Arquivo de março, 2010

O despertar de um novo mundo

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , on 31/03/2010 by Joe

O planeta está em convulsão. E como o indivíduo e o mundo são a mesma coisa, vivemos essa convulsão junto com o planeta. Terremotos, erupção de vulcões adormecidos e tsunamis são processos que todos estamos vivendo em nossas vidas pessoais. Este deve ser um momento de profunda reflexão para entendermos que existe algo por trás desses acontecimentos e que deve ser compreendido.

A história do homem passa por vários ciclos que fazem parte de seu processo evolutivo. E hoje vivemos a finalização de um deles. O chamado mostra o caminho que nos leva à espiritualidade, e quando falo em espiritualidade não me refiro a nenhuma espécie de religião ou ritual. O caminho espiritual se dá, antes de tudo, através do primeiro impulso em direção à nossa consciência. Todos devemos reconhecer dentro de nós mesmos, neste momento, essa faísca, esse princípio espiritual.

A humanidade mudou. Todos estamos mudando rapidamente sem estarmos preparados para isso. E com isso, novas doenças sociais e psicológicas são desencadeadas sucessivamente. Crimes hediondos, o surgimento de psicopatas, sociopatas, drogas, excesso de sensualidade, medos, loucura e desespero, tudo isso faz parte desse processo. O mundo não vai acabar. Mas nossos valores mudarão de tal maneira que um novo mundo despontará.

A humanidade está atravessando o limiar entre matéria e espírito, estamos subindo um degrau a mais em nosso processo evolutivo. Esse é o principal motivo do desenrolar de tanta brutalidade e falta de sentido. Vivemos um momento de crise coletiva. O que éramos já não faz mais sentido, crescemos, mudamos, mas ainda não sabemos o que seremos. Estamos no meio, entre o que fomos e o que devemos nos tornar.

Há uma espécie de mecanismo dentro de nós que está parando de funcionar, um padrão de coordenação que está falindo. Nossos pensamentos estão se voltando para o mundo espiritual, assim como nossos sentimentos. A cada dia que passa, conseguiremos entrar em contato mais profundo com nossos sentimentos verdadeiros, os mais autênticos que brotam dentro de nós. Impulsos que vêm de outras vidas, que fazem parte de nosso processo de crescimento. Por isso estamos vivendo situações estranhas, coisas acontecem e não entendemos.

Os conflitos ainda aumentarão, essa é a sensação de “fim do mundo” que todos nós estamos vivendo. Precisamos descobrir o que é isso individualmente pois, a partir de já, nossa missão é descobrir o mundo dentro de nós.

Luz para todos!

By Eunice Ferrari.

Sexo

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/03/2010 by Joe

– “Mestre, por que o sexo se transformou em um tabu?”

– “Porque é um processo de alquimia: ele transforma em um gesto físico toda uma gigantesca manifestação de energia espiritual, chamada amor. Não podemos entender o sexo como o vemos hoje – uma simples resposta a alguns estímulos físicos.

Na verdade, ele é muito mais que isso e carrega consigo toda a carga cultural do homem e da humanidade. Cada vez que estamos diante de uma nova experiência, trazemos todas as nossas experiencias passadas – boas ou más – e os conceitos que a civilização transformou em regras. Não pode ser assim, é preciso descondicionar o cérebro para que cada experiência sexual seja única, assim como cada experiência amorosa é única.”

– “Muito difícil!”

– “Muito. Mas é preciso tentar porque a quase totalidade dos seres humanos necessita manter esta energia em movimento. Então, a primeira coisa é entender que ela é composta de dois extremos, que vão caminhar juntos durante todo o ato: relaxamento e tensão. Como colocar estes dois estados opostos em sintonia? Só existe uma maneira: através da entrega. Como entregar-se? Esquecendo os traumas do passado e não tentando criar expectativas sobre o futuro – ou seja, o orgasmo. Como fazer isso? Muito simples: não tendo medo de errar.

Na verdade, na maioria das vezes, já entramos numa relação sexual pensando que tudo pode dar errado. Mesmo que fosse assim, que importância tem isso? Basta você estar consciente de que precisa dar o melhor de si e o errado se transforma em certo.

À medida que a busca do prazer é feita com entrega, com sinceridade, sentimos que o corpo vai ficando tenso como a corda de um arqueiro, mas a mente vai relaxando, como a flecha que se prepara para ser disparada. O cérebro já não governa o processo, que passa a ser guiado pelo coração. E o coração utiliza os cinco sentidos para mostrar-se ao outro”.

– “Os cinco sentidos?”

– “Tato, olfato, visão, audição e paladar, todos estão envolvidos. É engraçado que, na maioria das relações sexuais, as pessoas tentam usar apenas o tato e a visão; agindo assim, empobrecem a plenitude da experiência”.

– “Os dois parceiros precisam saber isso tudo?”

– “Se um parceiro se entrega por completo, ele quebra o bloqueio do outro, por mais forte que seja. Porque o ato da entrega significa: ‘eu confio em você’. O outro, que a princípio está um pouco intimidado, querendo provar coisas que não estão em jogo, fica desarmado com a expontaneidade de tal atitude, e relaxa. Neste momento, a verdadeira energia sexual entra em jogo.

E esta energia não está apenas nas partes que chamamos de “eróticas”. Ela se espalha pelo corpo inteiro, por cada fio de cabelo, pedaço de pele. Cada mílimetro está agora emanando uma luz diferente, que é reconhecida pelo outro corpo e se combina com ele.

Quando isso acontece, entramos numa espécie de ritual ancestral, que é uma oportunidade de transformação. Um ritual, seja ele qual for, exige que você esteja pronto para deixar-se conduzir a uma nova percepção do mundo. É essa vontade que faz com que o ritual tenha sentido.”

– “Não é muito complicado tudo isso?”

– “É muito mais complicado fazer sexo como o vemos ser feito hoje, um simples ato mecânico, que provoca tensão durante o ato e um vazio no final. Tudo o que é espiritual se manifesta de forma visível, tudo que é visível se transforma em energia espiritual … não creio que seja complicado entender isso. Afinal, já nascemos sabendo que possuimos um corpo e uma alma: porque não entender que o sexo também as possui?”

– “Já que precisamos mudar nossa atitude com relação ao sexo, qual o primeiro passo?”

– “Eu já disse: a entrega. As pessoas pensam que, antes de se permitirem qualquer prazer, precisam resolver todos os seus problemas e não é bem assim. As pessoas só resolvem os seus problemas se se permitirem ser elas mesmas.

Existe, porém, uma coisa muito curiosa: no ato sexual somos extremamente generosos e a maior preocupação é justamente com o parceiro. Pensamos que não vamos conseguir dar o prazer que ele merece – e a partir daí nosso prazer também diminui, ou desaparece por completo”.

– “Não é um ato de amor, como você dizia?”

– “Depende. Na verdade, é um ato de culpa, de achar-se sempre aquém das expectativas dos outros. Numa situação como essa, a palavra ‘expectativa’ precisa ser banida por completo. Se estamos dando o melhor de nós mesmos, não há por que se preocupar.

É preciso ter consciência que, quando dois corpos se encontram, eles estão entrando juntos num território desconhecido. Transformar isso numa experiência cotidiana é perder a maravilha da aventura.

Se, entretanto, nos deixamos guiar nesta viagem, terminaremos descobrindo horizontes que nunca podíamos imaginar que existissem”.

– “Existe alguma chave?”

– “A primeira é: você não está sózinho. Se outra pessoa o ama, está sentindo as mesmas dúvidas, por mais segura que possa parecer.

A segunda: abra a caixa secreta de suas fantasias e não tenha medo de aceitá-las. Não existe um padrão sexual e você precisa encontrar o seu, respeitando apenas uma proibição: jamais fazer algo sem o consentimento do outro.

A terceira: dê ao sagrado o sentido do sagrado. Para isso é preciso ter a inocência de uma criança e aprender a aceitar o milagre como uma benção. Seja criativo, purifique sua alma através de rituais que você mesmo inventa – como criar um espaço sagrado, fazer oferendas, aprender a rir junto com o outro para quebrar as barreiras da inibição. Entenda que o que está fazendo é uma manifestação da energia de Deus.

A quarta: explore o seu lado oposto. Se voce é um homem, procure às vezes pensar e agir como uma mulher – e vice versa.

A quinta: entenda que o orgasmo físico não é exatamente o único objetivo de uma relação sexual, mas uma consequência, que pode ou não acontecer. O prazer nada tem a ver com o orgasmo, mas com o encontro.

A sexta: seja como um rio, fluindo entre duas margens opostas, como montanha e areia. De um lado está a tensão natural, do outro está o relaxamento completo.

A sétima: identifique seus medos e compartilhe com o seu parceiro.

E, finalmente, a oitava: permita-se ter prazer! Assim como você está ansioso para dar prazer, a outra pessoa também quer fazer o mesmo. Se, quando dois corpos se encontram, ambos querem dar e receber, os problemas desaparecem.

Diz Alexander Lowen que o comportamento natural do ser humano é estar aberto à vida e ao amor. Entretanto, nossa cultura nos fez acreditar que não é assim, que  devemos estar fechados e desconfiados. Pensamos que, agindo desta maneira, não seremos feridos pelas surpresas da vida, quando, na verdade, o que acontece é que não estamos aproveitando nada.”

By Paulo Coelho, da série “Diálogos com o Mestre”.

Respeito

Posted in Reflexão with tags , , , , , , on 29/03/2010 by Joe

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:

– “Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?”

E o chinês responde:

– “Sim, quando o seu vier cheirar as flores!”

Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente, e pensam diferente. Nunca julgue, apenas respeite!!

Autoria desconhecida.

Razões para sorrir

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , on 28/03/2010 by Joe

“Como é que consegue estar sempre sorrindo, o que faz para estar sempre tão contente?”, perguntaram não há muito tempo a uma mulher famosa e bastante sensata.

E ela explicou que também tinha, como todo a gente, os seus momentos de tristeza, de cansaço, de inquietude, de mal-estar.

– “Mas conheço o remédio para esses momentos: sair de mim mesma, interessar-me pelos demais, compreender que aqueles que nos rodeiam têm o direito de nos ver alegres.

Penso que quando sorrio e me mostro alegre passo felicidade aos demais. E, ao passar essa felicidade, acontece como que um reflexo, que traz mais felicidade para dentro de mim também.

Creio que quem não está sempre somente preocupado com sua própria felicidade e se dedica a ajudar na procura da felicidade dos outros, acaba por encontrar a sua própria, assim, quase sem se dar conta! Por isso, as pessoas que se esforçam por sorrir mesmo sem motivos, acabam por ter motivos para sorrir”.

– “E isso não é vontade de se enganar a si mesmo? Para sorrir você deve alcançar um estado tal que a alegria possa invadir o seu coração. Caso contrário, isso é como uma máscara, é falso”.

– “O bom humor é uma vitória sobre o próprio medo e a própria debilidade. As pessoas mal humoradas escondem sua insegurança ou sua angústia atrás de um semblante brusco e distante, e com o tempo isso acaba tornando-se um hábito e se converte em um traço de seu carácter. Quando isso acontece, é bem mais difícil que o bom humor saia naturalmente, mas isto só ocorre porque esta pessoa alterou o que é da própria natureza humana, ou seja, a alegria. Desta forma, deverá esta pessoa sair desse círculo vicioso, e isto não será antinatural, muito pelo contrário, é o que pede a natureza.

Mas fala dos efeitos de medos e debilidades, e medos e debilidades todos temos… Precisamente por isso, a diferença entre uns e outros está no modo de os enfrentar. O sensato é fazê-lo com um pouco de bom humor, rindo-se um pouco de si mesmo se for necessário.

Tudo o que se faz sorrindo sempre nos ajuda a sermos mais humanos, a moderar as nossas tendências, a sermos mais capazes de compreender os demais e até a nós mesmos.

É uma grande sorte ter ao redor pessoas que sabem sorrir. E o sorriso é algo que cada um tem que construir pacientemente na sua vida”.

– “Construir? Com quê?”

– “Com equilíbrio interior, aceitando a realidade da vida, querendo aos demais, saindo de si mesmo, esforçando-se por sorrir, mesmo que não tenha muita vontade como já dissemos antes. É algo que deve ser praticado com constância”.

– “Mas não se pode encarar tudo na vida com bom humor. Existem muitas coisas que não têm nenhuma graça…”

– “Mas, mesmo que não tenham nenhuma graça, sempre se pode tirar delas algum ensinamento, algum bem, mesmo que seja difícil de encontrar e demoremos anos para entender. Em algumas situações, pode ser útil desenvolver a capacidade de aplicar o bom humor para neutralizar a carga trágica das contrariedades”.

By Alfonso Alguiló.

Bacalhau à Portuguesa

Posted in Receitas with tags , , , , on 27/03/2010 by Joe

O bacalhau aqui no Brasil ganha um pouco mais de exposição em épocas sazonais como a quaresma, a semana santa e a Páscoa. Basta ver na TV ou nas revistas de culinária para encontrar diversas e saborosas receitas.

É uma pena que ele não tem muito espaço em outras datas do ano. Talvez por falta de hábito do brasileiro, ou até mesmo pelo preço, geralmente tão “salgado” quanto o próprio peixe, o consumo ainda é muito pequeno por aqui.

Se o caso é o preço, sugiro esperar passarem essas datas comemorativas e aí, sim, comprar o bacalhau com preço mais acessível. De qualquer forma, sempre faça uma boa pesquisa de preços em vários supermercados e distribuidores.

Para a semana santa não faltam outras opções de peixes, como o robalo, o linguado, o atum, a sardinha, a anchova e os peixes de água doce. De qualquer forma, resolvi postar uma receita mais tradicional hoje, que pode ser preparada em qualquer ocasião, seja na semana santa ou no final do ano. O bacalhau à moda portuguesa é um prato típico lusitano, muito gostoso e fácil de fazer.

Bacalhau à Portuguesa

Ingredientes

1 kg de Bacalhau do Porto
1 pimentão verde
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
3 tomates
3 cebolas
10 batatas pré-cozidas
2 ovos cozidos
1 vidro de palmito
azeite extra virgem
azeitonas pretas portuguesas
orégano a gosto

Modo de preparo

Comece limpando bem o bacalhau, retirando o couro das postas ainda secas e, em seguida, dessalgue-o colocando em um pirex com água e deixando na geladeira por 24 horas. Durante esse tempo, troque a água pelo menos umas três ou quatro vezes.

Depois desse período, coloque as postas em uma panela com água, leve ao fogo e tire quando começar a ferver. Repita esse processo mais duas vezes, sem deixar que as postas se desmanchem.

Em seguida unte um pirex grande com azeite, coloque as postas do bacalhau, as batatas, os pimentões, os tomates, os ovos cozidos cortados em rodelas, o palmito também em rodelas grossas (não se esqueça de fervê-lo antes de usar para evitar contaminação), e as cebolas cortadas em rodelas (acerte o sal, se achar necessário).

Regue generosamente com o azeite extra virgem e salpique um pouco de orégano. Lembre-se que é essencial usar um bom azeite extra-virgem.

Leve ao forno por 30 minutos e, antes de servir, adicione as azeitonas.

Sugestão: algumas pessoas preferem dar uma boa refogada no bacalhau com alho, a cebola, azeite, os pimentões e salsinha em vez de orégano, antes mesmo de montar e levar ao forno.

Pronto, sirva em seguida e ….. boa Páscoa!!!!

By Joe.

Morte lenta

Posted in Reflexão with tags , , , , , , , , , , , on 26/03/2010 by Joe

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televião o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os i´s em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ato de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade!

By Pablo Neruda.

A implosão da mentira

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/03/2010 by Joe

“Mentiram-me.
Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.

Mentem de corpo e alma completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.

Mentem sobretudo impunemente.
Não mentem tristes,
alegremente mentem.
Mentem tão nacionalmente
que acho que mentindo história a fora
vão enganar a morte eternamente.

Mentem, mentem e calam
mas nas frases falam
e desfilam de tal modo nuas
que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura,
mas não se chega à verdade pela mentira nem à democracia pela ditadura.

Evidentemente crer que uma flor nasceu em Hiroshima e em Auschwitz havia um circo permanentemente.

Mentem, mentem caricaturalmente,
mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem como o espelho transparente
mentem deslavadamente como nenhuma lavadeira mente ao ver a nódoa sobre o rio
mentem com a cara limpa e na mão o sangue quente,
mentem ardentemente como doente nos seus instantes de febre,
mentem fabulosamente como o caçador que quer passar gato por lebre e nessa pilha de mentiras a caça é que caça o caçador
e assim cada qual mente indubitavelmente.

Mentem partidariamente,
mentem incrivelmente,
mentem tropicalmente,
mentem hereditariamente,
mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente
constroem um país de mentiras diariamente.”

By Afonso Romano de Sant’Anna.

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