Arquivo para Grécia

A arte de ser feliz

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Na Grécia antiga, quase todas as esculturas eram feitas em bronze ou em mármore.

Os mestres se dividiam segundo suas preferências, mas era tamanho o seu talento que, fosse com pedra, fosse com metal, nunca deixaram de produzir obras-primas de qualidade, habituando o povo grego ao convívio diário com a arte e a beleza.

Os que esculpiam o mármore, contudo, tinham uma superioridade natural sobre todos os demais. Para fazer uma estátua, o artista do bronze construía com sarrafos uma figura humana, com pernas e braços estilizados, e ia “vestindo” esse esqueleto com argila até produzir uma versão acabada da obra que imaginara, de onde então sairia o molde necessário para a fundição definitiva.

Seu trabalho, semelhante ao dos pintores, era acrescentar camada por camada até atingir a forma pretendida – exatamente o inverso, portanto, do caminho seguido pelo artista do mármore, que precisava libertar, lasca após lasca, a forma que estava encerrada dentro da pedra.

Essa mesma ideia foi defendida, muitos séculos depois, por Michelângelo, gênio do Renascimento: “há uma escultura escondida dentro de cada bloco de mármore; para que ela possa vir à luz, o artista só precisa, com paciência e delicadeza, eliminar aquilo que está sobrando”.

“Pois isso que o artista faz com o mármore,” dizia Epicuro, “nós deveríamos fazer com nós mesmos.”

Como essas formas que jazem à espera da mão que as liberte, vivemos encerrados no duro granito das convenções vazias, dos desejos irrealizados e das esperanças enganadoras.

“O sábio deve esculpir sua própria estátua” é um preceito que nunca esteve tão atual quanto agora, neste mundo de puro consumo e aparência. E não se trata de louvar a renúncia e o sacrifício, mas de valorizar, com alegria, aquilo que realmente importa, ou, como disse outro sábio, “não é que eu deva me conformar com pouco, mas sim, se eu não tiver muito, que este pouco me baste”.

Adeptos desse princípio, poetas e filósofos deixaram suas receitas pessoais para uma vida feliz, todas muito parecidas: uma casa cômoda, fresca no verão, aquecida no inverno; a saúde, o bom tempo, a chuva generosa – lá fora; as flores na janela, as frutas da estação, a mesa farta, com sabores simples e sinceros; a mente em paz, o sono tranquilo ao lado de quem se ama; o olhar límpido das crianças; alguns amigos, com alma semelhante à nossa; o sossego, na companhia de muitos livros e de muita música.

Não esperar nada dos poderosos; querer ser o que se é, e não preferir nada mais; não temer o fim, nem desejar que ele chegue; aprender, em suma, a saborear o puro prazer de existir – isso é viver.

By Claudio Moreno.

Cheesecake

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/11/2014 by Joe

Cheesecake de limão

O cheesecake é, sem dúvida alguma, uma das mais adoradas sobremesas que existe!

Quem pensa que esse “bolo de queijo”, preparado a partir de bolachas com recheios à base de queijo e ovos, com cobertura de frutas, é uma sobremesa da era moderna inventada pelos norte-americanos, engana-se redondamente. Ela é bem mais antiga do que imaginamos.

Pesquisas e relatos históricos nos mostram indícios de que o cheesecake já era servido na Grécia antiga, durante os Jogos Olímpicos na Ilha de Delos, em 776 a.C. Naquela época, a receita era preparada com farinha de trigo, mel e queijo que eram misturados e formavam um bolo que era cozido, ou seja, muito diferente das receitas que preparamos hoje.

Posteriormente, quando os romanos conquistaram a Grécia, a receita foi levada e os romanos passaram a oferecer a iguaria aos deuses quando estes estavam irritados. Naquela época era chamada de “libum”. Com a expansão do império romano, a receita foi levada para quase todo o continente europeu. Em cada país, elas foram sendo adaptadas ao gosto, aos ingredientes locais e costumes alimentares.

Assim, o tempo foi passando e as receitas foram se mesclando e chegaram até os nossos dias, passando pelos velhos cadernos de receitas de nossas avós!

O principal ingrediente do cheesecake, óbvio, é o queijo. Numa busca rápida pela internet, descobrimos que vários tipos de queijos são usados no seu preparo: queijos cremosos, cottage, ricota e outros tipos menos conhecidos em terras tupiniquins. Por aqui, o queijo mais utilizado é o cremoso (cream-cheese).

Conta a história que, lá pelo final do século XIX, um leiteiro americano estava tentando recriar o famoso queijo francês NeufChateau e, não conseguindo, acabou criando o queijo cremoso, que acabou se tornando o ingrediente base do cheesecake. A partir da década de 70, a sobremesa se popularizou nos Estados Unidos, principalmente em Nova Iorque, onde até hoje é uma das sobremesas favoritas por lá.

Como sempre comento por aqui, centenas ou milhares de receitas e variações na sua preparação. A receita de hoje tem a massa básica de queijo – sua base crocante – e uma cobertura que não descaracteriza o delicioso sabor de queijo!

Antes, porém, existem algumas dicas importantes a serem observadas e seguidas que devem ser levados à risca para a perfeita elaboração do cheesecake:

– O queijo deve ser retirado da geladeira com pelo menos 1 hora de antecedência, para que sua textura fique bem macia, de fácil manuseio. Tente utilizar o melhor queijo que puder encontrar, pois ele é a alma da receita. Quando levar à batedeira, faça-o por, pelo menos, 10 minutos, a fim de homogeneizar o creme. Quanto mais macio e liso, melhor o resultado.

– O forno é um outro detalhe importante. Como a estrutura do bolo é dada pelos ovos que são acrescentados à massa, uma temperatura muito alta de forno fará com que as proteínas das gemas e claras se coagulem muito rapidamente, fazendo com que a textura fique dura e granulada. O ideal é assá-lo em forno muito baixo e a seco (100°C), ou a 160°C em banho-maria. Se você tiver tempo, tente assar a 100°C. Vai demorar umas 4 horas, mas o resultado é surpreendente.

– Não abra a porta do forno enquanto o bolo assa. O vapor criado pelos líquidos da massa e/ou do banho-maria vão escapar e a superfície do bolo vai rachar.

– O cheesecake estará pronto quando parecer firme, porém ainda balançar ligeiramente no centro. Não deixe que fique totalmente firme no forno. Se isso acontecer, quando o cheesecake esfriar e contrair vai rachar bem no meio.

Cheesecake de limão

Ingredientes

Base

1 pacote de bolacha maizena
75 g de manteiga

Recheio

150 g de açúcar
600 g de cream-cheese
1 colher (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de suco de limão
3 ovos
100g de creme de leite
gotas de essência de baunilha a gosto
raspas de limão a gosto

Creme de limão

100g de chocolate branco
100g de creme de leite
suco de 1 limão
raspas de limão para decorar

Modo de preparo

Triture a bolacha maizena e reserve. Derreta a manteiga no microondas e junte à farinha da bolacha, mexendo bem até formar uma massa consistente. Em uma forma de fundo falso, unte a base com manteiga e papel manteiga e coloque a massa de bolacha, apertando com as mãos no fundo e nas laterais. Coloque no refrigerador por 10 minutos.

Enquanto isso, na batedeira, coloque o cream-cheese e o açúcar e bata em velocidade média até a mistura ficar homogênea e cremosa. Acrescente o creme de leite e a farinha de trigo e bata até misturar bem. Acrescente os ovos, um de cada vez, e bata até que cada um seja completamente incorporado. Por último, acrescente as gotinhas de baunilha, o suco e as raspas de limão.

Acenda o forno e deixe pré-aquecer a 180º C. Distribua o recheio na forma que ficou na geladeira e bata levemente a forma sobre uma superfície para eliminar as bolinhas de ar. Leve ao forno por, aproximadamente, 45 minutos, em banho maria, ou até que o recheio esteja firme no centro. Tire do forno e deixe esfriar. Leve ao refrigerador por, pelo menos, 8 horas para adquirir consistência.

Para fazer a calda, basta derreter o chocolate branco em banho maria e misturar com o creme de leite ate formar um creme encorpado. Misture com o suco de limão e coloque sobre o cheesecake gelado. Decore com as raspas de limão ou com fatias de limão.

By Joemir Rosa.

Caldinho de feijão especial

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 03/05/2014 by Joe

Caldinho de feijão

Mais um final de semana de frio e aquela ideia de reunir os amigos para jogar Tranca e curtir um bom papo pode ser a melhor pedida!

A primeira coisa que nos vem à mente é pedir umas pizzas, ou então, preparar alguns salgadinhos que caem bem com qualquer tempo.

Mas, por que não variar um pouco esse cardápio e experimentar um delicioso caldinho de feijão, bem quentinho e nutritivo?

Todos sabemos que os feijão é um alimento bem rico em nutrientes (potássio, fósforo e cálcio), proteínas vegetais e, principalmente, em ferro. Possui uma grande quantidade de fibras (para cada 100 gr de feijão temos, em média, 19 gramas de fibras) e sua produção está presente o ano inteiro.

Sua origem remonta a milhares de anos, cultivado pelo homem, por volta de 7.000 a.C. na região da Mesopotâmia. Achados arqueológicos que remontam a 10.000 a.C. nos dão conta que a origem da planta e domesticação seria na América do Sul, mas especificamente, no Peru. Dali teria sua cultura sido disseminada para o norte do continente. Algumas variedades secundárias também foram encontradas na Ásia, África e Europa.

A importância do feijão na alimentação humana é comprovada em relatos que remontam aos primeiros registros históricos de que se tem notícia. O feijoeiro era cultivado no Antigo Egito e na Grécia, onde recebiam cultos em sua homenagem, por serem considerados símbolo da vida. Já os antigos romanos usavam o feijão em suas festas e até mesmo como forma de pagamento para apostas.

Grande número de estudiosos atribui a disseminação dos feijoeiros pelo mundo às grandes guerras, pois o feijão era de fundamental importância na dieta dos guerreiros. As grandes explorações ajudaram a disseminar estes hábitos alimentares, levando a cultura do feijoeiro para as mais diversas partes do mundo.

A título de informação, o Brasil é o maior produtor de feijão do mundo, sendo o estado de Minas Gerais responsável por 15% da produção total.

Conhecidas a origem e história dessa semente, vamos à receita deste sábado!

Caldinho de feijão especial

Ingredientes

1 kg de feijão carioquinha
4 folhas de louro
1 cebola grande picada
1 cabeça pequena de alho amassado
azeite a gosto
500 gr de bacon
1 queijo minas (mais ou menos 500 gr)
1 lata de molho de tomate
1 maço de cheiro verde
pimenta calabresa a gosto
sal a gosto

Modo de preparo

Lave bem os feijões e deixe de molho em água filtrada por umas duas horas. Depois desse período, cozinhe o feijão com as folhas de louro na panela de pressão por uns 30 minutos.

Numa panela grande, refogue a cebola e o alho no azeite e, em seguida, o feijão. Acrescente o molho de tomate e misture bem. Em seguida, bata tudo no liquidificador e volte ao fogo para engrossar. Coloque a pimenta calabresa e acerte o sal, com cuidado para não salgar. Lembre-se que ainda faltam o bacon e o queijo minas.

Separadamente, pique o cheiro verde, o bacon e o queijo em cubinhos. Frite bem o bacon em uma panela em separado e depois coloque em um prato forrado com papel-toalha para que fique bem sequinho.

Coloque o queijo em cubinhos, juntamente com o bacon frito, em cumbuquinhas individuais. Jogue o caldo quente por cima. Por último, o cheiro verde. Sirva em seguida. O queijo irá derreter um pouco e o caldo ficará muito saboroso!

Sirva com torradas preparadas com azeite e alho (esfregue dentes de alho e pincele azeite de oliva antes de levar ao forno).

By Joemir Rosa.

Ovo de Páscoa recheado de travessa

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Ovo de Páscoa de travessa

Muita gente comemora a Páscoa, mas ainda tem os que desconhecem o significado e a história dessa data.

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como paska. Porém, sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo pessach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas, os historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores.

Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estavam ligados à maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

Já entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde, liderados por Moisés, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus preparam e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não havia tempo para fermentar o pão.

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo, quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo. O festejo era realizado no domingo seguinte à lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

Já a figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Pronto! Entendido o significado da data, vamos à receita de hoje. Nem me atrevi a postar uma receita de ovos de Páscoa, dada a grande variedade de ovos produzidos pelas grandes empresas, com recheios ou sem, com surpresas ou vazios, etc e tal.

Então, optei por uma receita mais fácil de preparar e resolvi experimentar. Gostei do resultado final, cremoso, saboroso…

Bom, anotem, preparem, curtam esta delícia de sobremesa! Afinal, a história não contou, mas… Páscoa é sinônimo de chocolate!!!

Ovo de Páscoa recheado de travessa

Ingredientes

3 latas de leite condensado
2 colheres (sopa) de maizena
2 latas de leite (use a lata de leite condensado vazia para medir)
6 gemas
1/2 colher (sopa) de essência de baunilha
400 g de creme de leite
2 xícaras (chá) de chocolate amargo picado (ou meio amargo, se preferir)
1/2 xícara (chá) de castanha de caju picada
2 xícaras (chá) de chocolate ao leite picado

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o leite condensado, a maizena dissolvida no leite, as gemas e leve ao fogo médio, mexendo até engrossar. Desligue e acrescente a essência de baunilha. Misture bem e deixe esfriar. Depois, misture bem o creme de leite. Separe 1/3 da mistura e reserve. No creme restante, misture o chocolate amargo derretido, preparando, assim, um creme de chocolate.

Em um refratário médio (de preferência, oval para dar o formato do ovo), coloque metade do creme de chocolate no fundo. Leve ao congelador por 15 minutos, retire e cubra com o creme branco. Distribua a castanha de caju por cima e volte por mais 15 minutos ao congelador. Depois desse tempo, cubra com o creme de chocolate restante, exatamente como está na foto.

Para finalizar, derreta o chocolate ao leite e espalhe sobre o creme. Leve à geladeira por 2 horas antes de servir.

By Joemir Rosa.

O Silêncio das Montanhas

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/07/2013 by Joe

O Silêncio das MontanhasLivro: O Silêncio das Montanhas
By Khaled Hosseini
Editora Globo

Dez anos depois do aclamado “O Caçador de Pipas”, o escritor afegão Khaled Hosseini volta à cena literária com “O silêncio das montanhas”.

O romance traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas pela miséria e crueldade do mundo, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em “O Caçador de Pipas”, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros e, muitas vezes, são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia – a história se expande, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

A mãe de Pari morreu no parto, e desde então seu irmão mais velho, Abdullah, vem cuidando dela. Apesar da miséria em que vivem em uma aldeia distante de Cabul, Abdullah nunca imaginou que seria separado de sua irmã da pior forma possível: ela é vendida.

Pari é pequena demais para entender e se lembrar do que aconteceu pelos anos que estão por vir e, quando ela é levada para França, o passado triste tende a cicatrizar e se dissolver. Paralelamente à trama principal, outros personagens ligados aos irmãos nos são apresentados, pequenas peças que vão se juntando para formar algo grande abrangendo sessenta anos de perda, redenção e amor.

Então, de um lado, temos Abdullah, pai e irmão de Pari, e uma ligação intrínseca entre ambos, inexplicável para quem não entende o amor, mas por outro lado temos a fome pela qual a família passa que acaba levando a uma decisão irrevogável, com Pari se tornando uma peça chave em um casamento sem futuro com pessoas que possuíam tudo, menos o que nos faz seguir em frente com dignidade: o amor, mais uma vez. Mesmo sendo várias as histórias ligadas aos protagonistas, é esse laço que toca a alma de quem le esta obra.

Segundo o próprio Hosseini, o novo título “fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de “O Silêncio das Montanhas” tanto quanto eu os amo”.

By Joemir Rosa.

Pastitsio

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Pastitsio 1

O nome lembra um prato italiano. Aliás, a origem do nome é bem italiana, pois deriva da palavra “pasticcio” que significa “bagunça, mistura”.

Porém, a receita é da culinária tradicional da Grécia, de caraterísticas mediterrâneas, e como tal, partilha diversas características com as culinárias da Itália, dos Balcãs, da Turquia e do Oriente Médio.

O pastitsio (o makaronia me kima, macarrão com carne) é parecido com uma lasanha, preparado com massa grossa, com carne moída e molho branco, e sofreu influência da culinária Veneziana. Hoje é muito comum na Anatólia e na Ásia Menor, regiões de influência grega.

A receita que trago neste sábado é uma variação muito próxima da original, tendo em vista alguns condimentos e queijos serem mais difíceis de serem encontrados em todas as partes do Brasil.

Porém, o prato é tão saboroso quanto o original, bem ao gosto do nosso povo.

Pastitsio

Ingredientes

Macarrão

500 g de macarrão penne ou rigatoni
2 colheres (sopa) de azeite
4 colheres (sopa) de manteiga
8 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 pitada noz-moscada moída
sal e pimenta a gosto
3 ovos ligeiramente batidos

Molho de carne

2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola grande picada
1 dente de alho amassado
700 g de carne moída
4 colheres (sopa) de extrato de tomate
1/2 xícara (120 ml) de vinho tinto seco
1/2 xícara (120 ml) de caldo de legumes
2 colheres (sopa) de salsinha picada
sal e pimenta a gosto

Molho branco

125 g de manteiga
1/2 xícara de farinha de trigo
3 xícaras (720 ml) de leite
1/4 colher (chá) de noz-moscada
1 ovo ligeiramente batido
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo

Leve ao fogo uma panela com água e sal para ferver. Cozinhe o penne na água fervente durante 8 a 10 minutos ou até que esteja al dente. Escorra e ponha de volta na panela.

Derreta a manteiga até ficar dourada e jogue por cima do macarrão. Acrescente 4 colheres de queijo parmesão, a noz-moscada, o sal, a pimenta. Mexa bem e deixe esfriar. Adicione os ovos e novamente misture bem. Reserve.

Para fazer o molho de carne, em uma panela refogue a cebola e o alho em fogo médio, até a cebola ficar macia. Aumente o fogo e acrescente a carne moída. Cozinhe até a carne começar a ficar corada. Adicione o extrato de tomate, o vinho, o caldo de legumes, a salsa, o sal e a pimenta. Tampe a panela e deixe a carne cozinhar em fogo baixo por 20 minutos.

Para fazer o molho branco, em uma panela derreta a manteiga. Acrescente a farinha de trigo e misture durante 2 minutos. Ponha o leite de uma só vez, mexa sem parar. Ferva por 1 minuto. Adicione a noz-moscada, o sal, a pimenta. Misture e espere esfriar um pouco. Em seguida, adicione o ovo batido. Ponha meia xícara deste molho junto com o molho de carne.

Para a montagem, unte uma forma refratária de 22×33 cm. Ponha a metade do penne na forma, cobrindo todo o fundo. Por cima do macarrão coloque o molho de carne. Ponha mais uma camada de penne. Espalhe o molho branco sobre todo o penne. Polvilhe com o restante do queijo.

Leve ao forno pré-aquecido por 50 minutos ou até ficar dourado. Deixe esfriar durante 10 minutos antes de servir. Corte em pedaços quadrados e sirva.

By Joemir Rosa.

Minestrone

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29/09/2012 by Joe

A sopa, junto com o pão, foi a primeira refeição completa da história da humanidade.

Caldos, consommés, veloutés … palavras tão complicadas para algo tão simples e nutritivo como um belo prato de sopa!

O antigo vocábulo “sop”, em latim arcaico, significava o pão sobre o qual se despejava o caldo quente. Sua história vem de muito tempo atrás, sendo a mesma consumida pelo homem desde a Idade da Pedra.

Sabe-se que há milhares de anos, a sopa era o principal alimento dos camponeses em todos os cantos do planeta. Até mesmo na arte, o prato era celebrado nas telas de grandes pintores – onde os personagens satisfaziam sua fome bebendo uma tigela deste alimento.

Na Grécia, há milhares de anos, ficou famoso um “caldo negro” da cidade de Esparta, onde era preparado com sangue de alguns animais, misturado a vinagre e especiarias. Era também costume colorir as sopas com açafrão, para ficarem
amareladas, ou amêndoas, para deixá-las brancas.

Daquela época até a atualidade muita coisa mudou, a sopa adaptou-se às diversas culturas e gerou inúmeras variações como, por exemplo, o Minestrone (italiana); Won Ton (chinesa); o Caldo Verde (portuguesa); Gaspacho (espanhol), Consommés (francês); o Oxtail (inglês), entre tantas outras.

O prato deste sábado é o Minestrone, de origem italiana, cujo nome vem da palavra minestra (sopa) acrescida do sufixo one, significando sopão, ou seja, uma sopa com vários ingredientes, muito espessa, composta por uma grande variedade de legumes cortados e, quase sempre, arroz ou macarrão. Os ingredientes mais usados são: tomates, feijões, cebolas, cenouras, aipo, toucinho, caldo de galinha, de carne, etc.

Não existe uma receita específica para o minestrone, justamente por ele ser feito com quaisquer legumes da época. O minestrone pode ser vegetariano, conter carne, ou conter algum caldo à base de carne.

Embora o inverno já tenha terminado, os últimos dias têm sido frios e as noites geladas. Então, aproveitando esta oportunidade, vamos à receita de um minestrone típico que, além de ser uma refeição deliciosa, ainda ajuda a esquentar e dar aquela sensação de bem-estar e prazer!

Minestrone

Ingredientes

4 colheres (sopa) de azeite de oliva
50 g de bacon cortado em cubinhos
1 cebola média picada
200 g de carne de primeira cortada em tirinhas
1 alho-poró bem picado
1 talo de salsão bem picado
1 cenoura cortada em cubinhos
1 batata média picada em cubos
2 tomates picados, sem pele e sem sementes
1/2 repolho pequeno cortado em tirinhas
1,5 litros de caldo de carne (2 cubinhos dissolvidos)
200 g de feijão cozido em água e sal
200 g de macarrão conchinha

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o azeite, aqueça e frite o bacon e a cebola. Adicione a carne e frite bem. Coloque o alho-poró, o salsão, a cenoura e a batata e refogue bem. Em seguida, acrescente o purê de tomate, vá despejando o caldo de carne, misture bem e deixe ferver em fogo baixo até que os legumes fiquem macios.

Acrescente o feijão e o repolho, misture tudo muito bem e, por fim, o macarrão. Deixe cozinhar até que o macarrão esteja no ponto, de preferência “al dente”. Acerte o sal, se precisar. Caso seja necessário, adicione mais um pouco de água quente, não esquecendo que o Minestrone é uma sopa mais grossa, encorpada.

Sirva bem quente, com um fio de azeite e, se gostar, queijo parmesão ralado.

By Joemir Rosa.

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