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Vida é movimento

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/10/2014 by Joe

Vida é movimento

Viver é uma oportunidade única!

Uma jornada individual que se reinicia todos os dias, repleta de possibilidades e escolhas.

O bom aprendiz caminha atento e agradece ao acordar a cada manhã; enxerga a beleza que se disfarça na simplicidade onde flui a paz; entende que os resultados de hoje foram as opções de ontem; aprende a se refazer nas pequenas conquistas; aprecia o hoje antes do incerto amanhã, porque sabe que não é o tempo que passa, mas nós que passamos…

Vida é movimento e saber viver é uma arte!

Há uma longa distância entre sentir-se vivo e apenas existir. O mundo interior dá sinais de alerta, mas a rotina exterior o contesta. Seguimos na confusão da vida sem notar quando começamos a nos perder de nós mesmos, até que venha a saudade num dia qualquer, para nos lembrar de como éramos.

Assim, começa para muitos a busca íntima do resgate pessoal. Para manter o rumo durante o percurso não basta determinação: tem que ter coragem, saber arriscar e ousar.

Pedras atrapalham, mas também nos ensinam porque surgiram; nem sempre se pode removê-las, mas contorná-las é possível desde que os olhos se mantenham no horizonte, onde estão as metas, sonhos e ideais.

Recomeçar sempre que for preciso é permitir-se uma nova chance. Datas não servem para marcar o início, apenas para protelar. O melhor momento para o que deve ser feito é – e sempre será – “agora”. Quem espera não realiza, apenas se deixa levar!

Aproveite seu caminho a cada passo, sinta-se livre em si mesmo, redescubra o prazer e a leveza em simplesmente ser. Cultive a paz no espírito e relacione-se com seu Criador, porque Ele acredita em você… enquanto o mantém respirando.

No fundo, o que importa é “fazer valer a pena”!

By Mônica Comenale.

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Aprendiz

Posted in Comportamento with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/10/2014 by Joe

Elis Rejane Busanello 1

Eu não sabia, mas antes do câncer, eu já estava doente. Porém, duas doenças me limitaram mais do que a quimioterapia e a cirurgia. Os nomes delas são “Não Posso” e “Não Consigo”.

Quando eu estava atacada pelo vírus “Não posso”, eu dizia e agia assim:

– “Não posso tirar foto de lado… porque meu nariz e queixo são pontudos”.

– “Não posso usar saia curta… porque meus joelhos são muito grossos”.

– “Não posso sorrir muito em foto… porque meu bigode chinês aparece”.

– “Não posso andar de avião… porque tenho medo”.

– “Não posso ter plantas em casa… porque não sei cuidar”.

E assim eu permanecia, doente de mim mesma!

Quando eu estava atacada pelo vírus “Não consigo”, eu dizia e agia assim:

– “Não consigo ficar bem nas fotos… porque sempre arregalo os olhos”.

– “Não consigo posar para fotos… porque tenho vergonha”.

– “Não consigo sorrir pra valer… porque meus dentes não são bonitos”.

– “Não consigo ler livros… porque me dão sono”.

– “Não consigo fazer caridade regularmente… porque não tenho tempo”.

E assim eu seguia, impondo-me limites…

Quantas vezes reclamei da oleosidade do meu cabelo, do quanto ele era fino e pesado. A escova não durava nada! Fiz até permanente para dar volume, fiquei parecendo um poodle.

Hoje, depois de encarar a doença, cheguei à conclusão que o câncer mata muita coisa realmente, entre elas, preguiça, vergonha, solidão, hipocrisia, medos, futilidades, culpas, limitações, radicalismos, carência, dependências, autocrítica, intolerância, baixa autoestima e muito mais!

Nesse processo, conheci estas frases e elas definem o que acredito hoje:

“O que somos é um presente de Deus. O que nos tornamos é o nosso presente para ele”.

“Não aprendi a voar. Isto é para os pássaros. Mas aprendi a me sentir como se estivesse voando”.

“Descobri que a gente pode sorrir por fora e por dentro”.

“Ser diferente é muito diferente de ser esquisito, feio ou anormal”.

“O silêncio pode ser melhor do que mil palavras”.

“Conhecer a mim mesma é um aprendizado constante”.

“Existe mais beleza nos processos e nas atitudes do que nas formas”.

É certo que o câncer muda a vida da gente, porém, eu discordo que ele seja um presente. Ele é uma oportunidade! Mas até quando precisaremos dele para percebermos as belezas que existem em nós e à nossa volta?

“Viver
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz! “ (Gonzaguinha).

By Elis Rejane Busanello.

A vaquinha

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/07/2014 by Joe

A vaquinha

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar. Sem calçamento, casa de madeira, os moradores – um casal e três filhos – vestidos com roupas rasgadas e sujas. O mestre, então, aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

– “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e sua família sobrevivem aqui?”

E o senhor respondeu:

– “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos; a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo”.

O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho ordenou ao seu discípulo:

– “Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá para baixo!”

O jovem arregalou os olhos, espantado, e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência da família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do mestre, foi cumprir a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo para aquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.

Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, um carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Apertou o passo e logo foi recebido por um caseiro muito simpático, e então perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:

– “Continuam morando aqui”.

Espantado, ele entrou na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre. Reconheceu o senhor, dono da vaquinha, elogiou o local e perguntou:

– “Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor, entusiasmado, respondeu:

– “Nós tínhamos uma vaquinha que nos dava todo o sustento da família, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!”

A história termina aqui, mas deixa um ponto de reflexão:

Todos nós temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para a nossa sobrevivência e uma convivência com a rotina!

Qual é a sua?

Aproveite este restinho de ano pra empurrar a sua vaquinha morro abaixo e construir algo de novo! Sem desafios não há conquistas!!

Pense nisso!

Desconheço a autoria.

Os níveis do ser humano

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 07/04/2014 by Joe

Evolução do ser humano

Há alguns anos, um aprendiz aproximou-se de um Mestre e perguntou-lhe:

– “Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se tanto e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a paz e o entendimento, por mais que apregoem o amor e por mais que afirmem abominar o ódio”.

– “Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da humanidade do planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7”.

– “Mas, Mestre, que níveis são esses?”

– “Não adiantaria nada explicá-los pois, além de não entender, logo em seguida você os esqueceria e esqueceria também a explicação. Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente quais são esses níveis, cada um deles nos seus mínimos detalhes”.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do aprendiz e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do espaço e do tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, o Mestre disse ao aprendiz:

– “Dê-lhe um tapa no rosto”.

– “Mas por quê? Ele não me fez nada…”

– “Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!”

Quando o homem chegou perto do aprendiz, este pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa no rosto, que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o aprendiz foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o aprenzi já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

– “Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o aprendiz pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o aprendiz, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com outro tapa, um pouco mais forte. Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

– “Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Agora, repita o mesmo com esse aí que vem chegando”.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o aprendiz e assim falou:

– “O que é isso, moço? Não acha que eu mereço uma explicação? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!”

– “Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem”.

– “E querem ver como eu reajo?”

– “Sim. Exatamente isso…”

– “Já reparou que não tem sentido isso?”

– “Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…”

– “Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?”

– “Queremos verificar” – interferiu o Mestre – “as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?”

– “De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente, não acham?”

– “Mas, afinal, como você vai reagir? Vai revidar?” – perguntou o aprendiz. “Ou vai nos mostrar uma outra maneira de aprendermos o que desejamos?”

– “Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com vocês. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço, são uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatões!”

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro lugar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

– “Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “dono da verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e criticar tudo. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem”.

E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o aprendiz e perguntou:

– “Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?”

– “Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada”.

– “Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas, né. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?”

– “É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?”

– “Hoje vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas, por outro lado, se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão fazendo e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Vocês me aceitariam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?”

– “E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal intencionados?”, perguntou o Mestre – “Como reagiria a isso?”

– “Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês devem ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?”

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre, então, comentou:

– “O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto, um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

– “Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estava precisando de ajuda. Em que te posso ser útil?”

– “Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?”

– “Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?”

– “Estamos dando tapas nas pessoas que passam para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal!”

– “É nisso que eu posso ajudar? Então, vou te ajudar com muita satisfação, te pedindo perdão por não haver logo percebido que deseja aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se está querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderá a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou fazendo com vocês, neste momento. Ainda terá um longo caminho pela frente, mas, se desejar, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de te guiar nos primeiros passos e te fazer chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que acha da proposta? Aceita-me como teu guia?”

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre explicou:

– “Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6”.

E o aprendiz iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

– “Meu filho querido! Por que você queria ferir-se? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?”

– “Mas é estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita”.

– “Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando amor. E o amor é a energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do amor, logo poderá ensinar amor para todas as outras células da humanidade e, tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: tudo é amor! A vida é amor! Nós somos centelhas de amor! E, por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que, se agir de determinada maneira perigosa, irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o amor em toda sua plenitude, pois o amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um ato de amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê amor gratuitamente. Ensine amor com muito amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da energia mais poderosa do Universo, que é o amor. E sua vida será sublime…”

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então, o Mestre falou:

– “Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o ser humano em sua senda evolutiva, ainda na matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um homem sublime, inefável e quase inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o ‘começo da verdade’, mas ainda não a conhece em toda sua plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando…

E o aprendiz pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança, encheram-lhe todo o seu ser.

– “Bata nele!” – ordenou o Mestre.

– “Não posso, Mestre, não posso…”

– “Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!”

– “Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!”

– “Bata-me”, disse o homem com muita firmeza e suavidade, “pois só assim aprenderá a tua lição e saberá, finalmente, porque ainda existem guerras na humanidade…”

– “Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…”

– “Então”, tornou o homem, “já aprendeu a tua lição. Quem, dentre todos em quem você bateu, a ensinou para ti? Reflita um pouco e me responda”.

– “Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?”

– “Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terá muito que aprender, mas já aprendeu a primeira e a maior de todas as lições: existe a ignorância!”, complementou o homem, com suavidade e convicção, “mas ainda existem outras coisas mais que deve ter aprendido. O que foi?”

– “Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…”

– “A humanidade ainda é uma criança, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o espaço cósmico. Nossa vida individual só terá importância mesmo se conseguirmos entender e vivenciar este conhecimento, esta grande verdade: somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa”.

– “Mas sendo assim, para eu aprender tudo que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?”

– “Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única vida e que já a está vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverá por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Você já foi energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E ainda é tudo isso. Compreenda, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

– “Mas, mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3”.

– “E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois já está ensinando o que aprendeu, nesta breve jornada mental. Já aprendeu que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste planeta Terra!”

O autor deste conto conseguiu transmití-lo, há alguns milênios, através da tradição oral, durante muitas e muitas gerações. Agora, ao ler esse conto, também aprendi a mesma lição e agora a estou transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos.

Compreende, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste planeta Terra, para que aprenda tudo e que possa transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concorda?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando, ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Você e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tem com isso.

Entendeu?

Desconheço a autoria.

A vaquinha

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/08/2011 by Joe

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar. Sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. O mestre então, aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

– “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e sua família sobrevivem aqui?”

E o senhor respondeu:

– “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos; a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo”.

O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho ordenou ao seu discípulo:

– “Pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá para baixo!”

O jovem arregalou os olhos, espantado, e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência da família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do mestre, foi cumprir a ordem. Empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo para aquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.

Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, um carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Apertou o passo e logo foi recebido por um caseiro muito simpático, e então perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:

– “Continuam morando aqui”.

Espantado, ele entrou na casa e viu que era a mesma família que visitara antes com o mestre. Reconheceu o senhor, dono da vaquinha, elogiou o local e perguntou:

– “Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor, entusiasmado, respondeu:

– “Nós tínhamos uma vaquinha que nos dava todo o sustento da família, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!

A história termina aqui, mas deixo um ponto de reflexão:

Todos nós temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para a nossa sobrevivência e uma convivência com a rotina!

Descubra qual é a sua!

Aproveite este restinho de ano pra empurrar a sua vaquinha morro abaixo e construir algo de novo! Sem desafios não há conquistas!!

Pense nisso!

Desconheço a autoria.

Vida é movimento

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 05/07/2011 by Joe

Viver é uma oportunidade única!

Uma jornada individual que se reinicia todos os dias, repleta de possibilidades e escolhas.

O bom aprendiz caminha atento e agradece ao acordar a cada manhã; enxerga a beleza que se disfarça na simplicidade onde flui a paz; entende que os resultados de hoje foram as opções de ontem; aprende a se refazer nas pequenas conquistas; aprecia o hoje antes do incerto amanhã, porque sabe que não é o tempo que passa, mas nós que passamos…

Vida é movimento e saber viver é uma arte!

Há uma longa distância entre sentir-se vivo e apenas existir. O mundo interior dá sinais de alerta, mas a rotina exterior o contesta. Seguimos na confusão da vida sem notar quando começamos a nos perder de nós mesmos, até que venha a saudade num dia qualquer, para nos lembrar de como éramos.

Assim, começa para muitos a busca íntima do resgate pessoal. Para manter o rumo durante o percurso não basta determinação, tem que ter coragem, saber arriscar e ousar.

Pedras atrapalham, mas também nos ensinam porque surgiram; nem sempre se pode removê-las, mas contorná-las é possível desde que os olhos se mantenham no horizonte, onde estão as metas, sonhos e ideais.

Recomeçar sempre que for preciso é permitir-se uma nova chance. Datas não servem para marcar o início, apenas para protelar. O melhor momento para o que deve ser feito é – e sempre será – “agora”. Quem espera não realiza, apenas se deixa levar!

Aproveite seu caminho a cada passo, sinta-se livre em si mesmo, redescubra o prazer e a leveza em simplesmente ser. Cultive a paz no espírito e relacione-se com seu Criador, porque Ele acredita em você … enquanto o mantém respirando.

No fundo, o que importa é “fazer valer a pena”!

By Mônica Comenale.

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