Arquivo para Bela

Borboletas

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/08/2015 by Joe

Borboletas

Uma borboleta voa e você levanta a cabeça para segui-la. Tenta acompanhá-la com olhares, não somente pela graça do seu voo, mas por seu significado físico e poético.

A borboleta é o símbolo mais perfeito do ócio artístico e da liberdade criadora. Fascina porque é bela e livre.

As borboletas são independentes. Não existe ciúme entre elas, nenhuma controla o voo da outra, não existe desenho prévio para o tipo de voo que vão voar quando saem a passeio. Não fazem planos para os voos do dia seguinte, não acumulam coisas, não carregam nada nas costas, não se casam e nem se prometem coisas absurdas.

Por isso as borboletas fascinam. Por isso as pessoas querem seguir as borboletas. Voar como elas. Ser como elas.

By Edson Marques, trecho de seu livro “A Teoria do Acaso”.

A dor que dói mais

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/09/2014 by Joe

A dor que dói mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem…

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói a cólica, a cárie e a pedra no rim…

Mas o que mais dói é saudade!

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas! Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama…

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.

Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter…

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando…

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche…

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela…

Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama e, ainda assim, doer.

By Martha Medeiros.

A mais bela flor

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24/06/2014 by Joe

A mais bela flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler, embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.

E, se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse, cheio de alegria:

– “Veja o que encontrei”.

Na sua mão uma flor – e que visão lamentável – pétalas caídas, pouca água ou luz. Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:

– “O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei. Tome, é sua!”

A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então, estendi a mão para pegá-la e respondi:

– “Era o que eu precisava…”

Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos. Senti minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.

– “De nada!”, ele sorriu, entregando-me a flor.

E, então, voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Me sentei e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem autopiedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento autoindulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.

Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim eu. E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu.

E, então, levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto olhava aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

Desconheço a autoria.

Ditadura da beleza

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Ditadura da beleza

Vivemos em um mundo onde o padrão de beleza da mulher magra/sarada é o que conta. E, para conseguir esse ideal de beleza, as pessoas fazem as maiores loucuras e até se matam com doenças como a anorexia e a bulimia. Pensando nisso, separei vários trechos do livro “A Ditadura da Beleza E A Revolução das Mulheres”, de Augusto Cury (Editora Sextante).

Eis alguns trechos do livro:

“Influenciadas pela mídia, e preocupadas em corresponder aos inatingíveis padrões de beleza que são apresentados, inúmeras mulheres mutilam sua autoestima – e muitas vezes seus próprios corpos – em busca da aceitação social e do desejo de se tornarem iguais “as modelos que brilham nas passarelas, na TV e nas capas de revistas.”

“O objetivo da ditadura da beleza é promover inconscientemente a insatisfação e não a satisfação. Pois uma pessoa satisfeita, bem-humorada, feliz, tranquila, não é consumista, consome de maneira inteligente, não precisa viver a paranoia de trocar continuamente de celular, de carro, de roupas, de sapatos. Todavia, pessoas insatisfeitas projetam sua insatisfação no ter. Consomem cada vez mais, porém sentem cada vez menos.”

“As correções estéticas num mundo que supervaloriza a imagem pode aliviar a ansiedade e gerar autoestima. No entanto, se as mulheres não resolverem a síndrome do padrão inatingível de beleza, a intervenção estética não solucionará a insatisfação com elas mesmas. Hoje operam os seios, amanhã o nariz, depois o rosto. O buraco é interior.”

“Quando se olham nos espelhos, as mulheres valorizam mais seus defeitos do que suas qualidades, pois se veem através das janelas doentias que construíram em sua psique.”

“Mulheres e homens precisavam ter a convicção de que não existe beleza perfeita. Toda beleza é imperfeitamente bela. Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é exclusiva como um quadro de pintura, uma obra de arte.”

“Quando vocês, mulheres, fazem propaganda para seus homens de uma área do seu corpo que rejeitam, que tipo de janelas vocês plantam na memória deles? Muito bem, a partir desse ponto eles passam a dar importância àquilo que antes não era essencial. Os defeitos passam a ser observados por eles e a incomodá-los também. Isso contribui para a destruição do encanto e da sensualidade da relação e para corroer o romantismo.”

“Quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo!”

Espero que esses trechos ajudem a todas as mulheres a refletirem sobre o que é realmente beleza, saúde, não esquecendo que o que é mais importante é a fidelidade a você mesma e à sua verdade. Se você não se gosta mais gordinha, não queira fingir que gosta, emagreça! Não há nada mau nisso, você não é mais, nem menos por causa do seu corpo físico. Você é você e ponto final.

Agora, se você verdadeiramente se ama mais gordinha, permaneça assim e seja feliz e nunca, jamais, em tempo algum, esqueça de sua saúde, porque quem se ama de verdade zela por seu bem-estar e por ter uma vida saudável e de qualidade.

As mulheres que se amam, e se aceitam de verdade, não se comparam a ninguém, não têm inveja, não criticam os corpos das outras, sabem que cada um tem um biotipo, uma estrutura, uma genética; afinal, elas respeitam a liberdade de escolha e o gosto de cada pessoa que, obviamente, não são os mesmos e, graças a Deus que não são os mesmos, porque é essa diferença que torna a vida interessante e enriquecedora.

O alerta do livro não é criticar, mas sim chamar a atenção para a ditadura da beleza, os padrões impostos e todas as doenças decorrentes disso, como a bulimia e a anorexia, e assim mostrar que cada pessoa tem a sua beleza, seu encanto, seu valor e que ele não está associado apenas ao corpo físico, mas sim ao conjunto da obra.

Cada ser é único e todos são belos!

“A beleza está nos olhos de quem vê”!

By Grazi Barros, para o Blog Mulherão.

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