Arquivo de julho, 2011

Sarah Chang

Posted in Música with tags , , , , , , , , , , , , , on 31/07/2011 by Joe

Sarah Chang, nascida em 10 de  Dezembro de 1980, na Filadelfia, é uma jovem artista americana,  de ascendência coreana. Mundialmente conhecida, esta menina prodígio começou a aprender música aos 3 anos de idade quando pediu a seus pais que lhe dessem um violino de presente. Aos 5 ela já dava seu primeiro concerto na Juilliard School, em Nova York.

Reconhecida como uma criança prodígio, aos 8 anos teve a oportunidade de tocar sob a regência de maestros conhecidos, como Zubin Mehta e Riccardo Muti, que trabalhavam, respectivamente, com a Orquestra Filarmônica de Nova York e a Orquestra de Filadelfia. Ambos ficaram fascinados com o dom da pequena Sarah e deram-lhe oportunidade imediatamente. Aos 9 anos ela gravava seu primeiro album.

Yehudi Menuhin, um dos maiores violinistas e maestros que já existiram, chamou-a de ” a mais maravilhosa, a mais perfeita, a melhor violinista que eu já ouvi”.

“Ária na corda Sol (G)” é uma adaptação para violino e piano do segundo movimento da Suíte nº 3 para orquestra, uma das mais belas melodias feita pelo maior compositor de todos os tempos, Johann Sebastian Bach. De genial beleza, se transforma, no violino de Sarah, na mais pura jóia rara.

Assistam e deixem-se levar pela mais pura melodia … um momento de eternidade!

By Joemir Rosa.

Goulash

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , on 30/07/2011 by Joe

Prato de origem húngara cujo nome remonta aos guardadores de bois chamados “gulyas”. A invenção deste prato, feito de carne de boi, cebolas, banha de porco e pimentão, sal e água, nos leva para o século IX, antes da fundação do Estado Húngaro, quando as tribos nômades buscavam uma alimentação adequada ao seu modo de vida instável e itinerante.

Nessa época comiam fatias de carne cozidas em fogo brando com cebolas. A carne era, em seguida, seca ao sol e transportada em odres. Em seus acompanhamentos, os nômades preparavam uma sopa, cozinhando essa carne em água com rábanos. Só mais tarde a páprica foi acrescentada ao goulash, que tradicionalmente é cozido em um caldeirão especial, o boorac.

O goulash que chegou ao ocidente, também chamado de “pörkölt”, pode ser preparado com carne bovina ou suina.

Mas o bom mesmo é poder curtir um prato diferente, de sabor exótico e delicioso. Existem algumas variações no preparo deste prato espalhadas pelo mundo (algumas até com cenouras, batatas, etc). A que eu publico aqui é muito saborosa, feita com ingredientes simples e de fácil preparo.

Goulash

Ingredientes

1 kg de alcatra ou coxão mole
1 cebola
2 tomates
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de sal
2 dentes de alho amassados
1/4 de xícara (chá) de vinho tinto seco
1 colher (chá) de páprica picante
1 cubo de caldo de carne
1 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de água
alecrim a gosto

Modo de preparo

Corte a carne em pequenos cubos. Descasque a cebola e o tomate e corte-os em pequenos pedaços. Em uma panela, aqueça o azeite, coloque a carne e deixe fritar, mexendo com uma colher de pau para não queimar. Quando já estiver bem frita, acrescente a cebola e o tomate picados, o extrato de tomate, o sal, o alho e deixe cozinhar durante 10 minutos.

Acrescente o vinho, a páprica, o caldo de carne e a água. Cozinhe por 20 minutos, até que a carne fique macia. Por último, adicione a farinha dissolvida nas 3 colheres de água. Deixe cozinhar por mais alguns minutos até o molho encorpar. Na hora de servir coloque alguns raminhos de alcrim e sirva com arroz, batata palha e salada verde.

Aproveitando que o tempo está convidativo, um bom vinho tinto completa a mesa!

Bom apetite!

By Joemir Rosa.

Os domingos precisam de feriados

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29/07/2011 by Joe

Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.

Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.

A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.

Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.

Hoje, o tempo de “pausa” é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações “para não nos ocuparmos”. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.

O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom e nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.

Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado …

Os namorados querem “ficar”, trocando o “ser” pelo “estar”. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos?

Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos …

Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.

O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é “o que vamos fazer hoje?” – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo!

Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande “radical livre” que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria!

Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

By Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica.

Simplicidade

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , on 28/07/2011 by Joe

– Mas você fica triste se você não puder ir?
– Mais ou menos. Se der pra ir, ótimo. Se não, paciência.
–  É um jeito bom de pensar.
–  Com certeza. Senão a gente fica se frustrando à toa.

A conversa era com um amigo a respeito de uma viagem que ele quer fazer. Na verdade, ele quer muito ir, apesar de suas frases darem a impressão contrária. É algo importante para ele, algo que ele esperou por bastante tempo para fazer. E não, ele não é uma pessoa conformista, do tipo que diz “se Deus quiser”.

O que acontece é que ele resolveu simplificar. É tudo que eu venho tentando – às vezes em vão, outras não – fazer com a minha vida. Simplicidade. É tudo que a gente precisa. Alguns fazem isso com naturalidade. Eu não, drama sempre foi a especialidade da casa, mas eu não quero mais isso. Eu não quero “me frustrar à toa” e acho que essa frase resume a essência da coisa. A gente se frustra. Não são as coisas ou as pessoas que nos frustram. O que nos frustra é o muito que esperamos delas!

Talvez a simplicidade seja o não esperar, o abraçar o pouco que vier como se fosse lucro, afinal de contas é isso que qualquer pequena coisa se torna para quem não espera nada. Não estou dizendo que devamos ser simplórios … apenas simples.

Não deu certo? Ela não ligou? Não deu tempo de chegar? Não era o que você queria? O dinheiro não deu? Paciência! Passemos ao próximo item.

Zero drama! Simples assim!

Desconheço o autor.

Marketing

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , on 27/07/2011 by Joe

Nos Estados Unidos a maioria das residências tem por tradição manter na frente um lindo gramado. E para este serviço há diversos jardineiros autônomos que fazem a manutenção desses jardins.

Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa americana contratou um desses jardineiros. Chegando em casa o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 18 anos de idade e ficou surpreso. Quando o garoto terminou o serviço, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone. O executivo, encantado com a educação do garoto, prontamente atendeu ao pedido e, muito curioso com a atitude do garoto, não pode deixar de escutar a conversa.

O garoto havia ligado para uma senhora e perguntava:

– “A senhora está precisando de um jardineiro?”

– “Não. Eu já tenho um”, respondeu a senhora.

– “Mas, além de aparar, eu também tiro o lixo.”

– “Isso o meu jardineiro também faz.”

– “Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço”, disse o garoto.

– “Mas isso o meu jardineiro também faz.”

– “Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.”

– “O meu jardineiro também me atende prontamente.”

– “O meu preço é um dos melhores.”

– “Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.”

Quando o garoto desligou o telefone, o executivo lhe perguntou:

– “Você perdeu um cliente?”

– “Não”, respondeu o garoto, “eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava verificando o quanto ela estava satisfeita com o meu serviço.”

Para você que hoje tem metas a cumprir e precisa de muita determinação para que seus objetivos sejam alcançados, lembre-se que para conseguir atingir o que quer é preciso ter uma prestação de serviço extraordinária.

Como é que você está tratando o seu cliente interno e o seu cliente externo? Você já mediu a satisfação dos seus clientes com relação aos seus serviços?

Você … bem, você sabe o que pode, o que deve e o que tem que fazer!

Que suas atitudes hoje possam ser o marketing da sua vida.

Desconheço o autor.

Sinalização

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , on 26/07/2011 by Joe

Lembre-se: na vida há sempre muitas placas de sinalização. É fundamental estarmos atentos a essas placas, pois elas orientam nossa caminhada. Não adianta tentar destruí-las, trocá-las de lugar, nem fingir que não as vemos.

A vida sempre nos avisa quando estamos no caminho errado. Às vezes, no entanto, nossa inconsciência nos impede de perceber o que estamos fazendo conosco mesmos.

Adianta insistir em ir de São Paulo ao Rio de Janeiro pela rodovia Fernão Dias, que leva a Minas Gerais? É claro que não! Mas quantas vezes vemos isso acontecer com um motorista?

Ele está lá, concentrado no volante, e as placas, durante o tempo todo, apontam a distância que falta para chegar a Belo Horizonte. Nem uma só vez aparece a distância que falta para chegar ao Rio de Janeiro. Mas ele segue em frente até que, de repente, a ficha cai:

– “Puxa! Peguei a estrada errada!”

Quantas vezes você fez algo parecido com sua vida?

Você afundou o pé no acelerador e foi em frente. As placas de sinalização mostravam que estava na direção errada, mas você nem percebeu os sinais. Insistiu naquela estrada sem se dar conta de que estava entrando numa fria. Quando, enfim, percebeu que havia tomado o rumo errado, você ficou extremamente irritado e precisou pegar o primeiro retorno que encontrou.

É sem dúvida raro o fato de que alguém permaneça dirigindo em uma estrada de rodagem errada por muito tempo, mas há quem fique eternamente em um caminho de vida que não lhe traz felicidade. Muitas placas mostram o caminho errado, mas a pessoa continua insistindo. Os filhos avisam, a insônia avisa, a vontade de beber, que cresce dia após dia, avisa … Mas ela permanece naquele caminho como um robô teleguiado. Ignora os sinais da vida e procura justificar seu comportamento.

Existe um comportamento ainda pior: a destruição das placas de sinalização. É como se o viajante destruísse todas as placas que indicam que está a caminho de Belo Horizonte. Prefere destruí-las a parar e perguntar. Afasta-se dos verdadeiros amigos, que o avisam sobre o caminho errado, afasta-se do filho, que insiste em lhe mostrar que não está bem, isola-se do mundo, abandona a terapia. Lembre-se: a destruição das placas não elimina a dificuldade de criar felicidade em sua vida!

Certa vez, um amigo meu se apaixonou por uma mulher totalmente destrutiva cujo único interesse era apropriar-se do dinheiro dele. A família e os amigos, eu inclusive, tentamos alertá-lo sobre o caráter da moça. Ele se distanciou de todos.

Depois de algum tempo, já um pouco desconfiado de que havia algo errado, contratou um detetive que grampeou o telefone da moça e gravou suas conversas. Em uma delas, falando com uma amiga, a namorada revelou que não o amava e que, depois de pegar todo o dinheiro dele, passaria a viver com outro. Quando meu amigo me mostrou essa fita, pensei que deixaria a moça. Mas minhas esperanças foram vãs. Depois de alguns dias, ele começou a dar justificativas para a conversa da namorada. Teve muitas dores de cabeça até conseguir separar-se dela.

Esse é o caso típico de alguém que está no caminho errado, quebra as placas e passa a justificar sua infelicidade.

Cuidado!

É claro que, quando você decide trilhar um caminho, é importante escolhê-lo bem e manter-se nele com persistência. Se você, porém, perceber que está no caminho errado, será melhor mudar de rota. Faça o retorno mais próximo e comece tudo de novo! É muito mais proveitoso fazer isso do que seguir sofrendo eternamente.

Lembre-se: na vida há sempre muitas placas de sinalização. São enxaquecas ou insônias frequentes, distúrbios alimentares, dificuldades sexuais, pessoas que se aproximam ou se afastam, brigas eternas no casamento, um filho que apresenta problemas de desenvolvimento emocional, enfim, uma infinidade de ocorrências – algumas aparentemente banais, outras avassaladoras – que nos oferecem indícios do caminho que estamos trilhando.

É fundamental estarmos atentos a essas placas, pois elas orientam nossa caminhada. Não adianta tentar destruí-las, trocá-las de lugar, nem fingir que não as vemos. Todas essas são tentativas infantis de nos iludir, pois, se estivermos seguindo um caminho que não leva à plenitude, os avisos se tornarão cada vez mais frequentes e intensos. No começo, sentimos uma angústia que se transforma em insônia e, de repente, torna-se depressão.

E não adianta adiar o momento de mudar de estrada. Por mais que tentemos destruir os sinais, eles continuarão a aparecer à frente até tomarmos uma decisão e escolhermos outro rumo.

By Roberto Shinyashiki, psiquiatra e consultor organizacional. Autor dos livros: A Revolução dos Campeões e O Sucesso É Ser Feliz (Editora Gente), entre outros.

O silêncio dos lobos

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , on 25/07/2011 by Joe

Pense em alguém que seja poderoso. Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia como um lobo?

Lobos não gritam. Eles têm força e poder. Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe. Sorria. Silencie.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a falsa idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade!

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

– “Me arrependi de coisas que disse … mas jamais do meu silêncio!”

Responda com o silêncio quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

By Aldo Novak.

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