Arquivo para Arrogante

O Mestre Samurai

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/08/2014 by Joe

O Velho Samurai

Há muito tempo, no Japão antigo, viveu um velho Samurai que morava em um pequeno vilarejo. Seu nome era Hatori Hanzo. Foi um grande general do imperador e lutou inúmeras batalhas e guerras.

Já velho, decidiu se aposentar, já que não havia mais guerras e seu país estava em paz. No vilarejo onde vivia, ele ensinava a arte de combate aos jovens e era respeitado e admirado por todos.

Certo dia, chegou ao vilarejo um samurai mais jovem, procurando por Hanzo, sabendo que ele era um lendário samurai. Assim que o encontrou, lançou um desafio:

– “Então você é o lendário Hatori Hanzo! Vejo que não passa de um velho, mas mesmo assim, venho aqui desafiá-lo”.

O velho samurai aceitou o desafio e, ao amanhecer do dia seguinte, foi ao centro do vilarejo onde estava seu desafiante que, arrogantemente, xingou, blasfemou, cuspiu e ofendeu Hanzo.

O velho apenas ficou imóvel, sem dizer qualquer coisa e sem se alterar com as ofensas que o seu desafiante atirava em sua direção…

Logo entardeceu e todos estavam espantados pois o lendário Hatori Hanzo não reagia.

– “Estaria ele com medo?!”, todos se perguntavam.

Depois de horas, frustrado, o jovem e arrogante samurai deu as costas ao velho Hanzo, e foi embora se vangloriando de uma vitória que não existia.

Um dos jovens alunos de Hanzo se aproximou e perguntou:

– “Mestre, o senhor poderia tê-lo vencido com apenas um golpe e ter calado aquele verme! Por que ficou calado, imóvel, sem revidar?”

Com um olhar paciente e um sorriso no rosto, Hatori Hanzo respondeu ao seu aluno:

– “Se alguém lhe oferecer um presente e você não aceitar, a quem pertence o presente?”

O aluno respondeu:

– “Ele pertencerá a quem me ofereceu”.

– “Exato” – respondeu Hanzo – “O mesmo acontece com alguém que te insulta, blasfema, xinga… se você não aceitar, tudo isso retorna a quem lhe ofereceu”.

“A honra não está em vencer seu oponente com apenas um golpe, mas sim em ensinar-lhe a disciplina e o respeito através de superioridade moral. A maior batalha é aquela que não acontece”.

Desconheço a autoria.

Anúncios

A elegância do comportamento

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/04/2014 by Joe

Elegância de comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens.

Abrir a porta para alguém é muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar é muito elegante. Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma. Oferecer ajuda é muito elegante. Olhar nos olhos, ao conversar, é essencialmente elegante…

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

By Martha Medeiros.

A mente e o arco

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/04/2014 by Joe

Arqueiro

Após ganhar vários torneios de arco e flecha, um jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.

O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou, na primeira flecha lançada, um distante alvo bem na mosca, e ainda foi capaz de dividir a primeira flecha em duas com seu segundo tiro!

– “Sim!”, ele exclamou para o velho arqueiro, “veja se pode fazer isso!”

Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas, em vez disso, fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima.

Curioso sobre o que o velho estaria tramando, o campeão seguiu-o para o alto, até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira.

Calmamente, caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre escolheu uma longínqua e larga árvore como alvo, esticou seu arco e, num tiro direto, acertou o o alvo.

– “Agora é sua vez,” ele disse, enquanto suavemente voltava para o solo seguro.

Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não conseguiu nem mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo daquela posição.

– “Você tem muita perícia com seu arco,” disse o mestre, percebendo a dificuldade de seu desafiante, “mas tem pouco equilíbrio com a mente, que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo.”

E você? Está com a sua mente em equilíbrio para atingir seus objetivos?

Desconheço a autoria.

Desconstruções

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/01/2014 by Joe

Máscaras

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela “vende” de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.

Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa “inventou” um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Fulana, desconstruindo Sicrano, desconstruindo Beltrano… Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.

Ok, é natural que, numa aproximação, a gente “venda” mais nossas qualidades que os nossos defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

By Martha Medeiros.

Você sabe escutar?

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/06/2013 by Joe

Arte de ouvir

Recentemente, descobri que não sou um bom ouvinte e comecei a observar mais as pessoas nesse sentido. E constatei que muitas pessoas também têm tendência à chatice.

Sim, porque chato é aquele que sempre tem uma opinião sobre tudo e que acha que deve expressá-la a todo momento. O chato acredita que o outro não é capaz de dizer tudo o que é necessário e que a sua contribuição para o assunto ou para resolver o problema é fundamental e indispensável.

O chato não quer ouvir, não sabe ouvir, não suporta ouvir! Só quer falar e, justamente por isso, acaba perdendo momentos preciosos da vida, afastando-se de pessoas maravilhosas de seu convívio. E o pior: é rotulado, com razão, como arrogante!

É preciso exercitar a arte de ouvir porque, quem não ouve, não cresce; fica apenas com a bagagem que já possui.

Reconheça mais e considere os pensamentos e sentimentos das pessoas que convivem com você. Crie o hábito de perceber o que os outros querem realmente dizer. Dê uma chance às pessoas de colocarem por completo as suas ideias.

Saiba escutar! Aprenda a perceber as intenções e as necessidades dos outros. Seja mais humilde e ouça as pessoas, as suas verdades.

Coloque-se no agora e deixe claro para si mesmo o que foi dito pelo outro. Interesse-se pelos planos, pelos ideais, pelos problemas e pela vida de quem está diante de você, apenas tendo uma atitude de ouvir.

Tenha calma e abaixe a sua ansiedade quando estiver numa conversa. Fale, mas também ouça! Sorria mais também, viu? Desenvolva mais o seu bom humor e deixe mais à vontade quem conversa com você.

Desconheço a autoria.

Circunstâncias

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/07/2011 by Joe

Cada escolha é uma assinatura. Cada escolha diz ao mundo, e a você, quem é realmente você e quem você deseja ser. Todos nós mudamos o tempo todo e, portanto, se você não gosta de quem é, pode escolher mudar. Pequenas mudanças, no curso do tempo, provocam resultados muito diferentes. Você pode mudar sua “assinatura de vida” quando bem entender.

Um problema comum, quando uma pessoa analisa a vida, é imaginar que tudo é esquerda ou direita, preto ou branco, para frente ou para trás, para cima ou para baixo. As pessoas tendem a pensar de maneira bipolar. Ou estou feliz ou estou deprimido; ou sou rico, ou sou pobre; ou o dia está ótimo, ou está péssimo; ou a viagem foi excelente ou foi um desastre.

Crianças pensam assim, mas crianças não têm registros de exceções em seu repertório de vida. Traduzindo, elas pensam de modo bipolar porque ainda não tiveram experiências intermediárias – aquelas que nem são certas, nem são erradas. Por isso crianças acham que o mundo é simples, o que seria verdadeiro se o mundo fosse uma questão de escolher entre um caminho ótimo e outro péssimo. Na maioria das vezes, os caminhos são muito parecidos. Temos que nos afastar, tentando olhar o conjunto, para entender qual caminho é o melhor.

Pensamento bipolar é para insetos, criaturas muito importantes para o ecossistema, mas completamente mecânicas. Não passam de sofisticados robôs biológicos básicos. Você não é um inseto. Por isso, pode se dar ao luxo de pensar de modo muito mais amplo. Pode escolher diferente.

Quando todos acham que só existe o preto ou o branco, seja do contra: procure os tons de cinza. Quando todos querem um sim ou não, seja do contra: pense no talvez. Quando todos dizem que foi um fracasso, seja do contra: mostre que foi parte da experiência; quando todos apontam um culpado, seja do contra: peça para rever todos os dados. Quando todos defendem uma verdade, seja do contra: mostre que algumas verdades são fabricações sociais. Ser do contra, não significa ser arrogante, mas mostrar que você não está preso aos paradigmas, às crenças que muitas pessoas seguem cegamente.

Procurar outras opções, diferentes das primeiras que surgem, mostra que seu cérebro, aquela massa de pão com meio quilo, dentro da sua cabeça, não está lá para decorar seu corpo. Procurar opções e fazer escolhas significativas mostra que você está usando sua inteligência. Mesmo que as circunstâncias sejam péssimas, você não é mais produto de uma máquina chamada “circunstâncias”. Você pode escolher.

E quando tudo der errado (e um dia, a despeito de seus esforços, tudo dará errado) as circunstâncias não terão mais poder para “fazer” você, mas sim para revelar você. Para revelar sua força, sua inteligência, sua capacidade de adaptação, sua coragem interior e sua fé nos princípios naturais que movem o Universo.

Pessoas que não questionam, tendem a achar que não podem escolher. Você pode escolher. Você deve escolher. Porque se você não escolher, alguém escolherá por você.

Você é livre para escolher, mesmo que sejam escolhas indetectáveis por quem observa de perto seus movimentos. Quem escolhe se torna criador das circunstâncias, ao invés de um produto delas. Por isso, deixe que elas revelem o que você tem de melhor.

Somos, em parte, produto daquilo que vimos, aprendemos, sentimos e pensamos. Por isso, as circunstâncias fazem as crianças. Mas, se você não é mais criança, é você quem faz as circunstâncias. Saiba disso, ou não.

By Aldo Novak.

%d blogueiros gostam disto: