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Intimidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/06/2012 by Joe

A vida é peregrinação e, a menos que o amor se realize, ela continua sendo uma peregrinação, nunca chegando a parte alguma. Ela continua andando em círculos e o momento da realização nunca chega, aquele momento em que se pode dizer: “Eu cheguei lá. Eu me tornei o que vim para ser. A semente se consumou nas flores.”

O amor é a meta, a vida é a jornada. E uma jornada sem um objetivo tende a ser neurótica acidental; não terá uma direção. Num dia você vai para o norte e no outro você vai para o sul; a jornada continua sendo casual, nada leva você a lugar nenhum.

Você continuará sendo como uma madeira flutuante lançada à costa pelas ondas, a menos que tenha uma meta definida. Pode ser uma estrela muito distante, isso não faz nenhuma diferença; mas a meta deve ser clara. Distante… se for distante está bem, mas deve estar visível.

Os seus olhos podem permanecer concentrados nela; então a jornada de dez mil quilômetros não será uma jornada muito longa. Se você estiver seguindo a direção certa, então a mais longa jornada não será problema.

Mas se você estiver seguindo a direção errada, ou não estiver seguindo direção nenhuma, ou seguindo todas as direções ao mesmo tempo, então a vida começa a entrar em colapso. Isso é que é neurose – um colapso de energia, não saber aonde ir, o que fazer, o que ser.

Não saber aonde ir, não saber do que se trata, deixa uma lacuna interior, uma ferida, um buraco negro, e um medo constante vai surgir daí. É por isso que as pessoas vivem tremendo de medo. Elas podem esconder o fato, podem tentar encobrí-lo, podem não revelá-lo a ninguém, mas elas vivem com medo.

É por isso que as pessoas têm tanto medo de ter intimidade com alguém – o outro pode ser o buraco negro dentro delas se elas deixarem que o outro chegue perto demais da sua intimidade.

A palavra intimidade deriva de uma raiz latina, intimum. Intimum significa a sua interioridade, o seu ponto mais íntimo. A menos que tenha alguma coisa ali, você não pode ser íntimo de ninguém.

Você não pode liberar o intimum, a intimidade, porque o outro verá o buraco, a ferida e o pus vazando dela. Ele verá que você não sabe quem você é, que você é um louco, que você não sabe para onde está indo. Que você nem sequer ouviu a sua própria canção, que a sua vida é um caos, que ela não é um cosmo. Daí o medo da intimidade.

By Osho, em “Intimidade – Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros”.

Qual é a música?

Posted in Informática with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/02/2011 by Joe

Quantas vezes você tentou lembrar o nome de uma músca, o artista que cantava e só sabia um trechinho dela, mesmo que fosse só a melodia. Frustrante, não?

Mas agora seus problemas acabaram!

Chegou Midomi, um aplicativo que reconhece a música que está sendo cantada, murmurada ou assobiada, e traz os resultados que se encontram em sua base de dados na Internet, com as várias versões gravadas.

O legal do programa é que ele possui um filtro para reconhecer idiomas específicos e uma lista imensa de palavras-chaves. O melhor de tudo é que você não precisa saber cantar afinado. Basta saber um trecho da canção que procura e o aplicativo faz o resto. Mesmo quando você canta muito baixo ou com dicção ruim, ele mostra uma lista com músicas que tenham qualquer palavra identificada.

Claro que nem tudo é perfeito e pode falhar algumas vezes, trazendo resultados um tanto diferentes dos que você está procurando. Portanto, tente cantar, murmurar ou assobiar o mais próximo possível da melodia.

O banco de dados do Midomi só é tão grande porque ele usa conteúdo enviado por usuários do site. A biblioteca do aplicativo desafinou feio quando a tarefa foi encontrar músicas brasileiras. Isso mostra que não tem muita gente do Brasil na comunidade. Portanto, se quiser encontrar muito mais da nossa música brasileira, vale a pena registrar-se no site e gravar suas músicas preferidas.

Acesse www.midomi.com e encontre aquela canção que você queria lembrar, com seu artista preferido! É tudo grátis! E com versão para a língua portuguesa!

No próprio site você encontra mais informações sobre o sistema. Basta clicar em Como funciona? e ler as instruções.

O site ainda apresenta muitas informações sobre novos artistas, videos, fotos, lançamentos e links para adquirir músicas no site da Amazon.

Ah, e o aplicativo tem versão para iPhone e Android também.

Divirtam-se!!!

By Joe.

São Paulo, 457 anos!

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , on 25/01/2011 by Joe

Acredito que quase todos os paulistanos conhecem a música do vídeo abaixo. Principalmente os mais velhos. Basta ouvir o refrão da canção para lembrarmos da nossa infância, quando acordávamos ao som dessa música, tocada numa rádio AM tradicional: “Vambora, vambora, olha a hora, vambora …” …

Esse refrão faz parte da Sinfonia Paulistana, composta em 1974 por Billy Blanco, nascido William Blanco Trindade em Belém, no ano de 1924. Veio para São Paulo nos anos 1940, estudou Arquitetura no Mackenzie, mas logo se envolveu com a música.

Alguns anos depois mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a conviver com figuras como Radamés Gnattali e Tom Jobim.

A Sinfonia Paulistana, com 15 músicas, levou 10 anos para ser composta. A mais famosa das canções diz que “a cidade não desperta, apenas acerta a sua posição” e se mistura com o dia a dia da metrópole.

Nesta data em que São Paulo completa 457 anos, deixo aqui uma homenagem a esta cidade repleta de problemas, mas também cheia de amor e carinho.

Feliz Aniversário, São Paulo!!!!

By Joe.

A última pedra

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 29/11/2010 by Joe

Gosto de uma música que Frank Sinatra costumava cantar, My way. O curioso é que só fui prestar atenção na letra dessa canção quando escrevia este texto. Ela diz mais ou menos assim: “Se acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira”.

Quando olho para trás percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante. Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também.

É impossível acertar sempre. Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando. A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece no presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou por que eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente. Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.

Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar. Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar. Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa. Não importa o que você fez, não se torture.

Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça. Se você sente culpa, perdoe-se. E, principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer. Há uma história de que gosto muito: um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras.

Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa! Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:

– “Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!”

Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros. Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos!

Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida. Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer. Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida. Curta os passarinhos. Eles são os presentes do universo para você!

By Roberto Shinyashiki.

A nossa canção

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , on 03/11/2010 by Joe

Quando uma mulher em uma tribo africana sabe que está grávida, ela sai para a mata com algumas amigas, e juntas rezam e meditam até ouvirem a canção da criança. Elas sabem que cada alma tem sua vibração própria, que expressa seu propósito e aromas próprios.

Quando as mulheres se afinam com a canção, elas a cantam em voz alta. Então retornam à tribo e ensinam a canção a todos os outros.

Quando a criança nasce, a comunidade se reúne e canta a canção pra ela. Mais tarde, na idade de ir pra escola, a vila se reúne para cantar a canção pra criança.

Quando da iniciação da fase adulta, novamente o povo se reúne e canta a canção. À época do casamento, a pessoa ouve sua canção. E, finalmente, quando a alma está pronta para sair deste mundo, a família e os amigos se reúnem em torno da cama da pessoa, como fizeram no seu nascimento, e cantam à pessoa para a próxima vida.

Para esta tribo africana há outra ocasião na qual o povo canta para a criança também. Se em algum momento de sua vida, a pessoa comete um crime ou um ato anti-social, o individuo é chamado ao centro da vila e as pessoas da comunidade formam um círculo ao redor dele. E, então, cantam sua canção para que a ouça.

A tribo reconhece que o corretivo para o comportamento anti-social não é a punição; é o amor e a lembrança da identidade. Quando você reconhece sua própria canção, não tem desejo ou necessidade de fazer nada que possa ferir a outrem e a si mesmo.

Um amigo é alguém que sabe sua canção e a canta quando você a esqueceu. Os que te amam não são enganados pelos erros que você tenha cometido, ou por imagens obscuras que tenha de si mesmo. Eles te lembram sua beleza quando você se sente feio; sua totalidade quando você está partido; sua inocência quando se sente culpado; seu propósito quando está confuso.

Você pode não ter nascido numa tribo africana que canta para você nas transições cruciais da vida, mas a vida está sempre te fazendo lembrar quando está afinado consigo mesmo e quando não está.

Quando você se sente bem, o que está fazendo se compara à sua canção, e quando se sente mal, tal não acontece. No fim, todos nós reconheceremos nossa própria canção e a cantaremos muito bem.

Você pode se sentir como que apenas murmurando, mas assim acontece com todos os grandes cantores. Apenas continue cantando e você vai encontrar seu caminho para Casa.

By Allen Cohen.

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