Arquivo para janeiro, 2010

Amazônia – Uma Viagem Interior

Posted in Livros with tags , , , , , , , , , , , , on 31/01/2010 by Joe

Livro: Amazônia – Uma Viagem Interior
By Fernando Leite
Editora: Livropronto

Cansado de viajar em férias para os mesmos lugares da Europa, Rodrigo, um grande empresário paulistano da década de 50, acata a sugestão de um amigo, para conhecer a misteriosa e fascinante Amazônia.

Vilma, sua esposa, não concorda em viajar com ele para um lugar tão inóspito. Resoluto, viaja sozinho em pequena aeronave. Aproximando-se do pouso, a aeronave, açoitada por terrível tempestade tropical, cai no meio da Floresta Amazônica.

Resgatado por uma estranha tribo indígena, Rodrigo é iniciado nos misteriosos conhecimentos deixados pelos ancestrais Maias, Incas, Toltecas e Mexícas, enquanto se recupera fisicamente do acidente. Novos horizontes vão sendo descortinados, generosamente, durante todo o processo do seu restabelecimento físico.

Enquanto isto, em São Paulo, Vilma, sua esposa, livre da presença do marido e com muitos recursos financeiros, resolve experimentar novas aventuras em solo europeu e envolve-se sofregamente em aventuras amorosas em Paris.

Restabelecido do acidente aéreo, Rodrigo retorna à São Paulo e envida todos os esforços para solucionar o misterioso desaparecimento de sua esposa, ao mesmo tempo em que, impulsionado pelos conhecimentos adquiridos no Amazonas, resolve patrocinar o projeto para as novas instalações do MASP – Museu de Arte de São Paulo.

Sentindo muita falta das pessoas que deixou no Amazonas, aliado à sede de conhecimentos iniciados naquela aldeia, Rodrigo resolve se aposentar e retorna à Ararêtama – a “Terra da Luz”. Quando chega, participa ativamente da expedição nas matas fechadas da floresta, coordenada por Mayara, líder espiritual da Aldeia, na tentativa de localizarem um sítio arqueológico de tempos imemoriais, com possíveis tesouros deixados por civilizações há muito desaparecidas.

Nesta expedição conhece sua alma gêmea, Ísis, arqueóloga reconhecida mundialmente. Juntos encontram, na floresta, várias lâminas em cristal translúcido, com estranhas inscrições gravadas. O que significariam aquelas inscrições?

O autor nos convida a participar desta viagem interior, rica em aventuras, romance, sabedoria e momentos de pura magia, mistérios e bom humor!

By Joe.

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Pudim de Maria-Mole

Posted in Receitas with tags , , , , on 30/01/2010 by Joe

Se tem uma coisa que tem gosto de infância é Maria-Mole!! Desde aquelas que a gente comprava nas quitandas do bairro e vinha com um brinquedinho, até as que eram feitas em casa, grandonas e com bastante coco ralado!

A receita de hoje não é, especificamente, de Maria-Mole, mas sim de um pudim delicioso que usa como base aquele pó para Maria-Mole que vem em caixinhas. Fácil de preparar, delicioso como sobremesa ou para comer a qualquer hora que der vontade de comer um doce.

Pudim de Maria-Mole

Ingredientes

1 lata de creme de leite gelado
1 lata de leite condensado
1 pacote de pó para Maria-Mole
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de água fervente
50 g de coco ralado seco

Para a calda

4 colheres (sopa) de água
1 xícara (chá) de geléia de ameixas

Modo de preparo

Dissolver o pó para Maria-Mole em água fervente, mexendo bem. Coloque no liquidificador a Maria-Mole dissolvida, o creme de leite gelado, o leite e o leite condensado. Bata tudo e coloque em uma forma untada com óleo. Leve à geladeira por 24 horas.

Para a calda, dissolva a geléia de ameixas (ou qualquer outra de sua preferência) com a água em uma panela. Jogue por cima do pudim já desenformado.

By Joe.

Momento

Posted in Reflexão with tags , , , , , on 29/01/2010 by Joe

“É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos, nem os desejos de razão.

O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver”.

By Gabriel Garcia Marquez.

Valorize o que você tem

Posted in Inspiração with tags , , , , , , , , , , , on 28/01/2010 by Joe

O dono de um pequeno comércio, amigo do poeta Olavo Bilac, uma das maiores figuras do parnasianismo brasileiro, abordou-o na rua:

– “Senhor Bilac, preciso vender meu sítio, aquele que o senhor conhece tão bem”, disse. “Será que poderia me ajudar, redigindo um anúncio para o jornal?”

Bilac apanhou o papel e escreveu:

“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.

Meses depois, Bilac voltou a encontrar o homem e perguntou se havia vendido o sítio.

– “Nem pensei mais nisso”, respondeu ele. “Quando li o anúncio percebi a maravilha que tinha. Às vezes desprezamos as coisas boas que possuímos e vamos atrás da miragem de falsos tesouros”.

Moral da estória:

Olhe em volta, valorize o que você tem, as pessoas amadas, os amigos com os quais pode de fato contar, o conhecimento que adquiriu, sua boa saúde e as belezas da vida, que são verdadeiramente seu mais precioso tesouro.

Autor desconhecido.

Uma informação, por favor!

Posted in Contos with tags , , , , on 27/01/2010 by Joe

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.

Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era: “Uma informação, por favor”, e não havia nada que ela não soubesse. “Uma informação, por favor” poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência pessoal com esse gênio na garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível, mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia. Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido ate que pensei: o telefone! Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:

– Uma informação, por favor.

Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido:

– Informações.

– Eu machuquei meu dedo… – disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência.

– A sua mãe não está em casa? – ela perguntou.

– Não tem ninguém aqui – disse eu, soluçando.

– Está sangrando?

– Não – respondi. – Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo…

– Você consegue abrir o congelador?

– Sim.

– Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo – disse a voz.

Depois daquele dia eu ligava para “Uma informação, por favor” por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.

Então, um dia, Pety, meu canário, morreu. Eu liguei para “Uma informação, por favor” e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava:

– Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?

Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente:

– Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também.

De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo.
“Informações”, disse a voz já tão familiar.

– Você sabe como se escreve “exceção”?

Tudo isso aconteceu na minha cidade natal, Seattle. Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. “Uma informação, por favor” pertencia àquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala.

Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saíam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo. Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um menininho.

Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião fez uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia-hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que ainda morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

– Uma informação, por favor.

Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo:

– Informações.

Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando:

– Você sabe como se escreve “exceção”?

Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave:

– Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul.

Eu ri.

– Então, é você mesma! – eu disse. – Você não imagina como era importante para mim naquele tempo.

– Eu imagino – ela disse. – E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse.

Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.

– É claro! – ela respondeu. – Venha até aqui e chame a Sally.

Três meses depois fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei para a Sally, uma voz diferente respondeu:

– Informações.

– A Sally, por favor.

– Você é amigo dela? – a voz perguntou.

– Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul.

– Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas por meio-dia porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas. Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:

– Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?

– Sim.

– A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você.

A mensagem dizia:

– “Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender.”

Eu agradeci e desliguei. Eu entendi…

Autor desconhecido.

Strip-tease

Posted in Relacionamentos with tags , , , , , , , , on 26/01/2010 by Joe

Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente. Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara:

– “Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto”.

Então ela desfez-se da arrogância:

– “Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.”

Era o pudor sendo desabotoado:

– “Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou”.

Retirava o medo:

– “Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”.

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua:

– “Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui”.

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

By Martha Medeiros.

Parabéns, São Paulo!

Posted in Atualidade with tags , , , , , , , , , , , , on 25/01/2010 by Joe

Sampa

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas.

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João.

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes.

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso.

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva.

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa.

Composição de Caetano Veloso.

By Joe.

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