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Em Defesa da Comida – Um Manifesto

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/08/2012 by Joe

Livro: Em Defesa da Comida – Um Manifesto
By Michael Pollan
Editora Intrínseca

Comida! Todo mundo adora comer. Então, por que a comida precisa de defesa?

Porque a maior parte do que consumimos como refeições – na lanchonete, diante da TV, no carro e, cada vez mais, sozinhos – não é comida!!

Neste manifesto a favor de uma alimentação de verdade, Michael Pollan nos prova que, em vez de alimentos, somos levados a ingerir “substâncias comestíveis parecidas com comida”. O autor denuncia as razões para nossa alimentação se basear em produtos processados colocados à nossa disposição de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia, e conforme os dogmas da ciência da nutrição.

Pollan investiga também os motivos de a maior parte dos alimentos da dieta ocidental ser comercializada com destaque de seus benefícios à saúde. Hoje os comestíveis anunciam “vitaminas”, “baixo teor de gordura” ou “enriquecimento” com ômega-3, ferro, magnésio, soja — e uma série de elementos pretensamente saudáveis, que variam conforme campanhas de marketing fundamentadas em diretrizes econômicas e/ou governamentais. Em defesa da comida ressalta que esse deve ser o primeiro sinal de alerta. Afinal, quatro das dez principais causas de morte na atualidade são doenças crônicas ligadas à alimentação: distúrbios coronarianos, diabetes, AVC e câncer.

Se nos falta comida de verdade – aquela que nossas avós reconheceriam como comida e que dispensava rótulos com as porcentagens de adição de substâncias benéficas, nutrientes, teor calórico ou índices de gorduras -, o autor mostra o que, de fato, aconteceu e desvirtuou a cadeia alimentar. Por isso ele indica o que fazer propondo hábitos simples e libertadores: “Coma comida. Não muita. Principalmente vegetais”.

Saúde e alimentos não-industrializados andam juntos. E apesar das verdadeiras ameaças ao bem-estar disponíveis nas prateleiras dos supermercados, podemos escapar das doenças crônicas resultantes dessa dieta realocando nossos hábitos e nosso apetite. Em defesa da comida aponta as escolhas que podem transformar nossa compreensão do que significa ser saudável, e levar ainda mais prazer às refeições.

“Não coma nada que a sua bisavó não reconheceria como comida”. Este é o sábio conselho do respeitadíssimo autor americano Michael Pollan em seu livro. Imagine caminhar com a sua bisavó, hoje, por qualquer supermercado. Sim, as frutas e legumes ela adoraria. No entanto, o que seriam aquelas caixas de sucrilhos com uma lista de nutrientes listados na lateral? E os sacos de batata frita? Bolo pré-preparado? Sopa em lata? Sopa em pó? Pizza industrializada e congelada? Leite achocolatado?

Em Defesa da Comida – Um Manifesto é um livro informativo, que não sugere nenhuma dieta milagrosa e nem prega um fundamentalismo “natureba”. Defende apenas a volta aos dias em que se apreciava comida menos processada!

Mostra com pesquisas e evidências que a dieta ocidental (leia-se americana, de modo geral) não é a mais saudável e seria um dos motivos pelos atuais índice de obesidade e problemas de saúde dos americanos. E, o pior, nossa alimentação por aqui também está muito americana para um país onde “tudo que se planta, dá”!

Dentro do seu manifesto, Pollan não fica cheio de dedos, aponta e ainda cutuca a ferida. Ou seja, faz aquilo que o jornalismo deveria fazer. Promove o pensamento e a crítica.

By Joemir Rosa.

Milkshake de Ovomaltine

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , on 12/11/2011 by Joe

Não gosto de fazer merchandising no meu blog, mas não poderia deixar de colocar esta deliciosa receita, ainda mais nestes dias quentes de primavera!

Ovomaltine tem gosto de infância, tem gosto de festa (sem querer plagiar a outra marca de achocolatado!). Pra começar, Ovomaltine não é achocolatado, pois sua matéria prima é o extrato de malte. Outro detalhe saborosíssimo é a versatilidade do produto: pode ser usado no leite, em tortas, como cobertura de sorvetes e, principalmente, para o preparo do delicioso Milkshake de Ovomaltine, tão famoso numa rede de fast-food.

Para quem não conhece, aqui vai um pouco de história.

A história do tradicional Ovomaltine começou quando o químico suíço Georges Wander pesquisava um complemento alimentar nutritivo e forte e interessou-se pelo extrato de malte, obtido da cevada. Sua morte fez com que seu filho médico, o Dr. Albert, continuasse as pesquisas. Nessa época, em Berna, a desnutrição infantil alcançava padrões alarmantes. Foi então que o doutor desenvolveu a fórmula de um suplemento alimentar, para reforçar a primeira refeição do dia. A fórmula continha extrato de malte de cevada, ovos, leite integral, vitaminas e sais minerais.

Para entusiasmar as crianças a consumí-lo era preciso que o preparado fosse gostoso. Mel e cacau foram acrescentados e a mistura foi batizada de OVO-MALTINE (antigamente era escrito assim, com hífen). O nome surgiu da combinação das palavras “Ovum” (ovo em latim) e “Malt” (malte em francês).

Em 1904 começou a produzí-lo na cidade de Berna, voltado totalmente para crianças e como um produto medicinal. Pouco depois, em 1909, o produto já era exportado para a Inglaterra. Porém, sem muito apoio na Suíça, a marca começou a buscar mão-de-obra capacitada para produzir o Ovomaltine em outros países da Europa.

Logo em seguida abriu escritórios na Itália e na Inglaterra, de onde passou a exportá-lo para os Estados Unidos. Dois anos mais tarde passou a fabricar o produto na cidade de Villa Park, estado americano de Illinois, para atender a alta demanda.

Durante a Primeira Guerra Mundial as vendas caíram devido a estagnação da economia no velho continente. Foi aí que surgiu a grande idéia de adicionar chocolate na fórmula do produto. Nos anos seguintes, devido ao seu incrível sabor e valor nutricional, o produto se tornou extremamente popular em toda a Europa. No final da década de 30 a marca se expandiu para muitos outros países, passando a ser chamado de Ovaltine na Inglaterra, América e Ásia.

No Brasil o produto chegou somente em 1930 com o nome de Ovomaltine Tipo Suíço. Naquela época era importado da matriz na Suíça. Em 1956, a Wander, empresa proprietária da marca, inaugurou sua fábrica em Resende, estado do Rio de Janeiro, e começou a produção nacional. O produto se tornou extremamente popular devido a uma estratégia bem sucedida da empresa, após ser incluído, em 1958, como ingrediente de um dos produtos da rede de lanchonetes Bob’s, o milkshake de Ovomaltine.

Bom … então vamos à simples, porém deliciosa receita deste famoso milkshake!

Milkshake de Ovomaltine

Ingredientes

4 colheres (sopa) bem cheias de Ovomaltine
100 ml (meio copo) de leite bem gelado
4 bolas de sorvete de creme

Modo de preparo

Bata o sorvete com o leite no liquidificador até adquirir uma consistência cremosa. Não bata muito para não ficar mole. Acrescente o Ovomaltine e bata rapidamente para não dissolver os flocos crocantes. Coloque em copos ou taças. Polvilhe com mais Ovolmatine e sirva em seguida.

By Joemir Rosa.

Paradoxo do nosso tempo

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/10/2011 by Joe

Vivemos um tempo em que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas desfrutamos cada vez menos; temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo.

Temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais. Ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados. Lemos pouco, assistimos televisão demais e oramos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do “fast-food” e da digestão lenta; do homem grande, mas de caráter pequeno; de lucros acentuados e relações vazias. Esta é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que você ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.

Por isto, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

By George Carlin.

Aussie cheese fries

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , on 20/08/2011 by Joe

Fim de semana na praia, happy-hour, passeio no shopping e em várias outras ocasiões, as batatas fritas são sempre uma boa pedida, seja para acompanhar um chopp ou refrigerante gelados.

Porém, temos que admitir que algumas batatas fritas são mais batatas fritas que outras. Tem algumas até que parecem ter sido feitas de isopor ou papelão (eca!!!). Já outras marcam o nosso paladar e ficam para sempre em nossa memória (e até na nossa cintura!).

A receita de hoje, marca registrada de uma famosa rede de fast food australiana que já tem alguns restaurantes espalhados pelo Brasil, é uma dessas batatas fritas inesquecíveis!

O prato consiste, basicamente, em batatas fritas, coberta com um creme de queijos e bacon! E acompanhado do famoso molho ranch!

Portanto, deixo aqui dois avisos aos mais gulosos: é uma delícia! E é uma bomba calórica!

Mas como tudo que é bom é proibido, é ilegal ou engorda, vale a pena quebrar mais esse molde e experimentar.

Aussie cheese fries

Ingredientes

1 pacote de batatas fritas congeladas
200 gramas de queijo cheddar
200 gramas de queijo mussarela ralada
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso
250 gramas de bacon
Sal a gosto

Modo de preparo

Misture bem o queijo cheddar com o requeijão até formar um creme. Reserve. Corte o bacon em cubinhos pequenos (ou em tiras), frite-os até que fiquem torradinhos, passe para um prato com papel toalha e seque-os bem. Reserve também.

Frite as batatas, conforme as instruções do pacote, em óleo bem quente. Uma dica: quando o óleo estiver bem quente, e antes de colocar as batatas, corte um dente de alho ao meio e jogue no óleo quente. Depois, as batatas. O alho dará um sabor especial a elas.

Quando estiverem douradas, escorra bem e coloque-as em papel toalha. Em seguida, leve-as a uma travessa refratária, polvilhe sal à gosto e cubra com o creme de queijos. Espalhe a mussarela ralada por cima e finalize com o bacon frito por cima de tudo. Leve ao forno quente por uns cinco minutos ou até que o queijo derreta. Sirva acompanhada de molho ranch.

Molho Ranch

Ingredientes

1/2 xícara de creme de leite (sem soro)
3/4 xícara de maionese
1/2 colher de chá de suco de limão
1/2 colher de sopa de salsão picado bem fininho
Cebolinha, dill e salsinha frescos a gosto
Orégano (a gosto)

Modo de preparo

Bata a maionese e o creme de leite no liquidificador ou mixer. Em uma tigela, acrescente os outros ingredientes e mexa com uma colher (não bata). Prove o sal e acerte se for necessário.

Chopp, cerveja, refrigerantes gelados são acompanhamentos ideais para os dias de calor.

By Joemir Rosa.

Crispy fried chicken

Posted in Receitas with tags , , , , , on 13/08/2011 by Joe

Lembram daqueles pedaços de frangos crocantes que eram vendidos naquela famosa rede de fast food? Pois é, eles duraram pouco por aqui (algumas filiais ainda estão no Rio de Janeiro e em outros estados), mas deixaram saudades.

Pelo menos eu preferia o frango frito crocante do que esses big sanduiches feitos com hamburguer de isopor e batatas fritas de papelão que andam por aí.

A receita de hoje é a que mais se aproxima daquele frango frito, crocante e sequinho! Garanto que o resultado final vale a pena.

O tempero também pode variar em função do gosto de cada um. Ervas, principalmente, são bem-vindas!

Frango frito crocante

Ingredientes

6 coxas de frango em temperatura ambiente
6 sobrecoxas de frango em temperatura ambiente
12 dentes de alho
sal a gosto
pimenta vermelha a gosto
1 kg de farinha de trigo
pimenta calabresa seca
500 g de farinha de milho amarela
400 g de cereal de milho (corn flakes, sem açúcar)
4 ovos batidos com duas colheres (sopa) de água
óleo para fritar
água

Modo de preparo

Em primeiro lugar, prepare a farinha de trigo, temperando-a com sal e pimenta calabresa seca. Reserve.

Triture, grosseiramente, a farinha de milho amarela e reserve.Triture, no liquidificador, o cereal de milho e reserve também.

Agora prepare uma pasta de temperos com o alho bem amassado, sal e a pimenta vermelha picadinha. Em seguida tempere bem as coxas e sobrecoxas com essa pasta de temperos e deixe tomar gosto por uns 30 minutos. Detalhe: o frango tem que estar à temperatura ambiente para não estourar quando fritar.

Após esse tempo, passe os pedaços de frango temperados pela farinha de trigo temperada, retire o excesso, passe nos ovos batidos e, em seguida, pela farinha de milho (aperte bem com as mãos e não deixe falhas). Deixe descansar por uns 10 minutos.

Retire o excesso de farinha de milho, passe pelos ovos batidos novamente e agora pelo cereal de milho triturado, apertando bem com as mãos. Novamente deixe descansar por mais 10 minutos.

A dica aqui é preparar tudo com antecedência para, depois, fritar.

Agora é hora de fritá-los. Em uma panela larga e funda, aqueça o óleo, o suficiente  para cobrir os pedaços e frite-os aos poucos (não mais que dois ou três pedaços de cada vez). Vire-os para que fiquem dourados por igual.

Tampe a panela, deixando uma pequena abertura. Despeje uma colher (sopa) de água e feche a panela. Tome cuidado para não se queimar com a pressão produzida dessa mistura da água fria com o óleo quente. Vá repetindo esse processo toda vez que ouvir o chiado forte do óleo até que o frango esteja cozido (uns 10 minutos).

Tire da panela e coloque em uma travessa com papel-toalha para que fiquem bem secos. Sirva quente acompanhados de batatas fritas de verdade!

Dica para as batatas fritas:

As batatas fritas ficam bem sequinhas e crocantes se, depois de cortadas você olocá-las em água fervendo por alguns minutinhos e, em seguida, em água com gelo. Escorra bem, seque e frite em óleo bem quente e escorra em papel-toalha. Vão ficar crocantes e sequinhas!

By Joemir Rosa.

Crispies de frango

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , on 05/06/2010 by Joe

Falta uma semana para início de mais uma Copa do Mundo. Manipulações à parte, a Copa do Mundo é sempre um bom pretexto para reunir os amigos para assistir e torcer pela nossa seleção.

E nada melhor que um bom aperitivo, um tira-gosto, enquanto o time corre em campo. Em todos os bons (e não tão bons assim) botecos das cidades, encontramos a mais ampla variedade de aperitivos, uns mais saborosos, outros mais calóricos. Mas, no geral, todos deliciosos.

A receita deste tira-gosto tem muito a ver com aquela rede de fast-food que andou por aqui há alguns anos, que vendia aqueles pedaços de frangos crocantes (crispies), deliciosos e sequinhos!

A receita está aqui. A bebida já deve estar bem gelada. A comemoração fica por conta do desempenho da nossa seleção! Vamos lá, Brasil!!!

Crispies de frango

Ingredientes

1 peito de frango em tirinhas temperadas a gosto
2 ovos
água e farinha de trigo
1 xícara de flocos de milho (corn flakes)
3 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
sal a gostos
pimenta-do-reino a gosto
alecrim seco a gosto

Modo de preparo

Misture sem formar espuma os ovos com a farinha de trigo e um pouquinho de água, até que a massa fique fluida, mas não rala. Pré aqueça o forno a 180ºC (temperatura média). Tempere os filés de frango com sal e pimenta-do-reino a gosto.

Coloque os flocos de milho dentro de um saquinho plástico junto com mais um pouco de pimenta-do-reino e o alecrim, retire o ar e feche bem. Dê soquinhos no saquinho até esfarelar os flocos.

Numa tigela, misture a manteiga, os flocos de milho triturados e uma pitada de sal. Passe as tirinhas de frango na mistura de ovo e farinha e empane com a mistura de manteiga e milho, apertando levemente com as mãos para que a casquinha fique uniforme.

Transfira os filés empanados para uma assadeira e leve ao forno pré aquecido para assar por 20 minutos. Se preferir, use também o frango em pedaços. Sirva com seu molho predileto, seja de mostarda, ketchup, maionese, etc.
Neste caso, cerveja gelada é o melhor acompanhamento. Para as crianças, refrigerante, claro!

By Joe.

Slow X Fast

Posted in Saúde with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/02/2010 by Joe

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association, cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (veja os sites: www.slowfood.com ou www.slowfoodbrasil.com).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devam comer e beber devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.

A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em uma edição européia.

A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”. Segundo a Business Week os trabalhadores franceses, embora  trabalhem menos horas, (35 por semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada “slow atitude” está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it Now” (faça já). Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do “local”, presente e concreto em contraposição ao “global” – indefinido e anônimo.

Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos, felizes, fazem com prazer o que sabem fazer de melhor.

Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados “Devagar se vai ao longe”, ou ainda “A pressa é inimiga da perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?

No filme “Perfume de Mulher” há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:

– “Não posso! Meu noivo vai chegar em poucos minutos!”

– “Mas em um momento se vive uma vida” – responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar, ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem, por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo.

Precisamos saber aproveitar cada momento porque, como disse John Lennon:

“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.

Parabéns por ter lido este texto até o final … muitos não o farão porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado. Pense e reflita até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir à missa nos domingos de manhã, ir pescar no fim de semana! Espero que não seja tarde demais!!!

Texto atribuído a um brasileiro residente na Europa.

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