Guioza

Durante a dinastia Han (206 a.C.~220 d.C.), no norte da China, havia uma iguaria feita à base de farinha e recheada com carne, verduras ou peixe, que parece ser a precursora do guioza (pronuncia-se guiôza). No período das dinastias do sul e do norte (439~581), o guioza em formato de meia-lua começou a ser difundido, popularizando-se na dinastia Sui (581~618). Na dinastia Tang (618~917), produtos à base de farinha tornaram-se acessíveis ao povo, ganhando peculiaridades regionais, propagando-se para a Ásia Central.

O guioza é uma espécie de pastelzinho recheado, de origem chinesa, que, depois de introduzido no Japão, sofreu algumas adaptações, tornando-se um alimento típico e muito apreciado no país. Ele pode ser consumido de várias maneiras: grelhado (yakigyôza), frito (agegyôza), cozido em água quente (suigyôza) ou no vapor (mushigyôza). Apesar de sua origem, o guioza do Japão é diferente do chinês.

Na China, ele é consumido como um prato principal e, por isso, sua massa é mais grossa e ganha variados recheios, como de legumes e verduras, carne de porco, peixe, zaasai (picles chinês), etc. Nas reuniões de família ou celebrações, como o ano-novo, ou mesmo no cotidiano, os chineses costumam comer o guioza cozido na água quente ou no vapor, optando por sua versão assada somente para as “sobras”.

Por outro lado, no Japão, sua massa é mais fina, e o recheio não varia muito, sendo basicamente de carne de porco moída, verduras e alho, ingrediente não utilizado no guioza chinês.

Os japoneses não vêem o guioza como um prato principal, mas sim como um acompanhamento, consumindo-o normalmente grelhado (primeiro, o guioza é grelhado com um fio de óleo, depois é coberto com um pouco de água e abafado para terminar de cozer, até ganhar uma cor dourada), juntamente com o lámen (macarrão) ou com arroz.

Os ideogramas que compõem a palavra guioza explicam porque os chineses costumam comê-lo no ano-novo. O kanji (de) representa a passagem do ano velho para o novo, enquanto o ideograma (ko) remete à representação de horário (ko no koku), meio-dia ou meia-noite.

História à parte, o guioza é um delicioso pastel e vale a pena a sua preparação, apesar dos ingredientes serem um tanto incomuns para quem não é japonês ou chinês. Para quem mora em São Paulo, ou está passando pela cidade, fica a sugestão da Feira Oriental da Liberdade (Praça da Liberdade, s/n, na estação Liberdade do metrô) onde se pode saborear diversos pratos da gastronomia japonesa, entre elas, o guioza! Além disso, o comércio local é todo voltado para a cultura oriental. Vale o passeio.

Vamos à receita!

Guioza

Ingredientes

1 pacote de massa pronta para guioza (em loja de produtos orientais)
1 maço pequeno de nirá (cebolinha japonesa)
1/4 de repolho picado fino
100 g de carne de porco moída
sal e pimenta à gosto
água para o banho-maria
óleo para a fritura

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes e recheie as folhas de guioza com essa mistura. Feche os bolinhos passando um pouco de água nas extremidades. Antes de fritá-los, é recomendável colocar os guiozas em banho-maria por cerca de sete minutos. Em seguida, frite-os em óleo quente até dourar.

E para quem já está com água na boca, saiba que tem mais. O guioza tradicionalmente é servido com molho ponzu.

Molho ponzu

Ingredientes

2 colheres (sopa) de shoyu
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de saquê seco
1 colher (chá) de óleo de gergelim
1 pitada de aji-no-moto e hondashi
pimenta e alho amassados a gosto

Modo de preparo

Misture bem todos os ingredientes. Na hora de servir cada um deve molhar o guioza no molho ponzu. Jamais coloque o molho por cima do guioza!

Espero que apreciem!!!

By Joe.

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