Arquivo para Downsizing

Mudanças

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/04/2012 by Joe

A única coisa que não muda é que tudo muda o tempo todo. E diante deste cenário, quais têm sido nossas atitudes frente às mudanças?

Em nosso dia-a-dia é comum nos depararmos com pessoas que agem como se vivessem sob uma redoma que lhes impede de ver as coisas de um jeito que não seja apenas o “seu jeito”. Pessoas que querem mudar tudo e todos, mas nunca a si mesmas. Mais do que praticidade, é preciso ter bom senso.

Segundo os especialistas, nos últimos 50 anos tivemos mais mudanças que em toda a história da humanidade. Desde os tempos das cavernas o homem tem inventado e descoberto o fogo, a roda, a máquina a vapor, o computador, o celular, a internet, e tantas outras coisas, mas o que devemos considerar é que não foram estas descobertas em si que fizeram a grande diferença, mas a nossa capacidade de adaptarmo-nos à elas.

Olhe ao seu redor e perceberá que uma das principais causas do fracasso de muitas pessoas, seja na vida pessoal ou no profissional, é resultado de sua incapacidade de aceitar e assimilar mudanças. Por isso, se quisermos estar realmente preparados para as mudanças que certamente virão, precisamos retirar os “filtros” que cobrem nossos olhos, e continuarmos abertos para aprender o tempo todo.

E, se mesmo assim não conseguirmos resistir à tentação de praticarmos os modismos que cercam o mundo corporativo, basta adotarmos as seguintes práticas: melhoria contínua do homem, reengenharia dos valores pessoais, benchmark de pessoas, downsizing de preconceitos e crenças irracionais, marketing das qualidades humanas, qualidade total do ser humano, e aumento da produtividade de emoções sinceras e verdadeiras.

Que tal?

By Marco Fabossi, texto adaptado do livro “Coração de Líder – A Essência do Líder -Coach”.

Seja apenas diferente

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/08/2011 by Joe

Pense em ser diferente e fique rico; pense em ser o melhor e fique frustrado.

100% das inovações acontecem porque as pessoas estão p. da vida com alguma coisa. Mudanças não tem nada a ver com análise de mercado, estratégia e planejamento.

Você já deve ter visto aquele famoso comercial de televisão onde a Pepsi pede para as pessoas beberem de dois copinhos brancos marcados apenas com as letras A e B. Em um dos copinhos as pessoas tem Pepsi e no outro as pessoas tem Coca Cola. Após experimentar os dois copinhos, as pessoas – sem saberem qual é o copinho de Coca e qual é o copinho de Pepsi – escolhem a Pepsi (pelo menos é o que aparece no comercial da Pepsi).

No final do teste, a Pepsi anuncia: “Tá vendo, a voz do povo é a voz de Deus, e a voz do povo tá dizendo que Pepsi é melhor que Coca Cola”. No teste do quem é o melhor, a Pepsi faturou, mas no teste da rua, do boteco, do restaurante, do supermercado, quem ganha sempre é a Coca Cola. Apesar do esforço centenário da Pepsi em virar o jogo, a Coca Cola continua nadando de braçada nos tonéis de cola.

O erro da Pepsi é tentar ser melhor que a Coca Cola. Não vai rolar. Marketing não é sobre ser o melhor – tanto porque melhor é muito relativo. Marketing é sobre ser diferente. Vence quem for percebido como diferente e não quem for percebido como melhor.

Seja diferente! Tenha coragem e seja diferente; ainda que diferente signifique tecnicamente que você seja pior que o seu concorrente. Lembre-se: pior também é relativo.

Mesmo que o resto da empresa diga que o negócio é Six Sigma, Qualidade Total, benchmarking, corte de custos, eficiência da máquina administrativa – nada contra essas práticas – se você quer liderar algum mercado, seja apenas diferente.

No mundo das pessoas perfeitas o melhor produto talvez vença. O fato é que não vivemos no mundo perfeito (ainda bem), mas no mundo real, onde o melhor produto não ganha nunca. No mundo real quem ganha é quem é diferente. Vence sempre quem é diferente e não quem é melhor.

A estratégia de ser melhor que o concorrente é que leva você a fazer seis coisas porque o concorrente faz cinco coisas. Leva você a oferecer seis lugares porque o concorrente oferece cinco. Leva você a vender por 98 reais porque o concorrente vende por 99 reais.

Pare de pensar sobre ser melhor que os outros. Vence sempre quem é diferente.

O melhor morre estressado; o diferente vive, cresce, sorri, respira e se diverte.

O mundo dos negócios é coisa para maluco. Então, seja maluco!

Aproveite o momento quadrado em que vivemos para ser maluco.

Estamos cercados de pessoas conservadoras. A juventude de vinte e poucos anos é ultra conservadora. Pergunta para eles o que eles querem mudar, e você vai obter uma resposta do tipo, “eu quero mudar a versão do meu ipod, eu quero mudar o tamanho da televisão do meu quarto, eu quero mudar de nariz, de namorada, de carro”.

Aproveite essa maré de conservadorismo em que vivemos que diz que devemos levar tudo com calma, sem provocar rupturas, desentendimentos, blá blá blá, e seja louco, maluco, esquisito, diferente.

Por onde começar?

100% das inovações que você vai provocar na sua vida vão acontecer porque você tá p. da vida com alguma coisa. Mudanças não tem nada a ver com análise de mercado, estratégia e planejamento. Inovação, mudanças, têm a ver com raiva, sangue quente. Steve Jobs tava p. da vida com os fabricantes de CDs jurássicos por não terem a capacidade de inventar alguma coisa prática para ajudá-lo a carregar os milhares de CDs que ele tinha na sua casa; então ele foi lá e inventou o iPod.

Portanto, comece por mudar as coisas que te deixam p. da vida.

O mundo em que vivemos tá muito quadrado. O discurso da direita é igual o discurso da esquerda que é baseado no discurso do centro. Os ambientalistas querem as mesmas coisas que os presidentes das instituições financeiras. O roqueiro cabeludo canta a mesma letra de corno cantada pela dupla sertaneja. O teu avô quer a mesma coisa que você. Até com a sogra você já tá concordando 100%. Para complicar, o bandido tem cara de polícia, o político tem cara de padre, o padre tem cara de político.

Que mundo chato!

Saudades dos anos oitenta. A década das Diretas Já, o único movimento de mobilização nacional que realmente conseguiu alguma coisa nas últimas décadas. Saudades dos anos oitenta; a década dos grupos musicais bregas que tinham alguma coisa interessante para dizer além de cantar música de corno. “Tô P. da Vida” foi título de música cantada aos domingos no Faustão, Gugu e outros bichos…

Bom, deixa eu baixar a minha bola e tirar o meu time de campo. O negócio agora é teamwork, democracia, inteligência emocional, relações interpessoais, politicagem, tapinha nas costas, six sigma, flip chart, visão, missão, valores, planinho, tudo certinho, tudo combinadinho, tudo coloridinho.

Boa sorte para você! Eu quero ver qual será a bela desculpa que você vai dar ao seu filho quando ele te perguntar o quê você estava fazendo quando o Lula disse que o Sarney tinha que permanecer no Senado, e você concordou com o Lula.

Ou

Qual vai ser a bela desculpa que você vai dar para os seus filhos quando eles te perguntarem qual foi a inovação que você criou naquela “empresa que tinha que atender as necessidades dos clientes, colaboradores, trabalhar pelo bem estar social, desenvolver produtos de qualidade que atendesse as necessidades dos nossos acionistas, visando o comprometimento de todos os nossos colaboradores com a excelência da execução dos nossos serviços embasado pelos projetos coordenados pelo comitê para assuntos que não tem nada a ver com nada”.

A pergunta é: quais mudanças você deveria provocar no mundo perfeito que você vive?

Quebra tudo! Foi para isso que eu vim! E você?

Nada menos que isso me interessa!

By Ricardo Jordão Magalhães, revolucionário, presidente e fundador da BIZ REVOLUTION (www.bizrevolution.com.br) onde ele ajuda as pessoas e as empresas a se transformarem em verdadeiras Empresas de Marketing focadas nos objetivos dos seus clientes.

Mudanças

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/07/2010 by Joe

A única coisa que não muda é que tudo muda o tempo todo. E diante deste cenário, quais têm sido nossas atitudes frente às mudanças?

Em nosso dia-a-dia é comum nos depararmos com pessoas que agem como se vivessem sob uma redoma que lhes impede de ver as coisas de um jeito que não seja apenas o “seu jeito”. Pessoas que querem mudar tudo e todos, mas nunca a si mesmas. Mais do que praticidade, é preciso ter bom senso.

Segundo os especialistas, nos últimos 50 anos tivemos mais mudanças que em toda a história da humanidade. Desde os tempos das cavernas o homem tem inventado e descoberto o fogo, a roda, a máquina a vapor, o computador, o celular, a internet, e tantas outras coisas, mas o que devemos considerar é que não foram estas descobertas em si que fizeram a grande diferença, mas a nossa capacidade de adaptarmo-nos à elas.

Olhe ao seu redor e perceberá que uma das principais causas do fracasso de muitas pessoas, seja na vida pessoal ou no profissional, é resultado de sua incapacidade de aceitar e assimilar mudanças. Por isso, se quisermos estar realmente preparados para as mudanças que certamente virão, precisamos retirar os “filtros” que cobrem nossos olhos, e continuarmos abertos para aprender o tempo todo.

E se mesmo assim não conseguirmos resistir à tentação de praticarmos os modismos que cercam o mundo corporativo, basta adotarmos as seguintes práticas: melhoria contínua do homem, reengenharia dos valores pessoais, benchmark de pessoas, downsizing de preconceitos e crenças irracionais, marketing das qualidades humanas, qualidade total do ser humano, e aumento da produtividade de emoções sinceras e verdadeiras.

Que tal?

Texto adaptado do livro “Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach” by Marco Fabossi. Veja site: www.coracaodelider.com.br .

Técnicas modernas de administração

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , on 05/04/2010 by Joe

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal.

Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

– Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

– No céu.

– No céu?

– É.

– Tipo assim… o céu, CÉU? Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

– Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular, a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. “Porque”, ponderou, “dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa”…

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

– Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

– É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

– Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

– Assim? (…)

– Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Como a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas, reagiu rapidinho:

– Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e…

– Executiva… Que palavra estranha. De que século você veio?

– Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo ‘executiva’?

– Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

– Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

– É mesmo?

– Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

– Ah, não sabemos.

– Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

– Que interessante…

– É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

– !!!…???…!!!…???…!!!

– Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista… Ele existe, certo?

– Sobre todas as coisas.

– Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.

– Incrível!

– É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.

– Impressionante!

– Isso significa que podemos partir para a implementação?

– Não. Significa que você terá um futuro brilhante… se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno!

By Max Gehringer, para a Revista Exame.

%d blogueiros gostam disto: