Arquivo para Cimento

Mudançar

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/11/2014 by Joe

Mudançar

Eu vivo a deliciosa incerteza a cada instante. E, exceto a defesa radical da Liberdade absoluta, não tenho convicções inabaláveis.

Não tenho caminho certo, não ando por sobre um bloco de cimento frio, não gosto de muros, nem gosto de grades.

Eu decido se mudo ou se danço.

Mas adoro mudançar…

A instabilidade de uma corda bamba de seda à beira do abismo me excita.

Eu não quero ordens – eu quero música.

Ninguém me prende, ninguém me dirige, ninguém me sufoca, ninguém me segura.

Não aceito invasões.

Não baixo a cabeça, nem ponho meu rabo entre as pernas.

Não estou à venda.

E jamais darei procuração para que alguém viva minha vida em meu nome.

Sou eu que faço as minhas escolhas.

Sou livre.

By Edson Marques.

Balanço

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19/04/2012 by Joe

Rubem Alves, o ilustre educador que já sentiu o perfume de flores em mais de setenta primaveras, em seu livro “Mansamente Pastam As Ovelhas”, escreveu o seguinte:

– “Balançar é o melhor remédio para a depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão pela qual eu acho um crime que nas praças públicas só haja balanços para crianças pequenas. Há que haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando?”

– “Ahhh, vocês riram? Acham absurdo?”

– “Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento.”

– “Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro, onde meu balanço está amarrado!”

Pense nisso … e liberte o jovem que existe em você!

By Rubem Alves.

Escalada para o nada

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , on 13/06/2011 by Joe

Quando olho pra vocês todos, tão atarefados, tão apressados, tão sérios e compenetrados; quando vejo vocês carregando tijolos para construir suas escadas e, ao mesmo tempo, subindo por elas, suados, arfando — eu me espanto com tamanha burrice.

Disseram-lhes que tem que ser assim, e que esse é o modo “certo” de viver. Acontece que, desse jeito, no fim da vida, quando vocês estiverem pisando o último degrau, cansados e sem nunca terem lido Walt Whitman, verão que essa porra de escada imóvel acaba dando numa enorme parede fria, que tem duas características: é de cimento — e é errada!

Vocês percebem o que eu quero dizer?

By Edson Marques.

Quem balança vira criança…

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , on 26/08/2010 by Joe

“Quem balança vira criança de novo.
Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas.
Há de haver balanços grandes para os grandes!
Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando?

Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento.

Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado!”

By Rubem Alves

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