Arquivo para Capacidade

A dupla face da realidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/07/2014 by Joe

Nova velha

Outro dia, lendo um jornal, um artigo de Marcelo Gleiser trazia a seguinte frase: “A realidade é definida pelo modo como interagimos com ela”.

Lembrei de um desenho antigo, que revela duas faces ao mesmo tempo: a da moça e a da velha. Visualizar uma ou outra depende do ponto de vista. Nossa percepção imediata revela somente um lado da realidade – aquela que conseguimos enxergar.

A forma como lidamos com nossas relações fazem parte do que consideramos real também. Uma pessoa ferida, amargurada após relações que não deram certo, certamente terá uma visão diferente daquela que tem a mocinha confiante, que entra na igreja de braço dado com o pai.

Por isso é tão necessário ter cuidado com aquilo que transmitimos aos outros – principalmente aos mais novos – a partir de nossos paradigmas ou percepções (nem sempre tão legítimas), mas que fazem parte da nossa realidade, não da realidade universal.

Aquilo que vejo pode não ser o que é; e talvez uma mente jovem, sem grandes traumas, tenha maior capacidade de enxergar o que realmente é, ao invés daquilo que podemos acreditar que seria.

A vida não é fácil, e muitas vezes é injusta. Por isso, é tentador nos moldarmos de forma distorcida. Blindamos nossa estrutura e nos protegemos com excesso de cuidado. Nosso pecado é intervir nas páginas em branco daqueles que amamos, transmitindo nossos medos – muitas vezes desnecessários. Mas a vida se encarrega de sacar suas próprias cartas. E torcemos para que nossos mapas de conexões neurais façam conexões saudáveis, leves, carregadas de poesia e fé…

By Fabíola Simões, em “A dupla face da realidade”.

Alimente a ação

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 03/07/2014 by Joe

Alimente a ação

As verdades primárias, que incluem tudo o que é mais óbvio na vida, acredite, são as que aprendemos por último. Uma dessas verdades primárias é: tudo o que existe e que possui vida precisa, necessariamente, ser alimentado para continuar a viver e a existir.

Não apenas os seres, mas também os pensamentos, as emoções, os sentimentos, os processos e tudo o mais, depois que foram gerados, precisam ser alimentados continuamente para continuarem a existir. Por isso, o difícil não é conquistar o sucesso. O difícil é alimentá-lo para que possamos continuar a possuí-lo.

O amor, sentimento supremo a que o ser humano pode almejar, também precisa ser alimentado. Caso contrário, perecerá como perece a planta privada da umidade nutritiva do solo ou da fotossíntese, por lhe ter sido negada a luz do Sol.

Tudo na vida precisa ser alimentado. No entanto, podemos perguntar: “Haveria algo mais importante do que o alimento, algo que alimente o próprio alimento?”. O pensamento (ação interior) e a atitude (ação exterior) constituem a base de todo alimento e, portanto, de toda a vida. O corpo não se autoalimenta. Quando sente fome, ele nos envia uma mensagem, e é essa mensagem que nos conduz à ação de buscar o alimento necessário. Sem esta ação, morreríamos.

O amor também nos envia mensagens solicitando os alimentos que lhe são próprios: é o anseio da esposa que nos pede tempo e atenção, é a compassividade do marido que pede a ela calma e compreensão, é o olhar do filho que de ambos solicita cuidado, é a certeza de um amigo à espera de nossa consideração. Todos morreríamos de fome emocional se não tivéssemos quem nos atendesse.

O sucesso e a prosperidade também precisam de alimento. Mas você me perguntará:

– “Alimentam-se de quê?”

– “De ação!”

O seu sucesso e a sua prosperidade lhe mandam mensagens o tempo todo:

– “Hei, você pode ir bem mais longe!”

– “Ainda há muito tempo para aprender!”

– “Não desista, vale o esforço.”

– “Não se desespere, você tem capacidades que ainda não conhece.”

Não tema o fracasso, pois o fracasso não existe, só existem experiências! Faça as mudanças que são necessárias. Se o mundo mudou, você também precisa mudar! A prosperidade é a consequência de se buscar as coisas certas, de tomar as decisões corretas.

– “E quem alimenta a ação?”

– “É você, meu amigo! É você quem alimenta a ação, graças à exteriorização da sua vontade. Essa determinação é uma força do espírito com que o Criador nos brindou a existência. Utilize-a em seu benefício”.

Se você alimentar pequenas ideias de desânimo, elas crescerão e se tornarão ideias “adultas e fortes”. Se, pelo contrário, você alimentar a cada manhã o seu bom humor e a sua vontade de aprender, de ser melhor a cada dia, serão estas as características que crescerão e que, bem alimentadas, se tornarão “adultas”, prontas para conduzí-lo pelos caminhos de uma vida melhor! Aristóteles sempre dizia:

– “Somos o que repetidamente fazemos”.

Observe com atenção quais as forças e os pensamentos que você vem cotidianamente alimentando e procure alimentar apenas as sementes que você quer que cresçam e dêem frutos em sua vida.

Somente a ação constrói! Aja! Transforme a atitude correta e positiva num hábito e você se tornará exatamente aquilo que semeou, uma pessoa positiva, com sucesso e prosperidade cada vez maiores e mais vigorosos. Alimente a ação!

By Carlos Hilsdorf, autor e consultor de empresas, pesquisador do comportamento humano.

Faça a sua escolha

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/05/2014 by Joe

Bolshoi

Era uma vez uma menina chamada Karina. Desde pequena, ela só tinha uma paixão: dançar e ser uma bailarina do famoso Ballet Bolshoi. Tudo o mais era secundário. Seus pais até desistiram de exigir empenho em qualquer outra atividade: o coração de Karina tinha lugar somente para o ballet.

Um dia, Karina teve sua grande chance: conseguiu um encontro com o diretor do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a companhia. Nesse dia, Karina dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo o que sentia e que aprendera em cada movimento, como se uma vida inteira pudesse ser contada em um único passo. Ao final, aproximou-se do renomado diretor e perguntou-lhe:

– “Então, o senhor acha que posso me tornar uma grande bailarina?”

E ela ouviu um sonoro não!

Na longa viagem de volta à sua cidade, Karina, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele “não” deixaria de soar em sua mente…

Meses se passaram até que pudesse novamente calçar uma sapatilha… Dez anos mais tarde, Karina, já uma estimada professora de ballet, criou coragem de ir à performance anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e verificou que o diretor do balé ainda era o mesmo!

Após o concerto, ela tomou coragem e foi conversar com ele. Contou o quanto ela queria ter sido bailarina do Bolshoi e quanto tinha sido difícil ter ouvido dele aquele “não”!

– “Mas, minha filha…”, disse o diretor, “eu digo não a todas as aspirantes”.

Com o coração ainda aos saltos, Karina não pode conter a revolta e a surpresa, e disse:

– “Como o senhor pode cometer uma injustiça dessas? Eu poderia ter sido uma grande bailarina se não fosse o descaso com que o senhor me avaliou!”

Ao responder, havia solidariedade e compreensão na voz do diretor:

– “Perdoe-me, minha filha, mas você nunca poderia ter sido grande o suficiente se foi capaz de abandonar o seu sonho pela opinião de outra pessoa!”

Moral da história: quando estabelecemos metas específicas é muito maior a nossa chance de conquistarmos nossos sonhos. Dedicação e empenho também são requisitos indispensáveis nessa dura jornada. No entanto, mais importante do que tudo é acreditarmos efetivamente na nossa própria capacidade porque o que não faltam na vida são os obstáculos! E assim, muitos desistem da luta, por medo, por preguiça ou porque acreditaram nas previsões negativas dos outros.

Faça a sua escolha! E não desista jamais!

Desconheço a autoria.

A confiança dos parceiros

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/05/2014 by Joe

A confiança dos parceiros

A relação de amor entre um homem e uma mulher se fundamenta na cumplicidade. Em outras palavras, o casal se junta para construir a felicidade e não para competir e ver quem consegue passar o outro para trás.

Alegrias e sofrimentos certamente vão existir, erros e acertos também. Esta é a graça e a beleza da vida. Tanto se pode dizer “siga seu coração e arrisque!” ou se aconselhar “pare de lutar com tantas dificuldades e procure outra pessoa” porque não podemos saber da realidade do amor de cada casal. É fundamental que haja amor de parte a parte e muita vontade de ficar junto. Sem isto, a felicidade não será possível.

Sem paixão, seja qual for, a vida não tem sentido. A passagem do tempo, no entanto, corrói a paixão. Em compensação, acaba ajudando o amor a se solidificar. Na luta por preservar a relação dos desgastes causados pelos atritos e pela rotina, o amor se fortalece e ganha a confiança dos parceiros.

E a confiança é fundamental. Podemos confiar em nós mesmos e em nosso parceiro, desde que a experiência nos mostre, pela capacidade evidenciada em se superar dificuldades, que tal confiança é razoável. Assim, o casal reforça a convicção de que existirão vontade e maturidade suficientes para continuar superando as eventuais dificuldades.

By Dr. Luiz Alberto Py.

Educar

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/05/2014 by Joe

Olhar para o mundo

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” – e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente!

E ficando mais rico interiormente ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.

Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.

A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.

Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento, a capacidade de se assombrar diante do banal. Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o voo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não veem.

Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. E nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore ou para o curioso das simetrias das folhas. Parece que naquele tempo as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.

Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir, e não se torna como criança, jamais será sábio.

By Rubem Alves, nascido em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista, professor, poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias e um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil. Ama crianças e filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas.

Mães

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Feliz Dia das Mães

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto, etc.

Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem, ensinem. E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.

Sejam rigorosas! Eles vão te odiar, às vezes. Você vai querer esganá-los frequentemente. Faz parte entre as pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o filho estava com três meses de idade, ela respondeu: “Mas talvez já seja muito tarde!”.

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário. Isso aumenta a capacidade linguística das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc. Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando, no decorrer da vida, elas infelizmente acontecerem.

O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar. Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira é uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga. Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro. A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:

Não sair pra se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras. Não deixar cair um grão sequer na mesa. Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc. Se encher, que coma tudo. A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenha exagerado. Sete. Não misturar carne com peixe. Macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.

Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café. Um suplício.

Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão. Só gritar se for por mordida de cobra. Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.

Não chamar a amiga da mãe de tia. Aliás, não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só!

Eu adoro bebês! Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.

Vamos, então, falar dessa fase sublime: elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três. Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.

Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano. Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes. Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra aguentar o que elas frequentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa. Dinheiro para o Motel só se você der. Então, o que fazer? Claro, a gente compreende a situação, mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:

– “Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?”

Ok, dá. Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas? Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa. Mas só ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais!

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. Portanto, vá anotando, na frente dos filhos: mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra! Nem sabe o que quer dizer. Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução. Portanto, quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se. Tenha pouca, pouquíssima personalidade. Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.

Mãe não tem passado. Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer. Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisky duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais! Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel? Não… apenas verdade.

E mais: isso é que faz o equilíbrio da vida!

By Pedro Bial.

Entusiasmo

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/04/2014 by Joe

Entusiasmo

No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado.

A pessoa entusiasmada é aquela que acredita em sua capacidade de transformar as coisas, de fazer com que elas deem certo.

Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.

E só há uma maneira de ser entusiasmado: é agir entusiasticamente!

Se esperarmos ter as condições ideais primeiro para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma. Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é justamente o contrário: o entusiasmo que traz o sucesso!

Há pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma. O entusiasmo é que traz a nova visão da vida!

Como vai seu entusiasmo pelo país, por sua empresa, por seu emprego, por sua família, por seus filhos, pelo sucesso de seus amigos?

Se você é daqueles que acham impossível entusiasmar-se com as condições atuais, acredite: jamais sairá dessa situação!

É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade.

Deixe de lado todo o negativismo. Deixe de lado o ceticismo. Abandone a descrença e seja entusiasmado com sua vida e, principalmente, entusiasmado com você.

Você verá a diferença!

Desconheço a autoria.

A mente e o arco

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/04/2014 by Joe

Arqueiro

Após ganhar vários torneios de arco e flecha, um jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.

O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou, na primeira flecha lançada, um distante alvo bem na mosca, e ainda foi capaz de dividir a primeira flecha em duas com seu segundo tiro!

– “Sim!”, ele exclamou para o velho arqueiro, “veja se pode fazer isso!”

Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas, em vez disso, fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima.

Curioso sobre o que o velho estaria tramando, o campeão seguiu-o para o alto, até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira.

Calmamente, caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre escolheu uma longínqua e larga árvore como alvo, esticou seu arco e, num tiro direto, acertou o o alvo.

– “Agora é sua vez,” ele disse, enquanto suavemente voltava para o solo seguro.

Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não conseguiu nem mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo daquela posição.

– “Você tem muita perícia com seu arco,” disse o mestre, percebendo a dificuldade de seu desafiante, “mas tem pouco equilíbrio com a mente, que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo.”

E você? Está com a sua mente em equilíbrio para atingir seus objetivos?

Desconheço a autoria.

Modos de amar

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/03/2014 by Joe

Modos de amar

Uma das frases que estamos acostumados a ouvir é: “Eu amo a meu modo”.

É claro que isso é dito em consequência das queixas e insatisfações do companheiro, que se sente pouco atendido em suas pretensões de carinho e atenção.

Será mesmo que existem vários modos de amar? Ou será que a hipótese é usada de má-fé para encobrir a falta da capacidade de amar?

Há pessoas que gostam – e necessitam – de relações afetivas próximas e intensas, ao passo que outras preferem relações mais frouxas. Quando duas pessoas com expectativas amorosas diferentes se unem, é claro que aquela que espera um relacionamento mais intenso fica insatisfeita, mesmo quando o parceiro se dedica a ela da forma mais leal e honesta. Acho que talvez seja mais adequado pensar em diferentes graus de intensidade amorosa, em vez de pensar em diferentes formas de amar.

Sim, porque esta última forma de raciocinar abre as portas para muitos tipos de comportamento claramente egoístas em que se podem usar palavras de natureza amorosa sem que elas venham acompanhadas de comportamentos compatíveis. Dizer “eu te amo” não custa nenhum tipo de esforço ou sacrifício. Se expressões desse tipo não vêm acompanhadas de atitudes próprias desta emoção, elas são pura demagogia.

Funciona mais ou menos assim: o demagogo diz que ama a seu modo e que isto não significa ter atitudes de dedicação e agrado em relação ao seu par. Por outro lado, ele espera do parceiro a renúncia e a generosidade próprias do modo de amar do outro. O processo envolve, pois, dois pesos e duas medidas, uma vez que as pessoas que amam a seu modo nunca se relacionam intimamente com outras pessoas que amam do mesmo modo que elas, preferindo pessoas que amam de um modo mais convencional.

Temos todas as razões do mundo para desconfiar das palavras, especialmente daquelas que não vêm acompanhadas de atitudes coerentes com elas. Acho melhor encontrarmos uma só forma de descrever o amor e definitivamente só considerarmos como capazes de amar aqueles que se comportam de acordo com o descrito. Ou seja, penso que a melhor forma de conceituar o amor seja considerar que aquele que ama se sente muito bem em agradar e paparicar a pessoa amada.

Uns farão sacrifícios maiores para isso do que outros, mas todos aqueles que amam de verdade sentem-se felizes interiormente quando são capazes de proporcionar alegria e felicidade ao amado. Amar é, então, gostar de agradar a pessoa amada, ficar feliz com sua felicidade, querer ver a pessoa prosperar. É fazer todo o possível para que estas coisas se realizem.

Agradar a pessoa amada significa fazer as coisas que a deixam satisfeita e, principalmente, que a fazem sentir-se amada. E o que agrada a outra pessoa não é, obrigatoriamente, o que nós achamos que vai agradar. É importante observar quem se ama, conhecer seus gostos e vontades. Não tem cabimento um homem dar uma jóia de presente a uma mulher que não gosta de jóias! Às vezes vale mais uma flor do que um anel de brilhantes.

Quando não existe esse tipo de troca num relacionamento, penso que não deveríamos usar a palavra amor para descrever o elo que une duas pessoas. Não é raro que um dos indivíduos seja do tipo que sempre gosta de paparicar o parceiro, ao passo que o outro é displicente, só gosta de receber agrados, “ama a seu modo”. Nesse caso, o que agrada ama, mas não está sendo amado, está sendo explorado. É co-autor de uma história de amor unilateral.

Não posso esconder as reservas que tenho em relação a esses tipos de relacionamento. Eles não fazem parte das verdadeiras histórias de amor, que são sempre trocas ricas e gratificantes para ambos os envolvidos. As verdadeiras histórias de amor acontecem quando duas pessoas amam do mesmo modo, e o sentimento provoca sempre uma enorme vontade de cuidar do amado.

By Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.

Sabotadores invisíveis

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/03/2014 by Joe

Crenças limitantes

Muitas pessoas não conseguem ter o reconhecimento e o sucesso que elas gostariam. Às vezes, pessoas menos inteligentes e dedicadas conseguem ir bem mais longe!

Isso causa muita frustração porque parece muito injusto, não faz sentido que seja assim. Talvez você já tenha se sentido dessa forma. Entretanto, existem razões bem definidas que levam isso a acontecer. E essas causas vão muito além da inteligência racional e da questão do nosso esforço pessoal.

O fato é que você pode ter várias objeções inconscientes contra o seu crescimento. E essas objeções vão fazer você simplesmente se sabotar. São as crenças que você carrega que levam você pra direção contrária do sucesso e prosperidade. Existem inúmeras, centenas delas. Vou detalhar aqui algumas.

Uma objeção interna que você pode ter contra ter mais sucesso pode vir do pensamento: “Pessoas ricas e bem sucedidas trabalham muito e não tem paz interior”. O que é que o seu inconsciente faz então pra ajudar você? Ele trata de afastar você do sucesso. Afinal, ele está lhe protegendo pra que você não se torne alguém que só trabalha e não tem paz.

No nível racional você deseja crescer. Só que, no nível inconsciente você tem essa objeção. E o nosso inconsciente é muito poderoso, muito esperto. Até por que ele é bem mais vasto do que a parte consciente racional. Se você pensar na figura de um iceberg, a parte consciente é a que fica acima da água, enquanto que a parte inconsciente é representada pela parte submersa, muito maior.

A partir disso o seu inconsciente começa a trabalhar contra o seu sucesso. Ele vai influenciar nas suas escolhas, nas suas ações para que você não tenha chance de ser bem sucedido. A missão dele é proteger você a qualquer custo. E ele é muito bom nisso!

Se por acaso você entrar num caminho que pode levá-lo a ser bem sucedido, seu inconsciente vai dizer: “O que é que esse cara está fazendo? Ele vai ter sucesso e se ele fizer isso vai se tornar uma pessoa sem paz, eu tenho que impedir a todo custo”. E aí o inconsciente vai utilizar todas as armas para impedir você.

Ele pode fazer com que você sinta preguiça e falta de energia. Ele pode fazer você procrastinar as coisas importantes. Ele pode fazer você escolher um sócio que só vai trazer problema. Ele faz você gastar mais do que deveria para não ter como investir. Ele vai fazer você abrir um negócio no pior momento. Ou então vai dizer que agora não é o momento ideal, e fica repetindo isso para sempre. Sutilmente ele vai interferir em todas as suas decisões e ações para garantir que você não tenha sucesso. E então as coisas nunca andam conforme você gostaria, e parece tudo azar, má sorte…

E você se esforça, usa a sua inteligência, toda a sua força de vontade para tentar crescer, mas o que você não percebe é que tudo que você pensa e faz já vem impregnado com a influência do inconsciente. Cada objeção interna que você tem contra a prosperidade vira um jogador que trabalha no time da sabotagem. Cada crença limitante que você carrega reforça esse time.

Vá somando as crenças: dinheiro causa discórdia na família; o sucesso deixa você escravo dele; as pessoas só vão se aproximar por interesse; dinheiro é sujo; o dinheiro é o mal do mundo; o dinheiro muda as pessoas para pior.

Tem crenças ainda ligadas à espiritualidade: dinheiro afasta do caminho espiritual; pensar em crescimento material é coisa de pessoas egoístas que não evoluíram; para ser bom eu tenho que me doar o tempo todo, receber não é bom; só o espiritual é que é importante, etc.

Crenças ligadas à autoestima: eu não tenho capacidade; eu não posso; quem sou eu pra merecer; coisas boas não são pra mim, etc. E o seu inconsciente vai trabalhar para comprovar essas crenças que você guarda como verdades.

E tem muitas outras…

Quando você ve alguém que é muito competente e dedicado, mas que não tem um sucesso à altura, pode ter certeza, essa pessoa está cheia desses sabotadores invisíveis. E quando você ve alguém que nem tem tanta competência assim, mas que é bem sucedido, pode ter certeza, essa pessoa está muito mais liberta de crenças limitantes.

By Andre Lima, engenheiro, palestrante, ministra cursos presenciais e online sobre a EFT – Emotional Freedom Techniques, uma técnica revolucionária, simples e eficaz, para limpeza e cura de todos os tipos de emoções, pensamentos e crenças limitantes. E-mail: andre@eftbr.com.br.

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