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Você é o que semeia

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24/02/2014 by Joe

Ondas concêntricas

Certa vez, contei uma mentira a um homem. Ele respondeu-me assim:

– “Todas as decisões que devo tomar serão baseadas nas suas palavras.”

Desde então, eu só disse a verdade.

Certa vez, reclamei de um presente que recebi, porque não era o que eu queria. Aquela que me presenteou percebeu o desapontamento em meus olhos e disse-me isto:

– “Escolhi o presente mais valioso que poderia encontrar, porque achei que você deveria ter um deste.”

Desde então, fico muito alegre com cada presente que recebo.

Certa vez, um homem contou-me um segredo, o qual eu sussurrei baixinho no ouvido de um outro amigo. O homem disse-me isto, depois de ouvir seu segredo repetido:

– “A razão pela qual contei-lhe o segredo foi porque confiei em você, não em seu amigo.”

Desde então, não confio assim tão facilmente.

Certa vez, dei um presente a uma amiga e ela chorou. Me desculpei por ser um presente tão pequeno, mas era o que eu podia comprar. E ela me respondeu:

– “Não há nada de errado com o presente, estou emocionada porque você lembrou-se de mim!”

Desde então, eu dou presentes frequentemente.

Estava tentando apenas ser eu mesmo, passando despercebido sem chamar atenção. E me foi dito isto:

– “O fato de você não se adequar faz com que você fique fora de tudo.”

Desde então, eu penso sobre isto. Penso, existo… penso, somos!

Você é um agente muito importante na existência, não vivemos aqui sozinhos. Cada movimento que você faz cria uma onda no oceano do outro. Cada vez que você respira afeta todo o ar em volta de quem está com você. Cada palavra que você expressa bate no ouvido de alguém. Aquilo que você toca é sentido por outra pessoa. Aquilo que você faz, certamente afetará alguém.

O que não faz, ou deixa de fazer, também afetará pessoas.

Nós nunca sabemos a distância realmente alcançada por algo que falamos ou fazemos até que nos retorne. Todas as coisas na vida formam círculos e estamos no meio deles, quer os vejamos ou não!

E tudo que devemos fazer é criar agradáveis ondas, aquelas que envolvem calorosamente tudo em torno de você, e que voltam suaves, fazendo, por sua vez, que você crie, cada vez mais, ondas agradáveis.

Aquilo que o homem semear, com certeza também colherá.

Desconheço a autoria.

Original ou rascunho da própria vida?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/10/2012 by Joe

Vivemos num mundo cheio de responsabilidades e compromissos, perdidos num mar de distrações, sem tempo para nada e sempre com coisas pendentes de serem resolvidas.

Essa dinâmica atual da vida parece nos afastar dos nossos anseios mais profundos. Ficamos envolvidos de tal forma nessas demandas e expectativas que chegamos a esquecer do que realmente nos traz satisfação e plenitude na vida. Seguimos “vivendo no piloto automático”, absorvidos por uma cultura de massa que determina quem devemos ser, ter, fazer e querer. E assim continuamos, dia após dia, apenas reagindo e vivendo em círculos, passando pelos mesmos obstáculos, pelos mesmos problemas sem, contudo, aprender a agir ou reagir de maneira diferente, principalmente com nossas emoções.

Vivemos fazendo o “jogo de esconde-esconde”: fingimos estar bem e outros fingem acreditar. Mas o perigo é que, na maioria das vezes, não nos damos conta de que fingimos para nós mesmos que está tudo bem e nos convencemos a acreditar nisso. Dessa forma, ignoramos completamente nosso poder interior e a força dos nossos pensamentos e sentimentos, subestimamos nossa capacidade de criação e ignoramos nossos anseios. Nesse emaranhado de dúvidas e insatisfações vamos relegando aos nossos sonhos os confins do esquecimento e seguimos, algumas vezes, até acreditando que somos felizes para, no momento seguinte, percebermos que é uma felicidade vã, vazia.

Todos nós – independente de idade, credo, raça ou classe social – crescemos adotando alguns modelos (na profissão, no amor, nas relações, pais, mães, filhos, etc.). Adotar modelos, a princípio, é uma atitude positiva e necessária que permite o estabelecimento de diretrizes iniciais para a vida. No entanto, ao conquistar determinado grau de autoconhecimento e experiências, espera-se que as pessoas possam construir uma identidade própria, ou seja, que elas possam se distinguir dos modelos que vinham seguindo, criando condições para imprimir sua própria marca.

Mas o que acontece é que estamos tão envolvidos com a vida frenética do nosso cotidiano, que não nos permitimos ampliar a percepção sobre que de fato somos: únicos e supremos criadores da realidade que experienciamos na vida. Estabelecemos conceitos que seguem a referência do outro e relacionamos o sucesso e a satisfação ao fato de nos tornamos iguais a fulano ou atingirmos os resultados de beltrano. Vamos nos perdendo e criando uma série de dificuldades para as nossas vidas e isso nos afasta ainda mais de tudo aquilo que somos e temos capacidade de ser, de algo que poderia nos trazer satisfação plena e muita alegria na vida.

Essa percepção equivocada sobre nossa natureza não permite uma atitude de auto-aceitação e de reconhecimento das nossas próprias habilidades. Passamos a viver oprimidos em nós mesmos e nos tornamos prisioneiros do medo, que na maior parte do tempo nos paralisa. Paralisados pelo medo e cercados por crenças limitantes ficamos dias, meses e anos com receio de assumir quem de fato somos e, consequentemente, encarar os riscos que podem surgir de uma decisão ousada (mudança de emprego, de cidade, de país, de casa, mudança de vida, colocar em jogo uma posição consolidada, dançar, cantar, ter filhos, etc.) que nos permita experimentar a grandeza de realização que habita inerte em nosso interior.

Você é único e é muito mais do que pensa que é!

Então, até quando vai continuar sendo rascunho de sua própria vida?

By Elza Nunes, Personal and Executive Coach, Practitioner em PNL e Treinadora Comportamental.

Intimidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/06/2012 by Joe

A vida é peregrinação e, a menos que o amor se realize, ela continua sendo uma peregrinação, nunca chegando a parte alguma. Ela continua andando em círculos e o momento da realização nunca chega, aquele momento em que se pode dizer: “Eu cheguei lá. Eu me tornei o que vim para ser. A semente se consumou nas flores.”

O amor é a meta, a vida é a jornada. E uma jornada sem um objetivo tende a ser neurótica acidental; não terá uma direção. Num dia você vai para o norte e no outro você vai para o sul; a jornada continua sendo casual, nada leva você a lugar nenhum.

Você continuará sendo como uma madeira flutuante lançada à costa pelas ondas, a menos que tenha uma meta definida. Pode ser uma estrela muito distante, isso não faz nenhuma diferença; mas a meta deve ser clara. Distante… se for distante está bem, mas deve estar visível.

Os seus olhos podem permanecer concentrados nela; então a jornada de dez mil quilômetros não será uma jornada muito longa. Se você estiver seguindo a direção certa, então a mais longa jornada não será problema.

Mas se você estiver seguindo a direção errada, ou não estiver seguindo direção nenhuma, ou seguindo todas as direções ao mesmo tempo, então a vida começa a entrar em colapso. Isso é que é neurose – um colapso de energia, não saber aonde ir, o que fazer, o que ser.

Não saber aonde ir, não saber do que se trata, deixa uma lacuna interior, uma ferida, um buraco negro, e um medo constante vai surgir daí. É por isso que as pessoas vivem tremendo de medo. Elas podem esconder o fato, podem tentar encobrí-lo, podem não revelá-lo a ninguém, mas elas vivem com medo.

É por isso que as pessoas têm tanto medo de ter intimidade com alguém – o outro pode ser o buraco negro dentro delas se elas deixarem que o outro chegue perto demais da sua intimidade.

A palavra intimidade deriva de uma raiz latina, intimum. Intimum significa a sua interioridade, o seu ponto mais íntimo. A menos que tenha alguma coisa ali, você não pode ser íntimo de ninguém.

Você não pode liberar o intimum, a intimidade, porque o outro verá o buraco, a ferida e o pus vazando dela. Ele verá que você não sabe quem você é, que você é um louco, que você não sabe para onde está indo. Que você nem sequer ouviu a sua própria canção, que a sua vida é um caos, que ela não é um cosmo. Daí o medo da intimidade.

By Osho, em “Intimidade – Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros”.

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