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Uma lição de vida!

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Uma lição de vida

Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia. Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças.

Havia também o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala.

Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante lá no jardim da empresa.

Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na mochila, ora um rato morto em sua gaveta. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava tudo aquilo sem ficar bravo.

Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria repartir um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.

No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani. Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós.

Mas, a ‘peça’ programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.

– “Vai ser muito engraçado quando o Ernani desembrulhar esse ‘presente’ e encontrar espinhas, peles e vísceras!” – disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.

Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço. Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, então dizia:

– “Obrigado, Mauro!”

Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último. Era para o Ernani. Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação.

Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro, então, levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer. Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo.

Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto. Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando. Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.

– “Eu sabia que você não ia se esquecer de mim”, disse com a voz embargada. “Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração”.

Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós:

– “Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem… Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios”.

– “As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa. Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto… Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita. Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos…”, ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos.

– “Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos…” – e ele começou a abrir o pacote… Nós estávamos prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro. Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais. Ernani já tinha aberto o pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe…

Era para ter sido muito engraçado… mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente:

– “Obrigado, Mauro!”

Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.

Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu. Cada um de nós, daquele grupo, passou, então, a ajudar as cinco crianças. Graças ao grande espírito de luta que elas possuíam, todas progrediram muito. Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em Engenharia, sendo hoje o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhávamos.

Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente. Ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm com jogos, estórias e outros divertimentos.

Às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos as suas ansiedades ou os seus problemas…

Desconheço a autoria.

Bom-bocado

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Bom-bocado

Como já comentamos anteriormente em algumas receitas, a utilização de ovos – principalmente muitas gemas – é uma característica dos doces portugueses, normalmente aqueles criados pelas freiras, em conventos. Para agradar os nobres que as visitavam, usavam uma grande quantidade de gemas que sobravam – as claras eram utilizadas para manter as roupas delas sempre bem “engomadas”.

E muitos desses doces chegaram até o Brasil e foram sendo adaptados aos novos ingredientes: coco, queijos, mandioca, frutas típicas, etc. Entre essa grande quantidade, o bom-bocado é um desses doces que foi sendo adaptado aos gostos, costumes e ingredientes locais, indo parar nas mesas de festas de aniversários, batizados e até festas juninas.

Originalmente, era preparado com uma grossa calda de açúcar, à qual misturavam muitas gemas, farinha, manteiga, amêndoas trituradas, levando-se para assar em forminhas, em banho-maria.

Da receita original, restaram apenas os ovos, o açúcar e o leite. A farinha deu lugar ao fubá e à mandioca. O queijo foi trocado pelo coco (e até mantendo uma boa convivência), e as amêndoas sumiram da receita, uma vez que era um produto importado, muito caro para os nossos padrões.

Como era um doce vendido nas ruas do Rio de Janeiro pelas escravas que as sinhás liberavam para fazer pequenos negócios, logo caiu no gosto popular e começou a rivalizar com o doce original, produzido nas cozinhas senhoriais.

Por curiosidade, Pedro I era amante de furrundum, doce de cidra ralada, gengibre macerado e rapadura; Pedro II, se amarrava no de figo feito em tacho; Rui Barbosa elegia entre os preferidos o de batata; Deodoro, bom nordestino, não resistia à compota de caju; Juscelino empregava uma doceira especializada em baba-de-moça; Tancredo Neves revelava predileção por queijadinhas e quindins.

Na literatura, Jorge Amado fez da cozinha de Gabriela e de Dona Flor a extensão de sua mesa, onde quer que estivesse morando: são muitos os doces citados por ele e atribuídos às qualidades culinárias de suas inesquecíveis personagens. Já o bom-bocado aparece nas páginas de Machado de Assis.

E a receita de hoje é justamente a citada nas obras de Machado de Assis, muito prática e fácil de preparar, e é um exemplo de como o doce adaptou-se bem aos costumes e ingredientes locais!

Bom-bocado

Ingredientes

3¼ xícaras (chá) de açúcar
1¼ xícara (chá) de água
2½ xícaras (chá) de coco fresco ralado
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
5 colheres (sopa) rasadas de manteiga
½ xícara (chá) de farinha de trigo
6 ovos

Modo de preparo

Em uma panela, leve a água e o açúcar ao fogo, mexendo sempre até o açúcar dissolver bem. Cozinhe bem até a calda ficar em ponto de fio. Retire do fogo, acrescente o coco, o queijo, os ovos batidos, a manteiga e vá adicionando a farinha, mexendo com cuidado para não empelotar.

Mexa sempre até que fique uma mistura bem homogênea. Deixe esfriar um pouco.

Depois, distribua em forminhas de empada untadas e asse no forno pré-aquecido até dourar.

Retire do forno, deixe amornar para que solte das forminhas (se for preciso, utilize a ponta de uma faca, com cuidado) e sirva em temperatura ambiente.

By Joemir Rosa.

O leite só ferve quando você sai de perto

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O leite só ferve quando

Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando:

– “Ó o lêeeeeite!!!”.

Minha mãe corria porta afora e o leite – fresquinho, gorduroso e integral – era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.

No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente i.g.n.o.r.a.v.a.!

É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança e, quando via a conclusão do projeto, gritava:

– “Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo…”

E ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo:

– “Seja tudo pelo amor de Deus…” – e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite… pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.

Até hoje não entendo o porquê dessa técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com o que ocorria.

Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando… pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:

“O leite só ferve quando você sai de perto.”

Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver (e transbordar) se você esquecer de fato.

A vida gosta de surpresas e obedece à “lei do leite que transborda”: aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.

Antigamente, o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.

Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem e-mail, WhatsApp, MSN, Facebook, SMS, e por aí vai. O celular com internet sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve…

Acontece também de você se esmerar na aparência, com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então, ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer “linda e casual”, capricha no perfume… e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem.

Esqueça, baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha podem cruzar seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e couve no cantinho do sorriso.

Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.

A vida – como o leite – não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: i.g.n.o.r.a.r…

E lembre-se: tem gente que prefere ser lagarta do que borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar.

By Fabíola Simões de Brito Lopes.

Escondidinho de carne desfiada com polenta

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/05/2014 by Joe

Escondidinho de carne desfiada com polenta

O frio vem chegando aos poucos e o corpo começa a pedir alimentos um pouco mais quentes e aconchegantes. Sabe aquele prato que, quando a gente sai da mesa, dá uma vontade de ficar quieto num canto (na verdade, eu quis dizer pegar uma cama!)? É exatamente isso!

Eu sempre digo que a gastronomia é uma alquimia! Transformar ingredientes em algo mais rico, saudável e saboroso é uma arte, uma verdadeira alquimia mesmo!

A receita de hoje vem de um prato muito apreciado no nordeste e alguns estados do sudeste. Mas como gastronomia não tem bússola, acredito que tudo é uma questão de experimentar… e ousar!

Por isso o escondidinho foi sendo modificado, principalmente aqui em São Paulo, e seus elementos foram sendo substituídos por outros com sabores mais regionais. Desta forma, a mandioca (ou aipim) foi trocada pela batata, a carne seca foi substituída pela carne moída (ou boi ralado, como é conhecida em outras regiões), frango, camarão e até bacalhau.

E hoje vou deixar com vocês uma variação desse prato. Claro que essas variações podem ser feitas ao gosto de cada um. O preparo é super simples e vai agradar a quase todos os paladares.

Escondidinho de carne desfiada com polenta

Ingredientes

Recheio

2 colheres (sopa) de óleo de milho
1 cebola grande
3 dentes de alho bem picados
4 tomates sem pele e sem sementes picados
1 kg de fraldinha cozida e desfiada
sal e pimenta a gosto
½ xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
4 colheres (sopa) de cheiro-verde picado

Polenta

1 de xícara (chá) de fubá
1 ½ xícara (chá) de água fria
2 colheres (sopa) de óleo de milho
2 dentes de alho picados
2 xícaras (chá) de caldo de legumes
1 colher (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de preparo

Comece preparando o recheio: doure a cebola e o alho no óleo. Junte o tomate e a carne cozida e desfiada e refogue até o tomate desmanchar. Tempere com o sal e a pimenta. Adicione a azeitona e o cheiro-verde. Misture e reserve, mantendo aquecido.

Prepare a polenta misturando bem o fubá com a água fria em uma vasilha pequena. Reserve.

Em uma panela de pressão, aqueça o óleo e doure levemente o alho. Junte o caldo de legumes e deixe ferver. Com uma escumadeira, coloque o fubá molhado, aos poucos, no caldo fervente, mexendo sempre. Tampe a panela e, assim que levantar pressão, conte 15 minutos. Retire do fogo e deixe sair a pressão. Incorpore a manteiga e o queijo ralado.

Distribua metade da polenta em um refratário. Recheie com a carne e cubra com a polenta restante. Polvilhe mais queijo ralado e sirva.

Sugestão? Um ótimo vinho tinto!

Enjoy!

By Joemir Rosa.

Batata rösti de peito de peru com gorgonzola

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/02/2014 by Joe

Batata rösti com peito de peru e gorgonzola

Há tempos postei receitas tendo a batata como ingrediente principal. Sabemos que ela teve origem nas regiões montanhosas da América do Sul, mais precisamente, nas Cordilheiras dos Andes, onde começaram a ser cultivadas pelos índios andinos que viviam nessas áreas há uns 8.000 anos.

Boas fontes de vitamina C, elas são atualmente o quarto alimento mais consumido do mundo, com milhares de variedades de diferentes cores, sabores e tamanhos, sendo utilizadas em receitas no mundo todo. O maior produtor mundial é a China, cuja produção em conjunto com a da Índia corresponde a mais de um terço da produção mundial.

A dica de hoje é mais uma variação da batata rösti que já publiquei anteriormente, um prato muito difundido por toda a Suiça, sendo presente nas casas como acompanhamento de carnes de embutidos, ou como um prato mais leve para ser servido com saladas.

Existem diferentes formas de prepará-la, seja com batata cozida ou crua, com diversos recheios. A tradição suiça manda que seja com queijo e bacon. Aqui no Brasil, o prato caiu no gosto da nossa população e ganhou recheios regionais, como carne seca, linguiça calabresa, presunto, carne moída, camarões, mas sempre com queijos!

Espero que gostem desta versão!

Batata rösti de peito de peru com gorgonzola

Ingredientes

500 g de batata pré-cozida ralada em tiras grandes
200 g de gorgonzola ralado
200 g de peito de peru picado
4 colheres (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (sopa) de cebola ralada
1 colher (sopa) de alho triturado
1 colher (sopa) de caldo de galinha
½ xícara (chá) de farinha de trigo

Modo de preparo

Em uma frigideira, doure o alho e a cebola no azeite. Junte a batata ralada, a farinha de trigo e o caldo de galinha e reserve.

Prepare o recheio, misturando o gorgonzola ralado com o peito de peru.

Em uma frigideira pequena de teflon, coloque um pouco de azeite e metade das batatas reservadas, acrescente o recheio, espalhando bem, e cubra com o restante das batatas e frite até dourar. Com a ajuda de um prato, vire e frite as batatas do outro lado.

Sirva com salada verde ou legumes cozidos e temperados.

By Joemir Rosa.

Escondidinho de bacalhau

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23/06/2012 by Joe

Inverno chegou e o corpo começa a pedir alimentos um pouco mais quentes e aconchegantes. Sabe aquele prato que, quando a gente sai da mesa, dá uma vontade de ficar quieto num canto (na verdade eu quis dizer pegar uma cama!)? É exatamente isso!

Eu sempre digo que a gastronomia é uma alquimia! Transformar elementos da natureza em algo mais rico, saudável e saboroso é uma arte, uma verdadeira alquimia mesmo!

A receita de hoje vem de um prato muito apreciado no nordeste e alguns estados do sudeste. Mas como gastronomia não tem bússola acredito que tudo é uma questão de experimentar … e ousar!

Por isso o Escondidinho foi sendo modificado, principalmente aqui em São Paulo, e seus elementos foram sendo substituídos por outros com sabores mais regionais. Desta forma, a mandioca (ou aipim) foi trocada pela batata, a carne seca foi substituída pela carne moída (ou boi ralado, como é conhecida no sul), frango, camarão e até bacalhau.

As variações podem ser feitas ao gosto de cada um. A receita de hoje é exatamente isso: uma variação do escondidinho!  O preparo é super simples e vai agradar a quase todos os paladares.

Escondidinho de bacalhau

Ingredientes

600 gramas de bacalhau dessalgado, aferventado e em lascas grandes
1 cebola grande picadinha
1 kg de batatas
100 gramas de azeitonas pretas picadas
3 dentes de alho
salsinha a gosto
2 colheres de sopa de manteiga
200 ml de leite
100 ml de creme de leite
pimenta do reino
sal
parmesão ralado

Modo de preparo

Cozinhe as batatas em água com sal e passe na peneira, ainda quente. Faça um purê com a manteiga e o leite. O purê deve ficar mole, como um creme. Acerte o sal.

Numa frigideira, coloque o azeite e refogue a cebola e o alho. Quando estiverem dourados, acrescente o bacalhau em lascas e misture. Junte as azeitonas picadas. Acerte o sal e tempere com pimenta do reino moída na hora. Por último, acrescente a salsinha picada.

Em um refratário, coloque metade do purê de batatas. Espalhe o bacalhau por cima do purê. Na metade de purê restante, adicione o creme de leite fresco e volte ao fogo para que incorpore bem. Acerte o sal e espalhe por cima do bacalhau. Polvilhe queijo parmesão ralado e leve ao forno a 200 graus por uns 15 ou 20 minutos até que o queijo fique gratinado.

Sirva com salada de brócolis!

Bom apetite!

By Joemir Rosa.

Bolo de cenouras com calda de chocolate

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , on 07/01/2012 by Joe

Uma massa deliciosa, fofa, aerada, de cor vibrante, com uma irresistível cobertura de chocolate: eis a fórmula do bolo de cenoura, um dos mais queridos da culinária caseira!

Claro que, como outras tantas receitas, existem inúmeras versões, até por ser uma receita caseira, simples e fácil de preparar. Afinal, qual bolo que você prepara batendo todos os ingredientes no liquidificador e praticamente já está pronto?

A ideia de incluir cenouras na massa não é nova. Já na Idade Média, esse recurso era muito utilizado para adoçar bolos e sobremesas, uma vez que essa raiz tem alta concentração de açúcar natural, e o açúcar era um artigo raro e de luxo naquela época.

Depois, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os suprimentos de açúcar se tornaram escassos, novamente a cenoura – juntamente com a beterraba e a batata, entre outros – voltou à cena como adoçante natural.

O bolo de cenoura, tal qual o conhecemos hoje aqui no Brasil, é mais recente e deve ter em torno de uns 50 anos. E também foi uma forma de introduzir o legume na alimentação das crianças. Gostando, elas tendem a comer a cenoura sob outras formas de preparo.

A receita de hoje nos traz a versão mais comum, simples, prática e, claro, deliciosa!!!

Bolo de cenouras com calda de chocolate

Ingredientes

Massa

4 cenouras médias
4 ovos
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de açúcar
½ xícara (chá) de óleo
½ xícara (chá) de leite
2 colheres (chá) de fermento em pó
óleo e farinha de trigo para untar

Calda

170 gr de chocolate meio amargo
200 gr de creme de leite fresco
25 ml de conhaque (opcional)

Modo de preparo

Massa

Lave bem, descasque e corte as cenouras em rodelas grossas. Em seguida, bata no liquidificador as cenouras, o óleo, o açúcar e os ovos até obter uma mistura líquida e homogênea.

Em uma tigela grande, peneire a farinha de trigo. De volta ao liquidificador, vá adicionando lentamente a farinha de trigo peneirada. Quando a massa estiver homogênea, junte o fermento, também peneirado. Bata mais um pouco e lentamente.

Coloque a mistura em uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve para assar por cerca de 45 minutos. Faça o teste do palito: se sair seco, o bolo está pronto. Espere esfriar para desenformar.

Calda de chocolate

Com uma faca, quebre e corte o chocolate em pedaços bem pequenos. Passe por um processador de alimentos até que fique bem moído. Reserve.

Coloque o creme de leite em uma panela e aqueça até o ponto de fervura. Com o processador ligado, adicione o creme de leite, devagar, e processe até a mistura ficar homogênea. Não bata em excesso. Transfira a calda de chocolate para uma tigela e deixe esfriar.

A calda de chocolate deverá estar na temperatura morna, encorpada, mas ainda líquida, para ser usada como cobertura do bolo. Caso a calda endureça muito, aqueça um pouco em banho-maria até a consistência desejada.

Sugestões

1. caso deseje uma massa mais úmida e o sabor da cenoura um pouco mais intenso, adicione um copinho de iogurte natural no preparo da massa.

2. a cobertura também pode ser preparada com manteiga, chocolate em pó e o creme de leite. Fica ótima também.

By Joemir Rosa.

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