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O valioso tempo dos maduros

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/07/2015 by Joe

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, roía até o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos; quero a essência, minha alma tem pressa!

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena. E, para mim, basta o essencial!

“By Ricardo Gondim, texto que consta em seu livro “Creio, Mas Tenho Dúvidas”, publicado pela Editora Ultimato.

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Vá em busca dos seus objetivos!

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/09/2013 by Joe

Corra atrás de seus sonhos

Você tem que largar a mania de ficar reclamando da vida, como se ela lhe devesse algo!

Se você realmente quer alguma coisa, vá em busca dela. Se você quer comprar uma casa, um carro, se você quer tirar aquelas férias na praia que há tanto tempo deseja, então vá em busca deles! Não adianta ficar se queixando do que você não tem: comece a construir o seu futuro hoje.

Você precisa economizar um dinheiro para a viagem no fim de ano? Encontre alternativas para economizar dinheiro. Você quer um emprego melhor? Estude, faça um curso, se atualize. Não pense que alguém vai lhe pagar mais ou lhe promover de cargo se você sempre oferecer sempre a mesma coisa, o mesmo trabalho.

A verdade é que para você subir na vida você tem que ser diferente, você tem que investir em você. Você, e somente você, pode criar as condições para buscar o que deseja.

E então? Vai ficar aí parado?

Desconheço a autoria.

Você não é o seu cargo

Posted in Inspiração with tags , , , , , , on 24/06/2009 by Joe

Destaque-seMuitas pessoas se rotulam e rotulam os demais em função dos seus cargos. Resultado? Não ousam aprender coisas novas

Muitas pessoas ficam limitadas em seu desenvolvimento pessoal e profissional em decorrência do cargo que possuem. O orgulho de colocar no cartão pessoal, logo abaixo do nome, um cargo pomposo, capaz de garantir respeito e status já foi o sonho de muitas pessoas. Assim é fácil observar a relutância de alguns ainda em se esconder atrás deste ou daquele cargo, mas a verdade é que muitas pessoas estão rompendo as amarras impostas obtendo, assim, a ampliação dos seus conhecimentos e capitalizando novas oportunidades.

Um bom exemplo disto ocorreu comigo em dezembro último. No ano que se encerrava tive muitas alegrias e decidi que deveria compartilhar um pouco deste sentimento com pessoas menos favorecidas: crianças de rua que geralmente passam seu Natal sem receber a visita do bom velhinho.

Assim, em pleno mês de dezembro, tinha um desafio pela frente: encontrar brinquedos em quantidade e variedade para presentear crianças que encontrasse pelas ruas. Foi então que, no auge das compras de final de ano, em um sábado, me aventurei na “meca” do consumo paulistano para fazer as tais compras.

A rua 25 de março, que fica no centro velho de São Paulo, é famosa em todo o Brasil por concentrar um grande número de lojas atacadistas. Lá, o consumidor encontra todo tipo de bugiganga, desde produtos de armarinhos, passando por artigos de papelaria, artigos para festas, brinquedos até a mais alta tecnologia de eletrônicos importados por meios não muito “convencionais”.

Logo na primeira loja fiquei como “barata tonta” tentando caçar um vendedor que pudesse me dar um pouco de atenção. Foram mais de 10 minutos de tentativas e nada. Como minha paciência para estas coisas não é grande, resolvi peregrinar. Tudo indicava que não era meu dia de sorte, pois mais longos minutos de tolerância em outra loja e nada de um vendedor para tão ávido comprador. Minha sina continuava, mas tinha a real esperança que meus problemas seriam resolvidos.

Mais uma loja, e logo que entrei vi um rapaz com um jaleco amarelo descarregando um carrinho cheio de mercadorias. Rapidamente olhei para os lados e não vi nenhum cliente. Era a minha oportunidade, afinal, um vendedor sem assédio naquele dia era “jóia rara”.

Dirigi-me até o rapaz, que não aparentava ter mais de 25 anos e solicitei algumas informações dos brinquedos que procurava. Como não havia a quantidade exposta, ele precisou buscar os produtos no estoque central, e em menos de 5 minutos tinha concluído a minha saga: bolas, bonecas, carrinhos, jogos, enfim, tudo estava lá.

Antes de me despedir, perguntei o nome do “profissional”, e assim terminei, agradecendo muito ao Júlio César por ter me facilitado a vida naquele dia.

Fui ao caixa fazer o pagamento para conseguir, finalmente, sair daquela loucura do consumo. Foi então que me perguntaram qual vendedor havia me atendido. Orgulhosamente respondi: Júlio César.

Minha surpresa tamanha foi quando recebi como resposta:

– Não temos nenhum vendedor com este nome aqui. Como é que eu vou cadastrar a venda para um vendedor que não existe?

Conversa vai, conversa vem e as pessoas que aguardavam o desfecho da situação na fila já demonstravam impaciência. Foi então que mais uma pergunta me surpreende novamente.

– Como estava vestido o tal do Júlio César?
– Bem, estava como todos os vendedores, com um jaleco amarelo.
– Ah bom, então ele não é vendedor não, ele é apenas um repositor que está trabalhando de temporário. Ele não vende nada!

Seria uma falta de consideração com aquela pessoa que resolveu meus problemas considerá-lo apenas um repositor. Então insisti:

– O Júlio César é o melhor vendedor desta loja sim! Aliás, vou dizer isto ao gerente daqui.

Foi exatamente o que fiz. Na segunda-feira liguei para a loja e expliquei o caso ao gerente, externando a minha satisfação com o Júlio César, que priorizou resolver os problemas do cliente ao invés de ater-se a seu cargo. Com sua iniciativa Júlio César contribuiu diretamente para o aumento dos resultados de sua empresa.

Muitas pessoas se rotulam e rotulam os demais em função dos seus cargos. Desta forma, vendedor é aquele que vende, repositor é aquele que repõe e assim por diante. Nas empresas em que este paradigma ainda é mantido, as pessoas se limitam em fazer apenas sua “especialidade” e não ousam aprender coisas novas.

Você não é seu cargo, você é você com todo o seu talento e poder de realização. Sua iniciativa e sua capacidade de trabalhar com excelência é um dom que você carrega e, ainda que a estrutura antiquada e hierárquica da sua empresa reforce a tarefa e a “especialização do cargo”, jamais se esqueça o que você é e a competência que tem.

Muitas empresas são “Ltda” não só na constituição legal, mas na forma de reconhecer seus talentos. Demita estas organizações do seu currículo. Sua empresa tem que ser uma empresa “Apda”, ou seja, ampliada, e não limitada. Isto representa ampliar experiências, relacionamentos e conhecimentos. Sua empresa precisa viver a Era do Conhecimento, portanto, é uma empresa que sabe, e por isso mesmo é que aprende!

By Silvio Bugelli

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