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O medo do amor

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/02/2014 by Joe

O medo de amar

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas, absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque, de repente, uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vai saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.

Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo; desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor, existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência, mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

By Martha Medeiros.

O medo do amor

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/10/2010 by Joe

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas, absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque, de repente, uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.

Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo; desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência, mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

By Martha Medeiros.

Marcador

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/02/2010 by Joe

Livro: Marcador
By  Robin Cook
Editora Record

Sean McGillin, 28 anos e dono de uma saúde perfeita, fratura a perna enquanto anda de patins no Central Park. Vinte e quatro horas após se submeter à cirurgia, está morto.

Darlene Morgan, 36, rompe os ligamentos dos joelhos. Levada também ao centro cirúrgico, morre no dia seguinte.

Os médicos-legistas Laurie Montgomery e Jack Stapleton estão diante de mortes inexplicáveis, nas quais os pacientes eram jovens e saudáveis, submetidos à simples cirurgias de rotina.

Apesar da resistência dos superiores e da equipe do Hospital Geral de Manhattan, a Dra. Montgomery começa a investigação. Sem entender o motivo da morte dos pacientes, desconfia que os óbitos guardam algo em comum – todos foram intencionais. Além disso, a médica suspeita da ação de um impiedoso serial killer, um criminoso que pode estar envolvido com o desenvolvimento da medicina genômica e com os interesses das poderosas empresas de assistência médica.

Para aumentar ainda mais a tensão, a Dra. Montgomery sofre dois duros golpes – o Dr. Jack Stapleton mostra-se incapaz de assumir o namoro com a médica; e além disso ela descobre ser portadora de uma espécie de marcador para um gene associado ao câncer de mama.

Com a vida pessoal mergulhada em um redemoinho, Laurie está desesperada em busca de uma saída, sobretudo após descobrir que pode se tornar uma nova vítima. O tempo está se esgotando, e os dois médicos precisam correr contra o relógio.

Um livro que prende a atenção da primeira à última pagina, como é a tônica em praticamente todos os livros de Robin Cook, um médico e escritor a quem é creditado o termo “Médico” como um gênero literário. Cook é formado em Medicina pela Universidade de Columbia e pós-graduado em Harvard.

Depois de mais de vinte anos de lançamento de seu primeiro livro, Coma, ele continua dominando a categoria que ele mesmo criou, descrevendo os bastidores da prática médica, explorando temas atuais como doação de orgãos, engenharia genética,  fecundação in vitro, pesquisas sobre drogas e transplantes de órgãos. Em Vetor, Cook explora um tema muito temido atualmente – o bioterrorismo.

Recomendo todas as obras dele!!!

By Joe.

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