Arquivo de maio, 2010

O tamanho das pessoas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , on 31/05/2010 by Joe

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.

É a sua sensibilidade sem tamanho.

By William Shakespeare.

Alegria

Posted in Inspiração with tags , , , , on 30/05/2010 by Joe

“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento.

Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida”

By Rubem Alves.

Bruschetta

Posted in Receitas with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 29/05/2010 by Joe

A bruschetta (pronuncia-se brusqueta) é um antepasto italiano  feito à base pão, que é tostado em grelha com azeite e depois esfregado com alho. Há diversas variações, sendo bastante conhecida a bruschetta de tomate, que leva, por cima da fatia de pão, tomates e manjericão.

O termo bruschetta é originário das regiões do Lazio e de Abruzzo, derivada da palavra “bruscato” que significa tostado ou torrado, quer seja no forno ou na grelha. Há também outros nomes para bruschetta, como “Fetunta“, na região da Toscana, aí derivado das palavras “fetta unta“, isto é, fatia untada, no caso, com azeite de oliva.

A clássica bruschetta é feita com uma fatia de pão italiano rústico, de farinha escura e grossa, de casca dura, tostada na grelha, esfregada com alho, untada com abundante azeite e polvilhada com sal e eventualmente com pimenta-do-reino.

Há, porém, incontáveis variações para se preparar uma boa bruschetta. Na Toscana, o pão local, feito sem sal, é guarnecido com “fagioli al fiasco“, ou seja, feijão branco cozido com ervas e alho ou então, com “cavolo nero“, couve picado bem fininho e aferventado em água e sal.

Como os pães italianos são diversificados, variando de região para região, a bruschetta possui sabor e aparência com características distintamente regionais. Na Puglia e na Campania, por exemplo, é feita com um pão crocante, chamado “frisella” ou “frisedda“. Na Calábria, Sicília e Basilicata, a bruschetta é feita com um pão comprido de semolina e sementes de gergelim, guarnecido com tomates, azeite e orégano.

Embora certas guarnições seriam mais adequadas para determinados tipos de pães, pode-se garantir uma boa bruschetta, somente com um bom pão e um azeite de oliva de boa qualidade. A pimenta-do-reino moída na hora, também dá um sabor especial. Ainda, prefira tostar o pão na grelha, a torrá-lo no forno. Ele fica macio por dentro e com uma casca crocante externamente. Se usar queijo e quiser derretê-lo, coloque as bruschettas em forno alto, por alguns minutos, isto impedirá que o pão endureça.

Variações regionais à parte, a bruschetta (assim como outras delícias de origem italiana como fogazza, caponata, crostini, fagottini, sardella, etc) vai se tornando cada vez mais presente no Brasil, principalmente nas regiões onde a colonização italiana foi mais intensa. Quem mora em São Paulo conhece as famosas festas italianas de rua como San Francesco di Paula, San Vito, Nossa Senhora de Casaluce, Nossa Senhora Achiropita e San Gennaro Mártir onde se pode saborear todas essas e muitas outras iguarias.

Variações dessa receita existem aos montes. Decidi colocar uma receita básica e deixar que a imaginação e o gosto de cada um levem a novas experiências. Afinal, como eu digo sempre, gastronomia é uma alquimia!

Bruschetta

Ingredientes

pão italiano cortado em fatia de 2 cm de espessura
tomates cereja
3 dentes de alho
manjericão fresco
orégano
pimenta vermelha (pode substituir por pimenta calabresa)
azeite de oliva extravirgem
sal a gosto

Modo de preparo

Corte os tomates em cubinhos e acrescente dois dentes de alho bem picadinhos. Adicione o manjericão, o orégano, o sal e o azeite. Misture bem todos esses ingredientes como se fossem uma salada. Reserve.

Leve as fatias de pão ao forno já preaquecido (180° C). Quando estiverem quase douradas, retire-as e esfregue o alho e a pimenta nos dois lados da fatia. Leve novamente ao forno para dourar sem deixar queimar. Retire-as do forno e coloque sobre cada fatia ainda quente, uma porção da salada já preparada.

Desnecessário dizer que o melhor acompanhamento para esse delicioso antipasti é um ótimo vinho tinto encorpado!

By Joe.

Abrindo portas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , on 28/05/2010 by Joe

“Numa terra em guerra havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros não os matava, levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras. Nesta sala ele os fazia ficar em círculo e então dizia:

– “Vocês podem escolher entre morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e lá serem trancados por mim!”

Todos os que por ali passavam acabavam escolhendo serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, perguntou-lhe:

– “Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?”

– “Diga, soldado”.

– “O que há por trás daquela assustadora porta?”

– “Vá e veja”.

O soldado, então, abriu a porta vagarosamente, e percebeu que, à medida que o fazia, raios de sol foram adentrando e clareando o ambiente, até que, totalmente aberta, notou que a porta levava a um caminho que saía rumo à liberdade. O soldado, admirado, apenas olhou, surpreso, para o seu rei, que disse:

– “Eu dava a eles a escolha, mas preferiam morrer a arriscar abrir esta porta…”

Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

Pense nisso da próxima vez que tiver de tomar alguma decisão importante!

Autor desconhecido.

A águia e as galinhas

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , on 27/05/2010 by Joe

Um camponês criou um filhote de águia junto com suas galinhas, tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma delas.

Dava a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo,  fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha.

E a águia passou a se portar como se fosse uma galinha…

Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:

– “Isto não é uma galinha, é uma águia!”

O camponês retrucou:

– “Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!”

O naturalista disse:

– ‘Não, uma águia é sempre uma águia … e vou mostrar-lhe!

Levou-a para cima da casa do camponês, elevou-a nos braços e disse:

– “Voa … você é uma águia … assuma sua natureza!”

Mas a águia não voou! O camponês, então, disse:

– “Eu não lhe disse que ela agora é uma galinha!?”

O naturalista disse:

– “Amanhã, veremos…”

No dia seguinte, logo cedo, eles subiram até o alto de uma montanha. O naturalista levantou a águia e disse:

– “Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima e os campos verdes lá embaixo, veja todas essas nuvens, elas podem ser suas! Desperte para sua natureza e voe como águia que és…”

A águia começou a ver tudo aquilo, foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender porque tinha ficado tanto tempo alienada. Então, ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou devagar suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.

Se pararmos para analisar essa história, notaremos que se criam as pessoas como se fossem galinhas também. Porém, elas são águias. Todos podemos voar, se quisermos. Basta enxergarmos os horizontes largos, o céu e as nuvens a nos esperar.

Voe cada vez mais alto e não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar. Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como às vezes querem que sejamos.

Pessoas com mentalidade de galinha são mais fáceis de controlar, pois elas abaixam a cabeça para tudo, com medo, sem confiança.

Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, jamais!

By Frei Leonardo Boff.

Pão e circo

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/05/2010 by Joe

A iminência de uma nova Copa cria a condição para que, uma vez mais, aflore uma conjunção de fatores muito favorável à repetição da história recente de nosso país. E, ao contrário do que muitos imaginam ou a propaganda oficial divulga, é uma história triste. Muito triste. Vamos a ela.

O Brasil tem sido cantado como um dos países de maior fortuna no conjunto das nações e, segundo contam alguns, nunca esteve tão bem econômica e socialmente. Os indicadores estariam aí para confirmar a prosa: crescimento projetado já acima dos 6%, abundante crédito ao consumidor, inflação controlada, investimentos públicos, capital internacional sendo despejado na Bovespa, pré-sal, 11 milhões de famílias atendidas pela bolsa oficial, 12 milhões de empregos gerados desde 2003.

De fato, são dados impressionantes. Mas qual é a verdade escondida por trás destes números? E quais são as estatísticas que importam realmente ao futuro da nação e que raramente são trazidas à luz? Vou ficar apenas em duas. A primeira: 50% da população não tem acesso a tratamento de esgoto. Esgoto. Esgoto! Santo Deus! Metade das famílias brasileiras despeja in natura – e não raro a céu aberto – suas fezes no mar, nos rios e lagos do país. A segunda: 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais, isto é, têm dificuldade de leitura e, quando conseguem ler, não compreendem o que leram. É uma calamidade. É estarrecedor. Isto sem mencionar que, em pleno século 21, o país ainda enfrenta surtos de tuberculose, dengue, lepra, doenças típicas de países paupérrimos e, por óbvio, subdesenvolvidos. Então, como pode alguém intelectualmente honesto acreditar que o Brasil tem alguma chance de vencer como nação sem equacionar estes problemas? Respondo: não pode. Mas há os que, ignorando a realidade completa, professam o milagre brasileiro. São os cínicos.

E são esses mesmos que se encarregam de perpetuar-se na gerência do país, aproveitando-se da ignorância e da leniência do povo para mantê-lo num torpor convenientemente incentivado, dando origem a um paradoxo social pelo qual a sociedade é vítima e algoz dela mesma. E, convenhamos, a tarefa não é das mais difíceis. Basta dar-lhe, ao povo, pão e circo. E fica tudo como está. E a conjunção de fatores a que me referi no início? Pão e circo.

Pão. Onze milhões de famílias retiradas da miséria pela graça de um benefício cuja maior – e única – virtude, a de alimentar os pobres, se esgota em si mesma. Não produz nem ensina nada. Após quase oito anos de existência, o programa não criou condições para emancipar seus beneficiários. Não lhes deu dignidade. O que aconteceria se o programa fosse extinto? Provavelmente todos voltassem, no dia seguinte, à miséria da qual o governo finge tê-los tirado. Mas não importa, ninguém quer saber disso.

Circo. Copa do Mundo de Futebol na África em 2010. Copa do Mundo no Brasil em 2014. Olimpíadas no Brasil em 2016. Nos próximos seis anos, há diversão garantida. E dinheiro também (o mesmo que falta para escolas, hospitais, presídios e estradas), para construir estádios e maquiar as cidades-sedes dos jogos. Dinheiro que irá parar no bolso, ou nas meias, ou nas cuecas, ou até em lugar mais prosaico, dos corruptos que, perdoados pela população, estão em êxtase pelo anúncio de tantas e profusas oportunidades a permitir o livre exercício de suas maiores habilidades. Mas o que isso importa? Vamos construir coliseus e alimentar a turba!

Pão e circo!

E, assim, uma vez mais, menosprezamos nossas mazelas, rimos de nossas carências e nos preparamos para deixar tudo como sempre esteve. Às custas do povo. Às custas de Roma. Dane-se a pátria de chuteiras.

By André Vanoni de Godoy.

Detalhes que fazem a diferença

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , on 25/05/2010 by Joe

Vejam como é importante dar atenção a qualquer reclamação de um cliente e como isso pode levar a uma descoberta totalmente inesperada do seu produto.

Esta história já circula pela Internet há um bom tempo, mas também de boca em boca entre os principais especialistas norte-americanos em atendimento ao cliente.

A história, ou “causo”, como foi batizada aqui no Brasil, começa quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente. Eis o que ele escreveu:

“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por não responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma tradição em nossa família, que é a de tomar sorvete logo depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o sabor do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.

Recentemente comprei um novo Pontilac e, desde então, minhas idas à sorveteria se transformaram em um problema.

Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando saio da loja para o carro, este não funciona; se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente.

Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação, o fato é que estou muito irritado com meu Pontiac”.

A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.

O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro – pasmem! – efetivamente não funcionou.

O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, fazendo o mesmo trajeto, só variando o sabor do sorvete. E mais uma vez o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha!

O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis e, depois de duas semanas, chegou à primeira grande descoberta.

Quando escolhia baunilha o comprador gastava menos tempo porque não precisava ficar escolhendo o tipo de sorvete, uma vez que este estava bem na frente, na prateleira. Examinando o carro o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso do sorvete de baunilha, em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso, os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.

A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir desta linha. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do que não pegava com sorvete de baunilha!

A GM distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, “porque pode ser que uma grande inovação esteja por trás de um sorvete de baunilha”, diz a carta da GM.

Isso serve para as empresas nacionais que não têm o costume de dar atenção a seus clientes, tratando-os até mal. Com certeza esse consumidor americano comprará um outro Pontiac, porque qualidade não está somente dentro da empresa, está também no atendimento que dispensamos aos nossos clientes. São os detalhes que fazem a diferença e devemos sempre estar atentos ao menor deles.

Autoria desconhecida.

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