Arquivo para setembro, 2011

A porta do lado

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , on 20/09/2011 by Joe

Em entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida; que queremos que absolutamente tudo dê certo e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente.

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de, simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes! Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta e, às vezes, saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel.

E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça…

Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.

Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão porque parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia. Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A “porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…

Experimente!!!

By Drauzio Varella.

Amor virtual

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/09/2011 by Joe

Acredito em amor virtual. Não adianta se valer do ceticismo da carne e dizer que a distância engana, que as pessoas não se conhecem, que pode haver desfeita e desilusão.

Acredito em amor virtual. Pois nada é mais expansivo e verdadeiro do que se conhecer pela linguagem. Nada é mais íntimo e pessoal do que se doar pela linguagem.

Não serei convencido da frieza do relacionamento na web, da articulação de fachadas e pseudônimos, da ironia e dos subterfúgios denunciados nos chats. O que acontece na internet reproduz a vida com seus defeitos e virtudes, não se pode exagerar na desconfiança. O amor virtual é tão real quanto o sangue. Não preciso enxergar o sangue para verificar se ele corre. O amor virtual trabalha com a expectativa e a ansiedade. Como um teatro que se faz de improviso, com a ardência de ser aceito aos poucos, sem o temor e os avisos em falso do rosto.

Na correspondência há a esperança de ser amado e de entreter as dores. A esperança aceita tudo, transforma todo troco em investimento. Um gesto de redobrada atenção, uma resposta alentada, uma frase diferente, um cuidado excessivo, a cordialidade do eco … e o amor se instala!

Não há o julgamento pelas aparências (que se assemelha a uma execução sumária), mas o julgamento em função do que se imagina ser, do que se deseja, do que se acredita. São raros os momentos em que se pode fechar os olhos para adivinhar. Adivinhar é delicioso – é se dedicar com intensidade às impressões mais do que aos fatos.

Alguns dirão que é alienação permanecer horas e horas teclando ou conversando diante de uma câmera e do computador. Mas é envolvimento, amizade, compromisso. É pressentir o cheiro, formigar os ouvidos, seduzir devagar. Não conheço paixão que não ofereça mais do que foi pedido.

Quem reclamava da ausência de preliminares deve comemorar o amor virtual? Nunca se teve tanta preliminar nas relações, rodeios, educação. Fica-se excitado por falar. Devolve-se à fala seu poder encantatório de persuadir. Afora o espaço democrático: um conversa e o outro responde. Findou o temporal de um perguntar para outro fingir que está ouvindo.

No amor virtual, a linguagem é o corpo. Dar a linguagem é entregar o que se tem de mais valioso. É esquecer as roupas na corda para escutar a chuva. É recordar de memórias imprevistas como do tempo em que se ajudava à mãe a contornar com o garfo a massa do capeletti. Conversa-se da infância, dos fundos do pátio, do que ainda não se tinha noção, sem ficar ridículo ou catártico. Abre-se a guarda para olhares demorados nos próprios hábitos. A autocrítica se converte em humor; a compreensão, em cumplicidade. É uma distração para concentrar. Uma distração para dentro. Vive-se com mais clareza para contar e se narrar.

Amor virtual é conhecer primeiro a letra, para depois conhecer a voz. A letra é o quarto da voz.

By Fabrício Carpinejar, jornalista e escritor.

Celtic Woman

Posted in Música with tags , , , , , , on 18/09/2011 by Joe

Celtic Woman é um grupo musical feminino formado originalmente por quatro vocalistas irlandesas e uma violinista. As quatro vocalistas eram Chloë Agnew, Lisa Kelly, Méav e Orla Fallon e a violinista Máiréad Nesbitt. Estas cinco fantásticas cantoras/musicistas irlandesas interpretam canções tradicionais celtas, canções contemporâneas e clássicas, com suas vozes suaves e angelicais nos transportando a uma atmosfera mágica e mística. O som etéreo de Celtic Woman é único.

Até agora o grupo lançou cinco álbuns: Celtic Woman, Celtic Woman: A Christmas Celebration, Celtic Woman: A New Journey e The Greatest Journey: Essential Collection, e Celtic Woman – Songs From the Heart, além de álbuns solos.

A popularidade da música celta fora da Irlanda e da Europa já tinha sido consolidada por artistas como Enya, Loreena McKennitt e por espetáculos como Riverdance e Lord of the Dance. Celtic Woman já foi inclusive chamada de “Riverdance de Vozes”.

Vários videos do grupo podem ser vistos no YouTube, onde as meninas mostram, além de suas habilidades musicais com instrumentos, suas vozes angelicais. Neste video, apenas uma mostra dessa atmosfera mística e mágica.

By Joemir Rosa.

Alcachofras recheadas

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , on 17/09/2011 by Joe

A alcachofra se originou no sul da Europa, próximo ao Mediterrâneo por volta do século XII. Alguns séculos após, ela começou a ser cultivada também em Nápoles, na Itália e foi introduzida na França alguns anos depois por Catherine de Medici, rainha da França, esposa do rei Henry II. Os alemães introduziram a planta na Inglaterra e ela era encontrada no jardim do rei Henry VIII, na época era rei da Inglaterra, tendo também recebido o título de Lorde da Irlanda e mais tarde rei da Irlanda.

Séculos depois foi parar nos Estados Unidos pelas mãos de imigrantes franceses e espanhóis. Os europeus também foram os responsáveis pela vinda da alcachofra ao Brasil quase na mesma época.

A alcachofra (Cynara scolymus) ajuda na digestão e a ciarina presente na planta ajuda a melhorar as funções do fígado. É uma ótima escolha para pessoas que possuem problemas hepáticos, diabéticos, problema de reumatismo, ácido úrico e a arteriosclerose pois, além de diminuir o teor de gordura e glicose no sangue, ela ainda possui vários nutrientes de extrema importância para nosso organismo. Sem contar que ingerir alcachofra ajuda a eliminar gordura pois é diurética, desintoxicante, depurativa e promove a digestão não permitindo que elas se acumulem no organismo, ajudando a emagrecer.

Existem várias formas de se preparar a alcachofra, de acordo com a região, gostos e tradições. Escolhi uma receita muito fácil, mas não menos saborosa!

Alcachofras recheadas

Ingredientes

6 alcachofras

Recheio

2 xícaras de migalhas de pão
1/4 de xícara de azeitonas pretas picadas
1/2 colher (sopa) de alcaparras
3 colheres (sopa) de salsinha picada
1/3 de xícara de queijo parmesão ralado
1/3 de xícara de azeite
presunto crú (de preferência presunto parma) ou aliche.

Modo de preparo

Em uma tigela junte todos os ingredientes do recheio e misture bem até formar uma farofa úmida.

À parte, limpe as alcachofras e corte o fundo para que elas possam ser apoiadas ao serem recehadas (veja a foto). Em uma panela grande, com três ou quatro centímetros de água, coloque as alcachofras inteiras e cozinhe com a panela tampada, até as pétalas ficarem macias (al dente).

Retire-as da panela, tire o miolo e os espinhos. Recheie as alcachofras com a farofa e coloque de volta na panela. Cozinhe com a panela tampada por mais 10 minutos, até o recheio ficar cozido. Sirva morno.

Você pode optar por outros recheios: aliche, no lugar do presunto; carne moída e linguiça toscana também combinam muito bem.

By Joemir Rosa.

Soltando as amarras

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/09/2011 by Joe

Acordo. Queria dormir mais. Se seis horas não foram suficientes, porque acredito que 15 minutos vão resolver o  meu problema? É puro apego à cama quentinha, à escuridão do quarto, ao aconchego do marido e da filha, que se enfiou debaixo das cobertas pouco antes do despertador tocar… Não quero abrir mão de nada disso. Mesmo sabendo que é inevitável, mesmo lembrando que hoje mesmo eu vou estar de volta à minha cama quentinha,  sofro para dizer “adeus”.

Este é só o primeiro apego do dia. Tenho dificuldade para tirar a roupa no banheiro gelado. Depois, preciso de coragem para sair do chuveiro, que estava tão gostoso. Levantar da mesa do café é outro esforço: um pedaço mais de pão com manteiga, outra lasquinha de bolo de cenoura. O jornal do dia tem artigos, fotos, notícias e quadrinhos que eu vou querer guardar – reservo para recortar mais tarde.
Finalmente, com certa preguiça, me despeço da família (seria tão bom ficar mais um pouquinho em casa) e vou trabalhar.

Nas horas seguintes, resistirei a várias outras separações, grandes e pequenas: é uma pena desligar o rádio do carro bem na hora em que está tocando uma música legal; colegas se despedem e deixam saudades; as flores que eram tão bonitas não têm mais viço e precisam ir para o lixo. São muitas as amarras que me prendem às coisas. E o que é pior: nem tudo a que me agarro é agradável … Pensamentos, por exemplo: não consigo deixar de me torturar com um erro cometido, de repetir pra mim mesma uma crítica injusta, de remoer uma mágoa qualquer.

Apego é um dos maiores motivos de sofrimento, mas só agora percebo isso. Eu achava que não. Curtia meu apego e até me orgulhava dele. Fazia questão de cultivar a dor das separações; voltava de férias e passava dias perdida, com a cabeça longe, ficava revendo os momentos mágicos e morrendo de saudades. Toda música, toda cena, toda frase me lembrava os dias vividos. O presente era uma tortura a evocar o passado. E eu pensava que era assim que tinha que ser.

É muito fácil perceber que o apego é inútil. Nada, nada mesmo, é nosso para sempre. Tudo nos escorre pelos dedos. A infância, as férias, os brinquedos favoritos, livros novos, amigos, namorados, pais, filhos, animais de estimação… E todas as sensações e pensamentos – o calor aconchegante, o friozinho revigorante, o sabor de uma sobremesa, a paixão pelo novo namorado – todos mudarão, passarão…

Melhorei em relação ao meu apego. Já não fico desesperada no último dia de férias – ao contrário: ele é tão feliz quanto o primeiro. Não me incomodo tanto quando algum objeto de estimação se quebra: não era eterno mesmo. Não sinto um aperto no peito quando penso nas filhas crescendo, quando me despeço de um amigo ou quando saio de um lugar sabendo que posso nunca mais voltar.

É bom, muito bom ser feliz no momento; é um alívio deixar que tudo siga seu rumo. Eu ainda tenho algumas dificuldades com a cama quentinha, o chuveiro gostoso e os recortes de jornal, mas, apesar desses barbantinhos, já experimentei a deliciosa liberdade de outras amarras partidas. E recomendo.

By Soninha Francine, artigo publicado na revista “Vida Simples”.

Tome as rédeas da sua vida

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/09/2011 by Joe

Transforme os seus sonhos em realidade! Mexa-se!

Encare a vida de frente, tenha coragem de se assumir, faça acontecer! Existe alguma receita de bolo? Uma fórmula secreta? Como saber qual o caminho da felicidade?

Em primeiro lugar você precisa se descobrir, saber quais são as suas potencialidades, preferências, onde o sapato aperta, o que realmente quer da vida, o que faz o seu coração bater mais forte, buscar a essência da sua alma, o prazer de viver!

Abra os olhos para este mundo tão colorido à sua volta. Observe a beleza da natureza. Escute o canto dos pássaros saudando a sua passagem. Cheire as flores após a chuva. Sinta a textura das folhas. Tome um chá de erva-cidreira. Converse com o seu vizinho. Pratique o amor incondicional.

Com as emoções à flor da pele, aproveite a carícia do vento, encontre as respostas dentro da sua alma! Aos poucos, com carinho, aumente a sua auto-estima, acredite em você!

Desperte os seus sentidos, chega de procrastinação! Perceba os seus desejos mais íntimos, a verdadeira transformação é interior, resolva a sua vida!

Cada dia tem o seu segredo…

Não fuja da raia porque, meu amigo, você é o único responsável pela sua vida! Não adianta culpar o marido, a mãe, os filhos ou a sociedade porque você deixou de aproveitar as oportunidades.

Vá buscar as respostas, saia da poltrona, não chore sobre o leite derramado. Perdoe as pessoas, chute o balde! A verdadeira riqueza está dentro de você.

Como diz Rita Lee: “amor sem sexo é amizade”. Amor tem que valer a pena. É imprescindível paixão, regar todos os dias, sair do lugar-comum. A atração não se explica! É questão de pele, olhos no olhos.

Viva no momento presente. Curta o dia de hoje. Não pense mais no passado, ele já se foi! O futuro é fruto de seus pensamentos, emoções e ações que você está construindo hoje.

Pense positivo!

A sementinha depende do que você plantar no momento presente. Faça a diferença, seja você mesmo! A verdadeira felicidade está dentro de nós. Você é a pessoa mais importante da sua vida. Durante uma breve eternidade, sinta a essência de sua alma! Como tudo que é feito com o coração aberto…

Ame muito e para sempre!

Desconheço o autor.

As quatro loucuras da sociedade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14/09/2011 by Joe

Certa vez, ao ser entrevistado, Roberto Shinyashiki foi perguntado se muitas pessoas buscam sonhos que não são seus. Ele respondeu que, normalmente, a sociedade quer definir o que é certo. E é aí que ela comete quatro loucuras:

“A primeira loucura é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.”

“A segunda loucura é: você tem de estar feliz todos os dias.”

“A terceira é: você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.”

“Por fim, a quarta loucura: você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe.”

Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.

Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar, indo à praia ou ao cinema.

Quando eu era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

– “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.

Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

By Roberto Shinyashiki, em entrevista a Camilo Vannuchi, da Revista IstoÉ.

Pequenas coisas

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , , , on 13/09/2011 by Joe

Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos!

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:

– “Bem-vindo ao Venetia!”.

Três minutos após essa saudação o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência: uma cama impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira para ser riscado. Era demais! Aquele homem, que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa como tudo o que tinha experimentado naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto.

Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar vindo da salinha. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto, um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!”. Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas, como pode?! É o meu jornal preferido! Como eles adivinharam?” Mais uma vez lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantado. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!

Isto vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) … enfim, pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia e que, na maioria das vezes, passam despercebidos.

Desconheço a autoria.

A crítica

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , on 12/09/2011 by Joe

Convidado a fazer uma preleção sobre a crítica, um conferencista compareceu perante o auditório superlotado, carregando consigo um pequeno fardo.

Após cumprimentar os presentes, em silêncio, enfeitou uma mesa forrada com toalha branca de seda, com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas. Em seguida apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e os distribuiu sobre a mesa com graça.

Logo depois, diante do assombro de todos, em meio aos demais objetos, colocou uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro. Só então se dirigiu ao público perguntando:

– O que é que os senhores estão vendo?

Logo, muitas vozes responderam, discordantes:

– Um bicho!

– Um lagarto horrível!

– Uma larva!

– Um pequeno monstro!

O conferencista, então, considerou:

– Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda branca que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Mas não passou despercebida aos olhos da maioria, a pequena lagartixa…

E, sorridente, concluiu:

– Me pediram para subir a este palco para falar sobre crítica. Portanto, nada mais tenho a dizer…

Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas valorosas da vida e das pessoas? Se seu filho mostra seu boletim escolar repleto de boas notas, mas com apenas uma nota baixa em determinada matéria, qual é a sua reação? Você enfatiza e elogia as notas boas, ou reclama da nota baixa?

Quando agimos assim, sem perceber, podemos estar contribuindo para a formação de uma geração que será caracterizada pelo que não é, e não por aquilo que é. Com a crítica destrutiva acabamos por reforçar aquilo que não é bom na mente, principalmente, dos jovens. Desta forma, acabamos com a auto-estima de toda uma geração…

Assim acontece em muitas situações da nossa vida: em vez de focarmos nas flores e nas pérolas, colocamos nossa atenção na “lagartixa”.

Tente substituir a crítica pelo elogio e pelo reconhecimento. Você vai perceber que isso tornará a vida de todos – principalmente a sua – muito melhor!

Desconheço o autor.

Saga brasileira

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 11/09/2011 by Joe

Livro: Saga brasileira
By Miriam Leitão
Editora Record

O livro é um resgate histórico indispensável em nossas estantes, para quem quer relembrar, ou para quem não viveu aquelas épocas e quer saber o quanto foi difícil conquistarmos nossa moeda, e sua estabilidade.

Não se trata de um livro de economia. É um livro sobre economia, tratado de uma forma simples e de fácil compreensão para todos os brasileiros. Aliás, a própria autora deixa bem claro no livro que todo brasileiro entende sobre economia, e que foram fundamentais nessa saga.

Misturando análise econômica com histórias individuais de brasileiros e brasileiras, Miriam traça a trajetória da moeda no Brasil, desde a hiperinflação ao Plano Real, passando pelos congelamentos e outros planos que não duravam mais que um verão, inclusive a agressão do confisco do Plano Collor. Todo sofrimento vivido com  o período de hiperinflação, em que tínhamos de estocar mantimentos, sair do trabalho e correr para abastecer nossos carros com combustível e outras loucuras típicas de tempos de guerra.

Miriam destaca, no livro, como todo brasileiro se uniu para que tudo desse certo em cada plano econômico e, assim, fosse formando essa exigência por uma moeda estável e inflação controlada.

Enfim, um livro imperdível, que todo brasileiro deveria ler para conhecer um pouco do passado desta nação, o quanto este povo já sofreu até chegar ao ponto que chegamos hoje.

Abaixo, um video com entrevista da autora, com imagens da época dos planos econômicos, as moedas, o povo invadindo supermercados e exigindo preços estáveis, etc. Caso o video seja removido, clique no link e veja no site do YouTube. Vale a pena!

By Joemir Rosa.

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