Arquivo para Esforços

Não faça nada…

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 29/04/2015 by Joe

Não faça nada

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.

Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.

Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.

Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.

Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.

Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer!

By Clarice Lispector.

Saber perder

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Saber perder

Lembro-me muito bem das palavras de meus pais, ainda criança, ao término de qualquer campeonato em que eu era participante, quando de lá saía com uma medalha pendurada no pescoço, de qualquer outra cor diferente da dourada:

– “O importante é participar!”

– “Uma ova”, eu pensava. “Participar é coisa para perdedor, se estou no campeonato é para ganhar! Se não for dessa forma, por que estar lá?”

Eu, sempre perfeccionista, como se isso fosse uma grande virtude…

O perfeccionismo – e não me refiro ao distúrbio neurótico – mas o normal, pode ser um triunfo, quando visto pelos esforços para se atingir a excelência, mas se tornar maléfico, quanto à reação defensiva às críticas, e desastroso, quanto às exigências de padrões inatingíveis.

Ouvi algumas vezes um ditado popular, que utilizo sempre que preciso tomar decisões:

– “O ótimo é inimigo do bom”.

Outro ditado, que agora está na moda, traz uma mensagem próxima:

– “Menos é mais”.

Isso significa que estamos em constante mudança e evolução. Para tanto, é possível dizer que o tempo que se gasta com o propósito da perfeição pode ser mais bem aproveitado.

Até que se atinja a perfeição, oportunidades podem ser desperdiçadas em função do olhar centrado. Estatisticamente, um ponto fora da curva é chamado de especial e desconsiderado na análise de um processo.

Concomitantemente, é possível afirmar que no jogo do dinheiro não existe quem acerte todas as análises. É preciso saber perder. E estudos de finanças comportamentais apontam que a aversão à perda é um dos fatores que prejudicam a tomada de decisão mais coerente.

Com o passar do tempo, experiência, maturidade e educação financeira é que percebi a importância de se buscar a excelência, mas sem o medo do arrependimento por uma decisão equivocada. Aprendi que perder faz parte do jogo e é melhor assumir a perda, a sustentar, com orgulho, uma teoria que se mostra ineficaz.

As palavras do velho Lou, dirigidas ao aprendiz Bud Fox, chamaram a minha atenção em um dos mais famosos filmes sobre o mercado acionário, “Wall Street – Poder e Cobiça”, no momento em que o ambicioso jovem o procurou para tratar de um investimento que, de acordo com ele, era garantido:

– “Ambiciosos entram e saem no mercado em alta. Os responsáveis sobrevivem ao mercado em baixa”.

Sábio Lou! Sinto-me confortável em afirmar que devemos buscar uma medalha de ouro, ainda que, ao término da competição, não ocupemos o lugar mais alto do pódio. Competindo, ao menos corremos o risco de ganhar.

Perder não é nada bom, mas saber perder é, no mínimo, inteligente.

By Prof. Boro.

A deliciosa solidão dos anos de maturidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/08/2014 by Joe

Solidão in blue

O que é significativo na existência de cada um é algo de que dificilmente temos consciência e não deve seguramente incomodar os outros. O que sabe um peixe acerca da água na qual nada durante toda a vida?

A amargura e a doçura vêm do exterior; as dificuldades vêm do interior, dos nossos próprios esforços. Na maior parte das vezes faço as coisas que a minha própria natureza me compele a fazer.

É embaraçador ganhar tanto respeito e amor por isso. Também me foram atiradas setas de ódio, mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertencem a outro mundo, com o qual não tenho qualquer tipo de ligação.

Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.

Desconheço a autoria.

O selo da felicidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/07/2012 by Joe

Se observarem atentamente, na natureza, em tudo e em todos, é possível verificar um objetivo comum – até num átomo. Todos procuram a felicidade. No caso dos seres humanos vemos centenas de esforços, de várias formas. O fim comum a estes esforços é a procura da felicidade.

O objetivo é conseguido por muitos, em diferentes caminhos. Algumas pessoas querem ser felizes rapidamente; por essa razão atalham caminhos e conseguem uma felicidade temporária, mas a alegria emprestada vem e vai.

A felicidade que parecemos alcançar com os nossos esforços do dia-a-dia é passageira e mistura-se com um conjunto de problemas, preocupações e infelicidade. A felicidade não pode vir sem a alternância da infelicidade, antes e depois.

É melhor dizer, “eu sou feliz,” do que “eu quero ser feliz.” No minuto em que dizes, “eu quero ser feliz,” esse querer muito perturba a mente. E supõe que o desejo é cumprido? Quantas pessoas ficam doidas por um pedaço de papel, um selo impresso de umas centenas de anos atrás? Pagam milhares de dólares para adquirirem esse pedaço de papel. Dão-lhe valor e lutam para o obter. Se fores apanhado nisto, vais dizer, “eu não consigo ser feliz sem o selo.” Por isso pagas o preço. Depois dizes, “Agora eu tenho o selo.” É bastante simples. Primeiro dizes, “Eu quero o selo.” Depois de todo o esforço dizes, “Eu o tenho” E onde estás agora? No mesmo lugar que estavas antes do querer. Feliz.

Tu eras feliz antes de querer o selo. No momento em que o quiseste, tornaste-te infeliz. E no momento em que o conseguiste, tornaste-te novamente feliz. De onde veio então a felicidade? Aquilo, por si mesmo, não te deu nenhuma felicidade. Recuperaste a felicidade quando conseguiste o desejo ou quando preencheste o buraco ou depressão criada por esse desejo.

Quando finalmente desistirmos de procurar a felicidade no exterior, calmamente analisaremos e verificaremos que a verdadeira felicidade duradoura nunca pode vir de fora. Não pode vir porque simplesmente, é. Tu és felicidade em pessoa. És essa bênção suprema. És essa alegria. És a imagem de felicidade. Deus está sempre alegre e tu és a imagem de Deus.

Quando te esqueceres da tua verdadeira natureza e procurares a felicidade em caminhos exteriores, isso será pura ignorância. O objetivo de todas as práticas de Yoga é parar tudo o que perturbe a mente de forma que tal que possa refletir-se na paz e alegria que são a tua verdadeira natureza.

By Sri Swami Satchidananda.

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