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Eleições

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/10/2010 by Joe

A corrupção sempre esteve presente nas mais diferentes civilizações desde os primórdios da humanidade. Está presente há centenas e centena de anos em diversas nações, sejam elas democracias, ditaduras, com governos de ideologia de esquerda ou de direita, sejam regimes parlamentaristas ou presidencialistas!

Livros e trabalhos acadêmicos apontam a existência de práticas corruptas desde o mais antigo dos tempos. No Brasil já sabemos que, desde a descoberta pelos portugueses, convivemos com as mais diferentes práticas desonestas. E com toda esta “tradição”, ainda nos impressionamos com a enxurrada de escândalos em nossas mais diversas instâncias políticas!

Enfim, não são os políticos os corruptos … somos nós, quando corrompemos e quando nos calamos frente à corrupção! Somos nós quando votamos em candidatos despreparados, em pessoas sem referência moral … é aí que mantemos assim o nosso país.

Há que se pensar numa nova atitude e não apenas em reformas políticas; há que se exigir de nossos representantes não apenas no dia das eleições, mas durante todo o mandato, ligando, mandando e-mails, cartas inclusive.

E, acima de tudo, há que se criar o hábito de respeitar as regras em casa e nas pequenas atitudes, pois é nisso que estamos falhando!

Lembre-se disto: eleitor consciente + político competente = são fatores fundamentais para se construir uma grande nação!

Vamos votar conscientes e dizer NÃO a candidatos incompetentes, fantasiados e fantoches!

Por outro lado, se quiser protestar contra tudo que aí está, ANULE seu voto digitando um número que não existe (99999, por exemplo) …. mas não vote em qualquer palhaço apenas para protestar!

Leia mais sobre o que pode piorar, clicando aqui.

By Joe.

Eleições sem senso de humor (a volta da censura)

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/08/2010 by Joe

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está preocupado, pois entendeu que satirizar um candidato na TV gera desigualdade no processo eleitoral. Ufa! Agora os indefesos candidatos já podem respirar aliviados e se concentrarem na campanha em que, na mesma TV, durante a propaganda eleitoral gratuita, um terá 10 minutos a mais que o outro para expor suas ideias. Isso sim é democrático, igualitário e … droga! … aqui caberia uma piada, mas não posso fazê-la.

Agora é contra a lei ridicularizar o candidato. Então, lembre-se: por mais ridículo que ele seja, guarde segredo.

Exemplo: Ainda que Collor ridiculamente ligue pra casa de um jornalista o ameaçando de agressão, por mais tentador que seja não mire sua lupa cômica nisso. Ele é candidato, e candidato aqui não fica exposto, fica blindado. O TSE nao é o feirante japonês que deixa a mercadoria exposta para que possamos apalpar e cheirar antes de levar. Ele é o coreano do Paraguai que a deixa na vitrine. Você não toca, não cheira. Apenas paga. Quando chegar em casa, reze antes de abrir a caixa.

E a discussão se essa censura é ou não constitucional? Tenho fé que em breve teremos uma resposta sensata. Logo após eles chegarem à conclusão de outra discussão que há anos os perturbam: afinal, o fogo é ou não quente?

O humorista pega a verdade e a exagera. Ao contrário do político, a verdade é imprescindível para o sucesso de seu trabalho. E esse é o problema. Num país onde culturalmente é bonito lucrar com a mentira, a verdade não diverte. Assusta. Indigna.

Onde já se viu um coronel permitir que manguem de sua cara em sua província? Então censuremos! Por isso, recentemente, tivemos imprensa brasileira censurada, jornalista estrangeiro expulso, repórter agredida e agora, humorista amordaçado. É melhor que o Estado defina o que pode ou não ser passado para o público, assim o público continua passando o que interessa para o Estado.

Aristófanes, pai da comédia antiga, exercia abertamente sua função de fazer o público rir, criticando instituições políticas e seus representantes. Se fosse brasileiro, hoje, Aristófanes não poderia realizar seu ofício. A visão democrática do TSE está mais atrasada que a da Grécia de 400 a.C.

Henri Bergson, filósofo francês, afirmou que “não há comicidade fora daquilo que é propriamente humano. Comicidade dirige-se à inteligência pura”. Filosoficamente, o pessoal do TSE não é humano, nem inteligente o bastante para compreender o que foi escrito há quase um século atrás.

Freud, pai da psicanálise, entendeu que “rir estrondosamente, satirizar personagens e acontecimentos fazem parte da nossa experiência cotidiana e é crucial pra nossa condição humana”. Um século depois, temos uma lei que impede a manifestação do cômico num evento tão importante pra sociedade como a eleição. Psicossocialmente falando, a democracia brasileira encontra-se retardada.

Estudos observam que primatas riem de boca aberta para manifestar raiva e hostilidade. A evolução preservou o instinto do riso no ser humano para que fosse a válvula de escape substituta à agressão física. A lei eleitoral quer abafar o instinto compulsivo da piada e do riso (e sabe lá Deus aonde isso vai poder explodir). Biologicamente, eles estão forçando um passo atrás na escala evolutiva.

Enquanto o Brasil se orgulha de dialogar com países desenvolvidos o suficiente para que nenhuma forma de comunicação seja restrita, a gente fica aqui rindo das imitações de Silvio Santos, porque é o que se pode fazer no momento. Claro, enquanto o Silvio Santos não for candidato.

Muito político faz chorar. Com a mesma matéria-prima o humorista faz rir. Para o TSE a segunda opção é uma ameaça e precisa ser contida.

A liberdade de expressão aqui tem o mesmo conceito de liberdade do zoológico. Faça e fale o que quiser. Você é livre! Desde que não passe os limites da sua jaula.

Não me multem, por favor. Isso não foi uma piada!

By Danilo Gentili, comediante stand-up e repórter do CQC da Band.

Seleção por Incompetências

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/01/2010 by Joe

“Responda-me o que eu quero ouvir, e eu te contratarei!”

Como você se imagina daqui a dez anos?
Cite 3 defeitos e 3 qualidades?
Como é a relação com sua família?

Quantas vezes você já ouviu em sua vida estas perguntas?

Opa, opa! Se você é ingênuo a ponto de acreditar que este é um texto direcionado somente ao pessoal de recursos humanos das empresas, recomendo que desça urgentemente do barco de Cabral e atualize a sua cena!

Estas perguntas ineficazes hoje em dia são usadas em todo e qualquer processo seletivo: emprego, trabalhos em geral e até escolha de namorado em programas de TV e Internet.

Na sociedade da imagem, onde o conteúdo e a possibilidade da verdade vir à baila valem cada vez menos, a performance verbal e até mentirosa de alguns candidatos é que tem sido usada como critérios seletivo.

Hoje, mesmo que você tenha um conteúdo danado, seja doutor em astrofísica pela maior universidade do planeta, tenha estudado anos a fio, ou seja um autodidata, isto tudo vale pouco se não souber projetar de forma adequada a sua imagem.

Ser, nos tempos da sociedade do espetáculo, não é nada se você não parecer ser!

Puristas que me perdoem, mas se você analisar as três perguntinhas absolutamente inócuas lá de cima, e responder com a verdade, tenho dúvidas que você seja contratado em qualquer lugar!

Em primeiro lugar, eu disse que elas são absolutamente inócuas. Vamos analisar:

Como você se imagina daqui a dez anos?

A tal pergunta só serve pra avaliar o poder de imaginação de um candidato a qualquer coisa, mais nada. Do futuro alguém sabe? Pode ser que se tenha uma resposta assertiva se o candidato for um “expert” em tarô ou qualquer outra técnica advinhatória, por exemplo.

Uma das capacidades de um mentiroso é a de imaginar situações!

Se o candidato for esperto e estiver concorrendo a um cargo numa empresa, por exemplo, basta ele ter em mente a palavra carreira. Esta resposta é a esperada na maioria dos casos.

Cite 3 defeitos e 3 qualidades

Caro leitor, pense agora, sinceramente, tal como Ana Karênina, aquela personagem de Leon Tolstói, apenas de si para consigo, e diga apenas a verdade, nada mais que a verdade: quais são seus defeitos?

Vamos fazer de conta aqui!

Você sabe que é meio galinha, odeia acordar cedo e faz um esforço enorme para cumprir prazos. Sinceramente, você diria isto num processo seletivo?

Quantas pessoas você conhece que foram aprovadas por falar a verdade, nada mais do que a verdade para esta pergunta?

E, no fundo, usando os nossos neurônios, qual a finalidade dela?

Será que a incompetência que toma conta de alguns selecionadores é tamanha e eles não tem outros métodos para descobrir defeitos e qualidades a não ser perguntando?

Será que estes mesmos despreparados selecionadores não imaginam que tem gente escolada e de novo esperta no mercado a ponto de responder um defeito mas que lá no fundo vira qualidade?

Quer ver como?

Nos cursos de entrevistas que já ministrei, eu vi nas dramatizações (sou psicodramatista) gente respondendo a esta pergunta assim:

– “Sou um pouco teimoso, não abro mão até chegar ao final do trabalho”.

Enfim, esta aparente teimosia acaba por se tornar uma virtude: a persistência!

Fora aquelas palavras manjadas para definir qualidades: gosto por desafios, criatividade, etc. Enfim, um verdadeiro jogo de “me engana que eu gosto”!

Como é a relação com sua família?

Ai, ai, ai, ai … Esta, no campo pessoal, é “braba”. Até porque eu não conheço ninguém que, mesmo sendo filho ou marido de uma alcoólatra, vá dizer isto no momento da entrevista, por exemplo. E, se acabou de brigar com o marido intransigente, vá contar pra selecionadora.

E pra que saber desta informação de forma tão direta?

Será que não há – de novo ele – método para saber se as relações familiares poderão interferir ou não no campo profissional?

Existem selecionadores que estão mais interessados na vida pessoal do candidato do que propriamente na sua capacidade profissional.

Uma garota que fizer este tipo de pergunta ao seu potencial namorado também dará com os burros n’água. Se o cara for esperto responderá somente aquilo que ela quer ouvir.

Posso dizer com certeza que, pela falta de método em seleção, os candidatos estão se tornando a cada dia mais espertos! Tanto que alguns já chegam a uma entrevista com um roteiro pronto de respostas. Tão pronto que alguns selecionadores sem método nem sequer percebem.

Sem contar as palhaçadas que caracterizam algumas dinâmicas de grupo! Alvos de piadas e chacotas em vários “sites” na internet.

Os métodos seletivos também são temas do filme  como “O que você faria?” e da peça “ O Método Grönholm”. Os artistas, por seu modo peculiar de ler a vida, já perceberam que os métodos de seleção atual são absolutamente incompetentes. Ao passo que os selecionadores das empresas usam apenas o termo-imagem “Seleção por Competências”. Sem saber o que este termo significa e sem fazer nenhuma leitura da empresa em que trabalham para saber se este método é aplicável ou não ao contexto em que trabalham . Escrevo isto de “cadeira”, já que ministrei diversos cursos deste tema e fiquei pasma com o desconhecimento sobre o que é “Competência”.

Seleção em qualquer esfera é de responsabilidade de especialistas em métodos competentes para prognosticar desempenho futuro. Existem vários, basta estudar e se aperfeiçoar. E deixar de repetir perguntas que outros fazem. É preciso botar a cabeça pra funcionar e, vez por outra, se perguntar:

–  Pra quê servem estas perguntas?

–  Que resultados irei obter?

Enfim, é o resultado no futuro cargo que deverá ser  avaliado. Quem desfoca na entrevista apenas quer ser enganado. Caso aplique dinâmicas de grupo que não espelhem o resultado esperado para o cargo, também se auto-enganam.

Para tudo porém é preciso estar consciente – e muito! – do que se quer tanto de um cargo como de um futuro namorado. É preciso visualizá-lo. O resto é bobagem!

Quem não sabe o que quer se deixa enganar. Se for um profissional de seleção atua por Incompetência, mesmo que profira aos quatro cantos que faz Seleção por Competências!

Dá vontade é de rir!

By Suely Pavan, criadora dos seguintes cursos: Técnicas de Entrevista; Seleção por Competências; Laudos Estratégicos em Seleção; Oficina de Criação de Jogos para Seleção, Treinamento e Avaliação de Potencial, entre outros. Criação, Roteiro e Direção da palestra-espetáculo “in company”: Você dá resultados?

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