Arquivo para Colo

Deixe a lágrima rolar

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/03/2011 by Joe

Quando sentir vontade de chorar, chore! Deixe a lágrima rolar! Qual adulto, idoso ou criança pode se gabar de não ter sentido um dia a necessidade de colo?

Quem atira a primeira pedra? Por mais que sejamos fortes, não podemos fugir às tempestades da vida. São as decepções, as perdas ou, simplesmente, nossas expectativas não correspondidas, que nos fazem, independente da nossa idade ou situação, sentir pequenos o bastante para desejarmos colo.

E nem sempre é fácil admitir isso. Homens não choram? Choram sim!

Mulheres choram fácil demais? Elas se fazem duronas também. As crianças choram à toa. Todo mundo chora. Pelo menos todo mundo precisa chorar, nem que seja uma vez ou outra para aliviar a alma, para diminuir o peso do cansaço e da solidão.

O choro é sempre um sinal de apelo. E um sinal que sempre encontra um bom samaritano no seu caminho. Difícil resistir a alguém que chora! É quando olhamos para alguém e vemos os olhos marejados, que sentimos que esse alguém precisa de colo; nem sempre de palavras, mas colo, sempre.

Colo que pode representar um abraço mudo e apertado, um olhar compreensivo, um aperto de mão… nada toca mais nossa alma do que olhar nos olhos de alguém que chora.

E nada toca tanto alguém que chora quanto sentir a presença de alguém que o compreende. E nas lágrimas que rolam, rola a tristeza, a insatisfação, o tédio, a dor, as dúvidas e os medos. A alma fica lavada. Por isso chorar alivia. Por isso chorar dá sono. Quando acordamos, depois de termos chorado, nos sentimos mais leves, nos sentimos prontos para encarar um novo dia, uma nova situação.

Então, quando sentir vontade, não se contenha! Peça colo, peça ombro, deixe a lágrima rolar! Ser forte não é ser durão ou durona! Ser forte é ser capaz de se reconhecer frágil e saber que dará a volta por cima! Ser forte é saber que as marés podem ser altas ou baixas, mas que apesar de tudo as ondas nunca desistem do sonho de beijar a areia.

E elas beijam sempre!

By Letícia Thompson.

Colo

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/02/2011 by Joe

Para dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre.

Há pessoas que dão colo com as palavras, com o que elas carregam e transmitem. Elas reconfortam sem presença física, estando, apesar disso, presentes.

É possível se dar a alguém, ser importante, fazer importante, às vezes mesmo com um gesto aparentemente banal.

Estamos atravessando uma era em que as pessoas se encontram muito mais profundamente que antes. Elas se acarinham, se amam, se sustentam, amenizam a solidão e ajudam a curar feridas e secar lágrimas.

Distância? Não existe! Não é bem assim, ela existe, mas não percebemos.

Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo, da mesma maneira como meus amigos estão em toda parte e dentro de mim.

A gente só alcança o que está perto, não? Jesus atravessou séculos e ainda hoje nos pega no colo, ainda hoje falamos com Ele, choramos o calvário e a crucificação. Ainda hoje nos sentimos amados e podemos seguir seu exemplo.

Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar e seus braços não alcançarem essa pessoa … dê um telefonema, escreva uma carta, envie um e-mail! Seu carinho vai chegar da mesma forma, com o mesmo calor.

Nunca duvide disso!

By Letícia Thompson.

Mulherões também precisam de colo

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/12/2010 by Joe

Há uma categoria de senhoritas que, especialmente, me faz a cabeça: os mulherões. Entenda-se por tal rótulo um “conjunto da obra” devidamente condizente com o século em que vivemos: mulheres ao lado de seus homens (jamais atrás, talvez à frente), independentes, pró-ativas, protagonistas, competentes, resolvidas!

Eis que minha predileção não contém novidade alguma; todo e qualquer camarada normal deste planeta também admira predicados assim.

No entanto, meu caro – e aqui reside um importante divisor de águas do universo masculino -, nem todo homem consegue encarar moças desse naipe. Talvez por insegurança, auto-estima deficitária, ou um quê de emocional em desalinho, o fato é que apenas uma pequena parte dos meus colegas de gênero sente-se à vontade ao lado de um mulherão. A maioria – se é triste é porque é vero – ao deparar-se com uma mulher (na concepção mais sublime da palavra!), inebria-se e … corre! Isso mesmo, desaparece!

Ser mulherão virou quase que um problema, veja você … quase. Porque ainda existe uma meia dúzia de astutos – bravos homens inteligentes -, que não só admiram, como fazem questão de navegar tão somente em mares distintos assim. Saiam pra lá, mulherzinhas! É pra essa pequena parcela do público masculino – na qual humildemente me incluo – que vai o último parágrafo, na verdade o porquê deste texto.

Não é de hoje que venho desconfiando … Em que pese toda a força, independência, carisma, etc, típicas de mulherões, nelas existe também uma característica fundamental, algo amarrado em seus âmagos, e que jamais deveríamos ignorar: a necessidade de colo, de por mínimos instantes também serem um pouco mulherzinhas, no sentido de ter um homem que efetivamente tome as rédeas da situação. Manja? Um negócio meio macho dominante, fêmea dominada. A mulher faz acontecer, trata-se de uma fortaleza, é mãe e esposa na excelência da coisa …  que maravilha! Contudo, essa valente ora também precisa de uma dose disso que sua mais arreigada latência sugere: ser acolhida, ter abrigo, carinho, segurança! Ombro e atitude de um homem. Engana-se quem pensa que tais heroínas são auto-suficientes em tudo.

By Dudu Oltramari, mescla de publicitário, escritor e homem de negócios, que publica a crônica simultaneamente no (jornal) Pioneiro.

%d blogueiros gostam disto: