Arquivo para Brasil

Picanha parrilla

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/12/2014 by Joe

Picanha parrilla

Em primeiro lugar, um aviso: se você é vegetariano clique aqui!

Agora, sim, vamos falar de churrasco!

Não se sabe exatamente a origem do churrasco, mas presume-se que a partir do domínio do fogo na pré-história, o homem passou a assar a carne de caça quando percebeu que o processo a deixava mais macia. Com o tempo, as técnicas foram aperfeiçoadas, principalmente entre os caçadores e criadores de gado, dependendo sempre do tipo de carne e lenha disponíveis.

Na América do Sul, a primeira grande área de criação de gado foi o pampa, extensa região de pastagem natural que compreende parte do território do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da Argentina e Uruguai. Foi ali que os vaqueiros, conhecidos como gaúchos, tornaram o prato famoso e típico.

A carne assada era a refeição mais fácil de se preparar quando se passava dias fora de casa, bastando uma estaca de madeira, uma faca afiada, um bom fogo e sal grosso, ingrediente abundante que é utilizado como complemento alimentar do gado.

A partir dali o costume cruzou as regiões e se tornou um prato nacional, multiplicando-se as formas de preparo, o que gera entre os adeptos muita discussão sobre o verdadeiro churrasco, como por exemplo, a utilização de lenha ou carvão, de espeto ou grelha, temperado ou não, com sal grosso ou refinado, de gado, suíno, aves ou frutos do mar.

O correto é afirmar que não existe fórmula exata, uma vez que cada região desenvolveu um tipo diferente de carne assada, mas, sem dúvida alguma, a imagem mais famosa no Brasil é o churrasco preparado pelos gaúchos, expressão que virou nome do cidadão nascido no estado do Rio Grande do Sul.

Dizem que a palavra churrasco não nasceu nessas paragens, sendo muito mais antiga, anterior à presença dos romanos na Península Ibérica, e que nos chegou vinda de “sukarra” (chamas de fogo, incêndio), formada por “su” (fogo) e “karra” (chama).

Este vocábulo apareceu primeiramente em castelhano sob a forma “socarrar” e ao longo dos séculos derivaram-se diversas variantes dialetais na Espanha. Na Argentina e no Uruguai o churrasco típico é chamado “asado“, e é o prato nacional de ambos os países. Tradicionalmente é feito na grelha com uso de lenha, mas também se usa carvão pela praticidade.

Os gaúchos alimentavam-se sobretudo de churrasco no pão, que está na origem do asado rio-platense. Na Argentina, o asado tradicional dos Pampas estendeu-se a toda a população, e hoje, devido à qualidade e ao preço baixo, é consumido por todas as classes sociais. É até comum ver operários preparando o prato na rua na hora do almoço.

No Brasil, churrasco se refere a toda carne assada na churrasqueira ou no estilo fogo de chão, quase sempre em grandes espetos na região sul, e grelha nas outras regiões. O tempero varia conforme o gosto e o costume local, podendo ser simplesmente sal grosso ou refinado, até as mais elaboradas fórmulas. De longe, a carne preferida é a bovina, mas também são muito apreciadas as carnes de origem suína, ovina, de aves, além de embutidos, como a linguiça.

Não vou dar aqui nenhuma fórmula para um churrasco perfeito, pois sei que todo mundo tem a sua. Por outro lado, vou sugerir um prato delicioso e muito fácil de preparar no fogão mesmo, de forma muito rápida. A picanha parrilla é um prato cuja origem pode ser atribuída aos uruguaios. Deve ser preparada com a carne cortada em pedaços altos e preparada com muito carinho!

Antes de começar, porém, algumas dicas importantes:

Picanha1. Uma boa peça de picanha deve ter em torno de 1,2 kg até 1,5 kg, no máximo.

2. Ao preparar a carne, jamais esprema com o garfo.

3. Também não fure a carne achando que, com isso, o tempero vai entrar na carne.

Isso posto, vamos à receita!!

Picanha parrilla

Ingredientes

1 peça de 1,2 kg de picanha
300 ml de vinho tinto de mesa
1 colher sopa de cominho
1 maço de tomilho fresco
3 dentes de alho
1/2 colher sopa de pimenta do reino em grãos
2 colheres sopa de sal grosso
3 colheres sopa de azeite extra-virgem

Modo de preparo

Soque o alho, as folhinhas de tomilho, o cominho e o sal em um socador até obter uma pasta. Corte a picanha em bifes de, mais ou menos, dois dedos de altura e esfregue o tempero em pasta nos dois lados da carne. Coloque-os dentro de um saco plástico limpo. Adicione a pimenta em grãos e o vinho, retire todo o ar do saco plástico, dando um nó, e deixe marinar por, pelo menos, de 4 a 6 horas.

Aqueça o azeite numa frigideira grossa e larga até ficar bem quente. Disponha os bifes nela, com alguma folga entre eles. Assim que fritarem por fora (deixe “selar” a carne), vire-os, doure mais um pouco e abaixe o fogo. Isso deve conservar a carne macia e suculenta por dentro.

Mais alguns minutos até a carne chegar ao ponto que você gosta e pronto. Retire da frigideira, deixe os bifes descansarem no prato por alguns poucos minutinhos e sirva com salada verde e batatas assadas com ervas. E depois não esqueçam de comentar o que acharam da receita, ok?

Bom apetite!

By Joemir Rosa.

Sericaia

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/11/2014 by Joe

Sericaia

Sericaia, ou sericá, é um doce tipicamente alentejano cuja receita é de origem duvidosa. Não existe consenso sobre sua origem. Encontram-se referências a origens indianas, brasileiras e portuguesas. Na obra “Gastronomia e Vinhos do Alentejo”, Alfredo Saramago nos conta:

– “A dúvida nunca mais se resolve. Uns dizem que a receita veio da Índia, outros que ela veio do Brasil. O que é certo é que, desde os tempos da nossa expansão, a sericaia, ou sericá, era preparada, com todo o esmero, por dois conventos alentejanos que se arrogavam de direitos de importação da receita.” (Saramago, pg. 242).

Neste caso, o autor referia-se ao convento das Chagas de Cristo, de Vila Viçosa e o de Santa Clara, de Elvas. Há até a alusão à competição entre estes dois conventos para justificar os dois nomes atribuídos ao doce – Sericá e Sericaia. No caso das freiras do Convento de Elvas, estas preparavam o doce e decoravam com as famosas ameixas da região, juntamente com uma calda doce.

Segundo contam, a Sericaia teria origem no Convento das Chagas, mas no Convento das Clarissas acrescentou-se canela à receita e, a partir daí, a Sericaia passou a fazer mais sucesso. Neste caso, a sericaia seria uma receita contemporânea da origem da doçaria conventual em Portugal no século XV. Foi nessa altura que o açúcar entrou na gastronomia dos conventos, com a produção da cana de açúcar da Ilha da Madeira.

Sobre a origem oriental, a lenda diz que a sericaia é uma receita mais remota e terá tido a sua origem em Malaca, e a sua receita foi trazida pelo copeiro de D. Constantino de Bragança, sétimo vice-rei da Índia.

Independente da origem, o mais importante é que o toque de canela e a textura fofa fazem deste doce uma verdadeira delícia. No entanto, o segredo dele, mais do que os ingredientes utilizados, é a forma de colocá-lo no prato (que dever de barro ou estanho), ou seja, às colheradas desencontradas!

Sericaia

Ingredientes

12 ovos, separadas as claras das gemas
1 litro de leite
½ kg de açúcar
90 g de farinha
casca de um limão
1 canela em pau
1 colher (chá) de sal
canela em pó a gosto

Modo de preparo

Comece pré-aquecendo o forno a 225º C.

Em uma panela, ferva o leite com a casca do limão, o pau de canela e o sal. Retire do fogo e deixe amornar.

Enquanto isso, bata muito bem as gemas dos ovos com o açúcar até que a mistura fique bem cremosa. Reserve.

Em seguida, dissolva a farinha, aos poucos, no leite morno, junte o creme de gemas e açúcar, leve novamente ao fogo baixo e vá mexendo bem até engrossar. Desligue o fogo, tire a casca do limão e o pau de canela e deixe amornar.

Enquanto isso, bata as claras em neve, na batedeira, em velocidade média, até que fiquem em ponto de picos altos (para saber se estão no ponto, vire a tigela de cabeça para baixo e as claras não podem cair). Incorpore-as com cuidado ao creme preparado anteriormente.

Leve ao forno um prato de barro, fundo e largo, para aquecer. Uma vez aquecido, espalhe o creme sobre ele em colheradas desencontradas (uma colherada no sentido do centro para as bordas do prato e a outra atravessada).

Polvilhe bastante canela em pó e leve para assar por cerca de 1 hora. Para saber se está no ponto, faça o teste do palito: se ele sair seco ao colocá-lo no centro do prato, a sericaia está pronta. É normal que ela apresente “rachaduras” após estar assada.

By Joemir Rosa.

Manoel de Barros (1916 – 2014)

Posted in Homenagem with tags , , , , , , , , , , , , , on 16/11/2014 by Joe

Manoel de Barros

Manoel Wenceslau Leite de Barros, cuiabano nascido em 19 de dezembro de 1916, em Campo Grande nos deixou no último dia 13 de novembro.

Manoel de Barros foi um poeta brasileiro do século XX, pertencente, cronologicamente à Geração de 45, mas formalmente ao pós-Modernismo brasileiro, se situando mais próximo das vanguardas europeias do início do século e da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de Oswald de Andrade.

Recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis. É o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários. Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor de Manoel de Barros . Sua obra mais conhecida é o “Livro Sobre Nada” de 1996.

Manoel de Barros ocupava a cadeira nº 1 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Foram muitas obras, a maioria delas traduzida para várias línguas por todo o mundo.

O Brasil se despede com emoção desse brasileiro que deixou um legado para o mundo… a poesia!

Não existe a morte para alguém como Manoel de Barros. Não cabe bem, até por sinal de respeito. O poeta nunca gostou que colocassem data na existência. Então, o dia foi de mais uma daquelas inutilezas que a vida inventa e que ele por tantas vezes substantivou.

Alguns trechos de suas poesias:

“A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou – eu não aceito.
Não aguento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.”

By Manoel de Barros

.

“Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.”

By Manoel de Barros.

Manjar de laranja

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 08/11/2014 by Joe

Manjar de laranja

Há tempos eu contei a história um tanto curiosa do manjar e, com ela, pudemos compreender como as mudanças na cozinha ocidental ocorreram.

Interessante também é percebermos como as receitas foram se adaptando aos costumes, preferências e gostos regionais, principalmente no Brasil, um país onde a fartura de variedade de frutas, principalmente, é imensa.

Entre as mudanças na gastronomia, o manjar é uma caso típico: de salgado, logo se transformou numa das mais delciosas sobremesas!

Caso queira conhecer a história desse prato e duas dessas receitas, sugiro dar uma olhada na de Manjar Branco e de Manjar de Abóbora com Coco!

E hoje trago mais uma dessas delícias, fácil de preparar e com aquele gostinho de laranja que todo mundo curte!

Manjar de laranja

Ingredientes

6 colheres (sopa) de amido de milho
1 litro de suco de laranja natural
1 lata de leite condensado
1 vidro de leite de coco (200 ml)
50 g de coco ralado

Calda

1 colher (sobremesa) de amido de milho
2 xícaras (chá) de suco de laranja natural
1/2 xícara (chá) de açúcar
Gomos de laranja e frutas para decorar

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o amido de milho dissolvido no suco de laranja, o leite condensado, o leite de coco e o coco ralado. Leve ao fogo brando, mexendo sempre até engrossar. Coloque em uma forma, umedecida com água. Deixe esfriar e leve a geladeira até firmar.

Calda

Em uma panela coloque o amido de milho dissolvido no suco de laranja, o açúcar e leve ao fogo brando mexendo sem parar até incorporar. Deixe esfriar. Desenforme o manjar, decore com as frutas e sirva com a calda.

By Joemir Rosa.

Coxinha de brigadeiro

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 01/11/2014 by Joe

Coxinha de brigadeiro

Nos últimos dias, uma novidade invadiu as redes sociais e encheu de água os olhos e as bocas de muita gente: a coxinha de brigadeiro!

Já contei aqui, anteriormente, a origem da coxinha de frango e deixei uma receita muito saborosa. Também já contei a história do brigadeiro (ou negrinho, como é chamado no sul do Brasil) e postei diversas receitas (variações) desse delicioso docinho!

Não há muito mais que explicar, até porque o brigadeiro de morango já existia; o que inventaram foi apenas juntar duas delícias presentes em qualquer festa, o próprio brigadeiro e a coxinha!

Então, o melhor é partir direto para a receita desta novidade!

Coxinha de brigadeiro

Ingredientes

2 latas de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
1 colher de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de cacau em pó
gotas de baunilha (opcional)
20 morangos lavados e secos
granulado ou coco ralado para decorar

Modo de preparo

Antes de começar a preparar a receita, uma dica: mantenha o cabo dos morangos para que eles não liberem o sumo interno e estraguem o doce. Para isso, corte os talos bem perto da polpa, mantendo os morangos bem fechados.

Em uma panela antiaderente média, coloque o leite condensado, o creme de leite, o cacau em pó peneirado e a manteiga. Se quiser dar um sabor e aroma mais gostoso, adicione algumas gotas de essência de baunilha à mistura. Leve ao fogo brando e mexa sem parar até que a massa comece a desprender do fundo da panela, naquele ponto meio puxa-puxa. Desligue o fogo, unte um prato com manteiga e despeje a massa. Espere esfriar.

Depois de fria, unte as mãos com manteiga e comece a trabalhar a massa. Com a ajuda de uma colher de sopa, pegue pequenas porções da massa e abra na palma da mão. Coloque um morango no centro da massa, deixando a parte mais larga da fruta na palma da mão para poder dar o formato mais alongado, como o de uma coxinha salgada.

Passe no granulado ou no coco ralado e coloque em forminhas de papel. Está pronto!

Caso queira variar, use uvas, cerejas, damascos ou outras frutas da sua preferência no lugar do morango. Outra ideia é usar o brigadeiro branco recheado com coco ou morango, por exemplo. Para fazer o brigadeiro branco não tem segredo: é só não acrescentar o chocolate em pó.

By Joemir Rosa.

Bom-bocado

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Bom-bocado

Como já comentamos anteriormente em algumas receitas, a utilização de ovos – principalmente muitas gemas – é uma característica dos doces portugueses, normalmente aqueles criados pelas freiras, em conventos. Para agradar os nobres que as visitavam, usavam uma grande quantidade de gemas que sobravam – as claras eram utilizadas para manter as roupas delas sempre bem “engomadas”.

E muitos desses doces chegaram até o Brasil e foram sendo adaptados aos novos ingredientes: coco, queijos, mandioca, frutas típicas, etc. Entre essa grande quantidade, o bom-bocado é um desses doces que foi sendo adaptado aos gostos, costumes e ingredientes locais, indo parar nas mesas de festas de aniversários, batizados e até festas juninas.

Originalmente, era preparado com uma grossa calda de açúcar, à qual misturavam muitas gemas, farinha, manteiga, amêndoas trituradas, levando-se para assar em forminhas, em banho-maria.

Da receita original, restaram apenas os ovos, o açúcar e o leite. A farinha deu lugar ao fubá e à mandioca. O queijo foi trocado pelo coco (e até mantendo uma boa convivência), e as amêndoas sumiram da receita, uma vez que era um produto importado, muito caro para os nossos padrões.

Como era um doce vendido nas ruas do Rio de Janeiro pelas escravas que as sinhás liberavam para fazer pequenos negócios, logo caiu no gosto popular e começou a rivalizar com o doce original, produzido nas cozinhas senhoriais.

Por curiosidade, Pedro I era amante de furrundum, doce de cidra ralada, gengibre macerado e rapadura; Pedro II, se amarrava no de figo feito em tacho; Rui Barbosa elegia entre os preferidos o de batata; Deodoro, bom nordestino, não resistia à compota de caju; Juscelino empregava uma doceira especializada em baba-de-moça; Tancredo Neves revelava predileção por queijadinhas e quindins.

Na literatura, Jorge Amado fez da cozinha de Gabriela e de Dona Flor a extensão de sua mesa, onde quer que estivesse morando: são muitos os doces citados por ele e atribuídos às qualidades culinárias de suas inesquecíveis personagens. Já o bom-bocado aparece nas páginas de Machado de Assis.

E a receita de hoje é justamente a citada nas obras de Machado de Assis, muito prática e fácil de preparar, e é um exemplo de como o doce adaptou-se bem aos costumes e ingredientes locais!

Bom-bocado

Ingredientes

3¼ xícaras (chá) de açúcar
1¼ xícara (chá) de água
2½ xícaras (chá) de coco fresco ralado
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
5 colheres (sopa) rasadas de manteiga
½ xícara (chá) de farinha de trigo
6 ovos

Modo de preparo

Em uma panela, leve a água e o açúcar ao fogo, mexendo sempre até o açúcar dissolver bem. Cozinhe bem até a calda ficar em ponto de fio. Retire do fogo, acrescente o coco, o queijo, os ovos batidos, a manteiga e vá adicionando a farinha, mexendo com cuidado para não empelotar.

Mexa sempre até que fique uma mistura bem homogênea. Deixe esfriar um pouco.

Depois, distribua em forminhas de empada untadas e asse no forno pré-aquecido até dourar.

Retire do forno, deixe amornar para que solte das forminhas (se for preciso, utilize a ponta de uma faca, com cuidado) e sirva em temperatura ambiente.

By Joemir Rosa.

Frango com iogurte e bacon

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/09/2014 by Joe

Frango com iogurte

O frango é a ave mais comum utilizada na culinária e atualmente seu consumo está emparelhado ao de carne bovina. A carne de frango é considerada uma carne branca, assim como a dos peixes; possui menor teor de gordura que a carne vermelha e é mais macia.

Entretanto, o que genericamente se chama de frango pode ter quatro classificações, como: galeto, frango, frango caipira e frango capão. É muito importante saber qual o tipo de frango utilizado, uma vez que cada um possui um modo de preparo característico, influenciando no sabor da carne.

O Brasil é um dos países que mais consome carne no mundo, e os números não param de crescer. Em 2011, o brasileiro consumiu em média 47 kg de carne de frango, 15 kg de carne de porco e 35 kg de carne de boi, um aumento de 7,5%, 7% e 9%, respectivamente, comparado a 2010.

Tanto a carne branca quanto a vermelha têm excelente valor nutritivo. As carnes são ricas em proteínas, fornecem minerais como zinco, ferro, potássio, cobre e fósforo, além de boas doses de vitamina B12, exclusiva em alimentos de origem animal, e de outras vitaminas do complexo B, como B3, B5 e B6.

Porém, não podemos exagerar. Os alimentos de origem animal são ricos em gorduras saturadas, que aumentam os níveis de LDL (o colesterol ruim) no organismo, podendo aumentar também os riscos de problemas no coração. A indicação de consumo dessa gordura – encontrada principalmente na pele do frango e na gordura aparente das carnes vermelhas – é de, no máximo, 2 g por dia.

Portanto, nada de exageros no consumo de carnes gordas.

Hoje trazemos uma receita bem simples e fácil de preparar, que fica bem crocante e saborosa!

Frango com iogurte e bacon

Ingredientes

3 peitos de frango desossados
sal a gosto
2 colheres (sopa) de páprica doce
3 dentes de alho amassados
1/2 colher (chá) de canela
1 cebola ralada
1 colher (chá) de casca ralada de limão
6 fatias de bacon
1/4 de xícara de azeite
1 xícara de iogurte natural
1 pimenta-malagueta amassada

Modo de preparo

Aqueça o forno a 200º C. Divida os peitos de frango em duas partes no sentido vertical.

Misture, numa tigela, o sal, a páprica, o alho, a canela, a cebola, a casca de limão e passe essa mistura sobre as partes de peito de frango. Cubra cada um deles com uma fatia de bacon.

Misture bem o azeite com o iogurte e banhe bem os peitos. Leve ao forno para assar por 30 minutos ou até a carne ficar macia e assada.

By Joemir Rosa.

Ricos e pobres

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Ricos e pobres

Anos atrás escrevi sobre um apresentador de televisão que ganhava R$ 1 milhão por mês e que, em uma entrevista, vangloriava-se de nunca ter lido um livro na vida. Classifiquei-o imediatamente como um exemplo de pessoa pobre.

Agora leio uma declaração do publicitário Washington Olivetto em que ele fala sobre isso de forma exemplar. Ele diz que há no mundo os ricos-ricos (que têm dinheiro e têm cultura), os pobres-ricos (que não têm dinheiro, mas são agitadores intelectuais, possuem antenas que captam boas e novas ideias) e os ricos-pobres, que são a pior espécie: têm dinheiro, mas não gastam um único tostão da sua fortuna em livrarias, shows ou galerias de arte; apenas torram em futilidades e propagam a ignorância e a grosseria.

Os ricos-ricos movimentam a economia gastando em cultura, educação e viagens, e com isso propagam o que conhecem e divulgam bons hábitos. Os pobres-ricos não têm saldo invejável no banco, mas são criativos, abertos e efervescentes. A riqueza destes dois grupos está na qualidade da informação que possuem, na sua curiosidade, na inteligência que cultivam e passam adiante. São estes dois grupos que fazem com que uma nação se desenvolva. Infelizmente, são os dois grupos menos representativos da sociedade brasileira.

O que temos aqui, em maior número, é um grupo que Olivetto nem mencionou, os pobres-pobres, que devido ao baixíssimo poder aquisitivo e quase inexistente acesso à cultura, infelizmente não ganham, não gastam, não aprendem e não ensinam: ficam à margem, feito zumbis.

E temos os ricos-pobres, que têm o bolso cheio e poderiam ajudar a fazer deste país um lugar que mereça ser chamado de civilizado, mas, que nada: eles só propagam atraso, só propagam arrogância, só propagam sua pobreza de espírito. Exemplos? Vou começar por uma cena que testemunhei semana passada.

Estava dirigindo quando o sinal fechou. Parei atrás de um Audi preto, do ano. Carrão. Dentro, um sujeito de terno e gravata que, cheio de si, não teve dúvida: abriu o vidro automático, amassou uma embalagem de cigarro vazia e a jogou pela janela no meio da rua, como se o asfalto fosse uma lixeira pública. O Audi é só um disfarce que ele pode comprar, pois, no fundo, é um pobretão que só tem a oferecer sua miséria existencial.

Os ricos-pobres não têm verniz, não têm sensibilidade, não têm alcance para ir além do óbvio. Só têm dinheiro. Os ricos-pobres pedem, no restaurante, o vinho mais caro e tratam o garçom com desdém; vestem-se de Prada e sentam com as pernas abertas; viajam para Paris e não sabem quem foi Degas ou Monet; possuem TVs de LCD em todos os aposentos da casa e só assistem programas de auditório; mandam o filho para Disney e nunca foram a uma reunião da escola. E, claro, dirigem um Audi e jogam lixo pela janela.

Uma esmolinha para eles, pelo amor de Deus!!!

O Brasil tem saída se deixar de ser preconceituoso com os ricos-ricos (que ganham dinheiro honestamente e sabem que ele serve não só para proporcionar conforto, mas também para promover o conhecimento) e valorizar os pobres-ricos, que são aqueles inúmeros indivíduos que fazem malabarismo para sobreviver, mas, por outro lado, são interessados em teatro, música, cinema, literatura, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e, principalmente, interessados nos outros seres humanos, fazendo da sua cidade um lugar desafiante e empolgante.

É este o luxo que precisamos, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo que nos coube. E recurso não é só dinheiro: é atitude e informação.

By Martha Medeiros.

Apple pie

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/08/2014 by Joe

Apple pie 1

Não existe nada mais americano que uma boa torta de maçã! Existe até uma expressão muito comum, em inglês, que exprime essa ideia: “As american as an apple pie!” A famosa torta de maçã é uma tradição nos EUA, principalmente no Dia de Ações de Graça (Thanksgiving Day)!

Porém, esse prato tão típico, nasceu um tanto longe das terras americanas. Sua origem vem da Inglaterra, antes mesmo dos primeiros imigrantes levarem para a América. Posteriormente, os EUA se tornaram um dos mais importantes produtores de maçãs do mundo. Junte-se a isso, um herói do povo cuja história se misturou com o folclore e tudo contribuiu para que a torta se tornasse tão popular!

A lenda de Johnny Appleseed tornou a torta de maçã um prato tradicional americano; ela dizia que, enquanto ele andava descalço sobre a terra, jogava sementes de maçã pelo chão, por onde quer que passasse. Ele usava uma panela como chapéu e era um vegetariano que vivia de leite desnatado talhado e pólen. O certo é que, começando com mais de 25 anos de idade e até a sua morte aos 71 anos, em 1845, o excêntrico herói do povo viajou milhares de milhas do interior da Pennsylvania até Indiana plantando árvores de maçã e iniciando viveiros para macieiras!

Hoje, a torta de maçã ganhou o mundo e é muito apreciada também no sul do Brasil, principalmente na pequena e gelada São Joaquim, considerada a capital nacional da maçã!

Trago hoje essa receita tão saborosa e famosa! Espero que curtam!

Apple pie

Ingredientes

Para a massa

2½ xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
1 tablete (200gr) de manteiga sem sal, gelada e cortada em pedaços
1/4 a 1/2 xícara de água gelada

Para o recheio

1/4 de xícara de farinha de trigo
suco de 1 limão siciliano
1,5 kg de maçãs (sugestão: mescle 3 tipos diferentes: verde, gala e fuji)
1 xícara de açúcar
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, cortada em pedaços pequenos

Modo de preparo

A massa

Em um processador de alimentos, junte a farinha, o sal, e o açúcar; pulse para misturar os ingredientes. Adicione a manteiga e pulse até que a mistura pareça uma farofa grossa, com pedaços de manteiga do tamanho de uma ervilha. Borrife 1/4 de xícara de água gelada e pulse até que a massa esteja ainda como uma farofa, mas que ela grude quando pressionada com os dedos. Se necessário coloque mais água gelada, aos poucos, 1 colher por vez. Evite trabalhar a massa em excesso.

Divida a massa ao meio, fazendo 2 discos. Cubra com filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos 1 hora.

O recheio

Coloque o suco do limão em uma tigela grande. Descasque e corte as maças em fatias e, na medida que for cortando, coloque junto do suco de limão. Adicione o açúcar, a farinha, a canela, o sal e a manteiga em pedaços; mexa bem para misturar todos os ingredientes.

Montagem

Apple pie 5Pré aqueça o forno em 220º C. Abra o primeiro disco de massa em uma superfície polvilhada com farinha de trigo e transfira a massa para uma forma de torta de aproximadamente 23 cm. Deixe sobrar um pouco para fora. Adicione o recheio.

Abra o segundo disco de massa e coloque por cima. Para selar os dois discos de massa, pressione a borda com os dedos. Faça alguns furos pequenos na massa.

Coloque no forno por 20 minutos. Depois baixe para 180º C e asse por mais uns 30 minutos, aproximadamente. Fique de olho: se a massa começar a escurecer demais, coloque um papel alumínio por cima.

Quando a massa estiver assada, tire do forno e deixe a torta esfriar completamente. O ideal é aguardar, no mínimo, umas 6 horas para servir.

Sirva quentinha com sorvete de creme ou creme de leite fresco batido com açúcar.

By Joemir Rosa.

Beijinho de coco

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/06/2014 by Joe

Beijinho de colher

Beijinho ou Branquinho (no Rio Grande do Sul) é um doce tipicamente brasileiro servido em festas de aniversário. Sua origem provém de alguns experimentos com leite condensado e leite de cabra coalhado, que daria um gosto levemente azedo quebrando o excesso de açúcar no seu sabor.

Seu idealizador foi José Ferreira Mendes, um homem rico que morou na França e estudou culinária na escola Gâteaux et Confiseries de 1940 à 1946 e, com 34 anos (1947), retornou ao Brasil. De 1948 à 1950, seus experimentos na área da confeitaria foram desvalorizados apesar dos seus estudos na Europa. Desiludido, deixou de trabalhar na área, deixando suas anotações para sua filha Isabelle Ferreira Arnaud, que seguiu seus passos na culinária.

Aos 19 anos (1964), intrigada por não encontrar uma forma de tornar o doce de seu pai popular, achou apropriado misturar leite condensado e suco de lichia, para dar uma consistência aquosa, e depois deixou refrigerando. Seu gosto era especialmente saboroso e, para dar um toque final, acrescentou coco ralado como cobertura.

Alguns anos mais tarde o suco de lichia foi descartado, porém sua base de leite condensado e coco se manteve. Tornou-se um doce popular e fora levado por Isabelle à Europa, pois assim ficaria na história européia e brasileira o doce criado por seu pai.

Hoje em dia, muito popularizado, é preparado e servido de forma semelhante ao brigadeiro, mas leva coco ralado ao invés de chocolate em pó. A massa pode levar gemas de ovos ou não, dependendo da região do país em que é feito. Também pode levar suco de laranja e cascas de limão e ser coberto com açúcar cristal ou coco. Tradicionalmente, um único cravo é colocado em cima do doce.

A receita deste sábado é a deste saborosíssimo doce, muito comum em quase todas as festas de aniversário. E nada melhor do que preparar e comer de colher!

Beijinho de coco

Ingredientes

3 latas de leite condensado
100 ml de leite de coco
100 g de coco desidratado ou fresco
100 g de creme de leite
2 cravos

Modo de preparo

Em uma panela, leve ao fogo o leite condensado, o leite de coco, os cravos e o coco. Vá mexendo sempre até que levante fervura, desligue o fogo e mexa até que fique no ponto de brigadeiro. Retire os cravos e deixe esfriar.

Após esse tempo, acrescente o creme de leite e mexa levemente para ajustar a consistência.

Sugestões na hora de servir

Caso deseje, coloque em copinhos e decore com coco ralado fresco, confeitos ou cerejas.

Outra sugestão é utilizar copinhos de chocolate.

Utilize essa receita para rechear ovos de Páscoa (em metades), com coco ralado por cima.

Eu, particularmente, prefiro comer às colheradas!

By Joemir Rosa.

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