins. Tudo depende do uso que fazemos dele. Uma corda serve para salvar uma pessoa que está numa enxurrada, por exemplo, mas também serve para enforcar. Uma faca serve para passarmos a manteiga no pão, mas também serve para apunhalar. Da mesma forma, o dinheiro serve para o bem ou para o mal. Somos nós quem decidimos o que fazer com ele!

No capítulo ambiental é pior ainda! Acreditamos no fim do mundo, como se o mundo fosse o planeta! As pessoas não têm noção da real dimensão do planeta e vivem falando em fim de mundo, destruição total… O que pode acontecer é a extinção da raça humana e animal do planeta (coisa que já aconteceu há milhões de anos com a queda de um meteoro em nosso planeta). Mas o planeta Terra, mesmo que leve milhões e milhões de anos, vai se recuperar de toda e qualquer forma de destruição que provocarmos ou de outra origem.

Na área de relacionamentos a gente ainda ve algumas coisas que não parecem impossíveis! Relações baseadas em dominação, em jogos de poder, de sedução, a falsidade e a hipocrisia imperando. E tudo porque existem crenças medievais que ainda comandam a cabeça das pessoas, crenças machistas.

E assim por diante em todas as áreas do ser humano. Tudo é baseado em crenças e valores! Por isso a necessidade de nos conscientizarmos! Somente com a conscientização é que podemos mudar nossas crenças e nossos valores!

Mas como se dá esse processo de conscientização?

Somente através da percepção do incômodo é que podemos começar a nos dar conta disso! Veja o que tem incomodado você em cada setor da sua vida! Porque muita gente vive uma vida inteira incomodada com uma situação e não faz nada pra mudar, justamente porque existe a crença de que “é assim mesmo!”, ou “não tem jeito, eu nasci assim!” (síndrome de Gabriela), ou ainda “ele (ela) não vai mudar nessa idade”!

Outra coisa que precisamos mudar dentro de nós é em relação aos nossos sonhos e desejos! Não aceitarmos migalhas, não sonharmos pequeno, não vivermos com pouco, sonharmos sempre alto, grande!

Vou deixar uma pergunta para reflexão:

– “Se você pudesse recomeçar sua vida, o que você faria?”

Então, eu digo que você ainda pode mudar sua vida, pode transformá-la e chegar bem próximo daquilo que você faria se pudesse vivê-la novamente!

Precisamos mudar todo um sistema de crenças e valores e tomar o máximo cuidado para não passá-lo adiante também! É hora de mudarmos nossa consciência para vivermos um mundo melhor, para termos um futuro com mais qualidade de vida!

É hora de darmos um basta na ganância, no poder, na vaidade, na inveja. Não vamos levar nada material deste mundo. Se pararmos para pensar, nem aqui somos donos dos bens materiais. Apenas tomamos conta deles enquanto estamos nesta vida! O que vamos levar são as experiências vividas, as coisas boas que experienciarmos aqui.

Neste dia de reflexão, façamos uma análise sobre nossas próprias vidas… enquanto ainda estamos vivos e com tempo para vivermos dias melhores!

Vá viver a sua vida… e não a que os outros impuseram para você!

By Joemir Rosa.

Não seja de vidro

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O melindre costuma causar estragos nas relações humanas. Por excesso de sensibilidade, amizades são rompidas e grupos se desfazem.

A pessoa melindrosa ofende-se com muita facilidade. Ela identifica intenções ofensivas nas coisas mais banais. Uma simples brincadeira ou uma palavra mal escolhida podem fazê-la sentir-se gravemente ofendida. Uma criatura tão delicada, fica sempre atenta aos atos e dizeres dos outros. Se encontra qualquer coisa remotamente parecida com uma crítica, melindra-se.

Esse modo específico de sentir revela uma grande vaidade. O melindroso imagina-se o centro das atenções aonde quer que vá. Acredita que os outros se preocupam em excesso com ele. Justamente por isso, pensa que tudo o que é feito ou dito à sua volta refere-se à sua pessoa.

E a realidade é que os homens gastam muito pouco tempo preocupando-se de forma definida com seus semelhantes. Cada qual tem sua vida e seus problemas. Salvo se você for uma sumidade em determinada área, provavelmente os que o rodeiam não se ocupam particularmente com seus atos. Fora de seu grupo familiar, raramente alguém se detém para esmiuçar seu proceder. E quando o faz, é por breve tempo.

Não se imagine o centro do mundo. Os outros não falam ou agem com o firme propósito de ofendê-lo. Eles nem pensam muito em você. Não seja de vidro no trato com os semelhantes. Não veja ofensas onde elas não existem. Preocupe-se com a essência das coisas.

O corre-corre do mundo moderno nem sempre permite que tudo seja dito ou feito com a suavidade desejável. Certamente você também não pensa inúmeras vezes em cada palavra que diz. E, igualmente, não pauta sua vida pelo interesse de atingir os que o rodeiam. Muitos de seus atos e palavras podem ser mal interpretados.

Ocorre que quem procura razão para sentir-se ofendido, certamente encontrará. Trata-se principalmente de um estado de espírito. Conscientize-se dessa realidade. Não se imagine mais importante do que na realidade é. Viva com leveza e simplicidade. Se alguém criticar algo que você tenha feito, não se ofenda. Não torne tudo pessoal. A crítica nem sempre é destrutiva.

Aceite que você às vezes falha. As observações dos amigos podem auxiliá-lo a ser melhor. Procure tolerar sem melindre, mesmo alguma observação maliciosa a seu respeito.

Em um ambiente descontraído, com frequência alguém é motivo de piadas. Trata-se de uma dinâmica especial de certos locais. E a intenção raramente é ofender. Tanto é assim que se altera constantemente o alvo da troça. É necessário que os participantes de um grupo ou meio social tenham liberdade uns com os outros. Evidentemente, há limites para tudo. Mas sem uma certa dose de sinceridade e espontaneidade, resta somente a formalidade e a hipocrisia.

Em um clima hipócrita nada de real se cria e ninguém se sente seguro e à vontade. Assim, seja leve em seu viver. Não se ofenda a todo instante, por tudo e por nada. Isso apenas o isolará de seus semelhantes, sem qualquer resultado útil.

Pense nisso.

Desconheço a autoria.

A respeito das deficiências…

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/04/2012 by Joe

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético é quem não consegue ser doce.

Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois miseráveis são todos os que não conseguem falar com Deus!

By Professora Renata Vilella (texto erroneamente atribuído a Mario Quintana).

A moral da hipocrisia humana

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/03/2012 by Joe

Refletindo sobre a moralidade que reina nas sociedades e suas constantes alterações com o tempo, só consigo chegar a uma única conclusão: a sociedade esconde suas hipocrisias atrás da máscara da moralidade!

Quando voltamos em qualquer parte do tempo passado e construímos uma ponte comparativa com os dias atuais, notamos como os conceitos morais foram alterados e como as pessoas passaram a aceitar moralmente o que antes era tido como imoral.

Alguns justificariam tais mudanças dizendo ser isto consequência da evolução humana, outros poderiam dizer que faz parte do amadurecimento da sociedade quebrar determinadas regras, enfim, sempre haveria uma desculpa para justificar tais alterações. Mas será que eu encontraria alguém que dissesse: isto é apenas uma nova maquiagem na velha máscara que cada um de nós carrega?

Poderia aqui selecionar centenas, milhares de fatos que aconteceram no mundo e que, com o tempo, sofreram alterações no padrão do conceito moral de alguma forma. Mas não precisaria fazer tal coisa, uma vez que basta identificar um, percebendo-se, assim, a mesmice da essência em todos os outros.

Você já ouviu falar de uma época em que a palavra de um homem valia mais do que qualquer documento assinado? Desonestidade era imoral. Mas como os tempos mudaram!Perceba o maldito jeitinho brasileiro e contemple as várias ações da nossa política nacional. Hoje não há tanta aversão à desonestidade; o conformismo naturalista se instaurou e a grande maioria das pessoas passaram a assistir a isto como algo normal e não como algo ofensivo, abusivo, ilegal, prejudicial… por fim, imoral!

O catolicismo que, antes, associou-se, corretamente moral, com o nazismo de Hitler, hoje faz discursos para que haja paz entre judeus e palestinos. As regras de conduta moral são estabelecidas através de Concílios, dogmas ou até mesmo um jornalzinho em que, moralmente, alteram a lista dos chamados pecados capitais. Mas e as questões como castidade e pobreza dos padres que contrasta com a riqueza bilionária da Igreja Romana; o homossexualismo e a pedofilia que acontecem atrás das sacristias, nas casas paroquiais ou em pequenas cidades na quais estes líderes religiosos são tidos como deuses?

E por falar em pedofilia, lembra da época em que era moralmente correto colocar crianças nos filmes medíocres das pornochanchadas brasileiros? Pouquíssimo tempo depois uma das atrizes pornô da época e que contracenou em cenas de sexo com um garotinho foi elevada, moralmente, pela sociedade da época como a Rainha dos Baixinhos e se transformou na apresentadora infantil de maior sucesso no país até hoje.

E o que dizer da sociedade atual que, moralmente, não admite que um adulto (ser humano maior que 18 anos) pratique sexo ou atos de atentado ao pudor com menores de idade (ser humano menor que 18 anos)? No entanto, as crianças de 11, 12, 13, 14 anos de idade agarram-se uma às outras com toda a veemência do início da puberdade e ainda são embaladas pelas músicas de funk, moralmente aprovada por seus pais e que só tratam de temas de conteúdo sexual no mais baixo nível.

O protestantismo aceitou a moralidade de transformar seus líderes religiosos em deuses, em milionários, em bilionários, em assumirem a posição de cabeça e não de cauda, utilizando-se de deturpações do Evangelho para se posicionarem como seres moralmente melhores que os demais mortais da Terra.

E bispos vão parar em prisões estrangeiras, deputados-pastores são denunciados por pistolagem, casas de milhões de dólares se erguem em tempo recorde a fim de abrigarem os desejos egocêntricos e tudoisso, e muito mais, é moralmente aceito por pessoas chamadas de ovelhas.

E a imoralidade do homossexualismo de épocas atrás deu lugar a uma moral em forma de passeata, de festa com arco-íris e de toda sorte de desejos que, moralmente falando, vão adentrando TVs, jornais, revistas, propagandas, seriados, filmes e todo tipo de meios de comunicação de massa. O imoral libertino é hoje o moralmente compreendido por uma sociedade que, de tempos em tempos, altera valores.

E poderia aqui dizer dos conceitos morais de certos pais dados a seus filhos quanto à drogas, cigarros, bebidas e tantas outras coisas, mas que são realizados moralmente por eles mesmos numa educação ditatorial do tipo faça o que falo, mas não o que faço…

E, assim, como diria Renato Russo, todos vão fingindo viver decentemente.

Enquanto as pessoas carregarem a moral como regra de conduta de vida, as sociedades permanecerão sendo hipócritas e as pessoas continuarão enganando a si próprias.

A conscientização sempre foi o melhor caminho. Valores que se estabelecem na vida e para a vida como lucidez de mente, onde sou sempre quem sou, independente do lugar onde estou. Onde não preciso esconder o que fui porque simplesmente já fui. Onde não é a moda ou algum programa idiota da TV que me passa informações sobre como devo vestir ou como me comportar.

A ignorância é vizinha da maldade, já dizia um provérbio árabe, e assim a coletivização da mente é mais fácil de ser controlada. A inércia mental produz zumbis culturais e seres hipócritas que se escondem atrás da máscara da moralidade, que de tempos em tempos, arrumam a maquiagem com o simples propósito de mostrarem a face asquerosa de perversidades, de egoísmos, de vaidades, de presunções, com uma aparência mais bela e com um poder de persuasão maior.

Sempre temos mais de uma opção para escolher, mas infelizmente a grande maioria escolhe a mais cômoda e não a mais conscientemente correta. Enquanto muitos adotarem a regra de não serem quem realmente são, a moral permanecerá sendo o caminho a ser seguido, o deus a ser adorado e, de quando em quando, um demônio imoral será canonizado em santo moral e muitos vão viver achando ser normal a normalidade moral da hipocrisia mental de cada um de nós.

By Riva Moutinho, no site WebArtigos.com.

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