Arquivo para Dívidas

Descomplicando

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/04/2015 by Joe

Descomplicando

A vida é simples, simples e muito bonita… nós é que complicamos.

Alguma dúvida?

Aparece alguém em nossa vida, chega de mansinho e entra em nossa vida, percebemos que é possível acontecer algo bonito, lindo… mas o que fazemos?

Colocamos todas as nossas esperanças, expectativas, frustrações e desejos nas costas da pessoa! Então, o peso é demais e a relação, que tinha tudo para ser legal, vai para o brejo. E ai a gente sofre, sofre e reclama:

– “Meu Deus! Por que será que eu não acerto uma? Por que tudo dá sempre errado para mim?”

Sai de baixo que o drama vai começar, haja cebola para tanto choro…

Ah, mas não é só no amor, não, viu? No dia-a-dia também acontecem essas transferências! Veja no trabalho: você arrumou um emprego, ficou feliz, aí transfere suas expectativas para o emprego, já sonha com uma promoção, um aumento, gente legal… e o que acontece?

Ora, o de sempre! Todo lugar tem gente boa e gente que não vai com a nossa cara; então, você tem no serviço vinte pessoas que te adoram, uma delas não te suporta, para quem que você liga? Qual a opinião que mais te interessa?

Não foge não! É aquela pessoa que não vai com a tua cara que te preocupa, e aí o emprego já virou uma porcaria!

Mais exemplos? Ok, aqui vão mais alguns:

Você quer conquistar alguém, certo? O que você faz? Se arruma ao máximo, perfuma-se, checa o hálito, masca um chicletinho, penteia o cabelo, roupa nova, enfim, você se prepara para a conquista. Conquistou? Aí relaxa: a roupa já não é a melhor, o hálito é o de ontem, para se arrumar agora é só nos dias de festa, quer dizer, arrumar-se agora é só para os outros (estou errado?).

E na fé então? Você pede para Deus um milagre para te tirar daquela montanha de dívidas que você mesmo criou. Aí Deus, em um dia inspirado, manda um maluco aqui na Terra te parar na rua e entregar-te um pacote de dinheiro, o cara ganhou na loteria e prometeu que se ganhasse entregaria uma parte do dinheiro para o primeiro que encontrasse na rua (juro que isso já aconteceu!). E você, o que faz? Simplesmente, não faz… não pega o pacote com medo de que tenha sido roubado e fica trancado na sua casa, reclamando da vida, achando que Deus se esqueceu de você!

Olha, vamos parar de complicar a vida? Vamos tentar exercitar pelo menos a praticidade! Seja simples, seja objetivo! Aquela pessoa que você sonha não aparece há não sei quanto tempo e você ainda mantém esperanças? Está jogando vida fora…

Aquela Megasena acumulada que você quer ganhar sozinho não aparece, esquece, vamos batalhar um novo emprego, vamos estudar, vamos melhorar nosso aprendizado!

Aquela pessoa que você se apoiava foi embora? Sinal que não te merecia; tem mais de trocentos milhões de pessoas sozinhas, pessoas maravilhosas como você e você vai ficar aí chorando?

Por favor, pelo menos hoje seja simples, arrume as gavetas, abra as janelas da sua vida, deixe a luz entrar.

Se pedir a Deus, acredite que será atendido. Se quer mudar de vida, comece agora, pinte os cabelos de verde, sei lá, pelo menos vai chamar a atenção pra caramba!

Você está rindo? É para rir mesmo, pois a vida é assim, alegre, feliz, para cima! Acompanhe a vida, simplesmente seja feliz se aceitando como você é, com todas as suas qualidades e seus defeitinhos (tudo coisinha pouca)!

Seja mais você!

Você ainda está rindo? Que bom! Isso é um bom começo, e eu acabei de ganhar mais um amigo feliz!

Eu continuo acreditando na vida e em você, principalmente!

Desconheço o autor, mas concordo plenamente com o texto!

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Fugas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24/03/2015 by Joe

Fugas

Muita gente anda vivendo por viver, parece que anda fugindo de si mesma, com medo de encarar a realidade.

Que adianta o apartamento enorme se a alma está vazia; que adianta o carro luxuoso se o medo te acompanha? Que adianta o celular último tipo se quem você quer não te liga; que adianta a promoção se o emprego não te traz satisfação?

Que adianta o namoro de anos se não existe mais alegria; pra que esse casamento de fachada, se você já sabe de todas as traições?

Que adianta essa oração na hora do desespero, se Deus esteve sempre presente e você nunca o procurou?

De que adianta essa cara fechada, se nós não temos nada a ver com seus problemas?

Que adianta chutar o cachorro, se ele nem te conhece e você vai continuar doente?

Que adianta o remédio para pressão, se você continua fumando; que adianta o conselho, se você continua agindo à sua maneira; que adianta o guia, se você está cego?

Que adianta o choro, se o amor acabou; que adianta a comida, se a fome passou; pra que o calmante, se ele não te acalma; que adianta gastar tanto no casamento que já nasce cheio de dúvidas, e o pior, cheio de dívidas?

Que adianta o terapeuta se você continua fazendo tudo da mesma forma?

Melhor seria viver simplesmente a vida e toda a sua beleza, estudar por prazer, trabalhar no que gosta, mesmo ganhando menos, ficar só e ter a melhor companhia, porque antes só do que mal acompanhado.

Viver em um casebre limpo e arejado onde todos se falam, se beijam e se abraçam, onde uma casa vira lar.

Melhor andar a pé que morrer de nervoso ao volante no trânsito; e para ser mais feliz, melhor é amar com simplicidade as pessoas, os animais, a natureza, tudo sem frescura; não ter vergonha de abraçar e demonstrar o seu amor, como crianças que abraçam as árvores com ingenuidade, que conversam com as plantas, com seus cachorrinhos, e que ouvem as respostas que nós, adultos tão esclarecidos, não conseguimos ouvir, e por isso estamos morrendo cada dia um pouco, lentamente, na tristeza que nos consome, no vazio de querer sempre mais daquilo que nem sabemos o que é.

Pare, pense e mude.

Ainda dá tempo de ser simplesmente feliz. Só depende da sua atitude, só depende de você e o dia é hoje.

Pense nisso!

By Paulo Roberto Gaefke.

Quero a vida de volta!

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Valores

Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, todos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades…

Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade. Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos e dos filmes de terror.

Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.

Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto…

Anistia para políticos corruptos e sonegadores…

O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças…

O que vão querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma? Mais vale uma maquiagem que um sorvete? Mais vale parecer do que ser? Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?

Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho-no-olho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a esperança, a alegria, a confiança!

Abaixo o “ter”, viva o “ser”e viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã!

E definitivamente bela, como cada amanhecer.

Quero ter de volta o meu mundo, simples e comum, onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”, a nos indignarmos diante da falta de ética, de moral, de respeito… Vamos construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas…

Utopia? Quem sabe? Mas precisamos tentar… nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

Desconheço a autoria.

Acorde antes que o jogo termine

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Castigos ou recompensas

Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!

Não adianta reza forte, nem macumba com 20 velas! Se você não der o primeiro passo, se você não sair desse quarto, nem os anjos e nem Jesus poderão te ajudar, se você não se ajudar!

Quer emagrecer? Caminhe todos os dias, pare de dizer que não tem dinheiro para a academia. A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.

Quer um novo emprego? Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença e as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor? Saia para lugares diferentes, assista a um bom filme, leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos, e o amor vai te encontrar no metrô, no ônibus, na calçada, em qualquer lugar, pois você será de se admirar. Pessoa que encanta só de olhar…

Quer esquecer alguém que te magoou? Enterre as lembranças e o infeliz! Valorize-se, criatura! Se você se valoriza, sabe quanto vale, sabendo quanto vale não se troca por qualquer coisa. Se alguém te deixou é porque não soube o seu valor. Então, enterre a criatura no lago dos esquecidos. E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso…

Quer deixar de dever? Pare de comprar. Não faça dívida para pagar dívidas! Nunca! Jamais! Faça poupança e peça para o povo esperar. “Devo, não nego, pago quando puder.” Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar. Em breve, não terá mais nada para pagar…

Quer esquecer uma mágoa? Limpe o seu coração, esvazie-se… Quem tem equilíbrio não guarda mágoas. Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem. Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação. Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa!

Quer viver bem? Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada. É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes. Pergunte-se, e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:

– Pra que 2 celulares? 1 pra cada orelha?

– Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?

– 4 carros?

– 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?

– 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?

A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.

Acorde enquanto é tempo e comece a mudança, antes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!

Espero que você pelo menos tenha vencido a partida…

Desconheço a autoria.

Coragem de não se acostumar

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Coragem para não se acostumar

A alegria pode deprimir. Não é exagero. A alegria deprime mais do que o sofrimento. A pessoa adquiriu a casa, formou a família, os filhos crescem com saúde, tem um carro na garagem, um trabalho proveitoso, está casada com quem gostaria e, no final da noite, um vazio volta a atormentar.

A noite vem tão rápido que ela pensa que é um chapéu. Nada está errado e isso incomoda terrivelmente. O que reclamar? Quem culpar?

Chegou até o topo e falta expectativa e vontade para descer. A dor torna-se somente uma preguiça de se levantar. É semelhante à depressão pós-parto. Uma ânsia de destruir as conquistas para reiniciar. O receio de não suportar o pique do entusiasmo, de não valorizar o que foi feito, de não ser merecedora do espaço. Uma desvalia que aparece no mais profundo orgulho.

Depois de uma alegria intensa, de cumprir os desejos, uma coceira nos olhos enterra os olhos: e agora, o que vou fazer? Não há nenhum motivo óbvio para se lutar com garra. Não há dívidas e problemas para se preocupar. Não há um obstáculo, uma doença, uma teimosia, uma conspiração, um ódio. Não há motivo para falar mal de si e dos outros. Nada que seja levado a sério e que imponha uma força extra. A alegria passa a ser previsível, equilíbrio, rotina. Os horários estão ajustados: a musculação de manhã, o inglês de noite, o cinema semanalmente, os jantares e alguma coisa diz que ainda não está bom porque está bom demais.

O tédio prospera com quem conseguiu tudo e com quem nada conseguiu. A precariedade e o fastio são parentes. O tédio é democrático. Enfrenta-se o terror de que, depois de uma alegria forte, teremos alegrias menores, risos de meia boca.

O dia seguinte de um grande amor é uma tristeza só. Um abandono. Depois das alturas, rastejar entre a cama e a cozinha. Raros confessam, porém a cabeça fica nas nuvens, desligada, não sobrando chance de repetir um enlace igual. É insuportável cogitar que acabamos de viver o máximo da existência e ainda assim continuar vivendo para cumprir tabela. Não, ninguém gosta de jogar amistoso, sem o risco de perder feio ou ganhar apertado…

Felicidade é não se acostumar com ela. Entende-se o motivo de muitos que jogam fora a felicidade em uma briga ridícula e depois se arrependem. Jogam fora porque são vítimas da alegria, não da tristeza. Querem cobrar o que veio de graça.

By Fabrício Carpinejar.

Autossabotagem

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/02/2013 by Joe

Depressão

Para cada situação negativa que mantemos na nossa vida, existem “ganhos secundários”. São algumas aparentes vantagens que o nosso inconsciente encontra para nos manter em uma situação de sofrimento. Parece sem lógica, mas é assim que funciona. Vou explicar melhor esse processo.

Atendi, durante um tempo, uma mulher que era advogada, funcionária pública concursada, que estava de licença médica por ter desenvolvido uma depressão. Durante os atendimentos, entre outras questões, ela relatou uma grande insatisfação com o trabalho dela, que desejava encontrar outra coisa, mas não sabia exatamente o que. Sentia muito medo de deixar a segurança do salário do emprego público. Pensava inclusive em trabalhar como terapeuta, mas ainda não tinha nenhum tipo de preparo. Era apenas um desejo por enquanto.

O estado depressivo foi rapidamente melhorando com o passar das sessões. E foi aí que surgiu um “problema”. Ela sentia que uma parte dela não queria de forma alguma se curar, para não ter que voltar ao trabalho que a deixava tão insatisfeita. O medo de voltar era grande. A depressão trazia um “ganho” secundário de mantê-la afastada. Tivemos que aprofundar e trabalhar bastante esse medo para que isso não viesse a sabotar o seu progresso. Eu lembro que ela chegou a ficar muito bem, mas ainda precisava fazer mais sessões. Acabou não entrando mais em contato. Não sei se depois ela voltou a trabalhar.

Certa vez, uma médica que foi aluna de um curso meu relatou o seguinte caso. Ela trabalhava em um posto de saúde e acompanhou um homem que sofria com turbeculose. Ele passou meses frequentando o posto e seguindo à risca o tratamento; acabou ficando curado. Depois que se curou, falou que surgiu uma tristeza e um grande vazio, por saber que não ia mais ter que ir ao posto de saúde e ter contato com as pessoas de lá. Ele se sentia cuidado.

Havia um ganho em se manter doente. Era certamente uma pessoa carente de atenção familiar. Em alguns casos a doença pode se prolongar por muito tempo, pois inconscientemente não queremos nos libertar dela por causa dos “benefícios” que ela nos trazem. É possível, então, que esse homem venha a desenvolver alguma outra doença para que possa ser novamente cuidado por alguém.

Esses são casos mais extremos de autossabotagem devido a ganhos secundários. Entretanto, isso não ocorre somente nesses casos mais intensos. Em maior ou menor grau, toda situação negativa da qual não conseguimos nos libertar, nos traz algum “ganho” inconsciente. Esses “ganhos”, às vezes, podem ser fáceis de perceber, mas em outros casos podem ser tão estranhos e absurdos que nós não nos damos conta.

Lembro em um determinado momento da minha vida que percebi um pensamento muito sabotador na área profissional. Eu vinha crescendo bastante no trabalho com a EFT como terapeuta e professor da técnica, me libertando de um período de sete anos em que tive uma firma de engenharia que me trouxe enormes prejuízos. De repente, me passou um pensamento: “e se eu realmente me livrar totalmente desses problemas financeiros e crescer a tal ponto de não ter mais que me preocupar com isso?”. O que surgiu foi um sentimento de medo, um vazio, uma sensação de que eu ia ficar sem objetivo na vida.

Isso ocorreu por que, durante anos da minha vida, o meu maior sofrimento era tentar sair das dívidas, mas eu ficava cada vez mais atolado. O meu grande objetivo era acabar com isso. Minha mente era preenchida com essa “luta”. Acabei me apegando a esse personagem que lutava eternamente e não conseguia nada. Resolver a questão financeira seria acabar com esse personagem com quem eu acabei gerando um senso de identificação. Mantê-lo me trazia um “ganho” aparente: ter um objetivo, uma vida preenchida, por mais doloroso que fosse.

É óbvio que eu poderia preencher a minha vida com coisas mais saudáveis. Mas o processo não é racional. Passa por uma lógica inconsciente que nos leva a uma grande autossabotagem.

Uma mulher que se relaciona com um homem que a trai constantemente, ou que bebe muito e é violento, tem sempre “ganhos” em se manter nessas situações. E são vários os possíveis “ganhos”. Vamos ver alguns:

– ser vista como uma mártir, uma pessoa boa, compreensiva e até espiritualizada; ganhar atenção e reconhecimento por isso.

– manter a identidade da vítima (apego ao personagem) e colocar a culpa do seu sofrimento no marido e, dessa forma, não assumir a responsabilidade de mudar. Assumir a responsabilidade pela própria vida é uma libertação, só traz benefícios. Só que o processo de transição de sair da vítima e cair na real pode ser bem doloroso. Além disso, a quem ela vai culpar se, por acaso, se separar e ainda assim não conseguir ser feliz?

– com sua baixa autoestima (sentimentos de menos valia, não merecimento, devido a culpas e rejeições que vem acumulando na vida) ela tem desejos inconscientes de sofrer e se punir e esse relacionamento preenche essa necessidade.

Vemos, então, que os “ganhos” secundários em manter um problema podem ser de diversos tipos: receber reconhecimento e atenção; ser cuidado pela família; tirar licença do trabalho e até se aposentar antes do tempo; manter um personagem ao qual estamos muito apegados inconscientemente; preencher a vida com uma causa; culpar os outros pela própria infelicidade e não ter que ver a sua parcela de responsabilidade; punir a si mesmo devido a baixa autoestima; etc.

E você? Que situações difíceis você vem mantendo, e quais os possíveis “ganhos” inconscientes. Faça a pergunta para si mesmo, mantenha a mente aberta para o que pode surgir. Talvez você se espante com as respostas. Trazer isso à luz da consciência é super importante para se libertar.

By André Lima.

O que você quer da vida?

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É lógico que eu sei o que eu quero: Paz! Harmonia! Dinheiro! Um amor! Saúde! Equilíbrio!

Estas são as respostas mais comuns que ouço no meu trabalho do dia-a-dia com desenvolvimento pessoal. Daí eu busco extrair um pouco mais de conteúdo, e pergunto:

– “Seja mais específico; o que significa equilíbrio, saúde, amor, harmonia, paz, dinheiro… Vamos por partes: explique-me o que quer dizer saúde pra você.”

E então ouço a resposta:

– “Bem, sabe o que é; estou um pouco gordo, tenho taquicardia só de subir escadas. Quero emagrecer”.

Insisto:

– “E amor, o que é isso?”

– “Ah, alguém que me compreenda, seja carinhosa, compartilhe os bons e maus momentos…”

Infelizmente, estes tipos de metas não funcionam. Por melhor intenção que se tenha, querer paz e amor, por exemplo, são desejos absolutamente sem força de motivar praticamente qualquer ser humano e portanto, são desejos irrealizáveis. Vou explicar melhor.

Embora cada mente humana tenha conteúdos, crenças, informações e emoções diferentes uma das outras, todas possuem a mesma forma de funcionar, de processar dados. É isto o objeto de estudo da programação neurolinguística, conhecida pela sigla PNL.

Qual a estratégia mental adotada pelas pessoas bem-sucedidas? O que eles fazem de diferente daqueles que não alcançam seus objetivos?

A PNL é uma ciência comportamental e psicológica que dá ferramentas para melhorar o rendimento humano em qualquer área de atuação: seja nos esportes, na arte, no show-business, nas empresas, em vendas, no dia-a-dia, esta série de técnicas oferece uma gama enorme de possibilidades para qualquer ser humano se superar. E uma dessas ferramentas, talvez uma das principais, é a arte de formular metas corretamente.

Partimos do seguinte princípio: quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar serve. Em contrapartida, o inverso também é verdade: o lugar onde estamos hoje é exatamente aquele que desejamos, que planejamos e executamos.

– “Mas como é isso? Eu não estou bem! Não quero estas dívidas, meu relacionamento não está legal, não tenho autoestima… Como você pode dizer que eu planejei tudo isso?”

Eu respondo:

– “Quando não planejamos deliberada e conscientemente, somos levados por forças inconscientes, emocionais, que nos empurram daqui para lá e de lá para cá, como folhas jogadas ao vento. Entramos em relacionamentos desastrados, contraímos dívidas perfeitamente evitáveis, adotamos hábitos alimentares prejudiciais, simplesmente porque não estamos conscientes das nossas metas.

Como eu disse acima, querer paz, amor, saúde, dinheiro, não são metas realizáveis, porque elas não despertam a motivação. Para formular metas fortes e com possibilidade de se concretizar, há a necessidade de três fatores:

1 – sua meta deve ser positiva e definida em termos claramente positivos;
2 – sua meta deve ser específica e possível de ser escrita;
3 – sua meta deve ser verificável.

Vamos ver: querer paz, apesar de ser positivo, não é específico. Paz onde? Para quem? Quando? E também paz não é verificável: como posso saber que alcancei a paz que queria? Qual o parâmetro para medir?

O mesmo se aplica a dinheiro: geralmente as pessoas me dizem que querem dinheiro para pagar as dívidas e viver confortavelmente. Isto pode parecer positivo, mas não é. A mente humana, quando se foca na frase “pagar dívidas”, buscará em si mesma todas as situações onde houve dívidas, para então dizer: “vou pagá-las”. Este tipo de frase desperta medo, tensão, ansiedade, e portanto, não há motivação em ganhar dinheiro para “pagar dívidas”. Mesmo que se trabalhe para pagar dívidas, a experiência é amarga, não dá prazer. Ganhar dinheiro também não e específico: quanto eu quero ganhar? Em quanto tempo? Como? O que vou fazer para isso? E, por fim, não é verificável: como vou saber que atingi a minha meta de “ganhar dinheiro”?

Você se sairá melhor, no trabalho e na vida pessoal, quando souber exatamente o que quer e para que quer a sua meta. Uma meta bem formulada trabalha por si mesma pela própria realização. Ela é fonte de inspiração, transpira motivação e energia e lhe empurra para frente, sem esforço, naturalmente.

Utilizando o exemplo anterior, “ganhar dinheiro”, é necessário transformar esta meta em claramente positiva. Ganhar dinheiro para quê? Para pagar dívidas. E o que acontecerá quando você pagar as dívidas? Vou me sentir respeitado e honesto. O que lhe faz não sentir respeitado e honesto agora? O fato de ter dívidas. O que lhe impede de perceber que você é honesto e respeitado, agora? As pessoas me criticando. Quem lhe critica, especificamente? Hummmm…. Neste ponto, a pessoa geralmente percebe que quem critica é ela mesma, quem não está se achando honesta e respeitada é ela mesma.

Então, auxilio um pouco mais a especificar a sua meta, em termos objetivos. Bem, você percebeu que não há ninguém criticando você, ok? Sim! Então vamos lá, novamente: você quer dinheiro. Quanto? Muito! O quanto é muito? Ah, uns 10 mil por mês. Ok, então você acha que 10 mil por mês é muito, certo? Acho que é o suficiente. Você tem condições de ganhar 10 mil por mês? Sim, creio que sim. O que aconteceria se você trabalhasse, fizesse seus negócios, e ganhasse esta quantia? Ah, eu estaria bem, pagaria logo minhas dívidas e ainda poderia programar minhas viagens, comprar coisas que as crianças precisam, enfim, melhorar muito o meu padrão de vida! Então, você saberá que concretizou a sua meta quando estiver com um padrão de vida bom, podendo viajar e comprando o que seus filhos necessitam, certo? Certo!

Aí chegamos à meta real, que tem força: ganhar dinheiro através do trabalho, em princípio 10 mil por mês, que servirão para aumentar o padrão de vida, dando mais conforto à pessoa e à família. As dívidas são pagas naturalmente. O prazer que esta pessoa encontrará em trabalhar e ganhar dinheiro, por si só, fará com que a meta vá se concretizando, porque ela está formulada em termos positivos, é específica e pode ser verificável.

Lembre-se, este é apenas um exemplo. Não é todo mundo que se motiva em proporcionar conforto para a família. Existem pais de família que se motivam por conquistas profissionais. Outros, por status social. Cada um deve saber exatamente para que se motiva, e aceitar a si mesmo do jeito que é!

By Alex Possato, palestrante, consultor de comunicação e terapeuta em PNL.

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