Archive for the Humor Category

Quebrando ovos

Posted in Humor, Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/04/2015 by Joe

Quebrando ovos

Chega um momento em que a relação precisa quebrar os ovos. É bom estar preparado.

Será como o trabalho doméstico: transparente. Lava-se louça, roupa, estende, retira os vincos com ferro, limpa casa, recolhe o lixo, arruma os brinquedos e os filhos nem reparam que tudo está novamente no lugar e no armário, apesar da bagunça feita recentemente. É óbvio que não vão agradecer. É o que chamo de passado secreto. Aconteceu, mas não merece memória.

Entretanto, a raiva fica: não fui valorizado e resta um desmemoriado mal-estar.

Minha namorada resolveu comer omelete. Ela já preparou o prato outras vezes em seu apartamento. Estava na minha casa e me antecipei na captura dos ingredientes, louco para agradá-la. Mas a minha menção de executar a tarefa a desagradou. Entenda, é o passado secreto. O ardiloso passado secreto. Com minha efusiva disposição, ela desconfiou de que eu não gostava de suas omeletes e que, somente agora, decorrido um ano, estava com coragem de falar.

Raciocinei que significava uma informação dispensável, meu modo era dourar os dois lados e o dela era envelopar a massa ao final, mas ela tratava o assunto com tamanha energia que até me assustou.

– “Quer que eu faça?”, perguntei.

– “Não gosta do jeito que faço?”

– “Gosto, é que eu mostraria minha predileção…”

– “Gosta nada, quem já fez omelete para você? Quer do jeito de quem? Confessa?”

– “De ninguém…”

– “Ora, vai nessa, qual é a receita? Com queijo ralado, requeijão, tomates fatiados? Por que nunca me disse que não gostava da minha omelete? Eu me sinto uma idiota…”

– “Eu gosto, só busquei uma maneira diferente!”

– “Que maneira?”

(Daí eu me danei)

Levamos mais tempo discutindo na tentativa de prevenir a discussão. A conversa durou duas horas. Duas horas sobre absolutamente nada, a não ser o medo do que não foi vivido junto. Se aliso seu umbigo, acreditará que repito um convite libidinoso com uma antiga namorada. Quanto mais a gente se entrega, maior é o pânico de estar sozinho na doação, de ser uma miragem afetiva. Tanto que, após desfiar um “eu te amo tanto”, não ouse nunca mais declarar “eu te amo” – é como se amasse menos.

O ciúme está dobrado em cada gesto, fazendo contas e pedindo estornos. Não há saída; passe manteiga na conversa, aqueça a frigideira e admire os ovos quebrados na pia.

Repare como o negócio é tinhoso. Durante as compras, no caixa, costumava perguntar se ela estava naquele momento com troco. Não falava dinheiro, mas troco. Uso troco para tudo. Para quê? Ela já formulou uma tese de que empregava o código com a ex. Igual sina em nossas rotas românticas. Relaxados, sozinhos e prontos para namorar, peço que ela me alcance o champanhe do balde:

– “Por favor, me passe a “champs”?”

– ““Champs”?”

Pronto! Feito o entrevero. Usava também esse dialeto com a ex.

O grave é que ela tem razão. Só não desejava brigar, ainda mais quando não tenho defesa. Ela poderia ser mais justa e me dar tempo para preparar uma mentira.

By Fabrício Carpinejar.

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A Teoria do Merthiolate

Posted in Humor with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/03/2014 by Joe

A teoria do Merthiolate

As crianças hoje em dia são muito hiperativas. Na minha infância, as crianças eram mais calmas. Sabe porque? Porque o Merthiolate ardia muito!

As crianças, de vez em quando, deixavam de fazer merda pensando no Merthiolate. O Merthiolate tinha uma função pedagógica.

O Merthiolate também tinha uma função psicológica. Porque aquele ardor dava a impressão de que os micróbios estavam sendo mortos. Você acreditava que, de fato, estava curando.

Mércurio Cromo não ardia, então dava a sensação que curava menos. Quando o Merthiolate encostava na ferida, você sentia que ali tinha virado um grande campo de batalha. Você sentia o ardor da guerra. E quando o ardor passava é porque a gente tinha conseguido vencer o mal.

Além do fator pedagógico e psicológico, o Merthiolate também tinha um apelo maternal. Porque a única coisa capaz de amenizar o sofrimento do Merthiolate eram as micropartículas de saliva materna. Quando a mãe soprava na ferida, o sofrimento magicamente reduzia.

Além do fator pedagógico, psicológico e maternal, o Merthiolate também tinha uma função de geolocalização. Porque o ardor servia como sinalização se o Merhtiolate tinha sido de fato colocado no local correto. Se não ardesse, é porque não colocou direito. O Merthiolate era o GPS da ferida!

Além do fator pedagógico, psicológico, maternal e de geolocalização, o Merthiolate também tinha um impacto na personalidade das pessoas. O ardor incrível do Merthiolate moldou a personalidade da geração de crianças dos anos 80. As crianças desde cedo se acostumaram a ser homens, engolir choro, aguentar dor…

Hoje em dia… o Merthiolate não arde mais! Por isso essa geração emo, tudo cheio de frescura, chora por qualquer coisa…

By Murilo Gun, stand-up comedy.

Avanços tecnológicos

Posted in Humor with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/02/2013 by Joe

Máquina de escrever

A gente esvaziando a casa da tia neste carnaval. Móvel, roupas de cama, louça, quadros, livros. Aquela confusão toda, quando ouço meus filhos me chamarem.

– Mãe!

– Faaala…

– A gente achou uma coisa incrível. Se ninguém quiser, pode ficar para a gente? Hein?

– Depende. O que é?

Os dois falavam juntos, animadíssimos:

– Ééé… uma máquina, mãe. É só uma máquina meio velha.

– É, mas funciona, está ótima!

Minha filha interrompeu o irmão mais novo, dando uma explicação melhor.

– Deixa que eu falo: é assim, é uma máquina, tipo um… teclado de computador, sabe só o teclado? Só o lugar que escreve?

– Sei.

– Então. Essa máquina tem assim, tipo… uma impressora ligada nesse teclado, mas assim, ligada direto. Sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita…

Ela ia contando e se animando, os olhos brilhando.

– … e a máquina imprime direto na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito legal! Direto, na mesma hora, eu juro!

Eu não sabia o que falar. Eu juro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, de uma menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever. Era isso mesmo?

– … entendeu mãe? Zupt, a gente escreve e imprime, a gente até vê a impressão tipo na hora, e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, esperar hooooras, entrar no Word, de escrever olhando na tela, mandar pra impressora, esse monte de máquina, de ter que ter até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe! É muuuito legal, e nem precisa de colocar na tomada! Funciona sem energia e escreve direto na folha da impressora!

– Nossa, filha…

– … só tem três coisas ruins: não dá para trocar a fonte, nem aumentar a letra e nem apagar, mas não tem problema. Vem, que a gente vai te mostrar. Vem…

Eu fui, parei e olhei, pasma, a máquina velha. Eles davam pulinhos de alegria.

– Mãe… Será que alguém da família vai querer? Hein? Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo para ninguém querer pra a gente poder levar lá pra casa, isso é o máximo! O máximo!

Bem, enquanto estou aqui, neste “teclado”, estou ouvindo o plec-plec da tal máquina, que, claro, ninguém da família quis, mas que aqui em casa já deu até briga, de tanto que já foi usada. Está no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos “impressos na hora” por eles. “Incrível!”, eles dizem, plec-plec-plec, “muito legal”, plec-plec-plec. Eu e o meu marido estamos até pensando em comprar outra, uma para cada filho.

Mas, pensa bem se não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai direto do teclado para o papel, e sem tomada!

Céus! Que coisa!!

Desconheço a autoria.

Natal na era digital

Posted in Humor with tags , , , , , , , , , , , , , , on 25/12/2011 by Joe

Todas as histórias que envolvem o Natal, desde o anúncio de que Maria ficaria grávida até o nascimento de Jesus, passando pela visita dos três reis magos, são muito bem conhecidas de todos.

Mas já pararam para pensar como seriam todas essas histórias nos dias de hoje? Com a Internet, celulares, Facebook, Twitter, YouTube, Google Maps, Wikipedia, GMail, Foursquare, Amazon, etc, será que o espírito natalino continuaria sendo o mesmo?

Aposto que sim! Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo!

Vejam o video que nos mostra como seria o Natal Digital!!

By Joemir Rosa.

Rir é o melhor remédio!

Posted in Humor with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/01/2011 by Joe

Janeiro tornou-se sinônimo de chuvas, inundações, alagamentos, deslizamentos e tragédias. Temos visto diariamente, nos meios de comunicação, os estragos causados por tanta água.

Em São Paulo a coisa não tem sido diferente … todas as tardes enfrentamos chuvas torrenciais, ruas e avenidas alagadas, árvores derrubadas, automóveis danificados, casas inundadas e moradores desabrigados!

Bom … tragédias à parte, rir ainda é o melhor remédio para não desanimarmos e seguirmos em frente nesta selva de pedra!

Em São Paulo já é normal marcarmos compromissos em horários AC ou DC:

– Que tal um choppinho amanhã?
– Beleza! Podemos nos encontrar no Bar do Chico à 1 h DC! (ou seja, uma Hora Depois da Chuva!!!).

É comum também ouvirmos alguns comentários pelas ruas:

– A Dilma está lançando o Balsa-família  para ajudar São Paulo!

– Se a São Silvestre fosse em janeiro, o César Cielo ia humilhar!

– Depois dos airbags, os coletes salva-vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo.

– O melhor serviço de entregas em SP é do Submarino.

– Ninguém passa fome em São Paulo: bolinho de chuva é o que não falta!

– Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??

– Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP…

– Noé, precisamos de você em Sampa!!

– Meu passeio ciclístico de hoje foi de pedalinho

– Agora SP inteira tem casa com vista para o mar.

– Tem carioca morrendo de inveja porque agora São Paulo tem dois mares: Mar Ginal Tietê e Mar Ginal Pinheiros

– Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.

– O Kassab vai trocar o Bilhete Único pelo Bilhete Úmido!!

– Depois de tanta chuva, Kassab anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.

– Em SP não indicamos mais as direções com “direita” e “esquerda”: agora é “estibordo” e “bombordo”!

By moradores paulistas.

Natal Digital

Posted in Humor with tags , , , , , , , , , , , , , , on 26/12/2010 by Joe

Todas as histórias que envolvem o Natal, desde o anúncio de que Maria ficaria grávida até o nascimento de Jesus, passando pela visita dos três reis magos, são muito bem conhecidas de todos.

Mas já pararam pra pensar como seriam todas essas histórias nos dias de hoje? Com a Internet, celulares, Facebook, Twitter, YouTube, Google Maps, Wikipedia, GMail, Foursquare, Amazon, etc, será que o espírito natalino continuaria sendo o mesmo?

Aposto que sim! Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo!

Vejam o video que nos mostra como seria o Natal Digital!!

By Joe.

Doze ou treze?

Posted in Humor on 15/08/2010 by Joe

Um pequeno quebra-cabeça para um domingo de frio!

1) Olhe para a imagem abaixo e conte o número de pessoas que você vê:

2) Espere a imagem se deslocar e conte novamente.

3) Afinal … são 12 … ou 13 pessoas?

4) Caso tenha uma explicação, entre em contato imediamente com o Padre Quevedo!!

By Joe.

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